Segunda-feira, 23 Novembro, 2009

Morte e tiroteio em presídio de Magé

Um preso morreu e um agente penitenciário ficou ferido durante uma rebelião, ontem, na Casa de Custódia Romeiro Neto, em Magé, na Baixada Fluminense. O motim teve a adesão dos 670 presos que ocupam as cinco alas dos dois andares da cadeia, que tem capacidade para 600 detentos. Eles alegam que recebem comida estragada e sofrem maus tratos dos agentes penitenciários. Quatro agentes foram mantidos reféns por cerca de seis horas, amarrados a botijões de gás.

A rebelião teria começado após uma tentativa frustrada de fuga em massa, às 14h. Os detentos tomaram o presídio, mas agentes penitenciários e policiais militares impediram que eles chegassem ao portão principal. Houve troca de tiros e um agente foi ferido por estilhaços no braço. O motim acabou às 20h.

Em uma das celas, os policiais acharam um detento morto, com indícios de overdose. Mas, segundo um inspetor, ele foi morto pelos rebelados. O preso estaria na cela do "seguro", depois de abandonar a facção criminosa que integrava. Um detento teve uma crise de hipertensão e foi levado ao hospital.

Quando os reféns foram liberados, dezenas de familiares foram ao presídio exigir a preservação física dos presos. A Secretaria de Administração Penitenciária decide amanhã se permitirá visitas esta semana.

Tensão religiosa marca as negociações com os detentos

Houve também uma 'tensão religiosa' durante as negociações com os detentos. O padre André, da Pastoral Carcerária da Igreja Católica, foi acionado pelo estado para ajudar nas negociações. A convocação gerou conflito religioso na porta da unidade, pois o Pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, que esteve no local por conta própria, foi impedido de entrar.

Cerca de 30 policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) e outros 50 do 34º BPM (Magé) foram ao presídio para conter a rebelião, mas as negociações foram conduzidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que exigiu a retirada dos PMs do interior do local.

Os policiais foram designados a reforçar a segurança no entorno da cadeia.


Domingo, 22 Novembro, 2009

Chefão da Maré roda

O tráfico de drogas no Complexo da Maré está enfraquecido. O chefão do pó Bruno Maxwel dos Santos Afonso, 27 anos, o Chapoca, apontado como o substituto de Facão, foi preso ontem à tarde por policiais do 22º BPM (Maré). Ele foi encontrado em um casa na Vila dos Pinheiros, próximo à localidade conhecida como Ilha dos Macacos. Na hora da ação da polícia, o traficante estava com familiares e carregava uma pistola 9 milímetros adaptada para dar rajadas de tiros.

Chapoca tentou fugir, mas o local já estava cercado por policiais que ocuparam ruas e lajes próximas à residência, descoberta graças a informações passadas ao Disque-Denúncia. O comandante do 22º BPM, tenente-coronel Amaury Simões, afirmou que a prisão foi um golpe duro no Terceiro Comando Puro (TCP). "Somente o Parque União e a Nova Holanda são Comando Vermelho. As demais comunidades são do TCP. A prisão de Chapoca é uma honra para a Polícia Civil, já que o traficante é acusado de assassinar um delegado durante operação policial na favela Roquete Pinto, em 2006", disse o comandante, que acredita que o traficante conhecido como 'Menor do P' assumirá o controle do tráfico.

Chapoca já tinha mandado de prisão pela morte do delegado Roberto Ubiratan Dias. O bandido foi apresentado na 37ª DP (Ilha do Governador). Enquanto não foi transferido para penitenciária, policiais do 22º BPM permaneceram no pátio da delegacia para impedir qualquer tentativa de resgate, já que as comunidades da Ilha do Governador também são controladas pelo Terceiro Comando Puro.


