Sexta-feira , 27 Fevereiro, 2009

Bandidagem ataca PMs

Dois PMs da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) foram baleados por bandidos, no início da madrugada de ontem, após entrarem com viatura, por engano, na Favela João Teles, em Bancários, Ilha do Governador, durante uma investigação. O cabo Fábio da Silva Ésper, 32 anos, foi baleado de raspão na cabeça, e o soldado José Cândido da Silva, 26, levou tiro de raspão na mão esquerda. Os outros dois ocupantes do veículo nada sofreram.

Socorridos por policiais do 17º BPM (Ilha), os feridos foram levados para o Hospital da Força Aérea do Galeão e não correm risco de morrer. Um bandido teria sido baleado e se refugiado na comunidade.
O crime aconteceu por volta de 0h15. Quando voltavam para a DPJM, os quatro policiais entraram por engano na Rua Dr. Agenor Almeida de Loyola, principal acesso à favela. Ao avistarem Gol branco descaracterizado, cerca de oito traficantes abriram fogo, e os PMs revidaram. Cerca de 10 tiros atingiram a viatura. O soldado José Cândido, que dirigia o veículo, e o cabo Fábio, no banco do carona, foram atingidos.

Durante o tiroteio, os PMS pediram auxílio, e viatura do 17º BPM, que estava perto dali, os socorreu. Com a chegada do reforço, os bandidos fugiram. O caso foi registrado na 37ª DP (Ilha).

Taxista 'canibal' morde passageiro

O técnico de som Evandro Ricardo Vicente, 33 anos, voltou para São Paulo ontem sem um pedaço de um dos dedos, resultado de uma mordida que levou do taxista Tiago da Costa, 46, que levava o paulista e a mulher para a Rodoviária Novo Rio. Em depoimento a polícia, o taxista disse que só estava se defendendo, porque achou que iria apanhar de Evandro.

O caso foi registrado na 4ª DP (Central) como lesão corporal grave. Em depoimento, Evandro e sua mulher, Ruth Pietro, 44, disseram que Tiago estava agressivo e que não houve briga. "Pedimos para descer do carro porque não queríamos ficar no engarrafamento. Depois de uma discussão, meu marido achou que ele iria me agredir e tentou tirá-lo do carro. Ele se virou e mordeu o dedo médio da mão direita, que estava no ombro dele", contou Ruth.

O casal foi socorrido por outros motoristas e levado para o Hospital Souza Aguiar. Evandro foi operado e precisou ficar um observação por 48 horas.

Três bandidos e um PM mortos no Chapadão

Quatro homens, um deles PM, morreram durante confronto entre traficantes e policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) ontem de madrugada, no Morro do Chapadão, em Costa Barros, subúrbio do Rio. Os policiais estavam na favela para checar denúncia de que bandidos de facções criminosas rivais estariam se enfrentando no local e acabaram se envolvendo na troca de tiros. Dois fuzis e uma pistola foram apreendidos.

Atingido por um tiro, o terceiro sargento Joélson Pereira, 39 anos, chegou a ser levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu ao ferimento. Até ontem à noite, os outros três mortos - que segundo a polícia eram traficantes - ainda não tinham sido identificados.

Caveirão foi rebocado

Durante toda a manhã de ontem e parte da tarde, cerca de 100 homens, com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), fizeram operação na favela, com auxílio de helicóptero e Caveirão. Os policiais ainda fizeram buscas pela mata, mas nada encontraram. O blindado apresentou problemas mecânicos e teve de ser rebocado, mas logo depois o reboque também quebrou, e os dois veículos ficaram parados no pátio da 39ª DP (Pavuna).

Pressão na Cidade Alta

Dois homens morreram em confronto com policiais do 16º BPM (Olaria), que ocuparam ontem, pelo segundo dia, a Favela Cidade Alta, em Cordovil. Segundo investigações, os criminosos que mataram o fotógrafo do jornal O Dia André Ferreira Azevedo, conhecido como André AZ, na noite de quarta-feira, teriam saído da favela e seguiam para a Mangueira. Eles pertenceriam às quadrilhas que controlam o tráfico nas favelas, controladas pelo Comando Vermelho (CV). O corpo de André foi sepultado ontem de manhã, no Cemitério de Irajá.

Os bandidos teriam desrespeitado ordem do traficante Gaguinho, ligado ao CV, que controla o tráfico no Conjunto Habitacional de Cordovil e proíbe assaltos a motoristas na região, para não atrair a atenção da polícia.

Na quinta-feira, os PMs já tinham encontrado uma prova da conexão entre a Cidade Alta e a Mangueira e o bom trânsito entre traficantes das duas comunidades: um Honda Civic prata que havia sido roubado na Avenida Marechal Rondon, perto da Mangueira, foi encontrado na Cidade Alta com três granadas dentro.

Bomba, revólver e pistolas

Ontem, PMs trocaram tiros com criminosos e mataram dois bandidos na Cidade Alta. Com eles, havia duas pistolas e uma bomba de fabricação caseira. Em uma mochila que estava sobre a laje de uma casa, os policiais ainda encontraram um revólver, material para embalar drogas, balança, radiotransmissor e uma pequena quantidade de cocaína.


Quinta-feira, 26 Fevereiro, 2009

Ladrão de banco é morto por segurança após roubo a agência

Tiroteio entre quatro assaltantes e seguranças de agência do banco Itaú na Avenida Presidente Vargas, no Centro, deixou um assaltante morto e causou pânico em quem passava pelo local, ontem à tarde. O marginal Rodrigo Gomes da Silva, 23 anos, foi baleado no peito e morreu dentro da agência. Os outros três fugiram a pé levando aproximadamente R$ 50 mil entre dólares, cheques e reais. Cerca de 50 pessoas (funcionários e clientes) estavam no banco.

Apesar de a agência possuir detector de metais, o equipamento não apontou a presença de homens armados. O delegado Fábio Corsino, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), estranhou o fato de o segurança que fica na porta da agência não ter percebido que um dos bandidos portava um revólver.

Testemunhas contaram que, depois de pegar o dinheiro do cofre, os assaltantes pretendiam prender as pessoas no banco. Nesse momento, um dos seguranças reagiu, e houve intensa troca de tiros. As pessoas se jogaram no chão, em pânico. "Achei que iria morrer. Só pensava no meu filhinho", disse um funcionário.

Imagens do circuito de segurança do prédio estão sendo analisadas para identificar os bandidos. "Infelizmente as câmeras internas da agência não gravam. Há 15 dias, outro banco foi assaltado, na Rio Branco, e o bando tinha a mesma forma de agir. Já era esperado que, passado o Carnaval, a quadrilha voltaria a atacar", disse o delegado.

Polícia caça em Cordovil e no Parque União covardões que mataram fotógrafo

Após receber informações de motorista que testemunhou o assassinato do fotógrafo André Alexandre Azevedo, conhecido como André AZ, na noite de quarta-feira, na Avenida Brasil, altura da Penha, policiais do 16º BPM (Olaria) fizeram operação na Cidade Alta, em Cordovil, em busca dos autores do crime. Os policiais checaram ainda informações sobre a execução do PM Vanderlon Abreu da Paixão, assassinado no mesmo dia, perto do local onde foi morto o fotógrafo. Na favela, foi recuperado Honda Civic no qual havia três granadas e drogas.

A polícia investiga ainda a participação de dois traficantes da Favela Parque União, no Complexo da Maré, na morte do fotógrafo, que trabalhava no jornal O Dia. "Trabalhamos com a hipótese de roubo seguido de morte. Conseguimos arrecadar um projétil, que está muito danificado, mas ele foi mandado para análise". disse o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Segundo a testemunha, por volta das 19h15 dupla de homens de capacetes pretos numa moto de 250 cilindradas, Twister ou Phaser, abordou André a 500 metros do viaduto de acesso à Avenida Lobo Júnior, na Penha.

Disque-Denúncia

"O André passou pela minha direita e, em seguida, passaram dois homens em outra moto, pela esquerda. Um deles estava armado e, pouco à frente, bateu com a arma no ombro do fotógrafo", contou. Ao ver a arma, André teria acelerado, tentando escapar. "Na hora, o bandido disparou um tiro. Vi que o André perdeu o equilíbrio, mas continuou fugindo", lembrou a testemunha. Informações sobre os criminosos podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (2253-1177).

Fotógrafo é baleado e morre

O fotógrafo do jornal O Dia André Alexandre Azevedo, conhecido como André AZ, de 34 anos, foi morto ontem à noite, na Avenida Brasil, em frente ao número 10.500, na Penha, quando passava de moto pela pista em direção ao Centro do Rio. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) identificaram duas perfurações a bala no braço direito e uma nas costas, altura do pulmão, onde ficou alojado um projétil.

André havia saído da sucursal do jornal O Dia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde tinha encerrado o expediente, e retornava para casa, no Rio. Ele estava em sua moto, uma Honda Tornado preta. Baleado, ele perdeu a direção, bateu na mureta da Avenida Brasil e caiu na pista seletiva, em direção à Zona Oeste, a 50 metros da moto. O fotógrafo acabou sendo atropelado por vários veículos. Na hora do crime, chovia muito, e não foram localizadas testemunhas.

O caso foi registrado na 22ª DP (Penha) como homicídio. O ataque ao fotógrafo, segundo a polícia, aconteceu por volta das 19h. Motoristas que passaram pela região chamaram policias do Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE).

Perícia constatou tiros

O caso foi tratado, inicialmente, como atropelamento. Mas, com a chegada de agentes da 22ª DP (Penha) e peritos do ICCE, foi constatado que André, na verdade, tinha sido baleado. O corpo do fotógrafo foi retirado do local do crime por volta das 23h30 por bombeiros e levado para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro, onde foi feito exame de necropsia.

A diretoria de redação de O Dia divulgou a seguinte nota: "O Jornal O Dia lamenta profundamente a morte de seu fotógrafo André AZ, um ótimo profissional e colega. A direção da empresa está tomando todas as providências de apoio à família e cuidando, junto à Secretaria de Segurança Pública, para que as circunstâncias de sua morte sejam apuradas com rigor e rapidez".

