Sexta-feira , 31 Julho, 2009

Cinco aliados do traficante Palhaço são assassinados e decapitados na Vintém

Embora o traficante Marcus Vinicius Martins Vidinhas Junior , o Palhaço, já tenha deixado a Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, onde era 'gerente-geral' do tráfico, o circo dos horrores ainda apavora os moradores da comunidade da Zona Oeste. Segundo a polícia, cinco pessoas foram mortas e decapitadas na favela, ontem de madrugada. Nenhum corpo foi encontrado.

Com o fracasso de seu 'golpe de estado', Palhaço, que tentou assumir sozinho as bocas de fumo, fugiu da Vintém, deixando o caminho livre para que os aliados do chefão, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, que é seu sogro, retomassem o controle do tráfico local.

Cabeças exibidas na rua

Mesmo preso em Bangu 1, Celsinho determinou vingança a seu bando, liderado por Elvécio Machado da Silva, o Luquinha, que teria assassinado cinco bandidos que se aliaram a Palhaço na fracassada tentativa de dominar a favela. As vítimas, de acordo com informações obtidas pela polícia, foram decapitadas e tiveram suas cabeças expostas aos moradores na Rua Belisário de Souza, a principal da favela.

A 33ª DP (Sulacap) prepara pedido de prisão de Palhaço, pela morte de Luiz Carlos da Silva Ramos, o Bocão, um dos mortos na guerra pelo controle do tráfico na favela.

Médica vai pro xadrez

Uma dominicana foi presa ontem trabalhando ilegalmente como médica no Brasil. Yajaira Yokasta, 37 anos, dava plantão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, no subúrbio do Rio.

Médica na República Dominicana, mas sem autorização para clinicar no Brasil, ela usava registro do Conselho Regional de Medicina da colega Carla Colado Dib, com quem fez um curso em 2007.
Yajaira foi indiciada por falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão, e pode pegar até sete anos de prisão. A delegada Leila Goulart, da 37ª DP (Ilha do Governador), informou que a prisão aconteceu após denúncia anônima. Em janeiro, Carla já tinha prestado queixa contra Yajaira na 12ª DP (Copacabana). "Ela procurou a polícia após uma amiga ver na Internet que seu nome constava no quadro de funcionários das UPAs da Maré e de Marechal Hermes" contou Leila.

'Queria fazer um dinheirinho'

Formada em Medicina desde 1998, Yajaira disse que estava no Brasil há quatro anos para estudar e considerou sua atitude uma burrada. "Queria fazer um dinheirinho", disse ela, que também poderá ser indiciada por estelionato, se for confirmada a informação de que abriu uma conta bancária no nome de Carla.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que os médicos que cobrem faltas são contratados por meio das cooperativas e que o responsável pela contratação da dominicana será notificado.

Criança é executada

O assassinato de uma criança de 12 anos, em plena luz do dia, numa das ruas de maior movimento da Tijuca, chocou quem passava pelo local, ontem à tarde. Leonardo Dias de Souza foi caçado e atingido por seis tiros. Ferido, o menino chegou a percorrer um trecho de 200 metros pela Rua Conde Bonfim e tentou se esconder em uma loja de peças para carros. Dentro do imóvel, levou um tiro na cabeça e morreu.

Segundo testemunhas, o assassino, que fugiu após o crime, seria ex-PM e trabalharia como segurança para uma feira que acontece na região. A covardia aconteceu por volta das 14h. Em depoimento na 19ª DP (Tijuca), um menor, de 16 anos, que estava com Leonardo, contou que o amigo foi morto após desrespeitar ordem de segurança conhecido como Jabá.

O jovem disse que os dois estavam na feira da Rua Garibaldi e faziam uma "guerra de mangas". O suposto segurança expulsou os menores do local, mas Leonardo teria respondido com deboches. Irritado, o homem sacou a arma e disparou tiro na perna dele.

Covardia total

Ferido, Leonardo e o amigo correram, mas o segurança iniciou a caçada pelas ruas do bairro. O assassino disparou mais quatro tiros - dois atingiram as costas e dois, o ombro do jovem. O amigo de Leonardo consegui se esconder, mas viu quando ele entrou na loja para tentar se proteger. O segurança foi atrás e disparou mais um tiro na cabeça do menino.


Quinta-feira, 30 Julho, 2009

Festa agora vai ser na cadeia

A polícia acabou com a festa de três bandidos que comemoravam, em uma casa de shows de Itaguaí, o 'sucesso' em uma série de assaltos, no fim da noite de quarta-feira. Flávio Lúcio Campelo de Resende, 32 anos, Fabiano de Souza Gomes, 29, e Roberto Carlos de Jesus Castro, 44, foram presos em flagrante.

Com os bandidos, foi recuperado um Palio roubado. Os marginais estavam com revólver calibre 38 e cinco telefones celulares. Para não serem presos, os três ainda tentaram subornar os PMs, oferecendo R$ 245, um cordão de ouro e uma Kombi - a oferta lhes rendeu uma autuação por corrupção ativa, além das acusações de roubo e receptação.

Flávio é suspeito de participar da morte de um policial militar, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, e Fabiano e Roberto já cumpriram pena por roubo e homicídio. Os três assaltantes já foram reconhecidos por 10 vítimas.

Ladrão leva uma coça

Renato Carvalho de Souza, 31 anos, foi espancado por populares, no fim da noite de quarta-feira, no Maracanã, Zona Norte do Rio, após assaltar duas mulheres. Após a agressão, o ladrão, que estava desarmado, foi preso por policiais militares do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) e levado para a 17ª DP (São Cristóvão). Os pertences das vítimas foram recuperados.

Renato fingiu estar armado para roubar as bolsas de uma universitária e de uma técnica de informática que tinham saído de shopping e caminhavam pela Avenida Maracanã. Um taxista viu a ação do marginal e começou a persegui-lo. Outros pedestres se juntaram à perseguição e alcançaram Renato, que foi imobilizado e espancado. Ele ainda tentou fugir, mas foi rendido pelos PMs.

Com ferimentos no rosto e na cabeça, o assaltante recebeu o primeiro atendimento em uma ambulância do Corpo de Bombeiros e depois foi encaminhado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. De acordo com os PMs, Renato é morador do Morro da Mangueira e não tinha passagem pela polícia. O ladrão estava acompanhado de um comparsa, que conseguiu escapar.

Medo de Celsinho faz Palhaço fugir

Dois dias depois de ordenar a morte de pelo menos 13 pessoas na Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, o traficante conhecido apenas como Palhaço já teria fugido da favela, temendo retaliação do chefão Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, que é seu sogro. "A informação que recebemos é de que ele fugiu com malas, fuzis e dinheiro, junto com outros cinco bandidos", afirmou ontem o titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), delegado Marcus Vinícius Braga.

Na manhã de ontem, quatro corpos carbonizados foram encontrados dentro de Corsa prata na Rua Vitória, próximo a um dos acessos à Favela do 48, em Bangu. Um dos cadáveres é de Maílson Pereira Machado, que seria traficante da Vila Vintém e teria pedido ajuda ao comerciante Osvaldo Luís dos Santos para fugir da favela, temendo ser morto. O irmão de Maílson, Marcelo de Castro Leonardo, dono do Corsa, contou na 34ª DP (Bangu) que emprestou o carro para que o irmão e Osvaldo, também morador da Vintém, deixassem a favela, mas ambos acabaram interceptados pelo bando de Palhaço.

Segundo a polícia, o traficante, que expulsou da favela até a mulher de Celsinho, teria tramado o golpe por desconfiar que a sogra o denunciaria à polícia, já que os tiroteios com policiais se tornaram comuns desde que ele assumiu o controle do tráfico local. A mulher de Celsinho teria descoberto ainda que Palhaço estaria comprando fuzis para montar o próprio arsenal.

A polícia investiga se Palhaço teria recebido a ajuda de traficantes do Conjunto Fumacê, em Realengo, dominado pela facção criminosa Terceiro Comando Puro, rival do bando da Vintém, que é ligado à Amigos dos Amigos (ADA).

A confusão poderá atrapalhar Celsinho, que estaria prestes a ganhar liberdade condicional.


Quarta-feira, 29 Julho, 2009

Presos ladrões do roubo a Branco

André Luiz Valério da Silva, 37 anos, foi preso ontem acusado de ter planejado o assalto ao ex-jogador de futebol e ex-dirigente do Fluminense Branco. Em saidinha de banco cometida dia 16, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, Branco perdeu R$ 65 mil para os bandidos. Outros dois homens envolvidos no crime foram presos, e um continua foragido.

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas prenderam Elias Lima Barbosa, 22 anos, e José Fabiano Bruno Santiago, 25, que confessaram envolvimento no assalto e incriminaram André Luiz. Segundo a dupla, foi ele quem escolheu a agência bancária e informou o horário em que Branco estaria no local. "André e Elias ficaram dentro da agência e avisaram aos comparsas quando Branco saiu. José Fabiano e um homem identificado apenas como Bongo estavam de moto e anunciaram o roubo", contou um policial.

Réplicas de fuzil em casa

André foi localizado numa casa de classe média, de dois andares, piscina e churrasqueira, em Brás de Pina, no subúrbio. Um Bora preto, que teria sido usado para dar cobertura à ação, foi apreendido. Segundo os policiais, André tinha outros três veículos na garagem. Os agentes apreenderam três armas de paintball, sendo duas réplicas de fuzil, o que é proibido: no mercado negro, cada uma vale cerca de R$ 1.500. A polícia chegou a divulgar que o bandido era da equipe de tiro esportivo do Fluminense, fato que foi desmentido pela assessoria do clube.

Palhaço bota sogra pra correr

As polícias Civil e Militar investigam informação de que o 'gerente-geral' do tráfico na Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, teria promovido matança para assumir sozinho o controle das bocas de fumo locais. Segundo várias denúncias, o bandido, conhecido apenas como Palhaço, teria se rebelado contra o sogro, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, preso há quase uma década, e matado vários de seus homens de confiança. Até Deise, a mulher do chefão, sogra de Palhaço, teria sido expulsa da favela.

As informações passadas à polícia falam em pelo menos cinco mortos na favela, mas o número pode chegar a 10. "Não sabemos ao certo quantos morreram, mas as informações que temos são de que a mulher do Celsinho foi expulsa com a roupa do corpo", disse o titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), delegado Marcus Vinícius Braga.

A 33ª DP (Realengo) e o Serviço Reservado do 14º BPM (Bangu), responsáveis pela região, também têm informações parecidas, mas só confirmaram um morto e um ferido, Eliandro Lajes de Lima, atingido por tiro na perna. Ele disse ter sido ferido por bala perdida, quando passava pela Rua Petrópolis.

Assassinado com 70 tiros em Campo Grande

O ex-policial militar Alexsander de Abreu Lima, 36 anos, acusado de integrar milícia que domina a Favela do Barbante, em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio, foi executado com vários tiros na manhã de ontem, em Campo Grande. Sandrinho do Barbante, como era conhecido, foi expulso da PM por envolvimento com o bando liderado pelo também ex-PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala. A polícia trabalha com a hipótese de o crime ser uma encomenda do próprio Chico Bala.

Sandrinho foi morto por volta das 10h30, em posto de gasolina na Estrada Rio do Ar. Três homens usando toucas ninjas se aproximaram do Gol prata ocupado pela vítima e dispararam pelo menos 70 tiros de fuzil e pistola. O trio fugiu a pé. Um homem, que estava com o ex-PM e dirigia o Gol, também sumiu. Para a polícia, ele provavelmente tinha a 'tarefa' de levar Sandrinho para a emboscada.

Para o delegado Antonio Ricardo Nunes, titular da Delegacia de Homicídios Oeste, Sandrinho foi morto por ter quebrado um trato. "As milícias, enfraquecidas, estão querendo se unir. Sandrinho tinha concordado, mas teria voltado atrás, o que desagradou ao Chico Bala", afirmou.


Terça-feira, 28 Julho, 2009

Famosos na mira de ladrões

O apresentador Marco Luque, do programa CQC, e a cantora Luiza Possi foram vítimas de um assalto em São Paulo, na noite de domingo. Os dois, que estavam acompanhados do pai do humorista, voltavam de táxi do aeroporto de Guarulhos, quando foram abordados por dois homens armados em uma moto, próximo a sinal de trânsito na Vila Mariana, Zona Sul da cidade. Eles tinham acabado de chegar de uma viagem a Campina Grande, na Paraíba, onde Marco fez uma apresentação.
"Fomos surpreendidos. Quando vi, um dos motoqueiros já estava com a arma apontada para a minha cabeça. Cheguei a temer que fosse um sequestro-relâmpago e tentei sair do carro", contou Marco.

