Mais um fim-de-semana de Brasileirão. Mais um fim-de-semana emocionante, de muita bola rolando, gols, e emoção até os últimos minutos. Nesse campeonato tão imprevisível, uma coisa é quase certa: o São Paulo vai levantar a taça mais uma vez.
É a prova de que nem sempre gastar milhões, formar um timaço e colocar um técnico de primeira linha é sinônimo de ser campeão. Tanto São Paulo quanto Grêmio, os dois primeiros colocados do campeonato, não tem nenhuma das três coisas. Um sinal aos demais clubes: é preciso trabalhar a base e fortalecer a estrutura do clube para levantar uma taça em um campeonato de pontos corridos. É inadmíssivel que, em pleno século 21, alguns dos maiores e mais populares clubes do país não tenham CT nem estádio.
Só um desastre tira o título do Morumbi - o Grêmio, vice-líder, teria de vencer dois jogos e torcer por duas derrotas do tricolor paulista. Pouco provável para um time como o SP, que está há três meses invicto. E enquanto isso, segue a briga pela Libertadores e para fugir do rebaixamento. Essas duas, sim, imprevisíveis.
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Na ponta de cima, o Flamengo chorou ontem. Chorou com os erros do árbitro Carlos Eugênio Simon (e do bandeira chamado Bandeira), chorou com a pressão do Cruzeiro, chorou com os próprios erros. Como disse um colega jornalista blogueiro, Caio Júnior vê um jogo totalmente diferente dos demais mortais. Ele não é mau técnico, ao contrário, mas parece ter dificuldade para reconhecer quando o time não vai bem.
Ontem o Cruzeiro sobrou, e quando precisou, pressionou e fez os gols que quis. O Fla parece ter entrado em campo para empatar, jogou recuado demais, marcou mal, e a tão elogiada defesa falhou nos três gols. Elogios apenas para Diego Tardelli, que após três meses parado, conseguiu dar mais movimentação ao ataque do que o inoperante Marcelinho Paraíba.
Sabe o que parece que faltou? Estratégia. Pensar um jeito de parar o adversário, achar uma falha na marcação, um erro que ele costume cometer. Encaixar um jeito de jogar que tome forma nos erros do Cruzeiro. Vencer 'na força' fora de casa é muito difícil.
Ah...Carlos Eugênio Simon errou, também, e prejudicou o Fla. Mas se o time tivesse jogado melhor e vencido, não precisava reclamar da arbitragem.
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Jogando em casa, o Vasco chorou diante do São Paulo após o apito final. Não foi por falta de luta, nem de esforço, mas sim de pontaria. Parece que faltou calma ao time da Colina. O desespero causado pela ameaça de rebaixamento parece ter subido à cabeça. E contra um time nervoso e desesperado, o frio e gelado elenco do São Paulo faz a festa.
Agora a situação é muito difícil, e só um milagre livra a equipe cruzmaltina desse vexame. É uma pena que o time caia após Roberto Dinamite assumir a presidência...fica parecendo que a culpa é totalmente dele. Digo totalmente porque tem culpa, sim, em parte. E precisa saber disso, assumir isso. Ele conhecia bem a herança maldita quando assumiu o mandato, e mesmo assim deu a cara à tapa.
Aliás, que ano negro para Renato Gaúcho, hein? De repente é melhor ele fazer como Cuca, tirar umas férias, dar um tempo, sumir.
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No Sul, o Flu fez seu dever de casa e bateu os reservas do Inter por 2 a 0. Não entendi a raiva de René Simões, que disse que a equipe esteve "dispersa além do admissível". Apesar disso, gostei. Finalmente um técnico que não se deixa iludir pelo resultado, que não vem com essa história de "goleada de 1 a 0", e que se preocupa com a forma, o conjunto, a postura do time, muito mais do que com os 3 pontos.
O Tricolor foi o único carioca a sorrir na rodada, e está praticamente livre do rebaixamento. Mais uma prova do bom trabalho de René.
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Nem tem muito o que comentar do Botafogo. É difícil falar de um time que joga apenas para cumprir tabela...nunca se sabe se ele está lutando por um resultado, se joga apenas para treinar, enfim. O que mais me chamou a atenção no empate com o Atlético-PR, sábado, foi Zárate. Dá para perceber que o gringo é habilidoso, mas que está sem forma e sem preparo físico. Alô, Ney Franco, cadê o trabalho de base?