Ramona Allmond, 84 anos, vivia como aposentada na pequena cidade de Temaha County, na Califórnia (EUA), até morrer em dezembro, de causas ainda não-conhecidas. Porém, 10 meses após a morte, a filha da idosa, Kathleen Theresa Allmond, 50, e seu filho Tony Ray, 30, foram presos domingo, acusados de cremar o corpo de Ramona na churrasqueira da casa da família, para continuar a receber a pensão dela.
As suspeitas foram levantadas por um outro filho de Ramona, não-identificado, que mora em Los Angeles, também na Califórnia, mas não recebia notícias da mãe desde o fim do ano passado. Quando Kathleen e o filho foram visitá-lo sem levar Ramona e não deram explicação convincente para a ausência, ele desconfiou e pediu à polícia para investigar o paradeiro da idosa.
Os agentes interrogaram Kathleen e concluíram que ela e o filho Tony tinham cremado a idosa na churrasqueira da família, que havia sido usada um mês antes para assar o tradicional peru do Dia de Ação de Graças.
Colar macabro
Um dos policiais que investiga o caso afirmou que Kathleen fez um colar com uma parte do crânio da mãe e colocou uma foto sua usando o colar em sua página no site de relacionamentos MySpace.
Cadáver ficou 17 horas no fogo
Segundo a polícia, Ramona morreu por volta do dia 4 de dezembro. Durante uma semana, Kathleen e Tony mantiveram o corpo da idosa num quarto, até que decidiram cremá-lo na pequena churrasqueira do quintal dos fundos. A cremação durou cerca de 17 horas, segundo os investigadores. Durante os meses em que Ramona ficou desaparecida, seu filho ligou para tentar falar com ela, mas foi atendido pela irmã Kathleen, que tentou imitar a voz da idosa para enganá-lo.