'São Paulo está pior'

De acordo com o ator, os assaltantes não foram agressivos e levaram pertences como carteiras, celulares, bolsas, mochilas e relógios. Os dois registraram a ocorrência na mesma noite.
Marco, que recentemente declarou ter medo da violência do Rio, nunca tinha sofrido um assalto. "São Paulo está pior do que o Rio. E não tem jeito mesmo. O segredo é não reagir", disse ele, que ainda conseguiu fazer graça com o caso: "Pensei em encarnar um dos meus personagens e falar com ele: 'Pô, mano, eu também sou motoboy, tá ligado?', mas achei que não ia ser muito apropriado".

Chefões podem voltar

Sete perigosos chefões do tráfico podem voltar ao estado em breve. Ontem, para impedir que três deles desembarcassem no aeroporto Santos Dumont e fossem levados para Bangu 1, no Complexo de Gericinó, a Justiça do Rio teve que recorrer a manobra de última hora. No início da noite, o presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter, anunciou que o juiz Rafael Estrela, da Vara de Execuções Penais, determinou que fosse impedida a presença dos presos no Rio. O documento foi enviado por fax ao governador Sérgio Cabral.

A medida serve para o estado ganhar tempo e recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para cassar a decisão da Justiça do Paraná, que tinha determinado o retorno à cidade de Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel; Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor; e Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu da Mineira.

A alegação é de que Isaías e My Thor agora têm direito a progressão de regime. Ou seja, de fechado para aberto. Já Fu da Mineira cumpriu parte da pena. Eles estavam em Catanduvas desde janeiro de 2007. Ontem, My Thor, Fu da Mineira e Isaías do Borel embarcaram para o Rio, mas foram mandados de volta.

Pela decisão dos juízes do Paraná, Cláudio José Fontarigo, o Claudinho da Mineira, deve retornar ao Rio em 28 de setembro. Mário José Guimarães, o Tchaca; Márcio Cândido da Silva, o Porca Russa; e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP; podem pintar no estado em dezembro.

A decisão irritou o governador. "Tráfico de drogas é crime federal. Se existe presídio federal de segurança máxima, ele serve para isso", protestou Cabral.

Polícia caça Robocop e Timóteo no Borel

Cerca de 100 policiais civis de várias delegacias fizeram ontem uma operação no Morro do Borel, na Tijuca. O objetivo era prender os traficantes Moisés Timóteo da Silva Lisboa e William Rodrigues Vieira, o Wlliam Robocop, que não foram encontrados. Líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), eles são, segundo a polícia, os principais responsáveis pelos crimes praticados na região. Dois homens foram presos e um menor detido por associação ao tráfico. Cinco motos e um carro roubados foram recuperados.

Os agentes chegaram à favela de manhã, pela Rua São Miguel, e entraram por vários acessos. Dois helicópteros davam apoio, enquanto homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) vasculhavam a mata.

A operação teve de ser encerrada antes do previsto pelo delegado Ronaldo Oliveira, chefe do Departamento de Polícia da Capital (DPC). Isso porque duas viaturas do 6º BPM (Tijuca) chegaram para fazer outra ação.

Durante incursão na comunidade, os policiais encontraram o Honda Civic prata placa KQR-1381, que foi roubado de um engenheiro quando ele chegava em casa, na noite do dia 23 de julho. Muitos documentos foram encontrados no porta-malas do carro, que tinha uma perfuração feita a bala no lado direito do para-brisa.

Ali Babá faz a limpa em depósito de mercado

Bando formado por 40 homens fortemente armados invadiu o centro de distribuição do Carrefour, que fica nos fundos da Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, e roubou geladeiras, fogões, máquinas de lavar, freezers, pneus, cervejas e perfumes importados. Para entrar no estabelecimento, os bandidos se esconderam em caminhão baú. Como eram 40 ladrões, o povão se lembrou logo da história de Ali Babá.

O crime ocorreu na tarde de domingo. Por volta das 17h, logo após o caminhão passar pela segurança, os bandidos saltaram e renderam quatro vigilantes. Durante quatro horas, a quadrilha - que manteve 17 pessoas como reféns - desligou as câmeras de vídeo e roubou os computadores que armazenaram as cenas do assalto. Foram feitas pelo menos quatro viagens, em Kombi e furgão, para fugir com as mercadorias roubadas.

Funcionários agredidos

Segundo uma das vítimas, que contou ter sido amordaçada com fita adesiva, os bandidos, muito irritados, chegaram a agredir alguns funcionários. Para o delegado Antônio Silvino, titular da 59ª DP (Caxias), apesar de bem esquematizado, o assalto pode não ter sido tão bem sucedido quanto parece. A polícia investiga a versão de que o bando estaria atrás de grande carga de computadores. "É possível que eles tenham apostado tudo numa informação errada e, para amenizar a decepção, levaram o que puderam", disse Silvino.

PM sobe o Morro da Pedreira e deita três

Operação da Polícia Militar no Morro da Pedreira, em Costa Barros, subúrbio do Rio, terminou com três homens que seriam bandidos mortos e outros oito presos, ontem de manhã. Policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) tiraram das mãos dos traficantes um fuzil calibre 7.62, uma metralhadora 9 milímetros, três pistolas, uma granada e mochila onde havia farda do Exército e três radiotransmissores. Foram encontrados ainda 581 sacolés de cocaína e 85 pedras de crack.

Segundo o novo comandante do 9º BPM, Edvaldo Camelo, o objetivo da operação era checar denúncias sobre a presença de traficantes fortemente armados em três pontos da comunidade. A ação contou com o apoio de dois Caveirões e houve rápida troca de tiros entre PMs e bandidos.

Carro e moto roubados

Três homens foram baleados durante o confronto. Levados para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, eles não resistiram aos ferimentos e morreram.

Durante a incursão na comunidade, também foram recuperados pelos policiais um Fiat Punto, que estava sem placa, e duas motocicletas. A polícia suspeita que os veículos sejam roubados.


Domingo, 26 Julho, 2009

Militar acusado de crime sexual

A suspeita de que um capitão do Exército está envolvido em esquema de pedofilia abalou a rotina do tradicional Colégio Militar, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Agentes da Polícia do Exército (PE) encontraram na escola CDs, DVDs e arquivos de computador com farto material pornográfico, a maioria relacionado a crianças. O material pertence a um capitão de intendência de 35 anos, que teve a prisão por 30 dias decretada pela 3ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar.

A PE apreendeu um computador da escola, um laptop (computador portátil) de uso pessoal do oficial e um disco rígido com capacidade de um Terabyte (o equivalente a cerca de 210 DVDs). Em nota oficial, o Comando Militar do Leste informou apenas que o assunto encontra-se em investigação por meio de Inquérito Policial Militar (IPM). O militar ficou preso no 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, e foi solto na semana passada. Ele trabalhava na seção de Educação Física da Escola. Pelo Código Penal Militar, artigo 239, só é crime ter material pornográfico se for para distribuição, exibição ou venda. A pena varia de seis meses a dois de detenção.

Polícia Civil tranca argentino que estaria treinando com a 'Liga'

Policiais da Delegacia de Homicídios (DH-Oeste) prenderam, no fim da tarde de sexta-feira, o argentino radicado no Brasil Rodrigo Vazquez Martins, 29 anos, que vinha fazendo uma espécie de intercâmbio paramilitar com integrantes da milícia 'Liga da Justiça', que atua na Zona Oeste do Rio. Rodrigo estava com revólver calibre 38 e munição para fuzil. A arma estava escondida no fundo falso de uma garrafa térmica.

O argentino foi capturado depois que o Disque-Denúncia (2253-1177) repassou à delegacia uma informação de que haveria milicianos em uma casa na Favela do Barbante, em Inhoaíba. "Estamos apurando agora essa informação de que ele estava fazendo esse intercâmbio, com troca de informações sobre domínio de território e exploração de segurança clandestina", disse o delegado da especializada, Antônio Ricardo.

Outros dois enjaulados

Além do argentino, outros dois homens foram presos após denúncias anônima feitas à DH-Oeste. Na Estrada da Cachamorra, em Campo Grande, foram presos Mizael Silva do Nascimento, de 25 anos, o Pastor Mimi, e Diego Leal da Silva, 22. Eles estavam extorquindo motoristas de transporte alternativo. Na delegacia, eles ofereceram R$ 2 mil para serem liberados e também foram autuados por tentativa de suborno.

Bando do assassino de João Hélio ligou para todos os imóveis de edifício em Copacabana

A quadrilha que aplicava o golpe do 'disque-extorsão' de dentro do presídio Alfredo Tanjan (Bangu 2) escolhiam suas vítimas aleatoriamente. A prova está nas interceptações telefônicas feitas pela 15ªDP (Gávea) durante dois meses, que resultou no desmantelamento do bando, semana passada. Somente num prédio de Copacabana, Zona Sul do Rio, todos os apartamentos receberam uma falsa chamada de sequestro dos bandidos. O golpe, porém, não funcionou porque dois vizinhos que receberam os telefonemas fizeram contato entre si e passaram a alertar aos demais sobre a farsa.

Segundo a polícia, os bandidos - que chegavam a fazer mil ligações por dia - discavam um número qualquer e seguiam tentando até que alguém caísse no golpe. "É preciso que a pessoa não obedeça nenhuma determinação do criminoso. Trata-se de um teatro, no qual a pessoa acaba sendo induzida a dar informações pessoais, dela ou da família", alerta a delegada da 15ªDP, Bárbara Lomba Bueno.

Um dos líderes do bando que atuava no Alfredo Tranjan é Diego Nascimento da Silva, o Piloto, que em fevereiro de 2007 revoltou a população ao arrastar João Hélio Fernandes, de apenas 6 anos, por mais de 7 quilômetros preso ao cinto de segurança do carro que havia sido roubado da mãe do menino.

Condenados por crimes considerados 'inaceitáveis' até entre os bandidos, os três detentos que vinham aplicando o golpe - além de Piloto, Josimar Rita de Souza e Wellington Ramos Monteiro - estavam em uma cadeia considerada como 'seguro', ou seja, longe das unidades superlotadas em que ficam recolhidos os bandidos ligados a facções criminosas. Duas mulheres que atuavam com o grupo seguem foragidas e estão sendo procuradas pela polícia.

Tio de João se revolta

Ao saber que o assassino de seu sobrinho continuava a cometer crimes atrás das grades, Elyo Vieites desabafou: "Fico revoltado ao saber que bandidos como ele continuam fazendo mal às pessoas. A impressão, pela aparência dele, é de que ele vem sendo bem tratado lá dentro. Raiva é um sentimento que não faz parte da gente, mas não tem como não sentir. Parece que não são humanos, não têm coração".


Sábado, 25 Julho, 2009

PM viciado é torturado na Mangueira

Na madrugada de 28 de junho, um cabo da PM foi encontrado nu, às margens da linha do trem da Estação Mangueira, todo machucado. Em um depoimento inicial, ele afirmou ter sido sequestrado em São Gonçalo e levado até o Morro da Mangueira, onde foi espancado por traficantes que descobriram que ele era policial. Mas a equipe de investigação da 17ª DP (São Cristóvão) descobriu que apenas uma parte desta história é verdadeira. Realmente, o cabo apanhou. E muito. Mas não houve sequestro algum. Foi o próprio policial quem entrou na favela para buscar droga, mas foi descoberto e espancado pelos bandidos.

"No segundo depoimento, ele ainda tentou sustentar a história do suposto sequestro, mas acabou confessando o que já sabíamos, que ele na verdade tinha subido o morro para comprar droga", contou o inspetor Marco Antônio Carvalho, chefe de investigações da 17ª DP.

O caso vem sendo tratado na delegacia como tortura, já que os bandidos passaram horas agredindo o policial e dizendo que ele seria queimado vivo, o que não aconteceu porque um dos traficantes impediu. A polícia acredita que o homem que encerrou a sessão de agressões seja um dos gerentes do morro, conhecido como Edgar. "Não mata ele, senão vai sujar", teria dito gerentão aos seus comparsas.

