Sábado, 29 Novembro, 2008

Renato Gaúcho solta o verbo

No momento mais difícil da história do Vasco, o brincalhão técnico Renato Gaúcho parou de sorrir. Nas últimas semanas, o treinador sempre apareceu na Colina com a fisionomia fechada e o olhar perdido. Ontem, a paciência se esgotou, e ele admitiu que não vê a hora de acabar com a agonia da luta contra a degola. Pressionado, Renato decidiu desabafar.

"Eu fiz tudo o que eu poderia fazer desde que assumi o cargo. E não estou arrependido de nada, mas doido para acabar logo esse sofrimento. Nunca mais vou assumir outro clube na situação em que encontrei o Vasco", prometeu o treinador.

Renato começou a trabalhar no Vasco dia 20 de setembro, a 13 jogos do fim do Brasileiro, quando a equipe já estava atolada na zona de rebaixamento. "Quem está de fora não sofre nem um terço do que a gente sofre aqui com esse ambiente pesado. Quem quebra a cabeça é o treinador, que não tem sossego, folga, nada. A cabeça fica a mil. Não durmo."

Quando foi lembrado de que já foi rebaixado com o Flu, em 1996, Renato disse que não há comparação entre as situações. "Eu era jogador, estava contundido e assumi para quebrar um galho. Tinha até virada de mesa. Hoje, não. Sou treinador."

André e Vílson entram

Renato revelou que o time que vai enfrentar o Coritiba terá duas mudanças em relação ao que perdeu para o São Paulo. Na defesa, André entra no lugar de Jorge Luiz, suspenso. Na lateral esquerda, o zagueiro Vílson será improvisado na vaga de Edu Pina. "É minha hora de mostrar por que estou no Vasco", disse André.


Sexta-feira , 28 Novembro, 2008

Renato se irrita com cartola que revelou que técnico ganhará prêmio se time não cair

Como se não bastasse a terrível situação do Vasco no Brasileiro, o clube vive dias de turbulência fora de campo. Após o lançamento do polêmico novo uniforme, ontem foi a vez de o vice-presidente jurídico, Luiz Américo, criar outra crise, ao confirmar que o técnico Renato Gaúcho receberá bela grana se o time escapar do rebaixamento. O treinador não gostou.

Ontem de manhã, Luiz Américo revelou que existe cláusula no contrato de Renato que prevê o pagamento de prêmio caso a equipe permaneça na Série A. Ao tomar conhecimento da declaração do cartola, o técnico fechou a cara, irritadíssimo.
"Em primeiro lugar, ele não deveria ter falado isso para a imprensa. Contrato é coisa particular, é segredo. Além do mais, não estou preocupado com isso agora. Minha preocupação é tirar o Vasco desta situação."

Quando negociou sua volta a São Januário, Renato Gaúcho aceitou receber salário menor do que o que ganhava no Flu, mas ficou combinado prêmio caso o técnico tirasse o Vasco da degola. O treinador segue otimista, mas já diz que aceitaria ficar na Colina em caso de rebaixamento.
"Embora continue pensando positivamente, não vejo problema algum em continuar no Vasco, mesmo na Segunda Divisão. Teria muita coisa para consertar. Mas não é hora de falar disso."

Os jogadores não vão receber prêmio algum em caso de permanência na Série A. Esta semana, o presidente Roberto Dinamite revelou que chegou a oferecer bicho extra para o grupo, mas os atletas não aceitaram.

Exemplo vem de São Paulo

Renato Gaúcho disse que os clubes do Rio devem seguir o exemplo do futebol paulista, que pode ter sete equipes na Série A em 2009, caso a Portuguesa escape da degola, porque Corinthians, Santo André e Barueri ficaram entre os quatro primeiros da Série B e garantiram o acesso.
"Isso se resume numa palavra: planejamento. Os clubes cariocas costumam se iludir ao conquistarem um Estadual."


Terça-feira, 25 Novembro, 2008

Renato Gaúcho aprovaria a idéia de oferecer dinheiro a Atlético-PR e Botafogo

Desesperado na luta contra o rebaixamento, o técnico do Vasco, Renato Gaúcho, revelou ontem que aprovaria até o uso da mala branca pelo clube, oferecendo dinheiro a Atlético-PR e Botafogo para que derrotem Náutico e Figueirense, respectivamente, domingo. Resultados que interessam ao Vasco na briga contra a degola.

"Sou a favor da mala, sim. Ela sempre existiu na Libertadores, no Brasileiro e vai existir sempre. É como doença: não acaba nunca", afirmou Renato.

O treinador lembrou que não é ilegal oferecer dinheiro para que um jogador ganhe incentivo extra para vencer uma partida. Ele disse ainda que já passou por várias situações assim.
"O uso da mala não tem nada de fora da lei, porque o clube não está comprando o jogador, o juiz, o bandeirinha ou o resultado. É só um estímulo, e que acontece em todo lugar", afirmou.

Perguntado se a diretoria do Vasco estava disposta a mandar dinheiro para General Severiano e Arena da Baixada, o técnico despistou: "Aí já é com a direção do clube. Já tenho muitos problemas com que me preocupar".

Dinamite nega artifício

O presidente Roberto Dinamite descartou qualquer chance de oferecer dinheiro a Botafogo e Atlético-PR. O cartola garantiu que jamais viu o homem da mala. "Nunca vivi esse negócio de mala branca no futebol. E o Vasco não tem dinheiro sobrando. Se tivesse de dar dinheiro, daria aos meus jogadores, que até recusaram premiação para manter o clube na Primeira Divisão", disse.

O atacante Leandro Amaral também discordou de Renato: "Jogador é profissional. Não adianta dar dinheiro pros outros se não fizermos nossa parte".

'São Paulo pagou ao Vitória'

O gerente de futebol do Vasco, Carlos Alberto Lancetta, também se mostrou favorável à mala branca: "Vejo com naturalidade. O São Paulo pagou R$ 250 mil para o Vitória vencer o Grêmio. Cada jogador levou R$ 10 mil. Por que você acha que os jogadores comemoraram tanto no final?".

O vice de futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, pensa de maneira parecida. "Mala branca não dá para falar, mas bicho sempre existiu e não importa de onde venha, é bem-vindo."
O atacante Washington, do Flu, concorda com Renato: "Vergonhoso é aceitar dinheiro para perder. Para ganhar, não faz mal a ninguém".


Segunda-feira, 24 Novembro, 2008

Mengão quer tirar o árbitro cegueta da Copa e vai mandar para a Fifa vídeo com erro dele

Diretoria do Flamengo declarou guerra ao árbitro Carlos Eugênio Simon, que deixou de marcar pênalti claro a favor do time no último minuto do jogo contra o Cruzeiro, domingo, no Mineirão, que terminou com derrota rubro-negra por 3 a 2. Ontem, o vice de futebol Kleber Leite anunciou que vai mandar vídeo com o erro do juiz para CBF, Conmebol e Fifa. O objetivo é tirar Simon da Copa de 2010 - ele é o único brasileiro pré-selecionado para apitar na competição.

Kleber Leite contou que ouviu do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Correa, a promessa de que Simon será punido pelo erro. "O Sérgio disse que também não entendeu o motivo pelo qual o Simon não marcou o pênalti. Explicou que conversaria com o Simon para questioná-lo sobre o fato, mas que uma punição não estava descartada, que esse erro absurdo não ficaria impune", afirmou o dirigente, em nota oficial publicada no site do clube.

No mesmo texto, Kleber Leite deixa claro que quer interromper a carreira internacional de Simon, que trabalhou nas últimas duas Copas: "Esse cidadão não pode mais prejudicar ninguém. Estamos apenas alertando a Fifa e outras entidades do futebol sobre a competência desse juiz".
Sérgio Correa admitiu que o árbitro errou: "Foi pênalti, e o Simon estava perto. Nenhum árbitro é infalível, mas ele tem que assumir responsabilidades".

Imagem polêmica

Circulou ontem na Internet imagem na qual Carlos Eugênio Simon apareceria abraçado a dois jovens com a camisa do Cruzeiro. A foto foi enviada ao site Globoesporte.com, e os autores garantem que não é montagem. O árbitro virou alvo da ira dos rubro-negros, que o chamaram de 'raposa', mascote do Cruzeiro que também é símbolo da astúcia e da trapaça.

Todas as emoções do mundo...em apenas uma rodada

Mais um fim-de-semana de Brasileirão. Mais um fim-de-semana emocionante, de muita bola rolando, gols, e emoção até os últimos minutos. Nesse campeonato tão imprevisível, uma coisa é quase certa: o São Paulo vai levantar a taça mais uma vez.

É a prova de que nem sempre gastar milhões, formar um timaço e colocar um técnico de primeira linha é sinônimo de ser campeão. Tanto São Paulo quanto Grêmio, os dois primeiros colocados do campeonato, não tem nenhuma das três coisas. Um sinal aos demais clubes: é preciso trabalhar a base e fortalecer a estrutura do clube para levantar uma taça em um campeonato de pontos corridos. É inadmíssivel que, em pleno século 21, alguns dos maiores e mais populares clubes do país não tenham CT nem estádio.

Só um desastre tira o título do Morumbi - o Grêmio, vice-líder, teria de vencer dois jogos e torcer por duas derrotas do tricolor paulista. Pouco provável para um time como o SP, que está há três meses invicto. E enquanto isso, segue a briga pela Libertadores e para fugir do rebaixamento. Essas duas, sim, imprevisíveis.

