Sexta-feira , 6 Novembro, 2009

Assaltantes no xilindró

Sete pessoas, entre elas dois idosos, foram feitas reféns durante assalto a um condomínio de luxo no bairro de São Francisco, Zona Sul de Niterói, no fim da noite de quinta-feira. Dois bandidos foram presos e duas pistolas apreendidas. Um terceiro criminoso conseguiu escapar.

O crime aconteceu por volta das 22h30, numa casa da Associação Parque Tupinambás. O trio rendeu, na entrada do condomínio, mulher que iria visitar uma família. Eles entraram na casa número seis e fizeram sete pessoas reféns. A empregada foi agredida, enquanto o grupo exigia dinheiro e joias.

Os marginais permaneceram no imóvel por 20 minutos e levaram R$ 400, dois cordões de ouro, uma pulseira, um aparelho de telefone celular e um monitor de computador de LCD. Vizinho percebeu a movimentação e chamou a polícia. Os criminosos tentaram fugir pulando muros de casas vizinhas, mas acabaram capturados.

Armou e se deu mal

André Rodrigues da Silva, 22 anos, foi preso após se esconder ao lado de uma encosta, na Rua Dr. Diógenes Travessa, próximo a um dos acessos ao condomínio. O outro preso é adolescente de 17 anos. O caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca).

Poliçada detona plano de invasão do TCP

Um bandido morreu e quatro foram presos ontem, durante operação da Polícia Civil na Favela de Acari, subúrbio do Rio. A ação foi desencadeada com objetivo de impedir que a quadrilha que controla a favela, ligada à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), atacasse o bando do Morro da Pedreira, em Costa Barros, que é dominado pela facção Amigos dos Amigos (ADA). "A informação foi detectada pelo serviço de inteligência da polícia no início da semana e, por isso, deflagramos uma operação na Pedreira na quinta-feira e esta", revelou o delegado Marcos de Castro.

Os cerca de 80 agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com apoio de dois Caveirões e dois helicópteros, chegaram à favela pouco depois das 6h e foram recebidos a tiros pelos traficantes. No tiroteio, homem não identificado foi baleado e morreu no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

Botijão era esconderijo

Na ação, os agentes apreenderam duas submetralhadoras (uma delas estava com o bandido morto), três pistolas, três granadas, botijão de gás cortado ao meio, que servia para esconder munição, farda do Exército, colete à prova de balas, três radiotransmissores, três quilos de maconha e uma máquina de contar dinheiro.

Cerol em três favelas

Enquanto o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmava ontem, em audiência pública em Brasília, que o Rio não é violento, policiais civis e militares enfrentavam traficantes em três favelas da Zona Norte da cidade em intensos confrontos. No Morro dos Macacos, Vila Isabel, palco de guerra entre bandidos que culminou com a derrubada de helicóptero da PM, homens do 6º BPM (Tijuca) prenderam um dos 'gerentes' do tráfico. Nas ações, houve apreensões de drogas, rádios e armas - incluindo fuzil ponto 30, arma igual à que teria sido usada para abater a aeronave.

O fuzil foi encontrado no Morro da Pedreira, em Costa Barros, por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O bandido que portava o trabuco o abandonou após trocar tiros com os agentes e fugiu. Ninguém foi preso na operação, que tentou encontrar paióis de armas e drogas do tráfico local, sem sucesso.

No Morro dos Macacos, os PMs foram recebidos a tiros assim que entraram na favela para reprimir o tráfico de drogas. William da Cruz Silva, o Sabará, 31 anos, apontado como 'gerente' da venda de drogas, foi preso quando tentava deixar a favela disfarçado de entregador. Durante a ação da PM, bandidos desfilavam com fuzis e pistolas pela escadaria da Rua Açaré, que separa o Macacos do Morro São João. Segundo moradores, bandidos das duas favelas se enfrentaram em troca de tiros durante uma hora, no fim da noite de quarta-feira.


Quarta-feira, 4 Novembro, 2009

Cara de pau do tráfico

A ótima fase do atacante Adriano - que levou o Flamengo ao G-4 e ainda disputa a artilharia da competição com Diego Tardelli, do Atlético-MG - rendeu ao Imperador uma 'propaganda' nada agradável. A imagem do craque foi usada por traficantes da comunidade Cidade Alta, em Cordovil, no Subúrbio do Rio, em papelotes de crack.

Policiais do 16º BPM (Olaria) apreenderam 1.362 pedras da droga durante uma operação realizada na madrugada de ontem. Um homem identificado como Anderson dos Santos, de 22 anos, acabou em cana. Uma denúncia anônima levou os PMs à favela. De acordo com a polícia, cerca de 10 criminosos estavam no interior de uma casa, usada como ponto para venda de drogas.

