Em tempos de crise econômica, desemprego e mercado de trabalho cada vez mais difícil, seria justo as empresas negarem a contratação de pessoas que estão com nomes incluídos nos órgãos de proteção ao crédito? Assim como o internauta Eduardo Almeida, 48 anos, que postou essa mensagem num tópico da comunidade do Jornal MEIA HORA no Orkut, muitas pessoas devem fazer a mesma pergunta.
Segundo a consultora de RH Gláucia Santos, do Grupo Catho, normalmente as empresas não falam abertamente sobre essa questão, mas a prática realmente é muito abordada. "Isso está ligado a confiabilidade que a empresa pode depositar no profissional. É uma forma de verificar o controle que ele tem dos gastos pessoais e se pode reproduzir essa conduta na vida profissional", explica Gláucia, ressaltando que a exigência é mais comum nas instituições financeiras e no comércio.
Mas além disso, há questões importantes que os candidatos devem prestar atenção. O currículo, a dinâmica de grupo e a entrevista são decisivos. "É importante ressaltar quais são seus objetivos, o que espera a curto, médio e longo prazo e o que aprendeu em empregos anteriores", afirma a consultora, frisando que o candidato não deve falar mal do empregador anterior, da função que exercia ou de problemas de relacionamento.