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Na ponta de cima, o Flamengo chorou ontem. Chorou com os erros do árbitro Carlos Eugênio Simon (e do bandeira chamado Bandeira), chorou com a pressão do Cruzeiro, chorou com os próprios erros. Como disse um colega jornalista blogueiro, Caio Júnior vê um jogo totalmente diferente dos demais mortais. Ele não é mau técnico, ao contrário, mas parece ter dificuldade para reconhecer quando o time não vai bem.

Ontem o Cruzeiro sobrou, e quando precisou, pressionou e fez os gols que quis. O Fla parece ter entrado em campo para empatar, jogou recuado demais, marcou mal, e a tão elogiada defesa falhou nos três gols. Elogios apenas para Diego Tardelli, que após três meses parado, conseguiu dar mais movimentação ao ataque do que o inoperante Marcelinho Paraíba.

Sabe o que parece que faltou? Estratégia. Pensar um jeito de parar o adversário, achar uma falha na marcação, um erro que ele costume cometer. Encaixar um jeito de jogar que tome forma nos erros do Cruzeiro. Vencer 'na força' fora de casa é muito difícil.

Ah...Carlos Eugênio Simon errou, também, e prejudicou o Fla. Mas se o time tivesse jogado melhor e vencido, não precisava reclamar da arbitragem.

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Jogando em casa, o Vasco chorou diante do São Paulo após o apito final. Não foi por falta de luta, nem de esforço, mas sim de pontaria. Parece que faltou calma ao time da Colina. O desespero causado pela ameaça de rebaixamento parece ter subido à cabeça. E contra um time nervoso e desesperado, o frio e gelado elenco do São Paulo faz a festa.

Agora a situação é muito difícil, e só um milagre livra a equipe cruzmaltina desse vexame. É uma pena que o time caia após Roberto Dinamite assumir a presidência...fica parecendo que a culpa é totalmente dele. Digo totalmente porque tem culpa, sim, em parte. E precisa saber disso, assumir isso. Ele conhecia bem a herança maldita quando assumiu o mandato, e mesmo assim deu a cara à tapa.

Aliás, que ano negro para Renato Gaúcho, hein? De repente é melhor ele fazer como Cuca, tirar umas férias, dar um tempo, sumir.

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No Sul, o Flu fez seu dever de casa e bateu os reservas do Inter por 2 a 0. Não entendi a raiva de René Simões, que disse que a equipe esteve "dispersa além do admissível". Apesar disso, gostei. Finalmente um técnico que não se deixa iludir pelo resultado, que não vem com essa história de "goleada de 1 a 0", e que se preocupa com a forma, o conjunto, a postura do time, muito mais do que com os 3 pontos.

O Tricolor foi o único carioca a sorrir na rodada, e está praticamente livre do rebaixamento. Mais uma prova do bom trabalho de René.

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Nem tem muito o que comentar do Botafogo. É difícil falar de um time que joga apenas para cumprir tabela...nunca se sabe se ele está lutando por um resultado, se joga apenas para treinar, enfim. O que mais me chamou a atenção no empate com o Atlético-PR, sábado, foi Zárate. Dá para perceber que o gringo é habilidoso, mas que está sem forma e sem preparo físico. Alô, Ney Franco, cadê o trabalho de base?

Fluzão sai do sufoco

O Fluzão fez ontem o dever de casa e venceu com facilidade os reservas do Inter por 2 a 0, em Porto Alegre. Além de estar quase garantido na Série A em 2009, o Tricolor também entrou na zona de classificação para a Sul-Americana. Um empate nos próximos dois jogos praticamente garante o Flu na Primeira Divisão.

Apesar de começar jogando melhor, o Flu teve muitas dificuldades para furar o bloqueio do Inter. Mas aos poucos o time foi se acalmando e acabou premiado: aos 15, Romeu recebeu de Conca na intermediária e mandou uma bomba, fazendo um golaço.

Depois do gol, o Flu diminuiu o ritmo e passou a dar espaços ao adversário, que foi para cima. Mas, apesar de ter a bola, o Inter não incomodou o goleiro Fernando Henrique. E Washington ainda perdeu ótima chance, ao passar por dois zagueiros e chutar de canela para fora.

Conca brilha

Depois do intervalo, o Fluzão continuou comandando o jogo, administrando o resultado e gastando a bola. O Inter quase empatou aos 9, em chute de longe de Daniel Carvalho, que passou tirando tinta da trave. Em seguida, os tricolores pediram pênalti, numa bola que bateu na mão de Danny Morais.

Aos 14 minutos, Conca soltou uma bomba, obrigando Lauro a fazer ótima defesa. Seis minutos depois, de novo Conca armou boa jogada ao lançar Júnior César, que foi derrubado por Peçanha dentro da área. Pênalti que Washington bateu bem, com categoria, para fazer o segundo. Daí para a frente, foi só administrar a vantagem, esperar o apito final e comemorar.


Sábado, 22 Novembro, 2008

Todos contra o Tricolor Paulista

Torcedores de Fla e Vasco estão unidos - ainda que com restrições, por causa da rivalidade entre os clubes - para 'amarrar' o São Paulo. Líder do campeonato, o Tricolor Paulista enfrenta o time cruzmaltino em São Januário, e o resultado da partida vai interferir no futuro do Rubro-Negro, que pega o Cruzeiro em Minas.

Se o São Paulo vencer, o Fla fica mais longe do título, e o Vasco, mais perto da degola. No entanto, se o time da Colina sair vitorioso, pode deixar a zona de rebaixamento e ajudar o Mengão a seguir na briga pelo hexacampeonato.

Diante disso, vale tudo para atrapalhar o Tricolor Paulista: macumba, simpatia, vela, charuto, colocar o escudo do inimigo de cabeça para baixo ou o que mais vier à cabeça.

Os balconistas José Roberto Gomes da Silva, 32 anos, e Elisabete Romão da Silva, 47, se reuniram na Casa Orixás em Festa, no Mercadão de Madureira, para 'segurar' o São Paulo. "Sou vascaíno e não estou pensando em ajudar o Flamengo. O importante é a gente. Vamos escapar do rebaixamento", diz José Roberto, que estará em São Janu.

Já Elisabete, rubro-negra doente, diz que não torcerá pelo inimigo carioca, mas vai 'secar', e muito, o Tricolor Paulista. "Não gosto do Vasco, por isso vou torcer só contra o São Paulo. Com certeza, vai dar para o Mengão chegar lá", aposta Elisabete.


Sexta-feira , 21 Novembro, 2008

Bruno é pivô de nova crise

Na reta final do Brasileirão, mesmo com o Flamengo em terceiro lugar na competição, a chapa esquentou no clube. O pivô da crise é o goleiro Bruno, que foi cobrado por não ter feito as refeições com o restante do grupo, como havia sido combinado. Ontem, o camisa 1 explodiu de raiva ao saber que a informação havia sido divulgada pela imprensa.

"Para a notícia vazar, é porque o grupo não anda lá essas coisas. Algum X-9 dedurou. Isso não é nada legal. Se é um grupo, é um grupo. Tem algo errado", afirmou o goleiro, que acabou multado pela diretoria por ter faltado às refeições.

Bruno decidiu se rebelar porque não gostou da mudança da programação do clube. Quarta-feira, o Rubro-Negro treinou em dois períodos: de manhã, na Gávea, e à tarde, no Ninho do Urubu, em Vargem Grande.

"O que nos foi falado é que não teria mais treino em dois períodos. Que iríamos treinar forte, mas só de manhã. É preciso se programar direito. Mas não é culpa dos jogadores, nem do Caio, é da diretoria", detonou.

Bruno revelou que a mudança foi decidida pelos dirigentes, ao saberem que o líder São Paulo treinaria em dois períodos a semana inteira.

"Foram cobrar do Caio que o São Paulo treina o dia todo. Só que o São Paulo tem uma estrutura: hotel, restaurante e concentração sem se deslocar. Não tem o estresse do trânsito, passar 40 minutos para chegar em um local", disse o jogador.

Segundo Bruno, vários atletas reclamaram da mudança. "O jogador não descansa. Dorme meia hora e fica com sono no treino", disse Bruno.

Pitacos da Hora

E vamos nós!!!

- O Flamengo não aprende. Depois de vencer o Palmeiras e ter uma semana calma, sem oba-oba, agora o goleiro Bruno detona uma crise no clube ao criticar os colegas e a diretoria. Assim é difícil ir além do Estadual.

- Não dava para reclamar da estrutura do Fla - com toda razão - depois que o campeonato acabasse?

- Renato Gaúcho testa mil formações, esquemas e escalações diferentes para o Vasco encarar o São Paulo. Ele está tentando confundir o adversário ou está totalmente perdido? Qualquer coisa, o ex-técnico Tita já disse que pode ajudar.

- Como é que o Vasco trouxe vários jogadores e não achou nenhum lateral-esquerdo nem meia-esquerdo decente? Não dá pra entender...

- Ney Franco renovou com o Botafogo para 2009. Tá com cara que a comissão técnica vai ser a única que não vai vazar do clube, né não? Diretoria, jogadores, e até os funcionários alvinegros ameaçam pedir as contas depois do Brasileirão.

- Até o presidente Bebeto de Freitas já aceitou proposta para voltar ao Atlético-MG!