Cheirou junto com uma mulher

O cabo da PM contou em depoimento - no inquérito número 03352/2009 - que está há 11 anos na corporação e que, por problemas particulares, passou a consumir drogas. Ele chegou a fazer o tratamento de desintoxicação oferecido pela própria corporação, mas, depois de um ano "limpo", voltou a usar entorpecentes. No dia em que passou sufoco na Mangueira, ele estava numa Blazer de empresa na qual fazia "bico" como segurança, veio fazer um serviço no Rio e entrou na favela para comprar cocaína. O policial contou em depoimento que comprou a droga junto com uma moça, e os dois cheiraram o pó no morro.


Sexta-feira , 24 Julho, 2009

Crime dentro da cadeia

Policiais da 15ª DP (Gávea) desarticularam ontem uma quadrilha que aplicava o golpe de disque-extorsão de dentro do presídio de Bangu 2. Entre os três presos, que já cumpriam pena por outros crimes, está Diego Nascimento da Silva, que em fevereiro de 2007 chocou o País ao dirigir o carro roubado no qual o menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, ficou preso pelo cinto de segurança e acabou arrastado por seis quilômetros e morto, em Oswaldo Cruz. O crime rendeu a Diego o apelido de Piloto dentro da cadeia.

Durante 60 dias, a ação dos marginais foi monitorada por agentes da 15ª DP (Gávea), que conseguiram impedir o pagamento de nove 'resgates', um deles em Curitiba. Os detentos simulavam sequestro de pessoas para tirar dinheiro de seus parentes em vários estados.

Além de Diego, foram presos Wellington Ramos Monteiro, 30 anos, e Josimar Rita de Souza, 26. Gabriele Couto Calheiro e Georgia Silveira, mulheres de dois presos, responsáveis por receber os pagamentos, estão foragidas.

"Os bandidos induzem as pessoas a dar informações sobre parentes e dados pessoais. Tudo isso se trata de um teatro. Portanto, as pessoas que receberem esses telefonemas devem procurar a polícia e, em hipótese alguma, podem sair para entregar nada a eles", explicou a delegada Bárbara Lomba Bueno. Interceptações telefônicas revelam o desespero das vítimas. Numa delas, mulher passa mal, e os bandidos acabam desistindo (confira ao lado).

Fuzil dourado na Coroa

Um fuzil AK-47 dourado foi a principal peça apreendida por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) em operação realizada ontem de manhã, no Morro da Coroa, no Catumbi, Zona Norte do Rio. A ação foi planejada na noite de quinta-feira, depois que os agentes receberam denúncia de que o chefe do tráfico local, conhecido apenas como Mumm-Ra, estaria numa casa no Beco da Chacrinha. Mumm-Ra não foi encontrado, mas os policiais apreenderam, além do fuzil do bandido, drogas, anotações do tráfico, munição e outros itens.

Os 25 policiais chegaram à favela por volta das 6h45 e foram recebidos a tiros por traficantes da Coroa e do vizinho Morro da Mineira, controlado por traficantes da mesma facção, a Amigos dos Amigos (ADA). O tiroteio, que durou cerca de 20 minutos, assustou quem passava pelo local e levou os agentes a interromper o tráfego na Rua Catumbi, para evitar que motoristas fossem alvejados.

Telhado era esconderijo

Após a troca de tiros, na qual ninguém ficou ferido, os agentes chegaram à casa de Mumm-Ra, que já havia fugido. No imóvel, foram encontrados espingarda e sacolas plásticas com sacolés de cocaína. No telhado da casa em frente, havia várias bolsas com o fuzil dourado, espingarda, 33 radiotransmissores, munição, balanças, nove granadas (uma delas de bocal), três computadores e dois cadernos com anotações da venda de drogas no morro.


Quinta-feira, 23 Julho, 2009

Miliciano na tranca

A milícia conhecida como Liga da Justiça sofreu ontem mais um duro golpe com a prisão do braço-direito, ou melhor, "asa direita" do chefão Batman. Ricardo Gildes de Souza, de 33 anos, o Dentuço, foi preso em casa, na localidade de Cosmos, reduto da quadrilha em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Segundo a polícia, ele era o homem que controlava os negócios do grupo, depois que o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, foi preso, em maio. De acordo com os agentes da Delegacia de Homicídios da Zona Oeste (DH-Oeste) que efetuaram a prisão, Dentuço se escondeu embaixo da cama, mas não conseguiu escapar.

O delegado Antônio Ricardo de Lima Nunes disse que Dentuço estava com mandado de prisão expedido pela Justiça pelos crimes de extorsão e formação de quadrilha. "Ele ainda é suspeito de pelo menos cinco homicídios na região", disse o policial.

A prisão de Dentuço provocou tumulto no bairro. Parentes tentaram impedir a entrada da polícia, e foi necessária uma negociação de pelo menos 40 minutos até o acusado se entregar. Até crianças foram colocadas na frente dos agentes para impedir a ação da polícia. Quando o preso foi colocado na viatura, veículos de transporte alternativo e carros de passeio cercaram os policiais para impedir que ele fosse levado em cana. A situação só se acalmou depois que o próprio Dentuço disse ter se entregado e pediu calma aos manifestantes.

Civil 'estoura' o salão de beleza do tráfico

Operação da Polícia Civil realizada ontem na Favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, terminou com um bandido morto e três presos. Os agentes apreenderam drogas, armas, munição de vários calibres e uma granada, mas o inusitado da ação ficou por conta da localização do que parece ser um salão de estética e beleza do tráfico, que escondia até aparelho de depilação a laser avaliado em R$ 80 mil.

O salão funcionava ao lado de pequena loja de distribuição de bebidas, na Rua Amaro Rangel. No local, os policiais encontraram, além de pequena quantidade de maconha e cocaína, o equipamento para depilação com laser, que tinha sido roubado dia 15, em Todos os Santos.

"Foi muita sorte, mas tinha esperança de recuperar meu aparelho. Comprei em 12 vezes e ainda estava pagando por ele. Foi um alívio", comemorou a dona do aparelho, que trabalha como esteticista.

Seis homens armados

A vítima foi rendida por seis homens armados, que abordaram seu Fiat Idea com a máquina dentro. O carro e parte do material de trabalho da mulher já tinham sido recuperados quarta-feira, durante operação na vizinha Favela de Manguinhos.

Outra enfermaria do tráfico

Um dia depois de 'estourar' uma enfermaria do tráfico em Manguinhos, a Polícia Civil descobriu ontem, na Favela do Jacarezinho, outro local usado para tratar marginais feridos em tiroteios. Em um pequeno barraco na Rua da Paz, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) apreenderam remédios e material de primeiros socorros.

Em um dos cômodos do barraco, havia colchão, lençol e travesseiro, que seriam uma espécie de 'leito', pronto para atender, por exemplo, um baleado. Na cozinha, os agentes encontraram antibióticos, antiinflamatórios, analgésicos, seringas, luvas cirúrgicas, gazes, esparadrapos e tubos para aplicação de soro. Em outro quarto, estavam muitas roupas sujas, sapatos espalhados e um ventilador.

Equipe médica na mira

Duas enfermeiras e um médico, que segundo a polícia trabalham atendendo os feridos da facção criminosa Comando Vermelho em Manguinhos, já vêm sendo investigados. Segundo o delegado Marcos Cipriano, diretor da Polinter, é possível que os mesmos profissionais também atuassem no Jacarezinho e nos complexos de favelas do Alemão e da Penha. "Além de os dois morros pertencerem ao Comando Vermelho, eles ficam próximos, e qualquer pessoa baleada, que não possa dar entrada em um hospital, pode ser levada para esses mini-hospitais", disse Cipriano.

De acordo com o delegado, as enfermeiras e o médico poderão responder por formação de quadrilha e associação para o tráfico de drogas.

Botijão de gás virou esconderijo

A operação no Jacarezinho foi farta em apreensões: no depósito de bebidas da Rua Amaro Rangel, vizinho ao salão de beleza do tráfico, os policiais encontraram, escondidos por caixas de cerveja e refrigerante, cinco quilos de maconha prensada, três mil trouxinhas da droga, 200 pedras de crack e dezenas de peças de motos roubadas.

A polícia não conseguiu localizar o proprietário do estabelecimento, mas acredita que o verdadeiro dono do depósito - e do salão de beleza - seja o traficante Nilsson Roger da Silva de Freitas, o Roger do Jacarezinho, que é apontado como um dos maiores distribuidores de drogas do Rio.

Na Rua São Luiz, os policiais apreenderam um botijão de gás com fundo falso. Dentro do artefato, estavam escondidas caixas de munição para armas de vários calibres, como fuzis, pistolas e escopetas, uma granada e munição para metralhadora antiaérea ponto 50, capaz de derrubar até um avião. Ao revistar a mochila de um homem que passava pelo local, os agentes encontraram mais maconha e pedras de crack. Ele foi preso.


Quarta-feira, 22 Julho, 2009

Taxista é morto com vários tiros

O taxista Raimundo Carlos Mesquita de Carvalho, 32 anos, foi morto com vários tiros, na noite de terça-feira, na Rua Paula Matos, Santa Teresa, em frente à escadaria de acesso à Rua Riachuelo. Ele nem teve tempo de sair de seu Santana e morreu no banco do motorista.
Segundo informações de testemunhas, o motorista estava estacionando o veículo quando os assassinos chegaram em outro táxi, fizeram os disparos e fugiram. Nenhum pertence de Raimundo foi levado pelos marginais.

Raimundo tinha perfurações na boca, no rosto e nos braços, como se tivesse tentado se defender dos disparos dos bandidos. No local do crime, a perícia recolheu cápsulas de calibre 9 milímetros. O taxista era motorista auxiliar da cooperativa Santaxi havia cerca de um ano. Raimundo morava em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, e costumava dormir na casa do pai, que fica a poucos metros de onde aconteceu o crime, quando deixava o trabalho muito tarde.

Um representante da cooperativa, que esteve no local e não quis se identificar, disse que a situação do taxista estava regularizada. Ele era casado e tinha dois filhos.

Cerol em Manguinhos

Um bandido morreu e outras quatro pessoas foram feridas por balas perdidas ontem, durante operação da Polícia Civil no Complexo de Favelas de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Cerca de 120 homens de diversas delegacias especializadas apreenderam 40 motos, todas sem placa, que eram usadas pela quadrilha de bandido identificado apenas como Piloto - um dos 'gerentes' do tráfico nas favelas Mandela 1 e 2 - para cometer assaltos. O bando, de acordo com a polícia, se intitulava Bonde do Super-Homem, devido à mania de Piloto de colar adesivos do herói dos quadrinhos nas motos.

A ação começou por volta das 6h30 e, logo na chegada dos policiais, houve rápido confronto com bandidos posicionados na divisa entre as favelas de Manguinhos e Mandela. Um homem que portava metralhadora calibre 9mm morreu.

Três pessoas deram entrada no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB) e outra no Getúlio Vargas, na Penha, todas feridas por balas perdidas, mas passam bem. Dois feridos foram identificados como Paulo Henrique Araújo, 40 anos, e Rodrigues da Conceição, 30.

Maconha, pó e crack

Foram apreendidos cerca de 150 quilos de maconha, 700 tubos de cocaína, centenas de pedras de crack, submetralhadora, pistola e material para embalar drogas. Mauro Oliveira de Melo, 20 anos, e Aroldo José Souza Teixeira Júnior, 21, foram presos.

Perdeu, vagabundo!

Em operação ontem no Morro do Borel, policiais do 6º BPM (Tijuca) conseguiram capturar um dos bandidos mais procurados da região. Traficante e assaltante, Marcos Vinícius Callegari da Silva, o Pirilim, 20 anos, estava malocado numa casa com carga de maconha e pistola Glock calibre 45.

O marginal, que vestia camisa do Real Madrid, estava com a prisão decretada pela Justiça desde 10 de janeiro. O bandidão dançou depois que investigação da 19ª DP (Tijuca) para tentar identificar os ladrões da área chegou a seu nome. Pirilim foi reconhecido por um guia turístico atacado na Rua São Miguel, no começo do ano. Ele estava com duas inglesas num Fiat Doblò e foi abordado pelo bandido e outros três homens armados.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, Pirilim era um dos homens que estavam a bordo de um carro que PMs perseguiam na noite de 6 de julho do ano passado. Na Rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, os policiais abriram fogo contra o veículo errado e mataram o menino João Roberto Amorim Soares, 3 anos. O bandido nega que estivesse roubando naquela noite.

A polícia descobriu que os roubos na região são praticados por traficantes das favelas, inclusive do Borel. "São traficantes que também praticam assaltos nas ruas", afirma Alexandre Herdy, delegado-adjunto da 19ª DP.