Sexta-feira , 20 Novembro, 2009

Dopou menina para estuprá-la

Um homem foi preso na noite de quarta-feira, no Jardim Paulistano, Zona Norte de São Paulo, acusado de estuprar uma menina de 12 anos, amiga de suas duas filhas. Segundo a Polícia Civil paulista, o lanterneiro, de 43 anos, cometeu o crime em julho, depois de dopar a menina com sonífero misturado em água.

O acusado conhecia a família da vítima havia 20 anos e teria se aproveitado dessa situação para cometer o crime. A menina foi violentada quando passou a noite na casa do criminoso. Ao acordar, ela estranhou estar com a calcinha abaixada e a genitália sangrando. A criança relatou à polícia que o estuprador ainda confirmou o crime: "É, eu te peguei, sim", teria dito o lanterneiro, que ameaçou matar toda a família da menina, caso ela revelasse o estupro.

Com o silêncio da vítima, ele aproveitou outra visita da menor à sua casa, em um dia que estava sozinho, para violentá-la novamente - desta vez, sem usar qualquer artifício. Os policiais descobriram ainda que o criminoso tentou estuprar outra garota, que conseguiu escapar. A prisão temporária dele já foi decretada pela Justiça.

PM mata homem na orla da Zona Sul

Um homem armado com canivete foi morto a tiros por um policial militar, ontem à tarde, na Praia do Arpoador, Zona Sul do Rio. O homem estaria tentando assaltar uma banhista, que não foi encontrada. Segundo testemunhas, a mulher teria sido ferida no braço pelo assaltante. Os disparos provocaram tumulto e correria na praia, que estava lotada.

De acordo com o relações públicas da PM, capitão Ivan Blaz, policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) que passavam pela orla do Arpoador, por volta das 15h, foram acionados por algumas pessoas, que denunciavam a ação do suposto assaltante. Os policiais foram até o calçadão, onde localizaram o suposto bandido e lhe deram voz de prisão.

Ainda de acordo com Blaz, o homem reagiu e avançou contra os policiais. Um dos PMs teria disparado contra uma perna do homem, que mesmo assim continuou avançando. Em seguida, o policial disparou contra um braço, mas o homem não parou. "O policial, então, atirou contra o tronco", explicou Blaz, justificando a ação do policial. "Ele fez todos os procedimentos progressivos corretamente", disse o oficial.

Tijuca vive mais uma madrugada de terror

Intensos tiroteios entre traficantes rivais, que duraram pelo menos cinco horas, voltaram a aterrorizar moradores da Tijuca, Zona Norte do Rio, na madrugada de ontem. A guerra, que envolve bandidos dos morros da Formiga, da Casa Branca e do Borel, deixou ontem um morto, após confronto com policiais do 6º BPM (Tijuca). A polícia prendeu dois bandidos e apreendeu dois carros roubados, revólver e munição.

Por volta de 1h, os PMs interceptaram dois Corsas ocupados por cerca de 10 bandidos na Rua Medeiros Pássaro, acesso à Formiga. Houve tiroteio, no qual Alex Corrêa acabou morto. Leonardo Pereira de Andrade, 21 anos, e Renan dos Santos Lima, 18, ficaram feridos e foram presos. Rapaz de 25 anos, acusado de dirigir um dos carros, foi liberado após depor na 20ª DP (Vila Isabel). Ele alegou ter sido forçado a assumir a direção.

O bando, segundo a polícia, seria do Morro de São Carlos, Estácio, e estava indo ajudar os comparsas da Formiga - ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) -, para rechaçar ataques da quadrilha do Borel, que pertence ao Comando Vermelho (CV) e tenta retomar a favela. "Os traficantes roubaram os carros para levar mais munição e comida para os aliados", disse o coronel Marcus Jardim, titular do 1º Comando de Patrulhamento de Área da PM.