- René Simões deu uma acalmada. Depois do "mastermind", do "milagre da multiplicação de jogadores" e de outros truques, agora ele conta historinhas infantis para os jogadores nas Laranjeiras. Tem que tomar cuidado para o conto de fadas não virar filme de terror...


Quinta-feira, 20 Novembro, 2008

Luís Fabiano mete três gols e comanda a vitória do Brasil sobre Portugal por 6 a 2

Comandado por Kaká e Luís Fabiano - que deu uma de Ibson, no jogo do Flamengo contra o Palmeiras, e fez três gols -, o Brasil enfiou 6 a 2 em Portugal, ontem, em Brasília. No duelo pessoal entre Kaká e Cristiano Ronaldo, o brasileiro também levou a melhor, com bons passes e jogadas, enquanto o português só chamou atenção ao quase provocar uma confusão em campo.

Antes da partida, homenagens a Pelé e Felipe Massa emocionaram a galera. Depois do pontapé inicial do Rei do Futebol, o jogo começou bastante movimentado, e, logo de cara, Portugal foi para cima. No primeiro lance de perigo do time luso, Bruno Alves chutou para o gol após cobrança de escanteio e Danny, de letra, abriu o placar. O gol acordou a Seleção, que buscou a reação rapidinho. Aos 8 minutos, Robinho arrancou pela esquerda e tocou para Luís Fabiano, que, com um belo toque, fez 1 a 1.

Aos 14, Kaká tocou para Robinho, que entrou na área e chutou para fora, à direita do gol. Na chance seguinte, de novo Kaká fez ótima jogada e rolou para Luís Fabiano virar o jogo: 2 a 1.

O Brasil voltou devagar para o segundo tempo, mas aos poucos foi ficando arrasador. Maicon fez ótima jogada pela direita e mandou uma bomba para fazer o terceiro, aos 10. Dois minutos depois, Maicon recebeu e cruzou para Luís Fabiano, em dia inspirado, marcar o quarto e justificr o apelido de Fabuloso.

Quatro minutos depois, Simão descontou após bobeada da zaga. Mas a resposta brasileira não tardou: Elano recebeu na direita, avançou e chutou de curva para fazer o quinto. Cristiano Ronaldo quase estragou a festa ao se estranhar com Marcelo após cobrança de escanteio. Mas o dia era verde-eamarelo e, no último minuto, Adriano, de cabeça, fez o sexto e fechou o placar.


Quarta-feira, 19 Novembro, 2008

Pitacos da Hora

- O show de Ibson e Kleberson, domingo, contra o Palmeiras, foi lampejo ou 'deslancho', como comentou um coleguinha? Se realmente a formação deslanchou, o Fla se torna um time duas vezes mais perigoso, com um meio-campo capaz de brilhar pelo centro e pelas laterais. Se foi só um lampejo, Caio Júnior precisa pensar urgente em outra forma de jogar.

- Onde está o camisa 9 que o Rubro-Negro prometeu no meio do ano? Obina é carismático, mas parece viver de pequenos momentos. Josiel não emplacou. Por onde andam Vandinho e Fernandão?

- Alguém aí falou em Adriano no Fla?

- O Fluzão pode trocar Conca (que iria para o São Paulo) por Carlos Alberto (que veio do Botafogo). Não sei se a troca compensa...

- Maicon parece jogar mais que Everton Santos, mas é preciso ter paciência com o garoto.

- O Botafogo corre o risco de perder quase o time inteiro ano que vem. E engraçado que não se fala em reforços no Alvinegro. Será que a nova diretoria pensa em estrear com o pé esquerdo, brigando para não cair para a Série B?

- Renato Gaúcho anda triste, cabisbaixo, desanimado. Quando o técnico perde o otimismo - ainda mais Renato, que costuma ser alegre e brincalhão - é porque a coisa tá feia mesmo.

- Outro que não fala em reforços é o Vasco. Será que a diretoria pensa em continuar com esse mesmo time ano que vem? Ou estariam esperando definir o rebaixamento para começar?

- E não me venham com esse negócio de que "a única coisa que interessa é ficar na Série A". Nessa indefinição, bons nomes acertam com outros clubes. Acho bom o Vasco acordar...


Segunda-feira, 17 Novembro, 2008

Ibson vive dia de herói

O gol de letra de Ibson encantou toda a Nação Rubro-Negra, mas não comoveu o próprio jogador. Quando perguntado sobre seu gol mais bonito na vitória sobre o Palmeiras por 5 a 2, domingo, no Maracanã, o apoiador destoou da maioria.

"Meus dois últimos gols foram muito bonitos. É complicado escolher. Mas pensando bem, o que eu finalizei de 'chapa' foi mais bonito. O toque de letra foi mais um improviso. Pensei que daria a bola para o Kleberson e passaria para receber, mas a finalização não tem como você prever. Tive a felicidade de pegar bem na bola e fazer o gol", explicou o artilheiro do time no Brasileirão, com 10 gols.

No domingo à noite, quando chegou em casa, o jogador viu que o pequeno Ibson Júnior, de 1 ano, não sabe ler nem escrever, mas já conhece o significado da letra no futebol. O menino não cansou de repetir a palavra "gô" (gol) para o pai.

Ontem, Ibson viveu um dia de herói e foi saudado pelos torcedores a todo instante. O jogador acredita que o Mengão voltou à briga pelo título brasileiro.
"A vitória sobre o Palmeiras foi muito importante para voltarmos ao G-4 e para brigarmos pelo título, mas não garantimos nada. Somente com muito trabalho conseguiremos nossos objetivos. Quanto ao título, temos que fazer a nossa parte. Já teremos um desafio muito complicado contra o Cruzeiro", disse.

A qualidade do grupo

Segundo Ibson, a qualidade de todo o elenco é o ponto forte da equipe rubro-negra na briga pelo título: "Não dá para falar só de mim. Eu não sou ninguém sem meus companheiros. Somos 30 jogadores".

'Não ganhamos p. nenhuma', alerta Kléber Leite

Ainda na noite de domingo, pouco depois da goleada de 5 a 2 sobre o Palmeiras, o vice de futebol do Flamengo, Kléber Leite, ligou para Caio Júnior, alertou que o time ainda não ganhou nada e pediu cuidado nas entrevistas. Tudo para evitar um oba-oba como aquele antes da derrota de 3 a 0 para o América-MEX, que levou à eliminação da Libertadores.

Ontem, pronto para dar entrevistas fora do clube, Ibson foi aconselhado a não ir. Proibição? "Não, recomendação", afirmou Kléber, que deu o seu recado: "Não ganhamos p. nenhuma. É pezinho no chão, muita reflexão e pouca falação. Caso contrário, vira circo".

'O jogo acabou, passou'

O dirigente explicou por que acha necessário evitar entrevistas. "Não tem o que falar, pois ainda não ganhamos p. nenhuma. A vitória foi boa, importante, mas daqui a pouco vira festa. O jogo com o Palmeiras acabou, passou. No futebol tudo é momento. Não tem nada ganho", disse.
Kléber também afirmou que a segunda-feira não teve nada de especial para Ibson, que fez três gols dos cinco marcados no domingo. "Não é dia especial nada. O primeiro dia especial será quando conseguirmos a vaga na Libertadores. Aí, chamamos bandinha de música, a Gisele Bündchen, trazemos de volta o palhaço Carequinha. Outro dia especial seria se conseguíssemos o título."

Guerreiros em campo

O filme Tropa de Elite, que era usado nas palestras antes dos jogos do Mengão na era Joel Santana, saiu de cena. Agora, o mais novo sucesso na Gávea é 300 Guerreiros em campo que compara os jogadores rubro-negros aos heróis do filme 300, que narra a batalha do Rei Leônidas e seus homens contra os persas na Grécia.

Antes da vitória sobre o Palmeiras, a montagem foi transformada num painel de 1,5 m de altura por 1 m de largura e mostrada aos jogadores. Após a partida, Fábio Luciano gostou tanto da idéia que levou a imagem para casa. O sucesso foi tão grande que outros jogadores também já fizeram encomendas.

O psicólogo do Flamengo, Paulo Ribeiro, revelou como foi a reação do grupo ao ver o cartaz. "Não usamos rostinhos bonitos, mas sim expressões fortes, como se estivessem indo para a batalha. E a mensagem: 'Nesta imagem somos alguns, mas no jogo seremos 300 guerreiros em campo'. Todos ficaram emocionados, foi uma grande alegria", contou Paulo.

Funcionário do departamento de futebol, Claudecir Silva foi o responsável pelo 'anúncio' do filme e pela montagem do cartaz. "Os jogadores pedem para eu fazer gozações, mas dessa vez fiz algo para incentivá-los. O Paulo Ribeiro aprovou", afirmou Claudecir.

O psicólogo teve trabalho nas últimas semanas para conter insatisfações, amenizar o ambiente e firmar um pacto para que todos os problemas fossem deixados de lado e o time focasse apenas na missão de terminar a 'batalha' do Brasileirão entre os quatro primeiros colocados.

Salários antecipados pra incentivar a equipe

Para dar incentivo extra aos jogadores na luta pelo hexacampeonato, o vice-presidente de futebol do Fla, Kléber Leite, prometeu que os salários de outubro serão pagos hoje, com antecipação, porque o vencimento é no dia 25. O cartola também anunciou que o clube vai pagar as premiações atrasadas, para que tudo esteja em dia na reta final do Campeonato Brasileiro.