PM morto na Avenida Brasil

O soldado Vanderlon Abreu da Paixão, 33 anos, lotado no 23º BPM (Leblon), foi assassinado
ontem, em Ramos, por bonde que aterrorizou motoristas na Avenida Brasil. Após praticarem
assaltos na altura de Irajá e da Penha, quatro homens roubaram e executaram o policial no
acesso à Linha Amarela.

O bando começou a agir por volta das 8h15, quando roubou a moto Honda do PM Fagner Ferreira
de Melo, 27 anos, do 4º BPM (São Cristóvão). Em seguida, outra vítima foi à 22ª DP (Penha)
registrar roubo de moto, praticado por homens num Astra preto - este carro teria entrado na
Cidade Alta, em Cordovil.

Vanderlon saiu de casa, em Nova Iguaçu, dizendo que iria a Grumari, e passou em Ricardo de
Albuquerque para buscar uma amiga, de 17 anos. Por volta das 10h20, o Astra fechou o Honda
do PM, e três homens com toucas ninja desceram e roubaram cordão, anéis e pulseiras de ouro
de Vanderlon - que não reagiu -, além do celular da jovem. Quando o PM tentou correr, levou
três tiros, um na cabeça. Sua carteira e armas não foram levadas. O caso foi registrado na
21ª DP (Bonsucesso) como latrocínio, apesar de a polícia não descartar a hipótese de
execução.




Terça-feira, 24 Fevereiro, 2009

Bandido com granadas e munição

Policiais do 2º BPM (Botafogo) prenderam, na noite de ontem, Bruno Santos Ribeiro Esteves, 28 anos. O criminoso foi surpreendido pelos PMs, com duas granadas e munição para espingarda, nas proximidades do Morro Santo Amaro, no bairro do Catete, Zona Sul do Rio.

Os policiais suspeitaram de Bruno no momento em que ele tentava fugir da favela na garupa de um motoboy. Ao avistar a polícia, o criminoso saltou da moto e tentou vazar correndo, mas foi perseguido e detido pelos policiais. Dentro da mochila do marginal, os PMs encontraram o armamento apreendido.

Bruno já cumpria pena por roubo e estava em liberdade condicional. O crime foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá).

Advogado é executado no Recreio

O advogado Jorge Luiz Pereira de Souza, 57 anos, foi morto por volta das 22h de segunda-feira, quando saía de um bloco no Recreio dos Bandeirantes para entrar em seu carro. Logo após o crime, policiais do 31º BPM (Recreio) prenderam o ex-PM David Vicente Gonçalves, 41 anos, que tem cinco passagens pela polícia.

Jorge Luiz foi atingido por três tiros nas costas e um na cabeça. Ele morreu na hora. O assassino fugiu a pé. Em desespero, a viúva alertou uma patrulha que passava pelo local e deu as características do assassino. Os PMs iniciaram busca e encontraram o ex-PM a duas quadras do ponto onde ocorreu a execução.

Encaminhado para a 16ª DP (Barra), o ex-policial foi reconhecido pela viúva. Com ele, foram apreendidos dois celulares e uma pistola calibre 45. David foi excluído da corporação em 1999, e sua última passagem foi pelo 3ª BPM (Méier), como soldado.

Jorge tinha três filhos, morava no Recreio dos Bandeirantes e defendeu bandidos como Elias Maluco e Marcinho VP. O ex-policial admitiu que brigou com o advogado durante o bloco e disse que estava alcoolizado. David foi autuado por homicídio e porte ilegal de arma.

Câmera cai e fere seis

Seis pessoas ficaram feridas depois que uma câmera da TV Globo despencou sobre uma das frisas do Setor 9 do Sambódromo, na madrugada de ontem. Quatro pessoas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros no local e liberadas em seguida, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. As outras duas vítimas chegaram a ser levadas para o Hospital Souza Aguiar para exames, mas já foram para casa.

A câmera estava presa por um cabo de aço, que se soltou por volta das 4h, durante o desfile da Mangueira. Por sorte, apenas o cabo, e não a câmera, atingiu espectadores de uma frisa do Setor 11 e da arquibancada do Setor 7, além de um técnico americano que operava o equipamento.

Em nota, a TV Globo pediu desculpas pelo acidente e informou que técnicos americanos da empresa Cable Cam, que opera o aparelho, estão analisando as causas do acidente.

O advogado Álvaro Travassos, 29 anos, que mora em São Paulo, foi atingido pelo cabo e sofreu queimaduras pelo atrito do metal com a pele. A mulher dele teve ferimento na cabeça. Ele, que havia pago R$ 300 pelo ingresso para ver a Verde-e-Rosa, sua escola do coração, foi medicado no local.

"Foi um susto muito grande. Felizmente não houve nada mais grave com a gente", afirmou o paulista, que lamentou não ter visto o desfile. "Saí de São Paulo para ver a Mangueira e perdi o desfile da minha escola."


Segunda-feira, 23 Fevereiro, 2009

Bando arromba caixa eletrônico

Cinco criminosos armados invadiram a fábrica de cigarros Souza Cruz, na Avenida Dom Hélder Câmara, em Benfica, próximo à Favela do Jacarezinho, e roubaram o dinheiro que estava num caixa eletrônico dentro da empresa.

Os bandidos renderam o porteiro da empresa e o obrigaram a abrir o portão. O crime aconteceu por volta das 22h de domingo. Três funcionários foram trancados numa sala, enquanto os assaltantes arrombavam uma das máquinas do banco Itaú que ficam na empresa. Outro caixa eletrônico chegou a ser danificado. O alarme tocou na central de segurança das agências do banco, mas os ladrões ordenaram que os funcionários dissessem que era apenas um defeito no sistema.

Na fuga, os criminosos usaram um Palio preto. A quantia roubada não foi revelada. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso) e encaminhado para a 25ª DP (Engenho Novo).

Adolescente é assassinada na Vila Kennedy

A polícia encontrou o corpo da adolescente Lorrane Amaral dos Santos Vitorino, de 16 anos, na Rua Sargento Miguel Filho, no bairro Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio.

A jovem foi assassinada na última sexta-feira. A polícia suspeita do namorado de Lorrane, de 20 anos. O motivo do crime ainda é desconhecido pela polícia, mas a delegacia responsável pelo caso suspeita de crime passional.

A adolescente foi enforcada e o corpo abandonado no terraço da casa da avó do acusado. Por volta das 8h45 de ontem, um tio de Lorrane encontrou o cadáver no local. Ela estava desaparecida há três dias e vinha sendo procurada pelos parentes.

Policiais do 14º BPM (Bangu) fizeram uma busca pelo local à procura do namorado de Lorrane, que acabou não sendo localizado e está foragido. O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu).

Mais uma turista atacada na Lapa

Mais uma turista sofreu assalto na Lapa. A australiana Anita Falconer, 24 anos, foi atacada e derrubada por três adolescentes, às 8h30, quando chegava ao albergue Samba Villa, o mesmo onde ocorreu um roubo na semana passada. Dois menores, de 13 anos, foram detidos em flagrante por policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes), mas um terceiro conseguiu fugir. O celular da vítima foi recuperado.

Com pequenos arranhões nos braços e nas pernas, Anita, muito abalada, foi registrar o caso na 14ª DP (Leblon). Acompanhada de uma ajudante do albergue, ela disse que chegou ao Rio sexta-feira e que, apesar do assalto, ainda pretende ficar na cidade até o fim da semana.

"Eu gosto daqui, fui recomendada por amigos para ficar na Lapa, por ser um ponto turístico e ter preço mais acessível. Eu estou assustada com tudo isso, não imaginava que garotos tão pequenos fossem me atacar, mas eu sei que isso é um problema social no Brasil", conta Anita, que trabalha na Austrália com projetos sociais voltados para melhoria da educação.

Um dos menores, morador de Caxias, já tinha passagem pela polícia por furto. Os meninos foram encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente, no Centro do Rio.

A gerente do Albergue Villa Samba, Elga Trautmann, disse que as reservas não caíram mesmo com os assaltos freqüentes e que já reforçou a segurança interna do local.

Perseguição do Catumbi ao Centro

Policiais do 1º BPM (Estácio) e do 13º BPM (Praça Tiradentes) perseguiram e trocaram tiros com quatro bandidos, sendo dois menores, pelas ruas do Catumbi e do Centro, ontem de manhã. Os marginais, que são do Morro da Coroa, em Santa Teresa, entraram no Fiat Premium do vigilante e camelô Rogério Batista Rego, 29 anos, na Rua Itapiru, esquina com a Rua Navarro, no Catumbi, e o obrigaram a seguir dirigindo.

Rogério mora em São João de Meriti e contou que foi abordado após se perder, devido ao bloqueio de ruas para o Carnaval: "Eu nem sabia onde estava".

Armados com uma pistola calibre 9 milímetros e outra calibre 40, os bandidos entraram no carro e mandaram o camelô seguir porque "queriam fazer um bonde". Testemunha avisou PMs que passavam no sentido contrário, que saíram em perseguição ao bando. Os policiais pediram reforços e alcançaram a quadrilha na Avenida Chile, no Centro, onde atiraram num pneu e na caixa de direção do carro. Mesmo assim, o bando obrigou o refém a dirigir até a Rua Nilo Peçanha, onde o veículo enguiçou. Nervoso, Rogério se jogou no chão, colocou as mãos na cabeça e gritou que era vítima.
Daniel Machado Lima e Washington Luiz Santos da Silva, ambos de 18 anos, e dois jovens de 17 foram levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). As pistolas foram apreendidas, e R$ 700 e o material que Rogério venderia em sua banca de camelô, no Centro, foram recuperados.

Adolescente ferida por bala perdida em casa

Adolescente foi ferida por bala perdida dentro de casa, na madrugada de ontem, em Vista Alegre, na Zona Norte. Ana Flávia de Oliveira Albuquerque, de 15 anos, estava com a irmã na janela, olhando o baile de Carnaval que acontecia na rua, quando dois tiros atingiram seu apartamento, no terceiro andar - um feriu a mão da vítima, o outro bateu na esquadria de alumínio.

