Morte e tiroteio em presídio de Magé
Um preso morreu e um agente penitenciário ficou ferido durante uma rebelião, ontem, na Casa de Custódia Romeiro Neto, em Magé, na Baixada Fluminense. O motim teve a adesão dos 670 presos que ocupam as cinco alas dos dois andares da cadeia, que tem capacidade para 600 detentos. Eles alegam que recebem comida estragada e sofrem maus tratos dos agentes penitenciários. Quatro agentes foram mantidos reféns por cerca de seis horas, amarrados a botijões de gás.
A rebelião teria começado após uma tentativa frustrada de fuga em massa, às 14h. Os detentos tomaram o presídio, mas agentes penitenciários e policiais militares impediram que eles chegassem ao portão principal. Houve troca de tiros e um agente foi ferido por estilhaços no braço. O motim acabou às 20h.
Em uma das celas, os policiais acharam um detento morto, com indícios de overdose. Mas, segundo um inspetor, ele foi morto pelos rebelados. O preso estaria na cela do "seguro", depois de abandonar a facção criminosa que integrava. Um detento teve uma crise de hipertensão e foi levado ao hospital.
Quando os reféns foram liberados, dezenas de familiares foram ao presídio exigir a preservação física dos presos. A Secretaria de Administração Penitenciária decide amanhã se permitirá visitas esta semana.
Tensão religiosa marca as negociações com os detentos
Houve também uma 'tensão religiosa' durante as negociações com os detentos. O padre André, da Pastoral Carcerária da Igreja Católica, foi acionado pelo estado para ajudar nas negociações. A convocação gerou conflito religioso na porta da unidade, pois o Pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, que esteve no local por conta própria, foi impedido de entrar.
Cerca de 30 policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) e outros 50 do 34º BPM (Magé) foram ao presídio para conter a rebelião, mas as negociações foram conduzidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que exigiu a retirada dos PMs do interior do local.
Os policiais foram designados a reforçar a segurança no entorno da cadeia.