"Essa questão está definida, não vai passar de terça-feira (hoje). Estamos equacionando salário e premiações de jogadores e dos funcionários do clube também", garantiu Kléber Leite.

Mengão dá show e volta ao G-4

Com atuação de gala de Ibson e Kleberson, o Mengão venceu ontem o Palmeiras por 5 a 2, no Maracanã, e continua vivo na briga pelo hexacampeonato. O Rubro-Negro assumiu a 3ª posição, voltando à zona de classificação para a Libertadores, com 63 pontos, cinco a menos que o líder São Paulo.

Ibson balançou a rede três vezes, uma delas de letra. Marcelinho Paraíba e Kleberson também marcaram para o Fla.

Após várias atuações ruins, o Mengão finalmente voltou a mostrar futebol convincente. Com bom toque de bola, o time abriu o placar logo aos 2 minutos, em chute de primeira de Marcelinho Paraíba, após cruzamento de Kleberson.

O Palmeiras não se entregou chegou ao empate aos 12, com Alex Mineiro, batendo pênalti cometido por Jaílton. Ligado em campo, o Mengão bateu falta rápida no campo de ataque e a bola passou por Fábio Luciano e Marcelinho Paraíba antes de chegar a Ibson, que fez o segundo.

O primeiro tempo terminou equilibrado e, no intervalo, Caio Júnior substituiu Juan, machucado, por Everton. Na segunda etapa, o Mengão deu show: em 7 minutos, a equipe já havia criado três boas chances. O terceiro gol saiu aos 11, com Ibson, após grande jogada de Kleberson.

Quando dominava a equipe, a zaga vacilou e Kleber, de cabeça, marcou para o Palmeiras. Mas a tarde era mesmo de Ibson, que tabelou com Kleberson e marcou mais um, de letra.

Aos 24, Fábio Luciano cruzou para Kleberson, de cabeça, fechar o placar, para delírio da Nação Rubro-Negra, que festejou a goleada aos gritos de "créu" e "olé".


Sábado, 15 Novembro, 2008

Flu precisa vencer a Lusa, hoje, no Maracanã, para afastar o fantasma da degola

O Fluminense disputa hoje seu jogo mais importante desde a noite de 2 de julho, quando perdeu a final da Libertadores para a LDU. Dessa vez, o rival é a Portuguesa, adversária direta na luta contra o rebaixamento, às 18h30, no Maracanã.

O técnico René Simões espera que a torcida tricolor lote o estádio. Para convocar a galera, ele destacou a importância da partida. "No momento, ganhar da Lusa terá mais importância do que termos sido vice-campeões continentais", afirmou o treinador, ciente de que um tropeço deixará a equipe muito perto da Segundona.

Com 37 pontos, o Tricolor precisa somar seis pontos para escapar da degola. Nas Laranjeiras, jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes contam com vitórias sobre Portuguesa, hoje, e Ipatinga, na última rodada, para garantir a permanência da equipe na Série A. Em caso de tropeço contra a Lusa, o time passaria a ter a obrigação de vencer Internacional ou São Paulo fora de casa.

René ressaltou que a vitória hoje pode dar tranqüilidade à equipe na reta final. "Estamos numa área perigosa, de alto risco. O confronto contra a Lusa será de fundamental importância para nosso futuro no Brasileiro, porque enfrentaremos Inter e São Paulo fora de casa", completou o técnico.
Quando assumiu o Flu, René destacou que a equipe precisaria dos gols de Washington para fugir do rebaixamento. A má fase do atacante preocupa o treinador.

"Dei uma trava no Washington. Ele estava se matando nos treinamentos. Tudo porque está ansioso, com vontade de acertar. Mas ordenei que ele desse uma relaxada, que pegasse mais leve. Ele não pode se desesperar, pois isso complica tudo de vez. Os gols surgirão naturalmente", explicou.

Tricolor estaria interessado no Imperador

Segundo o jornal italiano Corrielle dello Sport, o Fluminense é um dos clubes interessados em contratar Adriano em janeiro. Os outros seriam São Paulo e Corinthians. O coordenador de futebol do Flu, Branco, não quis falar sobre o Imperador. "Estamos com a cabeça na Portuguesa e nada mais", afirmou.

O jornal italiano noticiou ontem que os dirigentes do Inter de Milão dão como certa a saída de Adriano em janeiro, por causa da má relação com o técnico José Mourinho. Mas o Inter não queria que o jogador continuasse na Itália. Assim, os três clubes brasileiros citados são opções viáveis.


Sexta-feira , 14 Novembro, 2008

Juan vira dúvida no Flamengo

No sonolento coletivo do Flamengo, ontem, na Gávea, que terminou empatado em 1 a 1, o que mais chamou a atenção foi Juan. E, infelizmente para a torcida do Fla, não foi pelo futebol: o lateral sentiu a perna direita, saiu de campo mancando, no meio da atividade, e não sabe se poderá enfrentar o Palmeiras, domingo, no Maracanã.

O jogo vai definir o ano rubro-negro: uma vitória pode botar o time de novo no G-4 e manter a equipe na briga pelo título. Uma derrota tornaria o caneco praticamente impossível, e a vaga na Libertadores, mais difícil. Além de vencer, o Rubro-Negro precisa secar o São Paulo, que recebe o Figueirense, o Cruzeiro, que visita o Náutico, e o Grêmio, que pega o Coritiba.

Sem Juan, tudo pode ficar mais difícil. "Ele se propôs a fazer parte do treinamento, mas ainda sente dor, apesar de ter melhorado bastante. Deu para perceber que ele mancava, mas faltam ainda alguns dias para o jogo", disse o médico Walter Martins. Outro que preocupa é Jaílton, que sentiu dores na coxa.

Durante o coletivo, o técnico Caio Júnior testou uma nova formação, sacando Marcelinho Paraíba, colocando Everton e deixando Obina sozinho no ataque. Marcelinho não tem rendido bem e, apesar dos quatro gols no Brasileiro, não marca desde outubro. Nos últimos seis jogos, ele foi substituído cinco vezes. Para o atacante, o problema é atuar fora de posição.

'Eu quero jogar'

"Eu me sacrifico um pouco, pois não estava acostumado a jogar como segundo atacante, de costas para o gol. Minha posição é de quarto homem de meio-campo. Mas não é desculpa, eu quero jogar", disse Marcelinho.


Quinta-feira, 13 Novembro, 2008

E agora, Vasco?

Mais uma vez, não deu. Renato Gaúcho fez o possível, o time nem tanto, e o resultado foi a goleada de 4 a 1 para o Atlético-MG, em Minas, ontem à noite.

Em qualquer situação, perder para o Galo no Mineirão seria um resultado até normal. Uma goleada...bem, não é nenhum desastre. Mas na fase atual do Vasco, qualquer coisa que não seja uma vitória é um desastre por si só. Nem tanto pelo resultado em si, mas pela atuação do time no jogo de ontem.

Se fosse um jogo como outro qualquer, eu diria que futebol é assim, se ganha e se perde. Mas não para um time à beira da zona de rebaixamento. Depender de derrotas dos rivais é jogar para os outros a responsabilidade que é sua. E isso pode ser bastante perigoso...

A idéia de que escapar da degola é difícil, mas não impossível, precisa estar bem viva agora, restando três jogos para terminar o campeonato. Serão necessárias duas vitórias e um empate para sonhar com a permanência na Série A.

Que dê tudo certo para o Vasco. Pelo bem do clube e do próprio futebol carioca.

Cruzmaltinos tomam de 4 a 1 e podem voltar à zona da degola no fim de semana

A defesa do Vasco voltou a mostrar ontem por que é a pior do Brasileirão e o time pagou mico no Mineirão, ao perder para o Atlético-MG por 4 a 1, encerrando invencibilidade de quatro jogos. Com uma atuação ridícula, os vascaínos foram dominados durante toda a partida e agora precisam secar Náutico e Figueirense na rodada do fim de semana para não voltar à zona da degola.

Empurrado por sua torcida, o Galo atacou desde o começo. No primeiro minuto, Jorge Luiz errou a cabeçada, e a bola sobrou para Renan Oliveira na pequena área, mas Rodrigo Antônio chegou a tempo de evitar o chute.O primeiro gol saiu aos 10 minutos, em falha coletiva da zaga. Renan Oliveira tabelou com Marques, aproveitou indecisão de Rodrigo Antônio para entrar na área e cruzar para Castillo. Enquanto Odvan cochilava, o atacante tocou para a rede.

Dominado, o Vasco só chegou ao ataque aos 25, em chute de Madson. Mas o Atlético logo fez o segundo: aos 31, Renan Oliveira tabelou com Márcio Araújo e marcou sem dificuldade, diante do olhar admirado de Odvan, Eduardo Luiz e Jonílson. O Vasco melhorou um pouco nos últimos minutos, mas só chegou com perigo aos 43, quando Wagner Diniz cruzou para Edmundo, que chutou em cima da zaga atleticana.

Leandro isola pênalti

O Vasco ensaiou reação no começo da segunda etapa, e Leandro Amaral perdeu boa chance. Mas, aos 12 minutos, Odvan voltou a falhar e permitiu que Castillo dominasse a bola na pequena área. O goleiro Rafael derrubou o gringo, e Leandro Almeida cobrou para fazer o terceiro. Três minutos depois, o zagueiro voltou a marcar de pênalti, desta vez cometido por Jonílson.