Segundo Ana Flávia, após briga entre jovens do bairro e de uma localidade vizinha, um dos rapazes que estava na confusão voltou para a festa, sacou uma arma e fez disparos para o alto: "Depois do primeiro tumulto, saí da festa e vim para casa para ficar segura. Mas não adiantou, bala perdida não tem endereço".

Moradores contam que o baile estava animado e com muitas crianças na rua quando, por volta de 1h30, o organizador anunciou pelo microfone o fim da festa. Neste momento, formou-se uma confusão envolvendo cinco rapazes e um homem, que seria PM, que estava à paisana e de folga. Sentindo-se intimidado, o policial teria sacado uma arma e feito disparos para o alto. "Foram cinco tiros. Falta segurança por aqui. A PM estava longe da festa, quase na outra esquina", reclamou uma moradora.

Ana Flávia foi atendida no Posto de Assistência Médica (PAM) de Irajá e depois transferida para o Hospital Salgado Filho. Ela teve três perfurações na mão e lesão nos tendões. A jovem foi liberada, mas ainda terá que voltar ao hospital para ser operada.

Dona Ivone Lara é assaltada

A sambista Dona Ivone Lara, de 87 anos, foi assaltada ontem à tarde em Marechal Hermes quando voltava para casa, em Oswaldo Cruz, após fazer shows em Maricá. Dois bandidos - um deles estava com uma granada e o outro com uma pistola - levaram R$ 7 mil do cachê que ela havia recebido pelas apresentações feitas na sexta-feira e no sábado, além de vestidos, documentos e remédios para glaucoma e pressão alta que custaram mais de R$ 600.

Dona Ivone estava de carona com o secretário de Cultura de Maricá, João Paulo Derli, que ia visitar parentes em Bangu, na Zona Oeste. Na Rua Luiz Coutinho Cavalcanti, em Marechal Hermes, o Celta de João Paulo foi parado por dois bandidos armados, que estavam a pé.

A nora de Dona Ivone, Eliana Lara, contou como foi a ação dos bandidos: "Eles aproveitaram que a rua estava vazia, arrancaram o cordão do pescoço dela e levaram os remédios, que são caríssimos. Ela ficou muito nervosa e só queria saber de ir para casa descansar, para poder acordar a tempo de ver o desfile do Império Serrano pela televisão".

João Paulo teve objetos pessoais roubados, entre eles o celular. Apenas a cantora foi à 30ª DP (Marechal Hermes) registrar a ocorrência, mas a delegada de plantão, Alessandra Andrade, avisou que vai convocar o secretário de Cultura de Maricá para depor. "É importante saber se ele pode ajudar a elaborar retratos falados dos criminosos. Dona Ivone estava muito abalada e afirmou que não seria capaz de reconhecê-los", disse a delegada.


Sábado, 21 Fevereiro, 2009

Pânico na Linha Vermelha

Rio - Um policial foi ferido e centenas de motoristas passaram minutos de terror e pânico durante o ataque de traficantes da favela Nova Holanda a uma Blazer do Módulo Operacional de Vias Especiais (Move) da Polícia Militar, às 7h de sábado na Linha Vermelha. O carro de patrulhamento estava parado no engarrafamento, quando bandidos atiraram com fuzis da laje de uma casa a 50 metros do 22º BPM (Maré). O soldado Marcelo Pereira da Fonseca, de 35 anos, foi baleado no braço direito, e a via foi fechada por 15 minutos.

Na Blazer estavam um sargento, um cabo e dois soldados. Quando os primeiros tiros foram disparados os quatro saíram do carro e se atiraram ao chão, reagindo aos disparos. "Foram muitos tiros. Havia muita gente nos carros. As pessoas se atiraram no chão para escapar dos disparos", disse um soldado.

Policiais contaram que não foi a primeira vez que os bandidos instalados naquela casa atiraram nos carros da PM. "É comum eles estarem fazendo churrasco e bebendo naquela laje. Do ponto, eles têm uma visão pivilegiada dos carros que passam na via expressa e quando têm a chance de atacar viaturas, acontecem situações semelhantes a que ocorreu", reclamou um PM.

A Prefeitura do Rio anunciou sexta-feira projeto para construir paredão entre as comunidades e a via expressa a fim de reduzir ação de bandidos nas pistas e melhorar qualidade de vida dos moradores.

O soldado Fonseca, que levou um tiro, foi socorrido por uma outra equipe do Move chamada para dar apoio à atacada. A equipe estava em um carro na pista de sentido contrário, em direção à Baixada. O ferido foi levado para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias, onde foi medicado e levado, em um helicóptero do Grupamento Aero-Marítimo (GAM), para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio.


Sexta-feira , 20 Fevereiro, 2009

Tecnologia para o crime

A polícia está investigando uma nova modalidade de roubo a caixas eletrônicos de bancos: usando laptops (computadores portáteis), os bandidos invadem o sistema que controla os caixas e roubam todo o dinheiro dos terminais eletrônicos. Ontem de madrugada, ladrões que usavam laptop levaram R$ 53.255 de dois caixas eletrônicos do Bradesco na Rua Haddock Lobo, no Estácio, Zona Norte do Rio.

Ao todo, eles danificaram cinco terminais, mas, segundo peritos, apenas dois tiveram dinheiro retirado. Os criminosos quebraram um pedaço da parte da frente dos caixas eletrônicos e puxaram alguns cabos, onde teriam plugado o laptop (ou dispositivo semelhante) para retirar o dinheiro. A polícia ainda investiga como o procedimento foi realizado e que tipo de programa de computador foi utilizado pelos bandidos.

Sem câmeras

O caso está sendo investigado pela 6ª DP (Cidade Nova), cujo delegado-adjunto, José Willian, considerou a prática inédita no Rio. A polícia não sabe nem mesmo quantos bandidos participaram da ação, já que a agência não tem câmeras de segurança na área dos caixas eletrônicos. "Para mim, esse tipo de crime é novidade, mas a auditoria do banco informou que esse tipo de ação já aconteceu outras vezes", comentou José William.

O titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), delegado Fernando Vilapouca, também informou desconhecer a prática. "Estamos acostumados com 'chupa-cabras' e câmeras nos terminais para gravar as senhas dos clientes, mas laptop eu ainda não conhecia", comentou o policial.

Atirador ficou furioso porque era chamado de Boi Manso

A fúria de um homem por pouco não terminou em tragédia, na manhã de quarta-feira, em Vista Alegre. Irritado com o apelido de Boi Manso que lhe foi dado pela vizinhança, o trabalhador autônomo Álvaro Tavares Gouveia atacou a tiros o borracheiro Fábio da Costa Ferreira. Logo após o crime, Álvaro foi dominado por moradores da área, amarrado e surrado. Ele acabou sendo salvo por policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), que o prenderam por tentativa de homicídio. Fábio está internado no Hospital Getúlio Vargas (HGV), na Penha.

Segundo testemunhas, Álvaro já tinha tentado partir para a briga com várias pessoas que o chamaram pelo apelido. Ontem, ficou enfurecido quando Fábio passou em frente à sua casa, na Rua São Leonardo, e gritou: "Boi Manso".

De pijama, Álvaro pegou sua moto, sujou a placa com graxa e areia, para dificultar a identificação, e foi até a Avenida Brás de Pina, em frente ao número 1.885, endereço da oficina em que Fábio trabalha. "Ele saltou da moto e começou a atirar. O primeiro tiro pegou no braço do Fábio, que lutou e depois ainda levou outra bala, na perna. Eles rolaram no chão e várias pessoas se aproximaram. Uma delas tirou a arma da mão dele", contou um vizinho.

Nesse momento, Álvaro foi amarrado com uma corda à grade de um restaurante ao lado e começou a ser espancado por amigos de Fábio, com chutes, socos e golpes de capacete. Após a chegada da PM, ele foi levado para o HGV, onde chegou desacordado, com escoriações e cortes no rosto, na cabeça e nos braços.

Léo Vascão no inferno

O traficante Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26 anos, foi morto na tarde de ontem por policiais do 14º BPM (Bangu), durante troca de tiros na Favela Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio. O bandido era o braço-direito do chefão do tráfico na comunidade, Márcio da Silva Lima, o Tola. Marginal que fazia a segurança de Léo Vascão também foi morto no confronto, e traficante identificado apenas pelo apelido de Carcará foi preso.

Fuzil de R$ 80 mil

Os PMs localizaram os bandidos numa casa na favela e rapidamente cercaram o imóvel. Vascão e os comparsas reagiram a tiros e iniciou-se o tiroteio. Na residência, os policiais encontraram caderno com reportagens em que Léo Vascão aparecia. Foram apreendidos dois fuzis, um deles avaliado em R$ 80 mil, segundo os PMs, e pistola.

Conhecido pela crueldade com que eliminava seus desafetos e principal responsável pelo controle das drogas e do armamento que circulavam na Vila Aliança, Léo Vascão foi preso em 19 de setembro do ano passado, em Coroa Grande, distrito de Itaguaí, por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), mas 10 dias depois já estava nas ruas novamente, pois não teve seu pedido de prisão renovado pela Justiça.


Quarta-feira, 18 Fevereiro, 2009

PM cala batidão do tráfico

Policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) interditaram ontem o bar Sai Olho Mal, na Favela do Lixão, em Vila Ideal, onde nos fins de semana ocorreriam bailes funk organizados por traficantes de drogas. Os banheiros masculino e feminino do local eram identificados por figuras de homem e mulher empunhando armas nas portas, o que poderá render ao dono do bar indiciamento por apologia ao tráfico.

Os PMs apreenderam equipamentos de som da alta potência no local. De acordo com o comandante do batalhão, tenente-coronel Luis Antonio Corso, investigações revelaram que bandidos aproveitavam o 'batidão' para comercializar drogas e vender bebidas alcoólicas para menores de idade.

O bar tem dois ambientes, e a aparelhagem de som estava no terraço. Segundo a polícia, o baile funk se estendia à Rua Manuel Peres Montilho, onde estava montado um palco de estrutura metálica, e reunia pelo menos 700 pessoas. Próximo ao bar, havia pé de maconha plantado na rua. Os PMs apreenderam ainda moto Honda e Gol verde roubados, além de material para embalar drogas.

