Rio - Um dos principais líderes do tráfico de drogas no Morro da Mangueira, Wellington da Silva Assumpção, o Tonton, 26 anos, foi preso ontem de manhã por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). O bandido foi encontrado dentro de uma casa na Favela do Rato Molhado, no Engenho Novo. Desarmado, ele não reagiu.
"Tínhamos a informação de que ele estava saindo todos os dias da Mangueira para dormir em uma casa no Rato Molhado. Hoje, quando nos reunimos para operação na Tabajaras (em Copacabana), alguém avisou a eles que o cerco seria na Mangueira. O Tonton correu para outro morro e nós o pegamos", disse o delegado da Dcod, Marcus Vinícius Braga.
Desde a morte do chefe do tráfico na Mangueira, Leandro Monteiro Reis, o Pitbull, há 10 dias, Tonton teria ficado como responsável pelo morro juntamente com Vinícius de Lima Pereira, o Chevette. A polícia ouviu falar em Tonton pela primeira vez numa investigação da 17ª DP (São Cristóvão), e foi através desse trabalho que sua prisão foi decretada pela Justiça. O mesmo inquérito manteve o chefão da Mangueira, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, preso em Bangu 3, quando já se preparava para voltar às ruas, em janeiro do ano passado.
Chefão da Tabajaras dança com quatro comparsas
O chefe da venda de drogas da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, Deílson Henrique de Oliveira, o Vô, 35 anos, foi preso ontem durante ação de 85 policiais civis. Eles subiram o morro em busca do paiol do tráfico do Morro Dona Marta, que desde novembro está escondido na favela aliada, juntamente com os criminosos de Botafogo. Na ação, houve confronto, e um homem não-identificado morreu. Outros quatro foram presos, e armas e entorpecentes, apreendidos. Um helicóptero também foi usado pelos agentes.
Segundo a polícia, Vô foi o responsável por levar toda a quadrilha e o armamento do Dona Marta para a Tabajaras. Na casa onde Vô foi preso, inspetores da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) apreenderam a contabilidade do tráfico, que mostra o pagamento de R$ 250 mil a um 'matuto' (fornecedor de drogas). Nas anotações, a venda de entorpecentes rendia semanalmente R$ 98 mil à quadrilha.
Nos cadernos, os criminosos escreveram também a relação do armamento que possuíam: 23 pistolas, cinco fuzis, duas escopetas calibre 12 e quatro bombas. Durante a operação, o bando perdeu um fuzil G3, uma escopeta 12, duas pistolas e uma granada, além de crack, cerca de 150 sacolés de cocaína e uma prensa usada para compactar droga. Além do chefe do tráfico, a polícia prendeu dois gerentes das bocas-de-fumo da Tabajaras: Maikon Renan da Costa Soares, o MK, 19 anos, e Gabriel Mendes da Silva, o Guegué, 21. Guegué seria o responsável pelo comércio de crack. Também foram presos Anderson Santiago da Silva, 23, e Fábio de Souza Gídio, 27, que possui três anotações por roubo.