Troca de tiros

Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiros pelos bandidos. Houve confronto. Anderson foi preso depois de cair de uma laje, quando tentava fugir dos PMs. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Junto às embalagens de crack, foram apreendidos adesivos com uma foto de Adriano, sorridente, ainda com a camisa da Internazionale de Milão, seu ex-clube. Segundo a polícia, bandidos costumam usar a imagem de jogadores famosos por causa da semelhança entre as palavras crack e craque.

Chapa quente na Maré

Bandidos da Favela Parque União, no Complexo da Maré, que seguiam num bonde para tentar tomar o controle do tráfico em Parada de Lucas e Vigário Geral, trocaram tiros com policiais do 22º BPM (Maré), na madrugada de ontem. Um homem ainda não identificado morreu e, com ele, foi apreendido um fuzil Rugger calibre 5.56, de fabricação americana, além de munição.

A polícia recebeu denúncias de que um grupo de bandidos ligados ao Comando Vermelho seguiria num bonde para o Complexo do Alemão. De lá, o bando partiria para as favelas Parada de Lucas e Vigário Geral, controladas pelos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP).

Ainda de acordo com a PM, que enviou 20 homens para o local, com apoio de Caveirão, pelo menos 10 criminosos trocaram tiros com os policiais na entrada do Parque União, na Avenida Brasil. O baleado chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu.

Anderson Cardoso Ferreira, 18 anos, deu entrada na unidade ferido na barriga. O irmão dele, que o socorreu, informou que ele estava na porta de casa e que não é bandido.

Justiça manda viúva de volta para o xilindró

A Justiça decretou ontem a prisão preventiva de Adriana Ferreira Almeida, viúva do ganhador da Mega-Sena Renê Senna, assassinado em janeiro de 2007, em Rio Bonito. Adriana é acusada de ser a mandante do crime, pelo qual dois homens - Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira - já foram condenados a 18 anos de cadeia.

Segundo o despacho da juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 2ª Vara de Rio Bonito, a prisão foi decretada porque Adriana não foi encontrada nos endereços fornecidos à Justiça - além da fazenda na qual vivia com Renê, em Rio Bonito, um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Por isso, foi considerada foragida.

"Não há como se afastar da óbvia conclusão suscitada pelo Ministério Público em seu parecer, de que a ré, de fato, tenta se esquivar da aplicação da lei penal no momento em que se afasta do distrito da culpa, mudando de domicílio sem prévia comunicação ao juízo. (...) Inequívoca, pois, a necessidade da decretação da prisão cautelar da referida acusada para se garantir a aplicação da lei penal", escreveu a magistrada.

Cade você, cadê você?

O advogado de Adriana, Jackson Costa Rodrigues, disse que a decisão se baseou numa busca incompleta por sua cliente. "Me causou estranheza essa decisão porque, na semana passada, recebemos despacho da Justiça para informar os endereços dela e demos três locais: a fazenda, um apartamento em Arraial do Cabo e a casa da mãe dela, em Tanguá", afirmou Jackson.

Mais um dia de guerra

A disputa pelo controle da Favela Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, chegou ontem a seu terceiro dia com novos confrontos entre traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que domina a região, e os rivais do Terceiro Comando Puro (TCP), que invadiram a favela no fim de semana. Três postos de saúde não abriram as portas, três linhas de ônibus deixaram de circular pela região e 16 mil alunos ficaram sem aulas.

Segundo a polícia, a invasão foi liderada pelos traficantes Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, Roberto da Silva, o Berrinho, 23 anos, e bandido conhecido apenas como Barriga. Pela manhã, cerca de 100 PMs de seis batalhões reforçaram o efetivo na Vila Kennedy e também realizaram incursões no Complexo da Coreia, Vila Aliança e favelas do Rebu e da Metral - locais de onde saíram os invasores.

Civil grampeou bandidos

No início de outubro, a Polícia Civil interceptou conversa telefônica entre o chefe do tráfico da Favela Vila Cruzeiro, Fabiano Atanázio da Silva, o FB, e 'comissão' de bandidos presos dentro de Bangu 3. A gravação mostra a importância de se ter o controle da Vila Kennedy, favela mais próxima ao Complexo de Gericinó - fato que possibilita a comunicação praticamente sem limites com as unidades prisionais, quase sempre feita por radiotransmissores.

No diálogo, FB cobra explicações de um dos detentos, Carlos Henrique dos Santos Gravini, o Rato da Cidade Alta. Preso desde fevereiro de 2008, ele teria dado ordem para matar um comparsa de FB, identificado apenas como Dentinho.

Morto em motel

O apresentador da TV Salvador Jorge Pedra, de 52 anos, foi encontrado morto a facadas, no domingo, em um motel da capital baiana. Segundo a polícia, o assassino seria um garoto de programa identificado apenas como Rogério.