Ciumento mata a ex

Aposentado Raimundo Matias Filho, 68 anos, matou ontem, por volta das 7h, a ex-mulher, Maria de Jesus Matias, 52, com quem foi casado por 32 anos. Revoltado porque Maria não quis reatar o casamento, preferindo continuar a viver com outro homem, ele a agrediu e perseguiu pela rua, matando-a a tiros de revólver. Raimundo ainda se aproximou do corpo da ex-mulher, derramou álcool e tacou fogo.

O crime - que revoltou moradores do Morro do Chá, em Santa Cruz - aconteceu na casa onde a mulher morava com uma filha, na Travessa do Alegre, localidade conhecida como Dreno. Após matar Maria, o aposentado voltou para o prédio onde trabalhava como zelador, em Madureira, e guardou a arma.

Em seguida, Raimundo foi para Santa Cruz, atrás de notícias da vítima. Ele visitou duas clínicas e, por fim, o Hospital Pedro II, onde inspetor da 36ª DP (Santa Cruz), que investigava o caso, o prendeu. O assassino confessou o crime e voltou ao edifício onde trabalhava para pegar a arma.

Ficou furioso

De acordo com policiais da 36ª DP, há oito dias o aposentado descobriu que a ex-esposa estava se relacionando com um homem mais novo. Furioso, ele passou a tentar a reconciliação, mas ela vinha se recusando e acabou sendo morta.

Policial é morto com 8 tiros na Vila Mimosa

O policial civil Eliseu Miri Botelho, 34 anos, foi assassinado com oito tiros - sete nas costas e um na cabeça - na madrugada de ontem, na Vila Mimosa, famoso ponto de concentração de prostitutas na Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio. O crime ocorreu por volta de 1h, quando Eliseu bebia em quiosque na Rua Sotero dos Reis, que abriga os prostíbulos. Policiais da 18ª DP (Praça da Bandeira), que investigam o caso, trabalham com a hipótese de execução, já que nada foi roubado do policial.

De acordo com testemunhas do crime, Eliseu estava em pé, próximo ao quiosque, quando uma van branca e um carro de cor escura, cujas placas não foram anotadas, estacionaram próximo ao local. Dois homens desceram dos veículos e foram em direção à vítima, já efetuando os disparos. O policial morreu na hora e não teve qualquer chance de reagir ao ataque.

Várias cápsulas deflagradas

No local, peritos recolheram as duas armas que estavam com o policial, além de seu distintivo e da carteira com documentos. Várias cápsulas deflagradas de pistola calibre 40 milímetros, de uso exclusivo da polícia, foram encontradas ao lado do corpo.

Jogatina corria solta em bingo clandestino

Quando chegaram à casa de muros altos na Rua Ernani Cardoso, em Cascadura, subúrbio do Rio, ontem, os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) esperavam encontrar um depósito de cargas roubadas, mas se depararam com outra estrutura, também a serviço do crime: bingo clandestino funcionava no imóvel. No local, os agentes apreenderam 109 máquinas caça-níqueis e vídeo-bingo. Onze funcionários que estavam no local foram levados à delegacia para depor.

A fachada dava a impressão de que havia apenas uma loja desativada no imóvel. A entrada era vigiada por uma das várias câmeras de vigilância instaladas no estabelecimento. Depois de passar pelo portão, aberto por controle remoto, o jogador tinha à disposição dois salões espaçosos e confortáveis - poltronas acolchoadas, ar-condicionado central e até bar com bebidas e petiscos - para apostar.

No corredor de acesso ao caixa e à cozinha, a maior surpresa. Dentro de um armário, havia passagem secreta, que dava acesso a uma rota de fuga, através da qual, em caso de operação policial, funcionários e apostadores podiam sair por um corredor e chegar a uma vila residencial, já em outra rua. E sem precisar temer a escuridão da noite: em toda a sua extensão, o corredor tem luminárias nas paredes.

PM e Civil matam cinco vagabundos na Vila Vintém, no Alemão e na Providência

Operações realizadas ontem pelas polícias Civil e Militar para combater traficantes e assaltantes em quatro favelas da cidade - Vila Vintém, Engenho da Rainha, Providência e Fazendinha - deixaram cinco mortos e farto material apreendido.

O tráfego de trens no ramal Santa Cruz chegou a ser interrompido por 30 minutos, devido aos intensos tiroteios na Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, onde três bandidos foram mortos em confronto com policiais do 14º BPM (Bangu). A troca de tiros começou por volta das 15h e levou ao fechamento de escolas e à mudança de itinerários de cinco linhas de ônibus da região. Segundo a PM, com os mortos foram encontradas três pistolas e drogas.

No Morro da Providência, Centro, o Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) encontrou um paiol com três granadas, duas pistolas, um revólver, balas de diversos calibres, três canos de fuzil 7.62, maconha, crack e mais de um quilo de pasta-base de cocaína. Houve confronto na favela, e Marcelo Joaquim de Oliveira foi baleado e morto.

No Morro do Engenho da Rainha, no subúrbio, agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) prenderam Fabrício Ferreira dos Santos e Almir José Almeida da Rocha. Eles estavam com carabina 38 e fuzil de precisão calibre 7mm.

Uniformes da polícia no Alemão

No Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, em Inhaúma, agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) encontraram roupas das polícias Federal e Civil na casa de Durval dos Reis de Oliveira, 40 anos, que segundo investigações chefia os assaltantes do complexo. Na casa dele, havia balas de fuzil e pistola, espingarda, um galão de cheirinho-da-loló, quatro camisas da PF e uma da Civil. Os policiais acreditam que elas seriam usadas num futuro assalto. Um dos bandidos que protegiam Durval foi morto em tiroteio com os policiais.


Terça-feira, 17 Fevereiro, 2009

Ladrõezinhos rodam com a arma dourada

Três adolescentes - um deles de apenas 14 anos - foram detidos no Leblon, na noite de domingo, depois de roubar um carro, na Barra da Tijuca. Eles estavam armados com um revólver calibre 32 dourado e disseram que tinham que devolver a arma a traficantes da Rocinha ou morreriam.

A polícia suspeita que a arma fazia parte da coleção do traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, ex-chefão do trafico na Rocinha, morto em confronto com a polícia em 2005. Os três roubaram o carro de um executivo em condomínio da Barra da Tijuca com a arma dourada.

A PM foi acionada, e o veículo localizado quando fazia manobra proibida no Leblon. Houve rápida perseguição, mas os PMs fizeram um cerco ao carro, e os bandidos se entregaram. Os menores são da Cruzada São Sebastião, no Leblon. Familiares dos garotos estiveram na delegacia, mas não quiseram falar.

"Eles assumiram que o carro era roubado. Quando achamos a arma no porta-luvas, um deles disse que estava ferrado porque tinha que entregar a arma na Rocinha, ou então seria morto", contou um dos PMs.

PM põe água no chope do tráfico na Baixada

Policiais militares do Grupamento de Policiamento Ostensivo Geral (GPOG) do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA) apreenderam ontem, em Duque de Caxias, 12 mil latas de cerveja que seriam distribuídas por traficantes do Complexo de Favelas da Mangueirinha durante baile de Carnaval organizado pelo chefe do tráfico da região, Jefferson Alves Brasil, o Jeca. Equipamentos usados para recepção e distribuição de sinais de TV por assinatura também foram encontrados no local.

A bebida estava armazenada na garagem de uma casa na Rua José Clemente, no bairro Centenário, próximo ao complexo. O proprietário do imóvel, Silva Costa Barros, 59 anos, foi detido juntamente com os filhos, Rodrigo Lopes Barros, 28, e Sandro Lopes Barros, 33. Os policiais chegaram ao local após receberem denúncia anônima de que haveria fuzis de traficantes na residência.

Gatonet

As armas não foram encontradas, mas, além das mil caixas de cerveja, foram apreendidos 29 decodificadores, nove suportes de antena e 11 receptores de sinal, além de um rolo de cabos, 42 grades de antena e três transmissores de empresa de TV paga onde Sandro trabalhou.
O caso foi registrado na 62ª DP (Imbariê), que também investigará se no local funcionava empresa clandestina de TV por assinatura (gatonet).

Filha de chineses sumiu quando brincava na Feira de São Cristóvão

A polícia investiga o desaparecimento da menina Mariana Zheng, 10 anos, que sumiu na tarde de domingo, quando brincava no Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. O pai e a madrasta da criança, que são chineses, trabalhavam como ambulantes na feira e não viram quando Mariana desapareceu. Testemunhas contaram que um homem moreno, de cerca de 40 anos e de bigode, que seria catador de latas, foi visto perto da menina momentos antes do desaparecimento.

Segundo o tio da garota, Zheng Minfu, o pai de Mariana, Zheng Subin, 39 anos, e a mulher dele, que a cria desde os quatro meses de idade, costumam trabalhar na feira em fins de semana, vendendo acessórios como chaveiros e porta-moedas. Eles sempre levam Mariana e o filho mais novo, de 2 anos. "Ela ficava brincando com outras crianças. Nunca aconteceu nada porque todos a conheciam. Ela fala bem português e é muito simpática", contou o tio de Mariana, que esteve ontem no consulado da China para pedir ajuda.

Caçada a suspeito

O delegado Túlio Pelosi, titular da 17ª DP (São Cristóvão), está tratando o caso como desaparecimento. "Todas as hipóteses estão sendo investigadas, mas temos um suspeito, que é catador de latinhas na feira. Ele foi visto perto da vítima quando ela desapareceu e também não foi encontrado. Ouvimos cinco pessoas entre testemunhas e catadores que atuam na região, mas ainda não há pistas dele. Vamos tentar fazer um retrato falado", afirmou o delegado.


Segunda-feira, 16 Fevereiro, 2009

Bala perdida mata na quadra da Imperatriz

Uma bala perdida, que atingiu na noite de domingo o olho esquerdo de Julyana Chaves Lins e Silva, 14 anos, na quadra da Imperatriz Leopoldinense, em Ramos, transformou a folia em luto. A adolescente - que segunda-feira que vem desfilaria pela escola como baiana mirim - morreu na manhã de ontem no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, oito horas após o disparo. A polícia não descarta a hipótese de que o tiro tenha sido feito por alguém que entrou armado na quadra.