Imóvel será devolvido apenas quatro dias depois de alugado

Durante o tiroteio, vários motoristas deram marcha a ré na Avenida Conde de Bonfim, a principal da Tijuca. Donos de bares e restaurantes fecharam rapidamente as portas, enquanto moradores de edifícios localizados entre as três favelas, desesperados, deixaram seus apartamentos, com medo de balas perdidas. "Estamos assustados. Levei meus dois filhos e a minha mulher para casa de parentes, até que a paz volte à Tijuca", disse um morador da Formiga.

Pela manhã, marcas de sangue e tiros no portão e na fachada da casa de número 13 da Rua Medeiros Pássaro davam a dimensão do horror enfrentado pelos moradores. "Aluguei este imóvel para construir um canil no quintal há apenas quatro dias e já estou devolvendo. Não vou colocar a vida da minha família e dos cães em risco", lamentou o professor de Educação Física Wanderley Moreira, 46 anos, mostrando as marcas de tiros de fuzil na parede.


Quinta-feira, 19 Novembro, 2009

Covardões fazem família refém

Uma família viveu momentos de terror durante um assalto em Parada de Lucas, no fim da noite de quarta-feira. Os criminosos invadiram uma casa da Rua Aguapé e trancaram quatro pessoas num dos quartos. Lençóis foram enrolados nas cabeças das vítimas para evitar a identificação. A ação durou cerca de 20 minutos, e os bandidos fugiram com o carro da família e objetos roubados.

"Eles renderam a minha filha, que estava com o namorado no portão de casa, e anunciaram o assalto. Nos obrigaram a cobrir a cabeça e a entrar no quarto. Sempre pensamos no pior. Graças a Deus, eles agiram rápido e não foram violentos", contou a dona da residência, de 42 anos, que preferiu não se identificar.

Após a ação, os bandidos fugiram com o Corsa da família, onde colocaram um ar condicionado, ventilador, aparelho de DVD, computador, uma máquina de fotografia, três telefones celulares, uma cafeteira e uma mochila. Ninguém ficou ferido. Após avistarem blitz da PM, os bandidos abandonaram o carro, com todos os objetos roubados, na altura do Trevo das Missões, no entroncamento da Avenida Brasil com a Rodovia Washington Luiz, em Cordovil.

Federais paraguaios armam e se dão mal

Quatro homens que se passavam por agentes da Polícia Federal (PF) foram presos, quarta-feira à noite, enquanto tentavam extorquir dinheiro de supervisor de obras do Centro de Pesquisas da Petrobras, na Ilha do Fundão. Com carteiras falsas da PF e mandados de busca e apreensão forjados, os criminosos pediram R$ 100 mil para evitar suposta prisão do funcionário, sob alegação de que ele seria investigado por lavagem de dinheiro.

Marcelo Matias Cordeiro, 33 anos, chefe do bando; o irmão dele Diogo Matias Cordeiro, 25, motorista da quadrilha; Wagner Nascimento Cordeiro, 40, primo deles; e Yuri Aureliano de Souza, 22, chegaram a invadir a casa da vítima, há dois meses, no bairro de Higienópolis, de onde retiraram um computador. No dia seguinte, levaram a vítima 'presa' para o próprio apartamento, na Ilha, e exigiram o dinheiro, cujo valor chegou a cair para R$ 10 mil.

O funcionário disse que tentaria arrumar o dinheiro e foi liberado. Procurou a 21ª DP (Bonsucesso) e começou a receber ameaças. Combinou, então, de entregar a grana quarta-feira, e os bandidos acabaram presos. Com eles, foram apreendidos três carros, quatro camisetas pretas e um boné com a inscrição Polícia Federal, três carteiras funcionais falsas, cinco distintivos, um par de algemas, um revólver 38, uma réplica de pistola, celulares e computadores, entre outros itens.

Bandido do Borel morto na Formiga

Duas pessoas já morreram na guerra entre traficantes dos morros da Formiga, ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), e da Casa Branca, controlado pelos rivais da Amigos dos Amigos (ADA). Ontem pela manhã, o corpo de um homem foi encontrado na Rua da Concórdia, acesso à Formiga. Ele tinha várias marcas de tiros disparados por armas de grosso calibre.