PM fecha laboratório do crime na Baixada

Policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) 'estouraram' uma casa que era usada como laboratório de refino de cocaína no Morro do Sapo, que integra o complexo de favelas da Mangueirinha, em Duque de Caxias. No depósito, encontrado no fim da noite de segunda-feira, os policiais apreenderam 1.800 litros de amônia, divididos em 36 galões de 50 litros. A amônia é uma das principais matérias-primas para produção da pasta de cocaína. Ninguém foi preso na operação.

Os policiais chegaram ao depósito quando checavam denúncia sobre um suposto roubo de uma carga de iogurte. Durante a operação, os policiais recuperaram um caminhão baú roubado, que pode ter sido usado para o transporte da carga de iogurte, que acabou não sendo encontrada pelos PMs.

Água no chope

Em um matagal próximo ao depósito, os policiais ainda apreenderam 49 caixas de cerveja, que não tinham nota fiscal. A polícia investiga a hipótese de a carga de bebida também ter sido roubada pela mesma quadrilha que teria roubado o iogurte. O veículo e o material foram levados inicialmente para a 59ª DP (Caxias) e depois encaminhados à Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), na Pavuna, que registrou o caso.


Terça-feira, 21 Julho, 2009

Romário acusa ex-mulher de usar pensão para botar silicone

Após batalha na Justiça contra a ex-mulher Mônica Santoro, que lhe rendeu uma noite na cadeia, o ex-jogador Romário falou ontem sobre a briga e considerou uma "grande sacanagem" ter sido preso na semana passada por não pagar três meses da pensão alimentícia aos filhos Moniquinha e Romarinho.

E o Baixinho resolveu partir para o ataque. Em processo que corre sob segredo de Justiça, o ex-craque a acusa de usar o dinheiro dos filhos com a compra de roupas, passagens de avião, apartamento e até prótese de silicone entre os anos de 1995 e 2005.

'Acabou chutando o balde'

"Tudo estava combinado com a Mônica. Nós conversaríamos em 23 de julho para fazer um acerto (sobre o valor a ser pago pela pensão), e ela acabou chutando o balde antes. Estou passando por momentos conturbados, mas o amor está acima de tudo. Vou pagar tudo o que a Justiça me cobra", afirmou o ex-craque no lançamento do livro Romário, no Leblon. "Agora tenho que vender livro porque estou precisando de grana", brincou.

Na ação, Romário exige que a ex-mulher pague o Imposto de Renda devido pelos dois filhos. A dívida com a União é de R$ 7 milhões, e Mônica responsabiliza o ex-jogador pela inadimplência. Romário questiona a compra de imóvel na Barra para o irmão de Mônica, cujo registro foi feito em cartório de Petrópolis.

Goleiro do Fla acusado de dar na cara da ex

O terceiro goleiro do Flamengo, Marcelo Lomba, 22 anos, foi acusado ontem de agressão pela ex-namorada Carolina Moreira Miranda, 19. Com hematomas no rosto, nos lábios e no peito, Carolina diz que, na madrugada, levou socos de Marcelo, que, segundo ela, não aceita o fim do relacionamento. De acordo com a polícia, caso a agressão seja confirmada, o jogador poderá ser autuado na Lei Maria da Penha, que prevê pena para crimes contra a mulher.

A agressão teria ocorrido por volta das 4h, na saída de boate em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Segundo a jovem, Marcelo a teria seguido até a Rua das Laranjeiras, onde ela tentava pegar táxi. "Nos vimos lá dentro, mas nem nos falamos. Quando fui embora, sozinha, ele veio atrás, e nós começamos a discutir. Do nada, ele veio para cima, me xingou e me deu vários socos. Nunca o vi assim. Já brigamos algumas vezes, mas ele nunca foi agressivo. Com certeza, estava bêbado", contou Carolina.

À tarde, enquanto a jovem fazia exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, o atleta prestava depoimento na 9ª DP (Catete), no qual afirmou que uma amiga em comum teria pedido que ele levasse a ex-namorada para casa. "Segundo ele, dentro do carro, a Carolina surtou. Eles começaram a discutir e ela teria partido para a agressão, com socos e tapas", contou um policial.


Domingo, 19 Julho, 2009

Diretor da Águia morto com 8 tiros

Diretor de bateria da Portela, Jefferson Viana, 36 anos, conhecido como Van Damme, foi assassinado com pelo menos oito tiros, na noite de sábado, em Cavalcante. Segundo depoimentos de amigos e parentes à polícia, ele foi executado após uma tentativa de assalto na Rua Múcio Teixeira. A polícia, no entanto, não descarta a hipótese de execução do sambista.

Jefferson estava em seu Peugeot cinza quando foi abordado por três homens. Integrantes da escola de samba relataram, em depoimento informal na 29ª DP (Madureira), que os criminosos atiraram no rapaz quando perceberam que ele estava armado com uma pistola. O diretor de bateria era sargento da Marinha e tinha direito ao porte.

Morava em Santos
Perícia feita no local atestou que, pelo menos, oito disparos atingiram Jefferson. Os bandidos conseguiram fugir com a arma, o rádio e dinheiro do sambista. Testemunhas contaram que os criminosos usavam um Vectra prata na ação.

Morando atualmente com a mulher e dois filhos em Santos, ele vinha a cada 15 dias ao Rio para os ensaios da Portela às segundas-feiras. Ontem, a quadra da escola prestou-lhe homenagem abrindo as portas para o velório de Jefferson.

O primeiro diretor de bateria da escola, Nilo Sérgio, 30, lamentou a morte do amigo: "Jefferson era da Portela desde o início da década de 90 e virou diretor em 2007. Falei para ele parar de andar armado, mas não adiantou".

O corpo de Jefferson segue hoje para Santos, em São Paulo, onde será enterrado.

Adolescente mete a faca em garoto e na tia

Um adolescente de 16 anos está sendo procurado pela polícia após esfaquear um primo de 9 anos e a tia, que ouviu a discussão e encontrou o filho já ferido. A briga entre os primos aconteceu na madrugada de ontem num apartamento em Ipanema alugado pela família, moradora de Cuiabá, para passar as férias. A polícia não sabe o motivo da discussão.

A avó do agressor, que mandou a empregada da casa lavar o chão ensanguentado, também está desaparecida. Ela teria comprado passagem para o neto fugir para Cuiabá. O adolescente fez check-in, confirmando a viagem. As polícias Civil e Militar procuraram o rapaz nos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim e não localizaram o menor, que, no entanto, não embarcou.
A criança de 9 anos foi levada pela mãe, ferida no punho, até o Hospital Miguel Couto, no Leblon, e sofreu cortes no braço e no supercílio. Os dois foram medicados e passam bem. De acordo com depoimento da mãe da criança, ela estava dormindo em sua cama, ao lado do filho, quando foi acordada por um barulho e viu, no chão, a criança caída e o sobrinho por cima dele. Os dois brigavam e o adolescente estava armado com uma faca.

A mulher disse que tentou separar os dois, mas o sobrinho acabou lhe dando uma facada no punho esquerdo. Ela informou ao delegado Gustavo Valentini, da 14ª DP (Leblon), que o sobrinho tem problemas de depressão e está, há algum tempo, sob cuidados médicos e toma remédios controlados

PMs mandam bala pra cima de inocentes

Um bancário acusa policiais militares do 16º BPM (Olaria) de atirar várias vezes contra seu carro após perseguição por ruas da Penha, sábado à noite. Paulo Mury Vieira, 55 anos, acabou baleado no braço esquerdo. Ele garante não viu os PMs sinalizarem para ele parar o veículo. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

Paulo, que trabalha na Caixa, seguia com a mulher, Elisabeth Profico, 54, em seu Renault, quando passou a ser perseguido pela viatura da PM. Na esquina da Rua Apiaí e a Avenida Lobo Junior, percebeu que fora atingido e parou para pedir socorro.

Nesse momento, segundo Paulo, os policiais perceberam que não perseguiam bandidos e o ajudaram, mas teriam lhe dito que atiraram porque ele não obedeceu à ordem de parar o veículo. "Um dos PMs afirmou que eu dei mole. 'Como o senhor dá um mole desse!? Quando eu mandar parar é para parar!!!'", lembrou Paulo.
Paulo aguardou 10 minutos num carro da PM e foi levado de ambulância do Samu para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde foi submetido a cirurgia no braço.

Os policiais militares e as duas vítimas prestaram depoimentos na 22ª DP (Penha). O veículo da vítima e as armas dos PMs foram apreendidos e serão submetidos a exame pericial.

Vítima vai sair do Rio

O bancário contou que pretende sair do Rio, por temer a violência. "Amo esta cidade, mas estou indo para bem longe daqui. Que sejam felizes os que ficam", acrescentou, após a operação no braço.
A mulher do bancário, Elisabeth Profico, contou que ela e o marido, ao perceberem os disparos na lataria do carro, abaixaram a cabeça e rezaram para não serem atingidos

PM chegou com arma

Elizabeth contou que, quando Paulo encostou, um dos PMs chegou com a arma em punho. "Foram minutos de muito medo. Os policiais não poderiam atirar daquele jeito!", contou, assustada.
"Em hora alguma percebemos que estávamos sendo perseguidos. A gente só parou quando meu marido sentiu que foi baleado", completou.


Sábado, 18 Julho, 2009

Advogado é assassinado

Para evitar que a família ficasse refém de bandidos, o advogado Bolivar Souza da Silva, 45 anos, acabou morto com um tiro de fuzil na boca, no Recreio dos Bandeirantes. Os assaltantes o abordaram em frente a uma farmácia, na Avenida das Américas, e exigiram que seguisse com eles para o seu apartamento. No meio do caminho, Bolivar resolveu entrar no condomínio onde um amigo tinha um apartamento vazio para vender e acabou sendo executado quando fugia pela garagem.

Os bandidos levaram o celular e os documentos do advogado. Na fuga, um dos marginais conversou com um comparsa e não percebeu que tinha discado o último número que estava na memória do celular de Bolivar. A conversa foi gravada na caixa de mensagens do amigo da vítima: "Passei o cerol num otário, porque queria dar uma de malandro para cima de mim, me levando para um apartamento vazio".

O advogado, que atuava na área trabalhista, tinha ido à farmácia em seu Honda Civic buscar remédio para a mulher e, em seguida, iria comprar bebidas para a festa da filha caçula, que faz aniversário amanhã. Os bandidos chegaram num Gol e teriam exigido dinheiro. Como a vítima não tinha, eles entraram no Honda e mandaram Bolivar seguir para sua casa. Para proteger a família, ele seguiu para o prédio onde o amigo tinha cobertura à venda.

Ao tentar fugir pela garagem, Bolivar foi baleado. Dois bandidos fugiram a pé e renderam mulher que dirigia um Ford Ka. Ela teve que seguir com eles até o BarraShopping, onde foi liberada. Os outros assaltantes fugiram no carro do advogado, que foi abandonado na Barra.

Este Avião vai cair já, já

A polícia está à caça de Eduardo Herculano da Silva, o Avião da Mineira, que estaria escondido no Morro da Mangueira. Ele é um dos principais 'funcionários' da quadrilha de Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony, conhecido como Senhor das Armas, preso há duas semanas, em Campo Grande (MS), pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). Juntos, eles abasteciam de armas contrabandeadas da Bolívia e do Paraguai as favelas dominadas pelo Comando Vermelho (CV).

Vindo do Morro da Mineira, Avião, também conhecido como Teco-Teco, de 35 anos, tem três anotações em sua ficha criminal. Condenado a 13 anos de prisão, ele chegou a ser preso duas vezes. A última pela própria Drae, em 2003. Mas ganhou o benefício da Visita Periódica ao Lar (VPL) e, depois que deixou o Presídio Edgar Costa, em Niterói, não voltou mais.

Como a Mineira trocou de facção (virou Amigos dos Amigos, ADA), o bandido se estabeleceu na Mangueira. E, ao lado de Tony, passou a enviar armas para o CV. O trabalho que levou a polícia a prender o Senhor das Armas fora do Rio mostra que Avião era um dos responsáveis pela revenda das armas aqui.

Em operação quarta-feira na Mangueira, a 17ª DP (São Cristóvão) apreendeu catálogo de armas e munição com 40 fotos, preços e especificações de cada modelo. Essas informações revelaram detalhes sobre o sofisticado sistema de abastecimento bélico montado por Tony.