Julyana estava com uma amiga em camarote que fica ao lado do espaço da bateria. Elas trocaram de lugar para que Ju, como é chamada pelos amigos, tivesse visão melhor da quadra. "Falei para ela que tinha um grupo bonitinho dançando e trocamos de lugar para ela ver. Ouvi um estalo, e a cabeça dela tombou. Quando vi o sangue e uma lágrima, comecei a gritar por socorro", disse a jovem à polícia, durante a perícia no local do crime.

"Não teve tumulto na quadra, nunca aconteceu nada parecido. Nem pensei que fosse tiro, achei que ela tinha passado mal", contou Carlos Alberto de Andrade, compositor do samba deste ano e amigo da família. Na quadra, não há câmeras de segurança nem detectores de metal. Em frente ao local onde a menina estava, há um camarote. Julyana também sairia como porta-bandeira mirim da Grande Rio.

Jovem morre na Zona Sul

Puana Torres de Oliveira, 20 anos, morreu depois que o Zafira onde ela, o noivo, Daniel Pereira de Oliveira, 23, e o amigo Alexandre Viana Cristiano, 23, estavam colidiu com um muro, derrubou um orelhão, tombou e bateu com o teto em um poste elétrico na Rua Conde de Baependi, em Laranjeiras, Zona Sul. Eles roubaram o carro "por diversão".

Daniel e Alexandre foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas Puana, que estava no banco de trás, não resistiu e morreu na sala de cirurgia. Daniel, que dirigia o veículo, e Alexandre tiveram ferimentos leves, foram medicados e levados para a 5ª DP (Centro).

Nenhum dos jovens usava cinto de segurança e Daniel disse que tinha consumido cocaína. Os dois vão responder por furto e homicídio doloso. "Eles assumiram o risco de se matarem e matar alguém", explicou o delegado Cléber Tavares Neto.

Os jovens já tinham passagem pela polícia. Eles afirmaram na delegacia que não tinham intenção de usar o carro para outros crimes e só pegaram o veículo "para zoar". O dono do Zafira contou ao delegado que a chave se desmontou e parte dela ficou na porta do carro sem que ele percebesse.

Lili Carabina vai para o xilindró

Livia Pinto de Souza, conhecida como Lili Carabina, 33 anos, foi presa ontem por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Ela foi pega em flagrante com 670 trouxinhas de maconha e um celular, ao tentar esconder a droga, que estava numa mochila, dentro de um casebre localizado numa viela da localidade Karatê.

Ao contrário da lendária Lili Carabina, Lívia é franzina, nunca teve passagem pela polícia e jura que jamais pegou em armas. "Sou viciada em maconha, mas essas trouxinhas não estavam comigo", afirmou Lívia, que disse ser mãe de sete filhos.

De acordo com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o Karatê é a única localidade onde o tráfico ainda resiste na Cidade de Deus. "O Bope permanecerá lá por tempo indeterminado, até que os traficantes sejam todos presos", afirmou.

No dia 16 de janeiro, a Cidade de Deus ganhou uma Companhia de Policiamento Comunitário, com cerca de 220 PMs recém-formados e treinados pelo Bope.

A verdadeira Lili Carabina, Djanir Suzano, morreu de enfarte, aos 55 anos, em abril de 2000, no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande. Ela comandou grandes assaltos no Rio entre as décadas de 70 e 80, usando roupas justas, peruca loura e chamando a atenção de seguranças enquanto seus comparsas roubavam.

Dois suspeitos de integrar milícias são executados a tiros na Taquara e em Cosmos

A guerra entre milícias fez mais duas vítimas no fim de semana. Syllas Belquior da Silva, 29 anos, foi executado, ontem à tarde, com quatro tiros, na esquina da Rua Marechal José Bevilaqua com a Avenida Nelson Cardoso, uma das mais movimentadas da Taquara, em Jacarepaguá. Ele é acusado de envolvimento com a milícia de um conjunto habitacional perto da Cidade de Deus. Na noite de sábado, outro suspeito de integrar grupo paramilitar foi morto em Cosmos, na Zona Oeste.

Segundo testemunhas, o carro de Syllas, um Picasso Xsara, teria sido fechado por picape Mitsubishi vermelha, com três homens. Um deles desceu e atirou. Atingida na cabeça e no peito, a vítima morreu na hora. Um disparo feriu Marcos Vinicius Martins Lopes, 30, no peito. Socorrido no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, ele foi operado e não corre risco de vida. Um pessoa não identificada escapou do ataque com o filho de 2 anos de Syllas. "Vamos ouvir o sobrevivente e o pai da vítima", disse a delegada Carla Tavares, da 32ª DP (Taquara).

O pai de Syllas, que se identificou como Salim e é subtenente do Corpo de Bombeiros, estava transtornado e não quis dar declarações. Segundo familiares, Syllas era guardião de piscina e tinha uma loja. Amigos e parentes, que pediram para não ser identificados, afirmaram que a morte dele estaria relacionada à disputa pelo controle de distribuição de TV a cabo clandestina e atribuíram o crime a um policial civil. Syllas respondia a dois inquéritos, um por homicídio e outro por formação de quadrilha.

Acusado de ser miliciano foge da cela

Dois bombeiros fugiram na noite de sábado do Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão. Um deles, o cabo Wallace Castro Fernandes, tinha sido preso no dia 2 de dezembro de 2008, suspeito de ser da milícia que atua na Favela do Barbante, em Campo Grande. Ele também é acusado de homicídio. O outro foragido é o cabo Luiz Fernando Santos Pessanha, detido por roubo em Magé.

As fugas só foram registradas na 17ª DP (São Cristóvão) ontem. A mãe de um dos fugitivos teria ido visitar o filho, mas não o encontrou no GEP. Durante a recontagem de presos, a direção do grupamento notou a ausência dos cabos. A Corregedoria da corporação vai investigar a possível facilitação da fuga.

No dia em que foi preso, Fernandes estava num Fox branco roubado em que os ocupantes trocaram tiros com os policiais. No veículo, havia dois fuzis, duas escopetas, uma granada, munição e roupas camufladas, além de anotações indicando faturamento com Kombis, 'gatonet' e comércio de gás.


Sábado, 14 Fevereiro, 2009

Ladrões de banco vão pular Carnaval na tranca

Dois integrantes de quadrilha especializada em roubo a bancos foram presos em flagrante ontem, depois de render funcionários e assaltar agência no Calçadão de Bangu, Zona Oeste do Rio. Pelo menos oito comparsas de Valber de Carvalho Nideck e Marcos Pereira dos Santos, ambos de 31 anos, conseguiram escapar.

Com os dois presos, a polícia recuperou R$ 50 mil, cheques, uma pistola, um revólver, munição e três celulares. O roubo ocorreu às 17h30, quando a agência do banco Itaú já estava fechada. Quatorze policiais disfarçados deram o flagrante depois que parte do bando saiu com o dinheiro. Ao se deparar com a polícia, os 10 assaltantes fugiram, mas Valber e Marcos foram pegos no calçadão. Valber tem quatro mandados de prisão contra si, e Marcos é foragido do presídio Plácido de Sá Carvalho.

Aparelho destravava portas

A ousadia do bando surpreendeu agentes da Polinter, que há três meses investigavam os crimes. Os marginais esperavam o fechamento do banco para entrar, disfarçados de equipe de manutenção de equipamentos e utilizando aparelhos que destravam as portas giratórias. De acordo com as investigações, há suspeita de conivência de vigilantes, já que o revólver encontrado com os presos pode ser de segurança de outro banco.


Sexta-feira , 13 Fevereiro, 2009

R$ 10 mil por Batman

O Disque-Denúncia (2253-1177) aumentou de R$ 2 mil para R$ 10 mil a recompensa para quem der informações que levem à prisão do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman. Ele é acusado de comandar a milícia 'Liga da Justiça', que age na Zona Oeste, e é foragido da Justiça desde que escapou de Bangu 8 pela porta da frente, em outubro.

Desde 2002, o Disque-Denúncia recebeu 352 informações sobre o criminoso, sendo 218 após sua fuga. No mês passado, policiais chegaram a apreender computador e cordão de Batman num bar em Cosmos, mas ele conseguiu fugir.

Plano para matar delegado

Também ontem, o Setor de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança confirmou ter descoberto plano para matar o delegado da Polinter Marcus Neves, que sofre ameaças desde que começou a investigar e prender milicianos em Campo Grande, há nove meses. O plano envolveria dois policiais de sua equipe, que foram afastados de suas funções.

Os agentes receberiam R$ 100 mil, em duas etapas, para entregar a dois milicianos encarregados da execução a localização exata do delegado. O crime seria cometido hoje, na saída de um consultório dentário no Méier.

Ainda segundo a secretaria, o crime teria sido tramado por bando rival da 'Liga da Justiça'. A intenção seria colocar a polícia atrás de Batman, deixando o caminho livre para o grupo tomar os pontos de transporte altenativo da Zona Oeste.

Apesar de afirmar ter plena confiança nos policiais, que integravam sua equipe desde 2006, Neves deslocou um deles para a Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (DFAE). O outro permanece na Polinter, mas fazendo a escolta de presos.

Taxista é seqüestrado e executado em Niterói

O taxista Paulino Gonçalves Pereira, 48 anos, foi encontrado morto ontem de manhã, com um tiro na testa, após cerca de nove horas desaparecido. O corpo estava na Rua A, loteamento Maria das Graças, no bairro Figueira, em Niterói. Revoltados, 50 taxistas da cooperativa Coopmac, onde ele trabalhava, se reuniram em frente à 78ª DP (Fonseca), que investiga o caso, para cobrar providências.

Paulino era casado, pai de dois filhos adolescentes e morava na Rua Nilo Peçanha, no Ingá. Além de trabalhar no táxi das 21h às 3h, era dono de uma loja de esculturas de gesso na Rua Noronha Torrezão, onde trabalhava a partir das 7h.