O gol vascaíno saiu aos 23, quando Madson bateu falta, o goleiro saiu mal e a bola entrou direto. No finzinho, Wagner Diniz sofreu pênalti, mas Leandro Amaral chutou por cima.

Carlos Alberto pula fora e entra na justiça contra o Fogão

A debandada prevista para o fim do ano no Botafogo começou antes mesmo do Brasileiro terminar. O apoiador Carlos Alberto se despediu ontem dos jogadores e entrou na Justiça cobrando do clube salários atrasados, valores do direito de imagem e recolhimento do FGTS e do INSS. Após um dia tenso em General Severiano, o dinheiro referente aos vencimentos de agosto e uma parte de setembro entrou na conta dos atletas no fim da tarde de ontem.

O lateral Triguinho tampouco treinou ontem e chegou-se a cogitar que ele também entraria na Justiça. Mas, à noite, o supervisor alvinegro, Márcio Touson, conseguiu falar com o jogador, que informou ter ido ao Interior de São Paulo para resolver problemas particulares e prometeu comparecer ao treino de hoje à tarde, no Engenhão.
A desculpa é a mesma utilizada por Carlos Alberto terça-feira. Ontem, o apoiador abriu o jogo e decidiu deixar o clube. "Fui obrigado a tomar esta atitude para buscar meus direitos como trabalhador. Tive paciência ao longo da temporada, procurei entender as dificuldades financeiras que o clube está passando, tentei buscar um acordo, conversei com Bebeto de Freitas, mas não consegui uma solução", afirmou o jogador.

A caminho do Flu

Os direitos federativos de Carlos Alberto pertencem ao Werder Bremen, mas o clube alemão não conta com o jogador. São grandes as chances de ele defender o Fluminense em 2009.
Ao deixar o Botafogo, ele desabafou: "Já trabalhei em clubes no Brasil e no exterior e esta é a primeira vez que tenho de recorrer à Justiça para receber meus direitos". O atleta chegou ao Alvinegro em maio e marcou 10 gols em 28 partidas.


Quarta-feira, 12 Novembro, 2008

Vasco precisa passar pelo Atlético-MG, hoje, para se afastar de vez da zona da degola

Vascão conseguiu, finalmente, sair da zona da degola após nove rodadas afundado na lama. A boa fase do time de Renato Gaúcho pode ser comprovada ainda por outros números: está há quatro jogos sem perder e há dois sem levar gol. Mas para que todo esse esforço não seja em vão, é preciso vencer hoje o Atlético-MG, no Mineirão, quebrando tabu de 13 anos. Além disso, os três pontos representariam a terceira vitória seguida em Brasileiros, o que não acontece desde 2006.

"O grupo aceitou meu trabalho, segue bem as orientações. Todos têm evoluído, porque não adiantaria melhorar apenas um setor. Ainda cometemos falhas, mas é inegável a nossa melhora" disse o técnico Renato Gaúcho, que assumiu o Vasco no dia 18 de setembro e, de lá para cá, sofreu quatro derrotas, teve dois empates e venceu três vezes. "A seqüência positiva dá uma confiança maior. Embalamos no momento certo".

A melhora do time traz alívio para Jorge Luiz. O zagueiro tenta dar a volta por cima depois de várias lambanças, algumas foram determinantes para o Vasco perder - a pior delas foi o gol contra que deu a vitória ao Flamengo no último clássico. Após boa atuação contra o Santos, sábado, ele chegou a ser aplaudido pela torcida. "Foi bom voltar a ter o nome gritado. Eu entendo o torcedor, mas também sofremos. Eu tive o apoio de todos, encarei tudo na boa, sem me abalar com as vaias", garantiu Jorge Luiz.

O jogador sabe a importância de uma vitória hoje à noite. "Pelo sofrimento que passamos, teremos atenção redobrada para não voltarmos mais à zona de rebaixamento", prometeu o zagueiro.


Terça-feira, 11 Novembro, 2008

Pitacos da Hora

- E mais uma vez teve polêmica no clássico Fla x Bota. O juiz errou ao não dar o pênalti para o Alvinegro, mas convenhamos...se o Bota ganhasse o jogo não precisava reclamar do árbitro, não é mesmo?

- A insatisfação é geral no Botafogo, e cansados de salários atrasados, pelo menos metade do time titular deve zarpar de General Severiano. Um clube que se preze tem que fazer o básico muito bem-feito, que é cumprir suas obrigações salariais. Senão fica difícil alguém vestir a camisa do mesmo.

- O mesmo vale para o Flamengo. Não adianta nada montar um "elencaço", acertar com o Ronaldo e atrasar o salário de todo mundo.

- Por falar em Flamengo, porque é que Caio Júnior gosta tanto de inventar? A cada jogo ele faz uma mudança no time. E o pior é que continua a mesma história de sempre: o Fla muitas vezes domina o jogo, tem mais posse de bola, chega mais ao ataque, mas erra passes demais e pára sempre na linha da grande área adversária. Isso, que realmente devia mudar, não muda.

- Por onde anda o Vandinho?

- Leandro Amaral já teria acertado sua volta ao Flu. Aliás, desde que foi para o Vasco. É mais uma reprise dessa novela, que ninguém mais agüenta.

- Nada contra o Leandro sair de São Januário. Mas, toda vez que é perguntado, ele diz que seu desejo é renovar com o clube da Colina. Não era melhor ficar quieto e dizer que seu único pensamento é tirar o Vasco da zona da degola, como tem feito o técnico Renato Gaúcho?

- René Simões acertou o Flu, mas parece que o time se acomodou um pouco. Não se viu, contra o Cruzeiro, a mesma garra com que a equipe encarou o Vitória e o Atlético-PR. Abre o olho, Ned Fland...digo, René!

Kléberson com moral

Questionado pela torcida e longe de ser unanimidade no Mengão, o técnico Caio Júnior ganhou, sem querer, um 'aliado': Kléberson, autor do gol da vitória sobre o Botafogo, domingo. Aos 30 anos, o jogador - um exemplo do rodízio entre reservas e titulares que gera tantas críticas a Caio - disse que entende os métodos do treinador.

"O grupo é unido, não tem um melhor do que o outro. Desde que cheguei ao Flamengo, uma hora sou reserva, outra titular. Mas encaro com tranqüilidade. Estou aqui para ajudar, e sei que o futebol te projeta para dar respostas imediatas", afirmou o meia.

Contra o Botafogo, com Juan machucado, Kléberson foi à beira do campo para entrar no jogo. Mas Caio pediu que ele esperasse um pouco. "Fiquei frustrado. Quando entrei, o resultado foi positivo", disse o jogador, que deu passe para Ibson sofrer o pênalti, fez o gol e quase marcou outro.

'Somos profissionais'

Ao contrário de Ibson e Marcelinho Paraíba, Kléberson garante que não ficou chateado quando foi substituído. "Entendo que as coisas nem sempre acontecem como a gente quer. Mas as vaias e os xingamentos da torcida deveriam se transformar em pressão positiva. Somos profissionais e trabalhamos para o melhor", afirma o jogador, pentacampeão com a Seleção em 2002.

Depois do gol no clássico, Caio Júnior vibrou não somente pela vitória. O treinador revelou "ter sentido prazer" ao ver sua opção por Sambueza ter funcionado e sua estrela ter brilhado com a entrada de Kléberson.

Obina vai a julgamento

O vice de futebol do Fla, Kleber Leite, disse que pretende ver Caio Júnior cumprir seu contrato até o fim de 2009. Mas, como isso pode não acontecer, o dirigente admite que já pensa em opções para substituir o técnico. Segundo Kleber, Caio ainda não comentou sobre nenhuma proposta.

Para o jogo de domingo, contra o Palmeiras, Caio não terá Sambueza, suspenso pelo terceiro amarelo (Kléberson será titular). Obina, que será julgado hoje pelo STJD, é dúvida, assim como Juan e Léo


Domingo, 9 Novembro, 2008

Fla vence o Bota e mantém sonho do hexa

Um gol de pênalti aos 39 minutos do segundo tempo mantém a esperança rubro-negra de conquistar o que foi colocado pela torcida como obrigação: o Brasileiro. Neste domingo, o Fla voltou a não jogar bem, mas conseguiu vencer o Botafogo por 1 a 0. Com o resultado, o time da Gávea chega a 60 pontos, cinco a menos que o líder São Paulo, mas segue fora do G-4. O Botafogo, por sua vez, praticamente dá adeus à disputa por uma vaga na Libertadores.

O jogo foi ruim, com os dois times criando pouco. As chances de surgiram em chutes de longe ou erros do adversário. O Botafogo, elimando na Copa Sul-Americana no meio da semana e com salários atrasados, tinha motivos para entrar em campo sonolento, mas o que chamou a atenção foi o aparente desinteresse do Flamengo, que precisava da vitória para seguir na briga pelo título.

Logo no primeiro minuto de jogo, Jorge Henrique recebeu lançamento, dividiu com Bruno e foi derrubado. O árbitro não marcou o pênalti no lance duvidoso. O rubro-negro só chegou com perigo aos 17, em chute de longe de Marcelinho Paraíba. O Fla tinha mais domínio de jogo, mas o Alvinegro marcava bem e era mais perigoso quando recuperava a bola.