Sexta-feira , 17 Julho, 2009

Baixinho está enrolado

Não bastassem as dívidas e pendências judiciais, o ex-jogador Romário agora terá que acertar contas com o Leão. Ele caiu na malha fina da Receita Federal, que fará reavaliação da compatibilidade entre os bens do craque e sua renda. Um detalhe na contabilidade do Baixinho chama a atenção: parte de seus bens foi repassada para a atual mulher, Isabella da Fonseca e Silva Bittencourt, 30 anos, que aparece como sócia de Romário, mesmo sem ter fonte de rendimentos.

Desde 2006, Romário repassou mais de R$ 1 milhão em bens para Isabella. Entre eles, estavam cinco carros de luxo. Na Junta Comercial do Rio, Isabella aparece como sócia do marido na Romário Sports, Marketing e Empreendimentos Ltda. Também já foram sócios da mesma empresa o falecido pai de Romário, Edevair de Souza Faria, e a mãe, Manuela Ladislau Faria.

O repasse de bens a terceiros já fez a Justiça cancelar a venda de pelo menos três imóveis de Romário, que estariam em nome dele e da ex-mulher Mônica Santoro, que briga pela partilha. A defesa de Mônica alega que o ex-jogador teria vendido os apartamentos para conhecidos como estratégia para reduzir o patrimônio a ser dividido com a ex.

Apê do craque vai a leilão

No próximo mês, a cobertura onde Romário vive, no condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca, deve ir a leilão. O imóvel está na mira da Procuradoria Geral do Município por causa de dívida de IPTU acumulada por oito anos e que, segundo a prefeitura, chega a R$ 750 mil. A situação financeira de Romário está tão complicada que ele apelou a bancos para saldar parte das dívidas.

Tragédia em S. Gonçalo

Um bebê de apenas 15 horas morreu depois que a incubadora em que respirava com auxílio de aparelho de oxigênio explodiu e pegou fogo, ontem, em São Gonçalo. A tragédia aconteceu na maternidade São Silvestre, referência na cidade e que mantém convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Para a polícia, trata-se de homicídio culposo (sem intenção). No fim da tarde, a clínica foi interditada pela Vigilância Sanitária.

"O lugar não tem estrutura para funcionar e, por isso, solicitei uma inspeção técnica. A parte elétrica está exposta e faltam também cuidados básicos com higiene", afirmou o delegado Adilson Palácio, da 72ª DP (Mutuá). De acordo com o delegado, a enfermeira que tentou socorrer Ana Cláudia - nome que seria dado à criança - contou em depoimento ter havido um curto circuito no aparelho de oxigênio, que pegou fogo em seguida. "Ela disse que tentou abrir a incubadora, mas não conseguiu e acabou queimando a mão."

Foi retirada viva

Outros funcionários da clínica chamaram os bombeiros, que ainda conseguiram tirar o bebê com vida do aparelho, mas a menina morreu com parte do corpo queimada, na unidade. A partir de segunda-feira, o delegado começa a tomar o depoimento da equipe médica que socorreu Ana Cláudia, além dos diretores da clínica. Os bombeiros também serão ouvidos. Caso seja comprovada a falta de condições mínimas, o caso passa a ser de homicídio doloso (com intenção).

Ex-jogador perde R$ 65 mil em 'saidinha de banco' na Barra

Na véspera do dia em que iria comemorar os 15 anos da maior conquista de sua carreira - a Copa do Mundo de 1994 -, o tetracampeão Branco foi vítima de uma saidinha de banco, na Barra da Tijuca. Quinta-feira, bandidos armados com revólver renderam o ex-jogador e fugiram levando cerca de R$ 65 mil.

O crime aconteceu à tarde, em agência próxima a um shopping. Branco estava com a filha quando foi abordado pelos criminosos, que teriam apontado a arma em direção à cabeça do ex-lateral.

Procurado para comentar o caso, o ex-craque da Seleção - que jogou no Fluminense, onde também foi dirigente, e no Flamengo -, não foi encontrado. Uma mulher, que seria funcionária de Branco, atendeu ao celular do ex-jogador e informou que ele tinha viajado com a família.

Circuito de câmeras

De acordo com pessoas próximas a Branco, ele suspeita que o crime tenha o envolvimento de alguém que estivesse dentro da agência bancária, já que havia acabado de sacar o dinheiro. Policiais da 16ª DP (Barra), que investigam o caso, já requisitaram ao banco as imagens do circuito de câmeras, para tentar identificar os criminosos.

Louco invade loja em shopping e mata a ex

Homem levou pânico a funcionários e clientes de um shopping no Centro de Nova Iguaçu, ontem de manhã, ao assassinar a ex-namorada e se suicidar. Inconformado com o fim do relacionamento, Ismênio Fernandes Júnior, 27 anos, invadiu a loja onde Shirlene Joaquim da Trindade, 27, trabalhava e, depois de expulsar duas clientes e outro funcionário, matou a mulher com tiro na testa. Em seguida, botou o revólver calibre 38 na boca e disparou. Ele chegou a ser levado para o Hospital da Posse, mas não resistiu.

O crime teria sido motivado pela decisão de Shirlene de não reatar o relacionamento, que durou quase quatro anos. A tragédia, que durou cerca de três minutos, foi toda filmada por circuito interno de TV. Inicialmente, Shirlene tentou acalmar Ismênio, mas não conseguiu e procurou se desvencilhar dele, atacando-o com mordidas. O criminoso jogou a mulher no chão e atirou em sua testa, matando-a na hora. Logo depois, se suicidou.

Ameaçou ir à polícia

Segundo colegas da vítima, Ismênio teria ligado várias vezes para Shirlene na quarta-feira e, na tarde daquele dia, a procurou na loja. Os dois saíram para conversar e, na volta, chateada, Shirlene disse que daria queixa de ameaça na delegacia, o que acabou não fazendo.


Quinta-feira, 16 Julho, 2009

Matança em Lucas

O banho de sangue durante um racha na quadrilha que domina as favelas de Parada de Lucas e Vigário Geral pode ter sido maior do que as primeiras informações obtidas pela polícia indicavam. Quarta-feira, a 38ª DP (Brás de Pina) chegou a fazer buscas para tentar encontrar os corpos de um dos líderes do tráfico, conhecido como Braço, e de quatro comparsas. Ontem, porém, os investigadores receberam novas denúncias dos próprios moradores que dão conta de que o número de desaparecidos pode chegar a 12.

Como nenhum corpo foi encontrado, as mortes não foram confirmadas. Mas a Polícia Civil não tem dúvidas de que houve uma guerra que resultou na matança. As investigações indicam que o grupo de José Carlos Lopes, o Chope, teria matado o ex-aliado Dalmo Ramalho Monteiro dos Santos, o Braço; seu sobrinho, identificado como Bico; e seu braço-direito, conhecido pelo apelido de Nego; além de vários 'seguranças'.

Não é a primeira vez que a polícia recebe denúncia de execuções e tem dificuldades para encontrar os corpos em Lucas. Em dezembro de 2005, oito jovens de Vigário Geral foram sequestrados pelo então chefe do tráfico, Jorge Willians de Oliveira Bento, o Furica, esquartejados e os restos mortais jogados aos porcos. O bandido chegou a ser preso e julgado, mas foi absolvido por falta de provas. No início deste ano, ele acabou morto numa operação da Polícia Civil.

Meteu bala no motorista

O inspetor aposentado da Polícia Civil Paulo Roberto Nascimento, 61 anos, queria passar os dois netos por cima da roleta do ônibus que faz a linha 261 (Marechal Hermes-Praça XV). Advertido pelo motorista Carlos Andrade Oliveira, 30, de que isso não é permitido, já que no coletivo há câmeras, o aposentado não pensou duas vezes e deu dois tiros nas costas do condutor, fugindo em seguida.
O crime aconteceu na Estrada do Portela, em Madureira, às 13h.

Imagens do circuito de câmeras mostram Carlos deixando o ônibus cambaleando. Passageiros entraram em pânico e avisaram policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), que prenderam Paulo Roberto a 50 metros do local do crime. Na bolsa dele, além do revólver calibre 38, a polícia encontrou ainda 10 gramas de maconha.

Segundo o delegado Hércules do Nascimento, da 29ª DP (Madureira), Paulo Roberto alegou ter sido xingado pelo motorista. Ele vai responder por tentativa de homicídio qualificado, já que cometeu o crime por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima. Carlos foi operado no Hospital Estadual Carlos Chagas, e seu quadro de saúde é estável.

Carinha de mal na Ilha

Depois de assaltar uma estudante com o uso de dois explosivos de fabricação artesanal, na Ilha do Fundão, Nei Marcos Gomes de Farias, 21 anos, foi preso por policiais do 17º BPM (Ilha do Governador), no fim da manhã de ontem. Para intimidar a vítima, uma estudante de 22 anos, ele teria colocado as granadas no colo dela. Ao fugir do coletivo e entrar numa van para fugir, o bandido acabou preso e fez carinha de mau na DP. O menor que participou do assalto fugiu.

Matou garoto de 12 anos afogado

Após matar por afogamento um garoto de 12 anos, na tarde de quarta-feira, em Barra do Piraí, Sul Fluminense, Moisés Pereira de Souza Júnior, 21, se entregou a um guarda municipal e apontou o local onde havia deixado o corpo, às margens do Rio Paraíba do Sul. O assassino, que foi preso em flagrante, confessou ter cometido o crime para se vingar de suposta traição da ex-mulher.

Segundo a polícia, o assassino contou que morou por dois anos com a mãe do garoto na Vila do João, no Complexo da Maré. Na semana passada, ele a teria flagrado com dois homens na cama. Moisés esperou que os amantes fossem embora e espancou a mulher, mas acabou expulso da favela por traficantes, que receberam queixa da mulher espancada. Ele voltou para Barra do Piraí, onde vive sua família, e, ao ligar para a ex, ouviu dela que era traído frequentemente.

É muita covardia!

Revoltado, Moisés resolveu se vingar da ex-esposa atacando o filho dela, que morava no mesmo bairro que ele, com os avós paternos. Ao encontrar o garoto, o assassino disse que ia mostrar 'uma coisa legal' que havia descoberto. Quando os dois chegaram à beira do Rio Paraíba do Sul, o bandido agarrou o garoto pelo pescoço e o afogou.

ADA tinha estufa de erva

Policiais civis localizaram ontem, no Morro de São Carlos, no Estácio, uma gigantesca plantação de maconha. A erva era cultivada em 78 vasos de diversos tamanhos, em uma estufa construída pelos traficantes da facção Amigos dos Amigos (ADA) num barraco na localidade do Chuveirinho, parte mais alta da comunidade. Na ação, coordenada pela 17ª DP (São Cristóvão), um homem foi baleado, e um fuzil e uma pistola foram apreendidos.

Com apoio do Caveirão e de dois helicópteros, cerca de 40 policiais chegaram ao São Carlos e ao Morro da Mineira por volta das 8h. Após intenso foguetório para anunciar a chegada dos agentes, bandidos iniciaram um forte tiroteio. Homem identificado como Geziel da Silva Alves, 20 anos, levou um tiro nas costas e foi internado no Hospital Souza Aguiar, no Centro.

Regada com água mineral

Os policiais tinham informações sobre a localização de um paiol do chefe do tráfico no local, Rogério Rios Mosquera, o Roupinol. A surpresa, no entanto, estava no barraco da Rua São Carlos, onde a plantação de maconha foi encontrada. Além dos 78 vasos, havia seis potentes refletores, três ventiladores, 11 baterias de energia, um termostato para medir a temperatura e vários garrafões de água mineral - para regar as plantas. Um homem que guardava o local conseguiu fugir.


Quarta-feira, 15 Julho, 2009

Cinco travecos na cadeia

Polícia Federal (PF) desarticulou ontem quadrilha internacional de tráfico de seres humanos que atuava no Rio e no Espírito Santo e prendeu oito pessoas, entre elas cinco travestis. Segundo o delegado Leonardo Rabello, chefe da Delegacia de Defesa Institucional da PF do Espírito Santo, a investigação, que começou em janeiro, comprovou o envio de pelo menos 10 mulheres e dois travestis para prostíbulos italianos.

"Em média, cada pessoa aliciada pagava cerca de 12 mil euros, em troca da garantia de casa e local para trabalhar. Como a maioria tinha poucos recursos, a dívida era parcelada e quitada na Itália", explicou Rabello.