Na madrugada de ontem, devido à chuva e ao pouco movimento, ele deixou o ponto de táxi na Rua Miguel de Frias, em Icaraí, e foi para casa - a 600 metros de distância - mais cedo, por volta das 2h10. Seu último contato com a central de operações foi pouco depois, quando avisou que casal estava embarcando em seu táxi, na esquina das ruas Paulo Alves com Justina Bulhões. Desde então, não foi mais visto.

Por volta das 3h, seu táxi Palio Weekend foi encontrado, em chamas, em Laranjal, São Gonçalo. PMs descobriram que o veículo foi usado por três homens para assaltar posto de gasolina uma hora antes, de onde roubaram dinheiro e um balde de gasolina.

O corpo foi encontrado às 11h, com tiro na testa, ferimento na perna e os bolsos revirados, sem dinheiro e documentos. Parentes foram ao local e o reconheceram. Policiais da 78ª DP (Fonseca) acreditam que Paulino tenha sido obrigado a se ajoelhar ou tenha se ajoelhado pedindo para não ser morto, ferindo a perna.

Atriz é mantida refém

A atriz Francisca Queiroz encarou ontem, na vida real, a violência com a qual convive no seriado da Record A Lei e o Crime, em que interpreta a delegada Catarina. Francisca foi assaltada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, e mantida refém dentro de seu carro por bando de criminosos.

Por volta das 10h, quatro homens com pistolas ameaçaram Francisca e invadiram seu carro. Eles rodaram com a atriz por dois quarteirões e depois a liberaram, levando bolsa com dinheiro, documentos, celular e rádio.

Mesmo abalada, Francisca seguiu para os estúdios da RecNov, em Vargem Grande, onde tinha cenas para gravar do seriado. A atriz foi liberada das gravações, mas preferiu trabalhar.

Francisca não quis comentar o assunto e fez apenas um desabafo: "A violência está cada dia mais próxima. Atinge a todos. Ninguém está livre dela". Segunda-feira à tarde, a atriz Carol Castro também foi assaltada na Lagoa, enquanto fazia um ensaio fotográfico. Os criminosos deram um tiro para o alto.


Quinta-feira, 12 Fevereiro, 2009

Polícia tranca o Leão covardão na jaula

Acusado de matar duas pessoas - entre elas menina de 5 anos, domingo, no Morro São José, em Madureira, subúrbio do Rio -, Antônio Nunes Rodrigues de Sousa, o Leão, foi preso ontem por policiais da 61ª DP (Xerém) na casa do sogro, em Campo Grande, na Zona Oeste. Leão foi reconhecido por Rosângela Gomes de Moraes, mulher de Damião Barbosa da Silva e mãe de Rayssa. Pai e filha foram mortos pelo monstro.

Segundo o delegado Alexandre Ziehe, Leão foi localizado durante as investigações de homicídio ocorrido em Xerém. O suspeito do crime tem o mesmo apelido, Leão, o que levou os agentes à Zona Oeste. "Fomos checar uma informação, só que ele não tem as características de quem procurávamos. Mas sabíamos que a 29ª DP (Madureira) também procurava homem conhecido como Leão", explicou.

Na delegacia, Leão negou ter matado Damião e Rayssa. Disse que conhecia a família e que costumava jogar cartas com o 'amigo' antes de ser preso, em 2004. "Quem mata uma menina com um tiro no peito tem mais é que morrer. Eu não fiz isso e não sei por que estão me acusando desse crime. Nunca briguei com o Damião, e existem até fotos da menina no meu colo. Eu jamais faria isso porque era apegado a ela", disse Leão.


Quarta-feira, 11 Fevereiro, 2009

PF mete 55 na tranca

Polícia Federal (PF) prendeu ontem 55 jovens de classe média alta, sendo 47 no Rio, que integravam duas quadrilhas de traficantes internacionais de drogas. Os agentes fizeram duas operações simultâneas, batizadas de Nocaute e Trilha. Os jovens - presos, além do Rio, em Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Distrito Federal - levavam cocaína para a Europa, trocavam por ecstasy, LSD e haxixe, e revendiam essas drogas no Brasil, faturando pelo menos R$ 1 milhão por mês, segundo a PF.

Cerca de 200 homens participaram da Operação Nocaute. As investigações começaram em maio, quando foi descoberto que praticantes de artes marciais viajavam para a Europa levando cocaína em quimonos engomados e traziam drogas sintéticas na volta. Policiais identificaram 36 integrantes do bando.

O líder era Rodrigo Gomes Quintella, o Kaled, que mantinha contato com fornecedores de ecstasy e LSD da Holanda. Ele costumava viajar com amigos para a Europa, bancando a estadia de todos. Outra peça importante da quadrilha era Henrique Dorneles Forni, o Greg ou Braddock. Morador da Lagoa, ele havia arrendado duas bocas-de-fumo do Morro do Turano, no Rio Comprido, e fornecia armas e munição para a favela e para a Mangueira.

A Operação Trilha teve início a partir de relatório do Consulado da França, dando conta da apreensão de drogas em mochilas de brasileiros em Paris. Magno Gil Piedade, já condenado por tráfico, era o elo entre os dois bandos.

Polícia deixa cinco na horizontal em Caxias

Cinco homens morreram e outros 12 foram presos em flagrante, ontem, durante operação da polícia para combater o tráfico de drogas no Complexo de Favelas da Mangueirinha, em Duque de Caxias. A ação durou 12 horas e mobilizou 224 policiais do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA), do 15º BPM (Caxias), dos batalhões de Choque e de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia de Cães e dos grupamentos Aeromarítimo e Tático de Motociclistas.

Os confrontos começaram ainda de madrugada, quando 60 policiais do Bope chegaram à comunidade - que também abrange o Morro do Sapo e do Santuário e os bairros Olavo Bilac e Corte Oito - às 4h. Os PMs, que tiveram o apoio de cinco Caveirões e dois helicópteros, foram recebidos a tiros.

Tiro pra todo lado

Houve um intenso tiroteio, e Michel de Souza Ferreira, 22 anos, Jeferson da Silva Amparo, 27, Joseph Jhony Martins de Araújo, 20, e homem ainda não identificado foram baleados e morreram no Hospital Municipal Duque de Caxias. O corpo de outro homem foi encontrado à tarde na favela. Todos são acusados de ligação com o tráfico de drogas.

O restante do efetivo chegou às 6h, em 50 viaturas, e também entrou em confronto com os bandidos, mas não houve mais mortos.

Fuzil sinistrão

Rio - A Polícia Federal (PF) de Niterói apreendeu, ontem de manhã, um fuzil FAL calibre 7.62 com mira telescópica - usado para atingir com precisão alvos de longas distâncias - durante uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão no Morro do Fallet, no Rio Comprido.

Segundo os agentes, a arma estava na casa de Aline de Souza Machado, apontada como mulher do traficante José Ricardo Couto e Silva, o Ricardo Paiol, chefe das bocas-de-fumo do Moro do Turano, também no Rio Comprido, e de favelas de Itaboraí. O bandido foi preso dia 26 e está detido em Bangu 3.

Carga de pó

Além do fuzil, os policiais encontraram aproximadamente cinco quilos de cocaína, três carregadores, 56 cartuchos para fuzil, dois computadores portáteis, um pen-drive, dois chips para celular, três motos, dois carros, um Gol verde e um Astra cinza. De acordo com o delegado Victor Poubel, chefe da Polícia Federal de Niterói, tudo que for encontrado nos computadores e no pen-drive será analisado pelo Núcleo de Inteligência de Niterói.

Mãe viu a filha morrer e ainda é ameaçada

Rio - Em meio ao desespero de enterrar a filha de 5 anos e o marido, executados por dois bandidos no Morro São José, em Madureira, a vendedora Rosângela Gomes de Moraes, 31 anos, contou que está sendo ameaçada e que o os criminosos prometeram 'terminar o serviço', matando toda a família. Chorando muito, Rosângela disse que conseguiu ver os assassinos e que um deles ainda tentou correr atrás dela.

Em depoimento à 29ª DP (Madureira), a vendedora reconheceu os bandidos e contou que Antônio Nunes Rodrigues de Sousa, o Leão, era amigo do casal há anos. Ele estava acompanhado de Raimundo Nonato Moreira Alves, o Leãozinho.

Agentes da 29ª DP (Madureira) passaram o dia levantando informações sobre os criminosos e, quando almoçavam, próximo à delegacia, receberam de um motoqueiro um bilhete com a identificação da dupla e todos os documentos de um dos marginais. "A comunidade mandou entregar", disse o rapaz, saindo em disparada.

Segundo o delegado Gilson Dantas, Leão tem parentes na favela e voltou à comunidade no dia 4 de novembro, quando ganhou liberdade condicional. Ele e Leãozinho se conheceram na cadeia e deixaram a prisão no mesmo dia.

Boca-de-fumo na Zona Oeste

De acordo com o depoimento de Rosângela, Leão queria montar uma boca-de-fumo com o marido de Rosângela (Damião Barbosa da Silva) numa favela de Campo Grande. "A vítima teria recusado. Ainda não sabemos se essa é a real motivação, mas o que podemos afirmar é que Leão foi cobrar alguma coisa dele", explicou o delegado.

Fim de linha para Tonton

Rio - Um dos principais líderes do tráfico de drogas no Morro da Mangueira, Wellington da Silva Assumpção, o Tonton, 26 anos, foi preso ontem de manhã por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). O bandido foi encontrado dentro de uma casa na Favela do Rato Molhado, no Engenho Novo. Desarmado, ele não reagiu.

"Tínhamos a informação de que ele estava saindo todos os dias da Mangueira para dormir em uma casa no Rato Molhado. Hoje, quando nos reunimos para operação na Tabajaras (em Copacabana), alguém avisou a eles que o cerco seria na Mangueira. O Tonton correu para outro morro e nós o pegamos", disse o delegado da Dcod, Marcus Vinícius Braga.