Aos 22, Triguinho aproveitou um rebote da zaga e soltou uma bomba, obrigando Bruno a fazer uma defesa espetacular. Aos 34 e aos 36 os times voltaram a colocar emoção na partida. No primeiro lance, Ronaldo Angelim subiu mais que todo mundo e cabeceou firme. Renan defendeu. Em seguida, Túlio desviou de cabeça e Fábio chutou bonito. Foi a vez de Bruno aparecer bem e evitar o gol.

O Fla voltou melhor no segundo tempo e chegou com perigo aos 10 e aos 12, em cabeçada de Jaílton e chute de Marcelinho Paraíba, respectivamente. Aos 25, a melhor chance do rubro-negro. Após escanteio, Ibson subiu livre e cabeceou para fora. No minuto seguinte o Botafogo chegou pela primeira vez na segunda etapa. Carlos Alberto fez boa jogada individual e soltou uma bomba, muito bem defendida por Bruno.

Aos 37, Ibson invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Renan. Pênalti claro. Kleberson, que substituiu Juan, machucado, cobrou mal mas conseguiu marcar o gol da vitória. Pouco depois, Eduardo deu uma banda em Sambueza e foi expulso. Já nos acréscimos, Fábio fez boa jogada, entrou driblando pelo meio da defesa, mas chutou em cima de Bruno, que garantiu o 1 a 0 e o sonho de conquistar o hexa.

Flu perde para o Cruzeiro e se complica

O jogo contra o Cruzeiro era considerado fundamental para o Fluminense se afastar ainda mais do rebaixamento e passar a sonhar com a classificação para a Copa Sul-Americana. E o time bem que tentou, mas acabou derrotado por 1 a 0 pela equipe Celeste no Mineirão. Com o resultado ruim, o Tricolor volta a flertar com a zona da degola, mas segue fora dela. Na próxima rodada, o Flu tem uma partida de vida ou morte contra a Portuguesa, adversário direto na briga contra a segundona. Com 37 pontos, o Tricolor está empatado com o Náutico (17º), mas leva vantagem no saldo de gols.

Apesar de jogar fora de casa, foi o Tricolor quem teve a primeira chance do jogo, aos 5 minutos. Após troca de passes entre Arouca e Carlinhos, o lateral cruzou para Washington. O atacante recebeu livre, mas dominou mal e Fábio conseguiu sair do gol e ficar com a bola.

A resposta celeste foi imediata, no minuto seguinte. Guilherme recebeu na área, deu um lindo drible em Wellington Monteiro e chutou forte, para a boa defesa de Fernando Henrique. No rebote Wagner chutou e Fabinho salvou o Flu de levar o primeiro gol.

O jogo seguiu movimentado e o Cruzeiro voltou a ter boa chance aos 20, com Jonathan, que chutou forte, por cima do travessão. Aos 33, o camisa 1 tricolor teve que voltar a mostrar serviço após uma linda cabeçada de Jajá.

Os donos da casa tinham mais posse de bola, mas o Flu também saía para o jogo. Aos 34, Arouca recebeu na entrada da área e chutou forte. Fábio defendeu firme, sem rebote. Aos 47, Guilherme chutou de fora da área, Jajá, em posição de impedimento, tentou sair da bola, mas a bola acabou batendo nele e entrando. O árbitro Leonardo Gaciba, acertadamente, anulou o gol.

Na volta do intervalo, o jogo começou em ritmo mais lento e, assim como na primeira etapa, foi o Flu quem chegou com perigo. Éverton Santos fez boa jogada pela direita e cruzou para Washington. O atacante dominou, girou, mas chutou em cima da zaga.

Com mais volume de jogo, o Cruzeiro seguiu pressionando e chegou ao gol aos 20 minutos. Guilherme cruzou da esquerda e Ramires se antecipou à defesa para abrir o placar.

A Raposa quase ampliou aos 29. Wagner puxou contra-ataque rápido e tocou para Guilherme, que ganhou de Thiago Silva no corpo. O atacante chutou em cima do marcador e a bola sobrou para Wagner que carimbou a trave direita de Fernando Henrique.

O Tricolor voltou a ter boa oportunidade aos 34. Washington recebeu de costas para o gol, protegeu e fez bem a jogada de pivô, rolando para o chute de Ciel. O atacante, que entrou no lugar de Éverton Santos, isolou a bola.

Aos 41, João Paulo bateu falta da intermediária, Fábio saiu mal do gol e a bola passou muito perto. Nos acréscimos, Ramires soltou uma bomba de fora da área e a bola passou rente ao travessão.


Sábado, 8 Novembro, 2008

Vasco vence o Santos e deixa a zona de rebaixamento

Rio - Após mais de dois meses sem ganhar em São Januário, o Vasco fez as pazes com a vitória no Caldeirão. Empurrado por mais de 25 mil torcedores, o time venceu o Santos por 1 a 0, com um gol de pênalti de Edmundo, subiu para a 15ª posição e deixou a zona de rebaixamento. O último triunfo do Cruzmaltino na Colina foi a goleada por 4 a 0 sobre o Internacional, na primeira rodada do returno, dia 17 de agosto.

Apoiado pela torcida, o Vasco começou o jogo indo para cima e chegou com perigo logo aos dois minutos, com Leandro Amaral. A resposta santista veio aos quatro, com Kleber Pereira. Com uma marcação muito forte no meio-campo, o alvinegro praiano não conseguia sair jogando e era empurrado para seu próprio campo.

Apesar da pressão vascaína, o Santos assustou aos 10. Kleber Pereira chutou da entrada da área e a bola bateu na trave. As duas grandes chances do time da casa vieram em seguida. Aos 12. Leandro Amaral cruzou para Rodrigo Antônio, que disputou com um zagueiro. A bola sobrou para o camisa 11, que obrigou Fábio Costa a fazer grande defesa. Aos 14, o camisa 1 do Santos fez uma defesa milagrosa em chute do zagueiro Jorge Luiz.

O jogo seguiu em ritmo acelerado e o Vasco quase abriu o placar aos 42. Madson cruzou da direita e Leandro Amaral subiu livre para cabecear, mas foi atrapalhado por Rodrigo Antônio e a bola acabou indo para fora.

No segundo tempo, o Vasco trocou o uniforme branco pelo preto, mas manteve a disposição da primeira etapa. Logo aos três minutos, Leandro Amaral recebeu passe de Madson e chutou na rede, pelo lado de fora. O Santos respondeu aos 8, em cabeçada de Molina, muito bem defendida por Rafael.

Aos 13 minutos o técnico Renato Gaúcho decidiu arriscar e tirou o zagueiro Odvan para a entrada de Edmundo. Com a mudança do esquema 3-5-2 para o 4-4-2, o Vasco passou a ser ainda mais ofensivo. E foi dos pés do Animal que saiu a jogada que originou o pênalti que deu a vitória ao time. Edmundo tocou para Jonílson que foi derrubado na área. O camisa 10, que já perdeu alguns pênaltis decisivos, pegou a bola e foi incentivado pela torcida, apesar da apreensão. O ídolo, porém, cobrou a penalidade com frieza e perfeição para botar o time na frente, aos 27.

Dois minutos depois, Lima soltou uma bomba e obrigou o camisa 1 Cruzmaltino a fazer excelente defesa. O Santos foi para o tudo ou nada e o Vasco recuou muito. Preocupado em proteger a defesa, Renato Gaúcho tirou Alex Teixeira e colocou André, voltando a atuar com três zagueiros.

Já nos acréscimos, Fábio Costa foi para a área adversária tentar o gol num escanteio. A bola ficou com Rafael e o camisa 1 do Peixe empurrou o goleiro vascaíno. O árbitro ignorou o lance e não expulsou Fábio Costa, que já tinha cartão amarelo. Rafael então deu um bico para frente e a bola quase chegou em Edmundo, dentro da área santista, mas o zagueiro adversário levou a melhor no lance e ficou com a bola, evitando que o Vasco pudesse ampliar a vantagem.

Mas o segundo gol não fez falta e não desanimou os vascaínos, que não pararam de cantar após o apito final e deixaram São Januário em estado de êxtase, comemorando uma vitória que não vinha há muito tempo naquele que sempre foi um dos maiores trunfos do time: O Caldeirão.


Sexta-feira , 7 Novembro, 2008

Vascão precisa vencer o Santos em São Januário

A torcida do Vasco já fez sua parte e comprou os 23.500 ingressos colocados à venda para o jogo contra o Santos, às 18h30, em São Januário. Agora, a responsabilidade está nos ombros dos jogadores, que lutam para encerrar jejum de quatro partidas sem vitória no Caldeirão. Um tropeço vai deixar os vascaínos muito perto da Série B em 2009.

Novo xodó da galera, o baixinho Madson promete muita disposição contra o Peixe. Ele destaca a importância da vitória para o Vasco, vice-lanterna do Brasileiro, com 34 pontos, e pede o apoio da torcida durante os 90 minutos hoje.

"Falta essa vitória em casa para nos dar mais confiança. Não podemos mais perder. Faremos de tudo para não decepcionar a torcida. Ela andava meio com o pé atrás porque o time realmente deixou a desejar em alguns jogos. Mas agora ela está mais confiante e tem comparecido em massa. É essa energia que nós, jogadores, queremos sentir nesse jogo contra o Santos", afirmou.

O técnico Renato Gaúcho lembra que o Vasco tem grandes chances de terminar a rodada fora da zona da degola se vencer o Santos: "Quem sair dessa zona agora ganha um gás. E quem entrar dificilmente vai escapar".