Policiais gringos

A operação contou com a participação de policiais italianos para localizar os integrantes da quadrilha que viviam na Itália. Lá, o grupo agia nas cidades de Florença e Livorno, onde foram presos uma mulher e um travesti brasileiros. Segundo a PF, eles tinham como função instalar as pessoas em moradias, empregá-las em prostíbulos e cobrar a dívida.

No Rio, foram presos uma mulher e um travesti, apontados como aliciadores. No Espírito Santo, foram presos três travestis, acusados de comandar a quadrilha, e homem que cobrava de parentes o pagamento da dívida, quando o aliciado não a quitava.

Civil deixa 4 no chão

Quatro bandidos foram mortos e outros seis presos durante uma operação da Polícia Civil no Morro da Mangueira, ontem. Os traficantes perderam ainda um arsenal, já que foram apreendidos três fuzis, quatro pistolas, parte de uma metralhadora antiaérea ponto 30, uma submetralhadora Uzi e metralhadora Madsen dinamarquesa calibre 7.62, modelo idêntico ao achado na véspera, no Pavão-Pavãozinho.

O que mais chamou a atenção dos agentes, no entanto, foi catálogo de armas e munição com fotos, descrições dos modelos e preços, que variam entre R$ 1.500 e R$ 50 mil. O material será usado para que os policiais cheguem à identificação do fornecedor de armas e dono do álbum. Foram encontrados ainda três granadas, 30 carregadores, mais de 500 balas e cerca de 150 quilos de maconha.

Em torno de 100 agentes de várias delegacias participaram da operação, coordenada pela 17ª DP (São Cristóvão). Houve intenso tiroteio quando os policiais subiram o Morro dos Telégrafos. Bandidos atiraram granadas contra os agentes que tiveram de subir a pé, já que o Caveirão teve uma das rodas quebradas na Rua Ana Néri.

Vitinho e Bruninho mortos

Um homem identificado como Vitinho, que seria um dos 'gerentes' da favela, foi morto. Ele estava com um dos fuzis. Já a Madsen estava com o marginal Bruno Rogério de Almeida Tavares, o Bruninho da Reta, 33 anos, também morto. Ele era o 'gerente-geral' da Mangueira juntamente com um outros dois homens, foragidos, identificados como Edgar e Frank.

Baixinho sai do xadrez

Após passar 22 horas sem dormir na 16ª DP (Barra da Tijuca), por não pagar três meses de pensão alimentícia dos dois filhos mais velhos, o ex-jogador Romário foi solto ontem à tarde. Em audiência de conciliação, o juiz da 2ª Vara de Família Antônio Aurélio Abi-Ramia Duarte determinou que Romário pagasse os R$ 89.641,44 que devia aos filhos do primeiro casamento, Moniquinha e Romarinho, referentes às pensões de abril, maio e junho, sem juros nem multas. Com a dívida quitada, foi expedido o alvará de soltura.

O Baixinho, no entanto, ainda tem motivos para perder o sono: milhões em dívidas e pelo menos seis processos judiciais pendentes com a ex-mulher Mônica Santoro, relativos a levantamento patrimonial e partilha de bens. "Ainda existem várias questões que devem ser resolvidas", afirmou Mônica ontem, da sacada de seu apartamento na Barra, depois de vencer uma das batalhas judiciais.

Condomínio atrasado

Um dos processos pendentes se refere ao condomínio do apartamento onde Mônica mora. O pagamento da taxa seria atribuição de Romário, mas não vem sendo feito há meses. A dívida acumulada passaria de R$ 300 mil. "Ele tem débito sobre essa obrigação e isso está sendo discutido em outro processo de Família", afirmou o advogado de Mônica, Sérgio Eduardo Fisher.


Terça-feira, 14 Julho, 2009

Romário vai pra cadeia

O ex-jogador Romário de Souza Faria foi preso ontem, acusado de não pagar a pensão alimentícia de dois filhos com a ex-mulher Mônica Santoro de Carvalho. Até o fim da noite, o advogado Morval Valério tentava reverter a decisão do juiz Antônio Aurélio Abi-Ramia Duarte, da 2ª Vara de Família, que fez com que o ex-craque ficasse detido na 16ª DP (Barra da Tijuca) desde as 17h.

A prisão de Romário está relacionada a uma ação movida há três meses por Mônica. Nela, a ex-mulher cobrava o pagamento das pensões de abril e maio dos filhos Moniquinha e Romarinho. Um acordo selado em 2008 pelos dois estipulou que cada criança teria direito a R$ 9 mil mensais, com correção anual. Segundo Morval, Mônica reclama na Justiça o fato de Romário ter atrasado a pensão em 10 dias: "Ela quer juros de 5% para cada dia não-pago, enquanto o acordo que fizemos no ano passado estipula uma multa de 0,05%. O Romário já depositou R$ 42 mil na conta da Mônica, mas ela quer mais de R$ 50 mil", revelou Morval, que levou os recibos dos pagamentos para o juiz de plantão do Tribunal de Justiça (TJ) analisar.

Voz de prisão em casa

Segundo o advogado, Romário foi surpreendido por volta das 16h, quando um oficial de Justiça lhe deu voz de prisão em sua casa na Barra. Em seguida, o ex-jogador acionou o advogado, que o aconselhou se dirigir para a delegacia, enquanto tentaria um alvará de soltura no TJ.

Red Bull fica sem asas

Policiais civis apreenderam ontem grande quantidade de armas em operação no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio, e prenderam o traficante Antônio Mariano da Silva, o Red Bull, 33 anos, apontado pela polícia como armeiro da quadrilha que controla a venda de drogas na favela. Outro bandido, Anderson Tavares Rezende, o Chaveiro, 23, também acabou preso.

A operação começou por volta das 10h, quando agentes das delegacias de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) e de Combate às Drogas (Dcod), com apoio de homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), chegaram ao morro e foram recebidos a bala. Após intenso tiroteio, que não deixou feridos, mas interrompeu obras do PAC na favela, os policiais chegaram à casa de Red Bull. Com o imóvel cercado, o bandido se entregou, de Bíblia em punho.

Uma metralhadora Madsen calibre 7.62, de fabricação dinamarquesa, estava no sofá da sala. Foram apreendidos ainda nove pistolas, três lunetas, 21 carregadores, cinco submetralhadoras, uma escopeta calibre 12 e diversas peças dos mais variados tipos de arma. "Era ele quem consertava, fazia a limpeza e até a montagem de todas as armas da quadrilha", disse a delegada da Drae, Márcia Beck.

Além das armas, foram apreendidos camisas em homenagem a traficantes mortos, fardas do Exército e 10 quilos de maconha. No vizinho Morro do Cantagalo, os agentes encontraram munição enterrada sob várias casas e duas granadas.

Caveiras quebram três no Santo Amaro

Rio - Troca de tiros entre policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e traficantes do Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul, resultou na morte de três homens que seriam traficantes. Armas e drogas foram apreendidas. A ação aconteceu depois que a PM recebeu denúncias de que marginais do Morro do Fallet teriam se refugiado na comunidade após cerco do Bope à favela de Santa Teresa, sábado, que terminou com dois mortos.

Entre esses bandidos, poderiam estar homens que levaram terror à Tijuca no fim de semana, mas nenhum deles foi identificado. Sexta-feira, durante um dos assaltos, bandidos mataram a tiros o cabo do Bope Ênio Roberto Santiago Dantas, quando ele tentava impedir o crime. Ao todo, 42 policiais participaram da ação na Zona Sul, com auxílio de Caveirão. Houve intensa troca de tiros durante pelo menos 30 minutos, o que deixou moradores apavorados. Num beco, cinco bandidos ficaram encurralados, e três foram baleados e mortos.

Foram apreendidos uma submetralhadora Uzzi, dois revólveres calibre 38, uma granada, carregadores, munição, capas de colete à prova de balas, fardas camufladas, aproximadamente 21 quilos de maconha prensada, um fuzil de brinquedo, material para embalar drogas e cadernos com anotações do tráfico. O caso foi registrado na 9ª DP (Catete). Dois homens foram detidos, mas liberados em seguida.

Revolta nos enterros

O corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos, foi enterrado ontem, no cemitério do Catumbi. Ela foi morta por bala perdida sábado à noite, no Morro dos Macacos, Vila Isabel, em operação para coibir baile funk e tentar prender os assassinos do cabo Ênio. Cunhada da vítima, que não se identificou, criticou a PM. "Eles entraram atirando. Não tinha baile nem tiroteio nenhum", disse.
À tarde, foi enterrado no cemitério do Caju Reginaldo Andrade dos Santos, 30, morto na mesma ação. Segundo moradores, ele morava em Minas Gerais e visitava a mãe na favela.

Policiamento já está reforçado

O chefe do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), coronel Marcus Jardim, esteve ontem no Largo da Segunda-Feira, na Tijuca, e ouviu queixas de moradores e comerciantes sobre a falta de segurança no bairro. Equipe da Ouvidoria Itinerante da PM permanece no local até sexta-feira para receber críticas e sugestões. "Queremos um policiamento mais dinâmico e ostensivo", disse Jardim. Desde ontem, homens do 6º BPM (Tijuca), do Batalhão de Choque e do Rondas Ostensivas Nazaré Cerqueira (Ronac) se revezam no reforço do patrulhamento a pé e motorizado. "Acho bom ver polícia na rua, já era hora. Antes, a gente só podia torcer para entrar e sair de casa vivo", disse o aposentado Euclides Teixeira, 72 anos.


Domingo, 12 Julho, 2009

Menina morre ao cair do 5º andar de prédio

A menina Rita de Cássia Rodrigues de Sena, 5 anos, morreu, na noite de sábado, após cair de janela no quinto andar do prédio onde morava, em Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio. A tragédia aconteceu nove minutos depois de a criança ter sido deixada em casa sozinha pela mãe.

"A dor é muito grande. Não matei minha filha", disse a mãe, Fátima Rodrigues Edivirges Sena, 50 anos, em depoimento na 25ª DP (Engenho Novo). Fátima e Gilson Rodrigues de Sena, pai da menina, foram presos em flagrante por abandono de incapaz e podem pegar até 16 anos de prisão.

A criança caiu às 23h23 por tela de proteção que estava rasgada, na janela da área de serviço. Segundo Fátima, o buraco teria sido feito pela empregada, que encostou ferro quente. Para a delegada titular, Adriana Belém, é inaceitável os pais terem deixado a criança sozinha num apartamento com a tela rasgada.

Minutos antes de morrer, Rita estava com os pais e a irmã numa festa junina do condomínio. Ela sentiu sono e foi levada pela mãe ao apartamento. Ao deixar a criança em casa, Fátima voltou à festa. Ela conta que desceu de novo porque precisava falar com a filha mais velha, Camila, 14 anos, que está grávida.

"A Rita brincou, se divertiu muito. Parecia uma despedida", disse a mãe, desesperada.


Casal voltou para o apartamento um minuto depois da tragédia

Segundo o delegado Marco Aurélio de Castro, está descartada a hipótese de que a menina possa ter sido atirada da janela. "Há indícios contundentes de que a criança estava sozinha em casa. Não havia movimentação violenta no apartamento, sangue ou marcas de briga. Houve um crime de abandono, resultando em morte. É um caso bem diferente daquele de São Paulo", disse o delegado, referindo-se ao assassinato da menina Isabella Nardoni, que chocou o País no ano passado.

Imagens do circuito interno mostram que os pais não conseguiram impedir a tragédia por pouco. Eles entram no elevador de volta à casa 31 segundos antes de o corpo da filha cair no chão. Segundo a polícia, o casal entrou em casa um minuto depois da queda. Junto ao corpo, foram encontrados pertences, como a mochila da criança com roupas, cadernos e brinquedos, o lençol, o travesseiro e o edredom da menina, além de uma chupeta e uma tesoura.

Com os olhos vermelhos e inchados, Gilson chorava ao lado da mulher. "Não sei como isso foi acontecer. Ela era uma menina maravilhosa", disse.

Caçada aos assassinos

A polícia montou uma caçada aos assassinos do cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, baleado na sexta-feira por bandidos ao tentar impedir o roubo de um carro no Largo da Segunda-Feira, na Tijuca. O tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, assessor especial do comando geral da PM, para quem Ênio trabalhava como motorista, assegurou que a corporação está levantando informações e que prisões e apreensões em operações sexta-feira e sábado foram fundamentais para a identificação dos responsáveis.