Desde a morte do chefe do tráfico na Mangueira, Leandro Monteiro Reis, o Pitbull, há 10 dias, Tonton teria ficado como responsável pelo morro juntamente com Vinícius de Lima Pereira, o Chevette. A polícia ouviu falar em Tonton pela primeira vez numa investigação da 17ª DP (São Cristóvão), e foi através desse trabalho que sua prisão foi decretada pela Justiça. O mesmo inquérito manteve o chefão da Mangueira, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, preso em Bangu 3, quando já se preparava para voltar às ruas, em janeiro do ano passado.

Chefão da Tabajaras dança com quatro comparsas

O chefe da venda de drogas da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, Deílson Henrique de Oliveira, o Vô, 35 anos, foi preso ontem durante ação de 85 policiais civis. Eles subiram o morro em busca do paiol do tráfico do Morro Dona Marta, que desde novembro está escondido na favela aliada, juntamente com os criminosos de Botafogo. Na ação, houve confronto, e um homem não-identificado morreu. Outros quatro foram presos, e armas e entorpecentes, apreendidos. Um helicóptero também foi usado pelos agentes.

Segundo a polícia, Vô foi o responsável por levar toda a quadrilha e o armamento do Dona Marta para a Tabajaras. Na casa onde Vô foi preso, inspetores da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) apreenderam a contabilidade do tráfico, que mostra o pagamento de R$ 250 mil a um 'matuto' (fornecedor de drogas). Nas anotações, a venda de entorpecentes rendia semanalmente R$ 98 mil à quadrilha.

Nos cadernos, os criminosos escreveram também a relação do armamento que possuíam: 23 pistolas, cinco fuzis, duas escopetas calibre 12 e quatro bombas. Durante a operação, o bando perdeu um fuzil G3, uma escopeta 12, duas pistolas e uma granada, além de crack, cerca de 150 sacolés de cocaína e uma prensa usada para compactar droga. Além do chefe do tráfico, a polícia prendeu dois gerentes das bocas-de-fumo da Tabajaras: Maikon Renan da Costa Soares, o MK, 19 anos, e Gabriel Mendes da Silva, o Guegué, 21. Guegué seria o responsável pelo comércio de crack. Também foram presos Anderson Santiago da Silva, 23, e Fábio de Souza Gídio, 27, que possui três anotações por roubo.


Segunda-feira, 9 Fevereiro, 2009

Barraco no samba

O intérprete da Mocidade Independente de Padre Miguel, Wander Pires, acusa o puxador da Unidos da Tijuca, Bruno Ribas, de tê-lo agredido com socos e pontapés e o ameaçado de morte num evento, sábado, na Barra da Tijuca. Wander fez um registro de agressão e ameaça de morte na 16ª DP (Barra) e, domingo, passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

As agressões teriam sido testemunhadas por um assessor de Wander e um diretor da Mocidade. Segundo ele, Bruno estaria com uma pistola. Ribas nega as agressões e a ameaça e disse que houve apenas uma "discussão". "Nós discutimos, sim. Ele é uma pessoa que tem problemas com todo mundo no samba. Acha que todo mundo o ameaça. Não ando armado e nem poderia, pois não sou policial", disse. A advogada de Wander Pires deve pedir aditamento (adendo) do Registro de Ocorrência para tentativa de homicídio.

No Carnaval de 2008, Ribas foi o puxador da Mocidade e acabou substituído, este ano, por Wander, que estava de malas prontas para defender o Império da Casa Verde, em São Paulo.

Ator da Record é acusado de bater em taxista de 61 anos

O ator Wellington Oliveira Silva, de 26 anos, que atua na série A Lei e o Crime, da Record, foi detido na madrugada de ontem acusado de agredir taxista de 61 anos com um soco-inglês. A agressão teria ocorrido durante uma briga de trânsito no Méier, depois de o retrovisor do Meriva do ator ter sido danificado pelo táxi.

De acordo com policiais militares do 3º BPM (Méier), eles estavam em ronda pela Rua 24 de Maio quando, na altura do Engenho Novo, foram abordados pelo taxista Joarino da Silva Santana, que estava com um ferimento no supercílio direito. O taxista disse que tinha sido agredido com um soco-inglês pelo motorista de um Meriva. Os PMs foram atrás do acusado e interceptaram o veículo na esquina das Ruas Medina com Silva Rabelo. Ao revistar o carro e localizar o soco-inglês, os policiais levaram Wellington e o amigo que estava com ele para a 23ª DP (Méier).

Na delegacia, o ator negou a agressão. Ele disse que voltava de um evento profissional e, ao passar pela Rua 24 de Maio, teve seu retrovisor danificado pelo veículo do taxista, que passou ao seu lado. Como ele não parou, Wellington foi atrás e pediu que estacionasse para resolver a situação. "Em momento algum agi violentamente. Não entendo por que ele contou essa versão. Inclusive, outros taxistas pararam e testemunharam que não houve briga", disse o ator.

Sobre o ferimento de Joarino, Wellington alegou que pode ter sido devido à freada brusca que ele deu ao parar o carro na rua. O acusado também negou que estava com o soco-inglês. Abalado, o taxista não quis falar com a imprensa, mas uma testemunha que também prestou depoimento disse que Wellington agrediu Joarino com o instrumento e que depois foi embora do local. O ator foi autuado por lesão corporal simples e responderá ao processo em liberdade.

Tráfico descasca homem

O corpo de um homem que teve o rosto arrancado com uma faca por traficantes foi encontrado na sexta-feira na Estrada da Pedreira, no bairro de Orleans, em Curitiba, Paraná. A Delegacia de Homicídios, da Polícia Civil, que coordena as investigações, diz acreditar que a vítima tenha sido mutilada em uma série de torturas antes de morrer. Segundo a polícia, o crime lembra o filme Jogos Mortais, em que um assassino cria armadilhas de morte para suas vítimas, que antes são cruelmente torturadas.

A vítima, que foi atingida com um tiro na cabeça, foi encontrada com os pés e mãos amarrados e com uma corda no pescoço. O homem ainda teve os globos oculares e a dentadura arrancados durante a tortura. No corpo, também havia escoriações no peito. Segundo a polícia do Paraná, o homem aparentava ter entre 20 e 30 anos, mas, por causa da gravidade dos ferimentos, ainda é impossível precisar a idade da vítima ou sua identidade.

Pessoas que passaram pelo local encontraram o corpo já sem nenhum documento de identificação. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Curitiba, onde deve passar por exames de perícia. De acordo com a delegacia responsável pelo caso, ainda não há informações sobre suspeitos ou uma linha principal de investigação.


Sábado, 7 Fevereiro, 2009

Cerol em quatro favelas

A Polícia Civil realizou incursões ao mesmo tempo na Favela do Jacarezinho e nos morros da Mineira, de São Carlos e da Mangueira, ontem de manhã. A operação teve a participação de 220 homens de delegacias especializadas, Polinter e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Houve intensa troca de tiros na chegada da polícia às comunidades e várias granadas foram lançadas contra os policiais, mas ninguém ficou ferido. O comércio das quatro favelas ficou fechado durante a ocupação da polícia. As escolas funcionaram normalmente.

No Jacarezinho, Bruno Esteves de Mello, 26 anos, foi preso quando dormia com um fuzil embaixo da cama. A polícia localizou um paiol de armas e drogas, mas o gerente do tráfico local, identificado como Israel da Costa Gomes, o Rael, escapou. Foram apreendidos cerca de 110 quilos de maconha prensada, 5 mil papelotes de cocaína, 500 pedras de crack, três fuzis, seis pistolas, cinco granadas, 10 radiotransmissores e material para endolação de drogas.

No Morro da Mineira, a polícia estourou um campo de treinamento de bandidos e apreendeu equipamentos usados em jogos de Paint Ball, como máscaras, armas de brinquedo e cartuchos de tinta. Também foram apreendidos 10 quilos de maconha. Na Mangueira, os policiais apreenderam 100 balas de metralhadora ponto 50. Essa foi a segunda vez que a munição, capaz de derrubar aeronaves, foi encontrada na favela.

Segundo o chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, a realização de operações simultâneas foi uma tática para evitar vazamento de informações das ações e que bandidos de uma favela fugissem para outra comunidade.

Tragédia na lanchonete

Uma briga entre um policial civil e um oficial da Polícia Militar terminou em tragédia, ontem de madrugada, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. A estudante Luana Rodrigues Junqueira, 18 anos, estava numa lanchonete quando foi atingida por um tiro na cabeça e morreu na hora.

A bala foi disparada durante uma troca de tiros entre o inspetor Álvaro Cavalcante de Souza, 48 anos, lotado na 59ª DP (Duque de Caxias), e o tenente Diego Luciano de Almeida, 30, do 16º BPM (Olaria), que estavam de folga. O inspetor da Polícia Civil também morreu no local e o tenente, baleado três vezes, está internado, mas não corre risco de vida.

Sinais de bebedeira

De acordo com testemunhas, o tenente estava à paisana sentado em uma mesa na parte de fora da lanchonete, acompanhado por duas mulheres. Durante a conversa, o inspetor se aproximou do grupo e reclamou que eles teriam falado de forma grosseira com um garçom. As testemunhas contaram que Álvaro estava alterado e apresentava sinais de embriaguez.

Os dois começaram a lutar, e o inspetor sacou a pistola. O oficial, que estaria desarmado, conseguiu tirar a arma de Cavalcante, que puxou outra pistola da parte de trás de sua calça, dando início ao tiroteio.

O inspetor Álvaro foi atingido por um tiro no peito e morreu na hora. Diego foi ferido por três disparos e está internado no Hospital da Polícia Militar.


Sexta-feira , 6 Fevereiro, 2009

Covardões matam PM

O tenente-coronel reformado da PM Paulo Roberto Barbosa e Silva, 62 anos, foi assassinado, na noite de quarta-feira, em Camboinhas, Região Oceânica de Niterói. O policial passeava com seus cães pela Avenida Beira-Mar, quando estranhou a movimentação no quiosque da Tia Lúcia. Ele se aproximou e acabou surpreendido por bandido que assaltava o local. Ao tentar impedir o roubo, foi morto. O biscateiro Adão Alves Cordeiro, 41, que jantava no quiosque, levou tiro num braço.