Pior defesa do Brasileiro, com 64 gols sofridos, o Vasco encara hoje o atacante Kléber Pereira, artilheiro do Brasileiro, com 21 gols. "Ele é um grande jogador, mas estou pronto. Gosto de jogar nas horas difíceis", disse Odvan, confirmado no time titular.

E ninguém cala...o Márcio Braga

Mais uma vez o presidente do Flamengo, Márcio Braga, resolveu falar. Agora, em vez de exaltar a equipe, disse ele que o time não tem chance de título e que está faltando "arrogância" e "ímpeto" à equipe.

Engraçado que ele sempre demonstrou uma confiança excessiva, e agora, inverteu completamente o jogo. Estaria o dirigente querendo usar a "psicologia invertida"? Ou seja, mexer com o brio dos jogadores, motivá-los, fazer com que provem que ele está errado?

Pode ser. Mas as declarações causam mal-estar e irritam um elenco que já anda insatisfeito com o atraso nos salários e com as vaias da torcida. É como se o presidente fosse, quem sabe, mais um a criticá-los. Não sei se isso ajuda alguém a ganhar alguma coisa.

Mais uma vez, onde Márcio Braga quer chegar?


Quinta-feira, 6 Novembro, 2008

Esfria a cuca, Fogão!

O Fogão deve ganhar um psicólogo no ano que vem para ajudar o time a não perder mais a cabeça nos momentos decisivos. Este ano, o Bota sofreu com vários destemperos, como a final do 'chororô' da Taça Guanabara e agora o episódio envolvendo o zagueiro André Luís, que arrancou o cartão amarelo da mão do juiz Carlos Chandía, quarta-feira, no jogo com o Estudiantes, quando o time foi eliminado da Copa Sul-Americana e deu adeus à última chance de ser campeão em 2008.

Apesar de não estar garantido no clube ano que vem, o técnico Ney Franco já se reuniu com o vice de futebol da próxima gestão, André Silva, para discutir o assunto. "Acho um psicólogo muito importante", afirmou Maurício Assumpção, candidato único à presidência do clube.

Desde o ano passado, o Botafogo convive com crises emocionais, passando pelo "episódio Ana Paula Oliveira" na semifinal da Copa do Brasil (quando os jogadores partiram pra cima da bandeirinha após dois gols anulados) e pela tragédia contra o River Plate, em Buenos Aires, quando foi eliminado por 4 a 2 após estar vencendo por 2 a 1.

Apesar da reação raivosa, André Luís é descrito como tranqüilo e brincalhão fora de campo. "Provavelmente, ele concentra toda a tensão do jogo dentro de si e, na hora de liberar, usa canais errados. Mas, se a pessoa tem boa índole, é muito mais fácil de aconselhar", diz o psicólogo Paulo Ribeiro, que há 19 anos trabalha no Flamengo e defende que o acompanhamento diário dos atletas é fundamental.

Mas, para o vice de futebol Carlos Augusto Montenegro, o mal não é psicológico: "A verdade é que falta qualidade. Na hora de montar o time, falta o toque final. Por isso vamos bem até certo ponto e depois caímos".

Pitacos da Hora

Salve, salve, amigos leitores!!!

- Caio Júnior mexeu no Fla para o clássico de domingo: no lugar de Obina, suspenso, joga Maxi. No meio, devem entrar Fierro ou Sambueza (este último é mais provável) no lugar de Kleberson. Fiquei com a impressão que, como perdeu o homem de referência no ataque - que será formado por dois jogadores rápidos - Caio armará o time com o chamado meia-central, aquele que joga atrás de dois homens de frente velozes, justamente para lançar os atacantes.

- Uma pergunta que não quer calar: porque Maxi, e não Josiel ou Vandinho?

- A CBF escalou Marcelo de Lima Henriques - o árbitro da final do 'chororô' da Taça Guanabara - para apitar Flamengo x Botafogo. Péssima escolha. Depois de toda aquela polêmica, apitar justamente essa partida? Parece provocação...

- E o Botafogo continua com problemas na hora de ser decisivo. Assim não dá...é preciso saber ganhar e perder. Se descontrolar, agredir o adversário, arrancar o cartão da mão do juiz - como fez o zagueiro André Luís no jogo com o Estudiantes - são atitudes simplesmente ridículas, que não combinam em nada com um clube que quer ser campeão de alguma coisa.

- Mais uma vez a torcida do Vasco vai lotar São Janu para o jogo com o Santos. Tomara que dessa vez o time corresponda, as últimas partidas no estádio foram...pouco agradáveis, digamos assim.

- Se o time cruzmaltino tiver Edmundo e Leandro Amaral, melhora. Se tivesse um lado esquerdo mais forte, com bons laterais e meias, e uma zaga sólida, estaria brigando por posição um pouquinho mais acima na tabela.

- Insistem por aí em dar atenção ao Eurico Miranda. Deviam deixá-lo de lado, esquecer dele, ignorá-lo. Ele está doido pra aparecer, mas não merece nem um pouco.

- O Flu venceu e respirou. Como dizemos há algum tempo, René Simões arrumou a equipe, devolveu a confiança de jogar. Agora, passado esse estágio, o importante é não se acomodar.


Quarta-feira, 5 Novembro, 2008

Fluzão já está em 14º

Desta vez, não houve apagão, mas muita chuva. Num campo encharcado, o Fluzão sofreu para manter a vantagem obtida nos primeiros 15 minutos da partida contra o Figueirense, disputados semana passada, mas se segurou na defesa e conseguiu a vitória por 1 a 0, ontem, em Florianópolis. Com o resultado, o Fluzão deixou a zona da degola e deu um salto na tabela, da 19ª para a 14ª posição.

"O campo molhado dificultou ainda mais o jogo, mas a equipe batalhou muito, e nós tivemos a felicidade de manter o resultado", comemorou o volante Arouca, autor do gol da partida, semana passada.

O Flu entrou em campo com o mesmo time dos primeiros 15 minutos. Já o técnico do Figueira, Mário Sérgio, colocou Anderson Luiz e Bruno Santos em campo antes do reinício.
Debaixo de muita chuva, as duas equipes não conseguiam tocar a bola e só ameaçavam pelo alto.

Os catarinenses levaram perigo aos 20 minutos, após cobrança de escanteio, mas Fernando Henrique defendeu o chute de Anderson Luiz. Pouco depois, Tadeu cruzou, e a bola passou por FH, mas Thiago Silva evitou o gol de Cleiton Xavier. O Fluzão só se defendia, e Tadeu e Gomes também ameaçaram o gol tricolor.

A pressão continuou no começo da segunda etapa. Aos cinco minutos, Marquinho exigiu boa defesa de Fernando Henrique.

O Flu acordou a partir dos 15 minutos e criou chances com Júnior César e Washington. Aos 33, Arouca chutou de fora da área, e o goleiro Wilson espalmou. No fim, o Figueirense voltou a pressionar, sempre pelo alto. Aos 47, Lima, na pequena área, errou o chute. Na seqüência, ele mesmo marcou, mas o juiz corretamente assinalou impedimento e anulou o gol, para alívio da torcida tricolor.


Terça-feira, 4 Novembro, 2008

Fogão pega o Estudiantes com os 'reforços' de Lúcio Flávio e do Manequinho

O Fogão entra em campo contra o Estudiantes, no Engenhão, em busca da vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana. Para isso, precisa vencer por três gols de diferença, já que perdeu por 2 a 0 na Argentina. Se o resultado for de 2 a 0 para os cariocas, a decisão será nos pênaltis. E para ajudar nessa missão, o time ganhou dois reforços ontem: Lúcio Flávio, que se recuperou de lesão, e o Manequinho. Depois de ter o pênis arrancado por vândalos, a estátua foi restaurada e já está em frente à sede de General Severiano.

O meia Lúcio Flávio, que estava afastado por conta de uma lesão na coxa, treinou ontem e está escalado. "É um momento importante para o time no ano e não queria ficar de fora. Espero que eu possa ajudar de alguma forma", afirmou o jogador.

O técnico Ney Franco só não sabe por quanto tempo poderá contar com o maestro Lúcio Flávio em campo. "Acho que ele pode suportar até o jogo todo. Mas vamos ver", disse o treinador.

O Alvinegro aposta todas as fichas na partida de hoje, que é a última chance de o time levantar um caneco este ano, já que está fora da briga pelo título do Brasileirão. O Fogão está atento para outros dois fatores: a catimba argentina e a ansiedade para abrir vantagem de dois ou mais gols. As duas preocupações podem virar armas do Estudiantes, por isso, Ney Franco tentou passar tranqüilidade ao grupo.

Pitacos da Hora

- Alguns dizem que o clima no Fla é estranho, que azedou, que o grupo não "fecha" mais com o técnico Caio Júnior. Outros dizem que não, que está tudo bem, que o técnico segue firme com o time e que há alguma coisa "estranha" atrapalhando tudo. Vai ver não é nenhuma das duas coisas.

- Juan reclamou das vaias que o time recebeu, e disse que, mesmo contra times da parte baixa da tabela, o Fla não tem a obrigação de golear. Tudo bem, entende-se. Mas...não dava ao menos para jogar bem?

- O Flu tinha acertado a pontaria, foi um dos pontos fortes da equipe nos últimos jogos, mas ela voltou a falhar contra o Vasco. Abre o olho, Ned Fland...digo, René Simões!

- Será que a culpa da má pontaria do Flu foi do Odvan, que marcou tão bem o Washington que os gols não saíram?