"Estão colaborando muito pelo Disque-Denúncia (2253-1177). Temos o apoio da Polícia Civil e do Serviço Reservado. Precisamos dar segurança aos moradores daquele local. Ninguém pode ser assassinado às 7h da manhã", protestou Pinheiro Neto.

Aproximadamente 200 oficiais e policiais estiveram presentes ao sepultamento de Ênio, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Além da Banda da PM e de salva de tiros, um helicóptero sobrevoou a área durante a cerimônia. Homens do Bope fizeram a Oração das Forças Especiais, conduzida por Pinheiro Neto.

O tenente-coronel e o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Brito Duarte, foram ao enterro com a farda do Bope. Após o sepultamento - ao lado do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e do coronel Fernando Príncipe, comandante do 6º BPM (Tijuca) -, eles reuniram todos os PMs que compareceram e convocaram a corporação a transformar a dor da perda do colega em ação.

Cotonete executado

Um dos marginais mais procurados do Rio, Luciano Oliveira Felipe, o Cotonete, 29 anos, está morto. A descoberta é da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), que vinha investigando a quadrilha comandada pelo bandido havia mais de um ano. Cotonete foi responsável pela recente invasão ao Morro do Dezoito, em Quintino, que deu origem a guerra contra milicianos pelo controle da região.

Cotonete usava uma carteira de identidade falsa quando foi morto, na noite do dia 5. Ao passar por uma viela da favela que dominava, ele não foi reconhecido por um grupo de bandidos de sua própria facção e acabou sendo atacado. Cotonete foi baleado nas costas e nas nádegas. Socorrido, ele deu entrada no Hospital Miguel Couto, no Leblon, com o nome de Wellington Cordeiro Mota.

Outro homem, identificado como Joselito dos Santos Silva, 23 anos, também deu entrada no hospital, mas sobreviveu e foi liberado dois dias depois. Isso porque no registro 4120/2009, feito na 9ª DP (Catete), ele e Cotonete constavam como vítimas de assalto na Praia do Flamengo.

"Eles inventaram essa história para passarem por cidadãos de bem que tinham sido atacados por bandidos. Descobrimos a farsa, mas ele (Cotonete) acabou morrendo", explicou o delegado da DRFA, Márcio Dubugras Mendonça.

Cotonete, contra quem havia sete mandados de prisão, era um dos principais alvos da especializada, que no ano passado chegou a identificar mais de 30 integrantes de seu bando e passou a fazer um trabalho intensivo na região do Méier, Água Santa, Quintino, Engenho Novo, Engenho de Dentro e Todos os Santos, onde eles mais atuavam. O índice de roubos de carro caiu de 75 ocorrências para 17 mensais. O bandido foi enterrado na tarde do dia 6, no Cemitério do Catumbi.


Sábado, 11 Julho, 2009

PMs atacados no Rio

Duas unidades da Polícia Militar foram metralhadas na Zona Norte, ontem de madrugada. Os marginais que participaram dos ataques, segundo os PMs, seriam traficantes das favelas Beira Rio, na Penha, e Furquim Mendes, no Jardim América. Eles teriam saído de baile funk na Favela da Ficape, no Jardim América, em Polo e duas motos.

Por volta de 5h30, o bando, que gritava "Direitos Humanos somos nós!", atirou uma granada e fez disparos contra o Posto de Policiamento Comunitário da Favela Furquim Mendes. Os cinco policiais do 16º BPM (Olaria) ficaram dentro da unidade e não foram atingidos. A cadela Roberta, adotada pelos PMs do posto, morreu no ataque.

Dali, o grupo seguiu em direção a cabine do 9º BPM (Rocha Miranda) na Pavuna. Quando os bandidos chegaram, os policiais tinham parado em blitz um caminhão com seis homens. Três deles estavam no baú, com o equipamento de som usado num baile funk. Os tiros atravessaram a carroceria, e estilhaços acertaram os trabalhadores, que foram socorridos no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, e passam bem

Tiros e medo na Tijuca

O cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Ênio Roberto Santos Santiago foi baleado por assaltantes na manhã de ontem, no Largo da Segunda-Feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Horas depois, homens do Bope e do 6º BPM (Tijuca) fizeram operações nos morros do Turano e da Chacrinha, mas não encontraram os criminosos. Houve tiroteio no Turano, e um bandido foi morto.

Por volta das 7h30, o cabo Ênio esperava pelo comandante do Bope, tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto - que deixou ontem o comando da unidade -, quando viu um dos bandidos tentando roubar o Gol preto de Jorge Vanzeloti Barquette, 29 anos, e de sua noiva, Alessandra Mendes dos Santos, 26. O PM saltou da picape Nissan da corporação e rendeu o criminoso, mas foi surpreendido por outros dois marginais, que davam cobertura ao comparsa em Peugeot prata. Eles dispararam cinco tiros pelas costas de Ênio, ferindo-o na nuca e no ombro direito. O PM está internado no Hospital Souza Aguiar, em estado grave.


Fortaleza do tráfico

Os bandidos fugiram nos dois carros. Segundo testemunhas, o trio seguiu em direção aos morros do Turano, onde o Bope realizou operação, e da Chacrinha, que foi ocupado por policiais do 6º BPM. No Turano, houve troca de tiros, e Lúcio Carlos Rodrigues da Silva, 31 anos, foi atingido no peito.

Ele chegou a ser socorrido, mas já chegou morto ao Hospital Souza Aguiar. Arma e carro foram apreendidos na favela, e os PMs destruíram barreira erguida por traficantes.O obstáculo tinha degraus, corrimão e buracos para esconder armas.

Homens apavorados

A morte de André Luiz Ribeiro Albertini, o travesti Andréia Albertini - vítima de Aids, conforme o MEIA HORA noticiou ontem -, deixou apavorados homens que se relacionaram com ela sem usar camisinha. Andréia ficou famosa em abril do ano passado, quando se envolveu em confusão, num motel da Barra, com o jogador Ronaldo, hoje no Corinthians.

Preocupada, a mãe de Andréia, Sônia Maria Regina, fez um desabafo ontem, após enterrar a filha: "Resolvi revelar a causa da morte porque fico preocupada com quem se relacionou com ela. Queria que essas pessoas ficassem sabendo e procurassem um médico para se tratar. Agora, sabendo que ela tinha a doença, devem fazer exames e se cuidar", alertou.

Sem proteção

Sônia contou que, em conversas reservadas, Andréia disse que manteve relações sexuais sem camisinha com algumas pessoas, entre elas clientes. "De repente, a pessoa resolve acordar para a vida e começa a procurar um caminho diferente", afirmou a mãe de Andréia. Segundo Sônia, o número de clientes da filha, que fazia programas, aumentou muito após a confusão com Ronaldo.

O bafafá com o Fenômeno foi no dia 28 de abril de 2008. Após sair de boate, o jogador parou num ponto de prostituição na Praia da Barra e contratou os serviços de Andréia, que ele pensava ser uma mulher. Em seguida, seguiu com ela e mais dois travestis para um motel. Lá, Ronaldo teria ficado revoltado ao descobrir a verdade, e todos foram parar na delegacia.

'Você está morta'

Apesar de jovem, Andréia Albertini passou por momentos muito difíceis em sua vida. Um deles aconteceu quando contraiu o vírus HIV, um ano antes de ganhar as manchetes dos jornais pela confusão com o craque Ronaldo num motel da Barra. Após programa com um cliente, ela ouviu: "Você está morta". Após decretar a 'sentença de morte' do travesti, o cliente admitiu ser portador do vírus da Aids e foi embora, segundo a mãe de Albertini, Sônia Maria.

"Ela me contou que em 2007 saiu com esse cara, no Rio, e a camisinha estourou. Na hora, ele falou para ela que tinha Aids", afirmou Dona Sônia.

O corpo de Andréia foi sepultado ontem no Cemitério Santa Lídia, em Mauá, ABC Paulista. O cortejo até o túmulo foi acompanhado por muitas pessoas, entre parentes e amigos. O irmão mais novo, de 14 anos, chorou muito, enquanto o mais velho, de 32, se irritou com a presença dos jornalistas. Dona Sônia ficou emocionada com as dezenas de desconhecidos que foram ao enterro prestar solidariedade.

Sempre em alto astral

Apesar da doença, Dona Sônia afirma que Andréia não se deixou abater e continuou esbanjando o mesmo alto astral de sempre quando visitava a família em Mauá. Ela morava há dois meses num flat alugado no condomínio Central Plaza, no bairro Bela Vista, região central de São Paulo, onde foi encontrada deitada no sofá, sem força para levantar.


Quinta-feira, 9 Julho, 2009

Dezoito anos de cadeia

Tribunal do Júri da comarca de Rio Bonito condenou o ex-policial militar Anderson Silva de Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira a 18 anos de prisão, cada um, pelo assassinato do milionário da Mega-Sena Renê Senna. A sentença foi lida em plenário, às 3h da madrugada de ontem, pela juíza Roberta dos Santos Braga Costa. Os réus cumprirão a pena em regime fechado.

Ex-lavrador, Renê ganhou o prêmio de R$ 51,8 milhões em julho de 2005 e, um ano e meio depois, foi morto quando tomava cerveja num bar em Lavras, na cidade de Rio Bonito.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, Renê Senna foi surpreendido e não teve a possibilidade de fugir, pois não tinha as suas duas pernas, amputadas por complicações causadas pelo diabetes. Ele foi atingido por quatro tiros: o primeiro na nuca e os outros três na cabeça.

A cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, mulher de Renê, é acusada de ser a mandante do crime. O julgamento dela ainda não foi marcado.

Civil sacode o Dendê

Um homem foi morto, dois foram presos e um menor detido durante operação da Polícia Civil, ontem de manhã, no Morro do Dendê, na Ilha do Governador. Cerca de 100 homens da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) ocuparam a comunidade para procurar esconderijos de armas e drogas, além de tentar localizar Fernando Lopes, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no local e que teve a prisão decretada pela Justiça.

Após aproximadamente cinco horas de operação, que começou com um intenso tiroteio, foram apreendidos um fuzil HK calibre 556, que seria roubado da Aeronáutica; duas pistolas Glock calibre 9 milímetros; cinco granadas; uma minimetralhadora calibre 9 milímetros, semelhante à Uzi israelense; um saco com munição de diversos calibres; três rádios de comunicação; um tablete e meio quilo de maconha; e um cassetete que aplica choque elétrico, arma não-letal que está sendo usada pela Guarda Municipal do Rio.

Chefão mau que nem pica-pau

O cassetete estava na casa de Fernandinho Guarabu e seria utilizado pelo bandido para torturar seus rivais. Durante a troca de tiros, um homem branco e que estava com o fuzil HK foi baleado e morreu ao dar entrada no Hospital Paulino Werneck.

Mochila cheia de bagulho

No alto do morro, os policiais prenderam Robson da Cruz Santana, 27 anos, que tem duas passagens pela polícia por porte de arma; Dilvam Guimarães Maxiqueira, 23, e adolescente de 17 anos. Com eles, estavam duas mochilas com as armas e a maconha. Depois do fim da operação, os presos e o material apreendido foram levados para a Core, onde os dois adultos foram autuados por tráfico de drogas, associação ao tráfico e porte de armas.

Senhor das Armas vai puxar uma cana dura

Considerado pela polícia o maior fornecedor de armas do Rio, com 'negócios' em 60% das favelas, todas controladas pela facção Comando Vermelho, Antônio Jorge de Carvalho, o Tony ou Baixo, 40 anos, foi preso num shopping da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, por agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). Ele desembarcou na madrugada de quarta-feira no Aeroporto do Galeão, sob forte esquema de segurança.

Segundo cálculos da Polícia Civil, anualmente cerca de 500 novas armas chegavam às mãos de traficantes cariocas através do Senhor das Armas, como o marginal é chamado. A investigação teve início em meados de 2007. De lá para cá, o número de armas apreendidas que vinham da Bolívia e do Paraguai foi aumentando consideravelmente.

Somente ano passado, 12 metralhadoras antiaéreas do exército boliviano foram encontradas com traficantes daqui. Estabelecido o trajeto dessa conexão internacional, era preciso, então, descobrir o responsável por ela. E foi com a descoberta da identidade de Tony, dois meses atrás, que começou a caçada ao responsável pelo abastecimento bélico da maior quadrilha do estado.