Jorge foi achado em um dos corredores do Motel Democratas, em Salvador, com facadas na testa, ombro e pescoço. Havia também sinais de luta corporal. A carteira do jornalista foi encontrada só com os cartões de crédito. Para a polícia, o fato de a faca usada no crime não pertencer ao motel significa que o assassinato do apresentador foi premeditado.

Segundo funcionários do motel, o acompanhante de Jorge seria mais um garoto de programa que a vítima tinha o hábito de levar para o estabelecimento. O companheiro do apresentador, o cinegrafista Gilmar Pereira, 24, que morava com ele desde 2007, prestou depoimento na polícia, mas não quis falar sobre o caso.

Jorge Pedra começou a carreira em 1978 como assistente de uma colunista social. Atualmente, ele apresentava o programa Fama e Sucesso na TV Salvador.


Sábado, 31 Outubro, 2009

Família do mal em cana

Polícia Civil desferiu ontem golpe certeiro contra as finanças da quadrilha que controla o tráfico de drogas no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Além de prender 10 pessoas, a operação Família S/A conseguiu que a Justiça ordenasse o sequestro de apartamento avaliado em R$ 150 mil, onde morava uma irmã do chefão da favela, Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, considerado 'presidente' da facção criminosa Comando Vermelho.

De posse de 36 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 200 policiais subiram o morro e cercaram as ruas próximas, com o objetivo de desarticular financeiramente a quadrilha. Entre os presos, estão Silvia Regina Rosário Rodrigues, mulher de Isaías, a irmã do traficante, Emília Costa Rodrigues, e Flávia Santos Oliveira, mulher de William Rodrigues Vieira, o Robocop, ex-'gerente' do Borel preso em agosto - Emília é mãe de Robocop e vivia no imóvel que foi sequestrado por ordem da Justiça, na Rua Conde de Bonfim.

Outros 13 mandados de prisão foram cumpridos em presídios do Rio e de Catanduvas, no Paraná, para onde Isaías foi transferido em janeiro de 2007.

Gerentão vazou

Foram presos ainda Leandro de Oliveira, o Bocão, Gabriel Gardelino de Lima, Arnaldo Borges Júnior, Marivaldo José de Oliveira, Mauro Sérgio Leal, o McGyver, Rafael Caldeira Barbosa e Roberto Carlos Pires Cordeiro. Entre os que conseguiram escapar está Moisés Timóteo da Silva Lisboa, o Timóteo, atual 'gerente geral' do Borel.

Só coisa fina nos apês

Os imóveis revistados pelos policiais durante a operação Família S/A - além do apartamento da Conde de Bonfim, os agentes foram a outro na Rua Santa Carolina, onde vivia a mulher de Isaías - revelaram o alto padrão de vida bancado pelo tráfico de drogas: geladeiras de aço inox, TVs de LCD em todos os cômodos e decoração que incluía revestimento de mármore nas paredes.

"Essas pessoas não integram o braço armado do tráfico, mas são beneficiadas diretamente. Algumas delas nunca trabalharam na vida para ter apartamento próprio, carro zero-quilômetro e itens de luxo dentro de casa", afirmou o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Em busca do ouro

Atacar as finanças dos chefões do tráfico foi uma das medidas adotadas pela polícia como resposta aos ataques protagonizados por traficantes ligados à facção Comando Vermelho, que culminaram com a derrubada de helicóptero da PM, há duas semanas, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Turnowski afirmou que a operação de ontem foi apenas o começo dessa nova fase do combate ao tráfico e que famílias de outros chefões do crime serão alvo de ações semelhantes, inclusive com o sequestro de bens comprados com dinheiro obtido ilicitamente. "Continuaremos com ações para retirar armas e drogas, mas agora o principal é buscar o dinheiro do lucro do negócio", disse Turnowski.


Quinta-feira, 29 Outubro, 2009

Um morto em assalto na Tijuca

O agente penitenciário Paulo Henrique Herculano Barroso, 39 anos, foi morto ao reagir a assalto, ontem de manhã, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O oficial da Marinha Washington Tavarez Gomes, 62, que passava pelo local, foi atingido no peito por bala perdida. Seu estado de saúde é estável.

Paulo Henrique acompanhava um amigo, que tinha ido sacar dinheiro em agência bancária na Rua Haddock Lobo, quando dois bandidos em moto abordaram a dupla e anunciaram o assalto. O agente penitenciário reagiu e acabou baleado num dos braços, na barriga e no peito. Ele chegou a ser levado para um hospital particular no bairro, mas morreu três horas depois de ser operado.

Segundo testemunhas, a ação dos bandidos foi rápida. Paulo teria deixado sua pistola cair, mas não se sabe se ela foi levada pelos assaltantes. A PM acredita que os bandidos sejam do Morro de São Carlos, no Estácio. "Foi muito tiro. Uma coisa assustadora, que virou rotina na Tijuca. Não aguentamos mais", disse o funcionário público Pedro Antunes, 34 anos.

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