- Por falar nisso, o que Odvan faz no banco que não virou titular no Vasco?

- Zárate pode voltar à equipe do Botafogo em breve. É bom o Wellington Paulista botar as barbas de molho...

- O meia Carlos Alberto disse que o torcedor alvinegro que não acreditar no time deve ficar em casa e praticamente proibiu a galera de vaiar a equipe contra o Estudiantes, amanhã, pela Sul-Americana. Boatos dizem que ele pretende agora definir o acesso por onde a torcida entrará no estádio, ditará em qual ritmo isso vai acontecer, definirá ainda o preço dos bilhetes, o horário de venda e onde cada um vai se sentar. A conferir.


Segunda-feira, 3 Novembro, 2008

Timo Glock na marca do pênalti

Peço licença a vocês para fazer um comentário rápido sobre a Fórmula 1.

Parece que brasileiro adora uma teoria da conspiração. Lembram-se da final da Copa de 98 contra a França? Pois é, eu também. Nunca entendi aquilo. É um mistério permanente. Surgiram várias teorias, inclusive a de que o Brasil teria vendido a copa para os franceses.

Agora, temos a polêmica: Timo Glock, da Toyota, deixou Lewis Hamilton passar na última curva do GP do Brasil, tirando o título de Felipe Massa?

Respondo com outra pergunta: por que Massa não venceu mais corridas e a Ferrari não fez menos ca...digo, besteiras ao longo do ano? Se tivesse sido assim, Massa não dependeria do líder do campeonato terminar a prova em sexto lugar.

Não dá. Campeão tem que ser o melhor, por excelência, por mérito. Analisando friamente, ser campeão porque o(s) adversário(s) perde(m) não tem a mesma graça.

Não é, Flamengo?

Pitacos da Hora

Meu humor está péssimo...clubes, técnicos e jogadores, tremei!!!!

- Irritado com as vaias após o empate com a Portuguesa, Caio Júnior disse que não entende mais nada de futebol. Muita gente por aí concorda.

- Marcelinho Paraíba não está jogando nada. E não é de hoje...na goleada sobre o Coritiba ele mal tocou na bola. Kléberson é outro. Assim não dá. O que eles estão fazendo em campo, que não foram esquentar o banco? E o que um time como o Fla está fazendo jogando no 3-5-2, tática de retranqueiro medroso?

- Caio Júnior encheu o time de volantes para poder dar mais liberdade a Léo Moura e Juan. Mas esse esquema é previsível demais, todo mundo já conhece. Aí é só marcar pesado os dois laterais e o Fla acaba. Inventa outro negócio, Caio!

- O Vasco voltou a vencer, ótimo, lindo, enfim. Mas a defesa continua pavorosa...Arouca, Conca, Everton Santos e Washington fizeram a festa por ali. O Flu não venceu porque não soube ser decisivo - ao contrário do próprio Vasco.

- O Flu também perdeu porque René Simões deu uma de Caio Júnior ao inventar a substituição de Fabinho, volante, por Ciel, atacante. Não dá, né?

- Como joga esse Madson...e como jogou Wagner Diniz. Com uma boa defesa dando apoio e bons jogadores na esquerda, o Vasco melhoraria sensivelmente.

- Vem cá, Renato: não tá na hora de testar Pinilla ao lado de Leandro Amaral?

- Mais Vasco...Dinamite não contratou UM zagueiro decente sequer, nem um lateral-esquerdo, nem um meia-esquerda. Tudo bem, ele não tem grana...mas o Flamengo também não tinha e trouxe NOVE jogadores. Não tem algo de errado aí?

- Aliás...Dinamite esqueceu que "empréstimo de jogadores" existe e pode ser a solução para falta de grana?

- Quando é que o Flamengo vai aprender que jogo não se ganha de véspera, que achar que está com o jogo controlado é sinal de que pode perdê-lo, e que é preciso raça durante os 90 minutos?

- O Botafogo é outro que não aprende. Ainda tem gente no clube lamentando a derrota para o River Plate na Sul-Americana do ano passado. Há uma frase que diz que "é preciso saber perder para saber ganhar, senão você será sempre um fracassado". Bem...as idéias falam por si, não?

- Piada do dia: o novo presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, é um dentista. E promete deixar a torcida DE BOCA ABERTA!

Só o Vasco sorriu

Salve, salve, amigos leitores!!! Tivemos um fim-de-semana bem movimentado, com muita bola rolando. Infelizmente, só os vascaínos acordaram sorrindo nesta segunda-feira.

Fla 2 x 2 Portuguesa: Que vexame, Mengo! Depois de um início arrasador, com direito a golaço de Fábio Luciano, o time relaxou. Subiu no salto, achou que o jogo estava ganho e que o adversário era fraco. Mas como diz Muricy Ramalho (técnico do chato time do São Paulo, líder do campeonato), a bola pune. E tome pressão da Portuguesa, que ninguém sabe como não abriu o placar. De tanto insistir, virou o jogo fácil, fácil.
O Fla só não saiu derrotado porque brilhou a estrela de Maxi, empatando o jogo no fim. Assim fica difícil ganhar alguma coisa.

Atlético-MG 2 x 1 Botafogo: O Fogão jogou bem, mas foi garfado pelo juiz e acabou derrotado. Sem mais comentários, afinal, nenhum dos dois times estava muito interessado no jogo. Agora é hora do Alvinegro pensar na Sul-Americana.

Flu 0 x 1 Vasco: Dizem por aí que futebol não é só competência e técnica, tem que ter sorte também. E isso não faltou ao Vasco: a bola do Fluminense não quis entrar de jeito nenhum. Aí, na base da raça e da vontade, o time cruzmaltino foi lá e venceu. É como dizia Jardel...clássico é clássico, e vice-versa!!!


Domingo, 2 Novembro, 2008

Vasco vence e respira

No dia de finados, o Vasco mostrou que está bem vivo no Brasileirão ao vencer o Fluminense por 1 a 0, ontem à noite, no Maracanã. Com o resultado, o time cruzmaltino quebrou o jejum de um ano sem vencer clássicos, ultrapassou o Tricolor na tabela, e de quebra, arrastou o rival para a zona da degola do Brasileirão.

O jogo começou muito truncado, com muitas trocas de passe e poucos lances de perigo. O Vasco não tinha saída de bola e atacava na base do chutão. Mais organizado, o Flu tocava a bola, mas tinha dificuldade de vencer a marcação do adversário. A primeira boa chance foi de Conca, em uma bela cabeçada.

A única chance do Vasco foi em chute de Mateus, e depois, a pressão foi toda tricolor: Washington cobrou falta raspando o travessão aos 36, Thiago Silva cruzou e Rafael salvou gol certo aos 37, e no minuto seguinte, Washington perdeu boa chance ao dominar e chutar por cima.

No segundo tempo, o Flu voltou pressionando, mas a partir dos 10 minutos só deu Vasco. O time cruzmaltino explorava os contra-ataques com muita velocidade e chegava com perigo pela direita. Aos 11, Eduardo Luiz recebeu cruzamento de Madson e cabeceou raspando a trave.

E foi pela direita que saiu o gol do Vasco: Madson cruzou, Wagner Diniz dominou e chutou forte para abrir o placar. Desesperado, o Tricolor foi todo para cima, mas não conseguiu nada, e por pouco não levou o segundo gol nos contra-ataques.


Sábado, 1 Novembro, 2008

Fla tropeça no Maracanã

Jogando em casa, o Flamengo subiu no salto, atuou muito mal contra a Portuguesa e teve sorte de sair com um empate em 2 a 2, no Maracanã. Com o resultado, o Rubro-Negro atirou longe a chance de assumir a liderança provisória do Brasileirão, e viu as possibilidades de conquistar o hexa diminuírem bastante.

O Mengão começou o jogo a toda velocidade e mandando na partida. Tanto que a rede da Lua não demorou a balançar: após ótima jogada, Jaílton cruzou para o zagueiro Fábio Luciano, que pegou de voleio e fez um golaço.

Depois de fazer 1 a 0, o Flamengo mergulhou num sono profundo em campo. A Portuguesa acertou a marcação e começou a se soltar. O ex-rubro-negro Athirson teve duas ótimas chances de empatar o jogo, mas em ambas finalizou muito mal.

Depois do intervalo, o Fla continuou jogando muito mal, e a Portuguesa, mais bem-arrumada, pressionava em busca do gol. Aos 7, Erick chutou de longe e Bruno fez boa defesa. Mas no lance seguinte, não deu pra segurar: Jonas dominou na entrada da área e chutou colocado, no canto, sem chances para Bruno, empatando a partida.

Nem o gol acordou o Rubro-Negro, que tinha dificuldades para criar jogadas e continuava errando passes demais. A Portuguesa levou mais perigo o tempo todo, e aos 15 minutos, Athirson, de cabeça, virou o jogo.

Desesperado, Caio Júnior tirou Jaílton e botou Maxi, além de trocar Marcelinho por Everton. A torcida não perdoou e, mais uma vez, fez o coro de "burro" para o técnico. O Fla foi todo para cima e, após boa jogada de Everton, Maxi, de cabeça, fez 2 a 2. Após o gol, houve empurra-empurra, e Obina e Patrício foram expulsos. Já não havia tempo para mais nada, e o empate acabou saindo barato.
Mais do que nunca, a Nação tem que secar os times do G-4, que entram em campo neste domingo.

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