O crime aconteceu quando Paulo César de Almeida, 44 anos, vigia do quiosque, foi guardar engradados de bebida no depósito. Ele acabou sendo rendido e trancado, depois de ter dinheiro e pulseira de ouro roubados. Logo depois, o tenente-coronel chegou e tentou negociar com o criminoso. "Ouvi ele dizer: 'Que isso, cara, vamos conversar'. Em seguida, houve os tiros", contou o segurança.

Paulo Roberto não estava armado e acabou sendo atingido por um disparo no rosto, que saiu pela garganta, quando tentou tirar a arma da mão do bandido, que fugiu. Adão, vítima de bala perdida, foi internado no Hospital Azevedo Lima. O vigia Paulo César não sofreu nenhum ferimento.

"Estamos todos muito chocados com isso", contou Tia Lúcia, dona do quiosque. Policial há 35 anos e aposentado há 12, Paulo Roberto foi enterrado com uma bandeira do Flamengo cobrindo o caixão, no fim da tarde de ontem, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, próximo à casa de sua mãe, de 90 anos.


Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2009

Polícia deixa 10 no chão

Dez acusados de tráfico de drogas, entre eles dois menores, morreram ontem em confrontos com policiais civis e militares que faziam operação nas favelas da Coréia, Vila Aliança, Rebu e Taquaral. Cerca de 300 agentes de várias delegacias e batalhões vasculharam ruas e casas nas quatro comunidades à procura do chefe do tráfico na região, Márcio da Silva Lima, o Tola; do gerente das bocas-de-fumo da Coréia, Juarez Mendes da Silva, o Aranha; e do responsável pela localidade do Taquaral, identificado apenas como Palhaço.

Os policiais ainda prenderam sete pessoas e recolheram 11 armas e oito granadas. Ana Maria de Souza, 43 anos, foi ferida no glúteo por bala perdida e está internada no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Os agentes chegaram às comunidades por volta das 6h30. Cinco bandidos foram mortos depois de invadirem a casa de uma família, na Rua Santa Luzia, na Coréia. Os moradores, entre eles crianças, conseguiram deixar o imóvel antes de o tiroteio começar. Segundo os policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), os cinco traficantes mortos estavam armados com quatro pistolas e três granadas.

Menor com trezoitão

Adolescente de 15 anos foi morto em confronto com policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na Favela Vila Aliança, em Bangu. De acordo com os policiais, ele estava armado com um revólver 38. Outros quatro mortos foram baleados durante confronto na Favela do Rebu.


Terça-feira, 3 Fevereiro, 2009

Playboyzada ataca policiais

PMs que patrulhavam a Praia de Ipanema ontem à tarde acabaram agredidos por banhistas ao tentar prender jovem que fumava maconha na altura do Posto 9, por volta das 17h30. Segundo os PMs, um casal de turistas de Belém denunciou que havia várias pessoas consumindo maconha na altura da Rua Vinícius de Moraes.

Quatro PMs em três triciclos tentaram, então, abordar um rapaz que, segundo eles, tentou enterrar um cigarro de maconha na areia. Neste momento, um policial foi atingido no rosto por lata de cerveja. Em seguida, banhistas começaram a vaiar e jogar cocos, latas, garrafas d'água e copos nos PMs, que acabaram cercados por quase 300 pessoas.

Os policiais pediram reforço e foram socorridos por 16 homens do Grupamento Especial de Policiamento de Praia, que também acabaram agredidos, mas conseguiram deter três pessoas.

Foram levados à 14ª DP (Leblon) vendedor de mate de 20 anos, um estudante, morador de Ipanema, e homem de 34 anos. Os três foram autuados por desacato, resistência e lesão corporal.
A delegada Tércia Amoedo disse que houve aumento no tráfico de drogas na areia, inclusive com a participação de ambulantes.

Executado no meio da rua em Campinho

Um auxiliar de necropsia Hamilton Trindade, 48 anos, foi executado ontem com pelo menos oito tiros - a maioria na cabeça - quando fazia sua caminhada matinal. O crime aconteceu a 600 metros da casa do agente da Polícia Civil, no bairro de Campinho, região dominada por uma milícia. A polícia não descarta a possibilidade de o assassinato estar ligado a grupos paramilitares.

De acordo com testemunhas, por volta das 9h20, dois homens armados com pistolas desceram de um Palio prata, de placa não anotada, e descarregaram as armas na direção de Hamilton, que ainda tentou, em vão, se proteger colocando os braços na frente do rosto. Ele foi atacado na esquina das ruas Olímpio de Azevedo e Carlos do Rosário, onde peritos recolheram 10 cápsulas de pistola calibre 45. As marcas dos tiros ficaram em muro na esquina das vias.

R$ 15 por mês

Sem se identificar, morador da região confirmou que a área é dominada por milícia e que os paramilitares teriam sido os autores do crime. "Aqui vivemos sob as regras deles (milicianos). Somos obrigados a pagar R$ 15 por mês por uma falsa segurança, mas não temos escolha. Essa morte com certeza foi problema entre eles", disse.

Ex-jogador é assassinado

Uma 'saidinha de banco' terminou ontem com a morte do ex-jogador de futebol Décio da Silva Bastos, 72 anos, que atuou no América na década de 60. Décio foi assassinado na saída 4 da Linha Amarela, altura de Pilares, a 200 metros de um posto da PM. Ele e a mulher, Dirce Guimarães Bastos, 70 - que levou dois tiros na perna -, tinham acabado de sacar dinheiro em agência bancária do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), quando foram atacados por bandidos armados. Um deles foi preso.

Por volta das 13h, Décio e Dirce passavam perto da Rua José dos Reis, num Gol, e foram abordados por dois homens numa moto. Segundo Décio Júnior, filho do ex-jogador, o casal levava o dinheiro sacado para um dos seus irmãos, que vai se casar este ano.

Os marginais deram quatro tiros no aposentado e fugiram com a bolsa da idosa. Logo depois, voltaram ao local do assalto e atiraram duas vezes na perna de Dirce. Ela foi levada para o Hospital Getulio Vargas (HGV), na Penha, e passa bem.

Após ouvir os tiros, assessores do vereador e ex-delegado Fernando Moraes (PR) saíram de um comitê do parlamentar, em frente ao local do crime, em perseguição aos bandidos. A moto usada no assalto bateu em outro carro, e Cristiano da Silva Neves, 28 anos, foi detido. Ele disse que é da Favela Vila Cruzeiro, na Penha, e que ganhou R$ 500 para participar da ação. O outro criminoso fugiu.

Vagabundagem mete bala em ônibus lotado

Em ônibus com mais de 50 pessoas, que tinham assistido a um show no Piscinão de Ramos, na noite de domingo, foi fuzilado por traficantes da Favela Pára-Pedro, no bairro de Colégio. Três passageiros foram baleados, e dois deles estão em estado grave. Segundo testemunhas, algumas pessoas caçoaram dos passageiros que desceram no ponto da comunidade. Também há a informação de que os que estavam no veículo cantavam músicas exaltando uma facção rival à da favela.

João Cléber Santos de Souza, 21 anos, levou um tiro na cabeça e está inconsciente no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Ele perdeu massa encefálica e parte do osso do crânio. A estudante Kelly dos Santos Benicasa, 17, está com uma bala alojada na coluna e corre o risco de perder os movimentos. Adriana da Conceição, 37, teve ferimentos no rosto e no pescoço por estilhaços de vidro. Outras quatro pessoas ficaram em estado de choque.

Malocados num beco

A maioria embarcou na Avenida Brasil, na altura do Piscinão, onde houve show das bandas AfroReggae e O Rappa. Pelo menos três bandidos atiraram no ônibus, da Viação Madureira Candelária, linha 349, que faz o trajeto Rocha Miranda-Praça 15. Os criminosos saíram de um beco quando o coletivo deixava o ponto. De acordo com o motorista, P. V. S., houve pânico entre os passageiros no momento dos disparos.


Segunda-feira, 2 Fevereiro, 2009

Caiu do viaduto

Um carro caiu do viaduto Edson Luís de Lima Souto, em frente ao Aeroporto Santos Dumont, no Centro, de uma altura de aproximadamente sete metros, na madrugada de ontem. Eduardo Nodera de Oliveira, 36 anos, que dirigia o veículo, ficou levemente ferido.

O motorista, que dirigia o Peugeot 206, placa LKL-1154, seguia na pista sentido Centro - Zona Sul, por volta das 2h, quando perdeu o controle do veículo e caiu na pista que passa sob o elevado.

Nenhum carro passava pelo local no momento, mas o Peugeot ficou destruído, já que caiu de cabeça para baixo, deixando o teto completamente amassado. O ferimento na testa e as poucas escoriações sofridas pelo motorista do carro surpreenderam os bombeiros do quartel central, que prestaram socorro à vítima e retiraram o veículo da pista.

Bando invade Correios atrás de armas e grana

Um bando de aproximadamente 12 homens invadiu, na manhã de ontem, o prédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), na Cidade Nova, a procura de um possível carregamento de dinheiro e armas. Dezenove vigilantes responsáveis pela segurança do prédio foram rendidos. A quadrilha, que tinha duas mulheres como integrantes, estava sendo monitorada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), que cercou o edifício com o apoio do 1º BPM(Estácio). Houve perseguição e troca de tiros, provocando pânico entre motoristas e pedestres na região da Cidade Nova. Quatro assaltantes foram presos numa Kombi. Os demais escaparam levando uma Blazer dos Correios.
Usavam toucas ninjas

Uma das vítimas, o vigilante José Ivan Santana, 45 anos, contou que a quadrilha, que usava toucas ninjas, atacou o prédio na hora da troca de plantão e ficou aproximadamente uma hora no interior da empresa.

"Eles chegaram avisando que não queriam esculachar ninguém. Só queriam o dinheiro e saber onde estavam as armas", relatou Santana. O vigilante disse ainda que alguns criminosos usavam uniforme dos Correios, o que não foi confirmado pela polícia. Santana disse também que os assaltantes tentaram obrigá-lo a dirigir a Blazer na fuga encostando uma pistola em sua cabeça. "Aleguei que não sabia dirigir e me livrei", disse.

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