Na noite de quarta-feira, outro homem tinha sido morto na favela, durante troca de tiros com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), acionados para tentar acabar com os confrontos. O criminoso, que não havia sido identificado até a noite de ontem, estava com touca ninja e dois quilos de maconha. Ele seria morador do Morro do Borel, também na Tijuca, e estaria dando apoio aos bandidos da Formiga.

Tem mais corpo lá em cima

Bandidos das duas favelas da Tijuca, Zona Norte do Rio, vêm se enfrentando há quase 20 dias, desde que a quadrilha que controla a Casa Branca tentou tomar os pontos de venda de drogas dos rivais da Formiga. Por determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o Morro da Formiga foi ocupado por homens do Bope e do 6º BPM (Tijuca).

Na manhã de ontem, moradores da favela afirmaram que dois outros cadáveres estavam abandonados no alto do morro. A PM informou que vai fazer buscas na área para tentar resgatar os corpos.

Ginecologista do CV está atrás das grades

Investigações da 34ª DP (Bangu) revelaram que Graziela Custódio de Souza Melo, 46 anos, presa na quarta-feira, é a 'ginecologista' da facção crminosa Comando Vermelho (CV). Segundo a polícia, ela era a responsável por aliciar mulheres para que transportassem drogas - introduzidas na vagina pela própria Graziela - para dentro de presídios do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

O esquema foi descoberto com a prisão de Ana das Graças Conceição Teixeira, 47 anos, que tentava entrar no Presídio Elizabeth Sá Rego (Bangu 5) com Graziela. Ela foi flagrada durante revista com 101 gramas de maconha e 2,8 gramas de cocaína dentro do corpo. Ana contou aos policiais que os embrulhos de plástico recheados com drogas foram introduzidos em sua genitália por Graziela, que oferecia R$ 70 para quem aceitasse tomar parte na ação criminosa.

Tráfico e associação

Segundo o delegado assistente da 34ª DP, Delnir Gouvea, Ana, que iria visitar o interno Nilson Luiz da Matta, e Graziela, que se encontraria com Max Eduardo de Souza Melo, vão responder por tráfico e associação para o tráfico, com agravante de pena por se tratar de crime cometido dentro de presídio.


Quarta-feira, 18 Novembro, 2009

Atirou o filho do 18º andar

A polícia de São Paulo vai investigar as circunstâncias da morte de um homem de 30 anos e de seu filho de 2 anos. A principal hipótese investigada é a de que o pai jogou a criança e, em seguida, se atirou do 18º andar de um prédio localizado na Zona Sul de São Paulo, na manhã de ontem. Os dois morreram na hora. O homem estaria em depressão depois de se separar da mãe da criança, há cerca de seis meses.

O menino morava no quinto andar do prédio com a mãe, que não estava em casa no momento da tragédia. A babá que cuidava da criança teria atendido ao pedido do homem para visitar o menino.

Tentou envenenar

Segundo a polícia, o homem passou no apartamento, pegou a criança e a levou até o topo do prédio. Há ainda a suspeita de que o pai teria tentado envenenar a criança pouco antes de jogá-la do edifício. Segundo relato de vizinhos, a babá se desesperou ao saber do ocorrido. Apesar da depressão, o episódio surpreendeu moradores, que afirmaram que o homem era uma pessoa calma.

O delegado Carlos Henrique Fabrini, do 16º Distrito Policial, informou que o homem teria dado sinais, dias antes, de que não estava muito bem. Segundo Carlos, ele teria comentado com colegas que poderia acabar cometendo "uma loucura". Ainda de acordo com o delegado, antes da queda, ele teria ligado para a mãe e pedido desculpas caso tivesse feito alguma coisa. Também teria deixado um bilhete para a ex-mulher, dizendo que a amava muito e para que ela tivesse um bom plantão no trabalho.

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