39 fuzis somente em junho

As metralhadoras ponto 30 eram a especialidade de Tony. Na Bolívia, ele comprava cada uma a 10 mil dólares e revendia a R$ 60 mil no Rio. Mas o bandido trazia de tudo. Balas de todos os calibres, pistolas, metralhadoras e principalmente fuzis.

"Somente no mês de junho, ele negociou 39 fuzis com traficantes do Rio, em especial dos complexos da Penha e do Alemão", contou a delegada Márcia Beck, titular da Drae.

Bate-boca por causa de celular acaba mal

Uma briga entre duas alunas da Escola Municipal Professor Gilberto Bento da Silva, em Campo Grande, provocada por causa do uso de celular na sala de aula, terminou em tragédia na noite de quarta-feira. Thamires de Paiva Miranda, 15 anos, foi executada com três tiros - um na perna e dois nas costas - depois de se desentender com a colega de classe Ana Paula Alves de Souza, 21. O crime aconteceu por volta das 23h, na Rua Vasco de Mascarenhas, em Campo Grande.

De acordo com o namorado de Thamires, Jacson Generoso, 24 anos, as estudantes teriam brigado porque Ana Paula insistia em falar ao celular na sala de aula, o que irritava Thamires. Ela teria dito ao namorado que resolveria o problema naquela noite e pediu que ele fosse buscá-la na escola. Pouco depois, Thamires telefonou afirmando ter sido agredida pelo namorado de Ana Paula, Tiago Sacramento Santana, 21.

Enfurecido, Jacson e um amigo foram até a escola e acabaram encontrando Tiago numa rua próxima. Os dois brigaram, e Tiago foi obrigado a se desculpar. Mais tarde, na casa de Jacson, pelo menos quatro homens armados - entre eles, segundo a polícia, o namorado de Ana Paula - chegaram em dois carros e fizeram os disparos que atingiram a estudante.


Quarta-feira, 8 Julho, 2009

Menina morta por bala perdida

No dia em que completava 13 anos de idade, Letícia Coutinho Carvalhido foi morta por uma bala perdida. Além da adolescente, outras quatro pessoas, entre elas a mãe dela, Maria Verônica Martins Coutinho, 37, foram atingidas por tiros durante assalto a uma agência bancária na Avenida Vicente de Carvalho, na Vila da Penha, ontem à tarde.

Letícia tinha saído com a mãe para comprar material para uma festinha em família e seu presente, um ursinho de pelúcia. Atingida na barriga, ela passou por cirurgia no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas morreu no fim da noite. A mãe foi atingida de raspão.

Segundo testemunhas, eram cerca de 10 bandidos, numa Kombi e num Astra. Metade entrou na agência, enquanto o resto do grupo dava cobertura, por volta das 13h30. Eles teriam conseguido roubar R$ 25 mil, mas na saída foram surpreendidos por um homem que seria policial. Houve troca de tiros do lado de fora da agência, o que causou pânico e correria.

Parentes em desespero

Na confusão, foram baleados ainda o vendedor de seguros Wladimir César da Silva, 48 anos, que levou um tiro no braço esquerdo, e uma mulher que estava a seu lado. O quinto baleado seria um dos criminosos, que conseguiu fugir. Na porta do hospital, antes mesmo de saberem da morte, parentes de Letícia já estavam desesperados.

Civil sufoca milicianos da Favela do Barbante

Oitenta policiais civis de 20 delegacias sufocaram ontem o braço da milícia 'Liga da Justiça' que domina a Favela do Barbante, em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio. Na operação, adolescente de 17 anos foi detido.

Outras duas pessoas foram presas, mas o principal alvo da caçada conseguiu escapar: Reinaldo Ramos Lobo, o Sprinter, 32, que seria o chefe de bando de 11 milicianos acusado de desaparecer com família que teria testemunhado chacina na favela. Os agentes cercaram o conjunto habitacional onde Sprinter mora, em Campo Grande, mas não conseguiram prendê-lo.

Os policiais capturaram o adolescente R. em um beco da comunidade. De acordo com o delegado Ronaldo Oliveira, diretor do Departamento de Polícia da Capital (DPC) e coordenador da operação, o menor seria um dos matadores da quadrilha.

Parceiros de Batman

"Ele teria participado, com mais cinco dos 11 homens, da morte de Leonardo Varing Rodrigues, parente dos familiares que estão desaparecidos, e também do sumiço da família", afirmou Oliveira, ressaltando que R., Sprinter e seus comparsas são ligados ao ex-PM Ricardo Cruz Teixeira, o Batman.

'Caveiras' no comando

A substituição do comandante geral da PM - conforme o MEIA HORA noticiou ontem com exclusividade, o coronel Gilson Pitta Lopes saiu para a entrada de Mário Sérgio Britto Duarte - traz três ex-integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para a cúpula da corporação. Além do próprio Mário Sérgio, ex-comandante da unidade, o tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto deixa o Bope para assumir a assessoria especial do comando, e o coronel Álvaro Garcia dividirá com Carlos Eduardo Millan a chefia do Estado-Maior.

Pitta deixou o comando da PM desgastado pela falta de afinidade com a alta cúpula da Segurança Pública e de liderança sobre a tropa. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, Mário Sérgio chega com a missão de oxigenar e dar agilidade às ações da polícia. "Vamos dar ostensividade, visibilidade e colocar mais policiais na rua", disse Beltrame.

"Estou verdadeiramente muito honrado e motivado. O cerne do trabalho será a promoção da traquilidade pública e da paz social, trabalhando em parceria com a Polícia Civil", afirmou ontem o novo comandante da PM.

Após a cermônia de posse, que está marcada para o início da tarde de hoje, Mário Sérgio deve anunciar o projeto que o fez chegar à cúpula. Até o fim do ano, Beltrame quer mais 7 mil PMs nas ruas. Ele disse que já planeja a ocupação policial de 10 favelas, incluídas em lista de 100 comunidades.

A troca de Pitta por Mário Sérgio desagradou ao oficial que se destacou como o homem mais linha-dura da PM. Aos 38 anos de carreira, o coronel Paulo César Lopes, 55 anos, encaminhou ontem seu requerimento de passagem para a inatividade. "Não esperava ser comandante geral, porque para me colocar ali tem que ter coragem para ousar. Mas militar deve ter valores, princípios e honra. E, em função desta mudança de comando, alçando oficiais que sequer vi na escola (Mário Sérgio e Millan), chegou minha hora de ir embora", afirmou.

Menina de 17 anos diz que já matou 30 homens

Detida por policiais após uma briga na periferia de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, uma adolescente de 17 anos chocou os agentes ao confessar ter assassinado 30 homens a facadas. Ela disse que usava sempre a mesma arma, por não gostar de armas de fogo. "Eu não tenho coragem de pegar em um revólver, mas em uma faca eu tenho", afirmou.

Segundo o delegado Mauro Truzzi Otero, da Delegacia de Investigações Gerais de São José do Rio Preto, a adolescente descreveu 11 dos 30 homicídios com riqueza de detalhes. "Ela cita o sobrenome de uma das vítimas, o local onde cometeu o crime, o uso constante da faca, o carro e até mostrou fotos de uma pessoa que teria matado, como se a vítima estivesse desaparecida, espalhadas exatamente no local onde ela jogou o corpo", afirmou Otero.

De acordo com a polícia, a maioria dos crimes ocorreu na cidade de Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, onde ela morava com a família. A polícia paulista já fez contato com a corporação sul-matogrossense, para checar a veracidade das informações.

Cansada de matar

Recém-chegada a São José do Rio Preto, a menor disse que assumiu os crimes por estar cansada de matar. "Não por mim, mas por minha família", teria dito a jovem.


Terça-feira, 7 Julho, 2009

Açougueiro do tráfico não corta mais nada

Com uma rápida ação realizada no fim da manhã de ontem, na Favela Parque União, no Complexo da Maré, policiais do 22º BPM (Maré) conseguiram prender um dos criminosos mais temidos pelos moradores da região.

Valdecir Nunes da Silva, 38 anos, conhecido pelo apelido de Cáca, estava escondido dentro de uma casa onde vivia, de acordo com o relato dos policiais envolvidos na ação, em condições sub-humanas, tamanha era a sujeira do local. Mas era esse aspecto sombrio e sua frieza que mais amedrontavam a população da área. Tanto que ganhou a fama de 'Açougueiro do Tráfico', já que ele tinha a função de esquartejar as pessoas lá dentro.

Bandidão ficou bolado

Durante a operação no Complexo da Maré, foram apreendidas aproximadamente 1.200 pedras de crack, fardas do Exército, camisas com inscrições que homenageiam traficantes mortos e duas granadas. O marginal, que vestia uma camisa do Botafogo com duas marcas de pingos de sangue nas costas, não reagiu.

"Ficam dizendo por aí que eu picoto as pessoas. Então, vou pagar por isso aí que dizem, né?!", disse, resignado, enquanto era levado para uma viatura da PM.


Sexta-feira , 3 Julho, 2009

Deu veneno para a filha

Uma mulher foi presa em flagrante na madrugada de ontem, após tentar matar a própria filha com chumbinho (veneno para ratos), no bairro de Manacás, na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).

Segundo informações da Polícia Militar, Araci Francisca de Jesus, de 50 anos, teria colocado chumbinho na água e obrigado a filha Tainá de Jesus, de 14 anos, a beber, pois achava que a adolescente estava grávida. A polícia foi acionada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Terezinha, para onde a jovem foi prontamente levada.

Não esperava bebê

Apesar de não correr risco de vida, a garota permanece internada em observação e, segundo exames, não foi constatada a gravidez.

O crime chocou os moradores da região, e a mãe foi autuada em flagrante na seccional noroeste. A polícia ouvirá a menina nos próximos dias.

Tiroteio no Juramento para linha 2 do metrô

Intenso tiroteio entre traficantes no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, subúrbio do Rio, ontem de manhã, deixou moradores do bairro em pânico e provocou a interrupção do tráfego na linha 2 do metrô. O confronto durou cerca de quatro horas e forçou o fechamento das estações de Vicente de Carvalho e Tomás Coelho. A polícia chegou a interditar a Estrada Velha da Pavuna e a Avenida Pastor Martin Luther King Jr. para evitar vítimas de balas perdidas.

Homens de três batalhões da PM, com apoio de Caveirão e helicóptero, foram acionados para o Juramento pouco depois das 8h. A favela, controlada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), estava sendo invadida por traficantes do Morro do Urubu, em Pilares, ligados ao Comando Vermelho (CV). A situação no entorno da favela ficou tensa até o meio-dia. PMs apreenderam escopeta calibre 12, pistola calibre 40, cocaína e coletes pretos, semelhantes aos usados pela Polícia Civil.

'Reforço' de Acari

Homem não identificado foi baleado e morreu no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Alex Michel da Silva, 19 anos, também baleado, e Sidnei de Oliveira Araujo, 23, ferido por estilhaços de bala na perna esquerda, foram socorridos na mesma unidade. Segundo a polícia, Alex é morador da Favela de Acari e estaria no Juramento dando 'reforço' aos comparsas da mesma facção criminosa, enquanto Sidnei foi ferido quando passava perto de um dos acessos ao morro - ele foi medicado e liberado em seguida.

Assassinada no ônibus

Adriana Almeida de Oliveira, 34 anos, foi morta a tiros na tarde de ontem, durante assalto no ônibus em que viajava, em Rocha Miranda, subúrbio do Rio. O mais chocante no episódio é que o assassino, Bruno Adriano Lemos da Silva, 19, que foi preso logo após o crime, matou a passageira por causa de celular, bolsa, R$ 22 e aparelho de MP4. Comparsa de Bruno, William Menezes de Moura, 24, conseguiu fugir.

Desempregada, Adriana voltava para casa em ônibus da linha 261 (Marechal Hermes-Praça 15) depois de passar o dia à procura de trabalho. Na Rua Tacaratu, próximo ao Largo do Sapê, Bruno e William anunciaram o assalto. O motorista abriu a porta e conseguiu descer. Desesperados, os passageiros tentaram abandonar o veículo. Na confusão, Bruno fez três disparos com o revólver calibre 38, mas só uma cápsula foi deflagrada - justamente a que atingiu Adriana. Ela chegou a ser socorrida no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu.

Os ladrões fugiram levando os objetos de Adriana. O subtenente Lacerda, do 14º BPM (Bangu), passava pelo local no momento do assalto, ouviu o disparo e seguiu os criminosos. Houve troca de tiros, e o policial conseguiu prender Bruno.

Uma pancada no TCP

Polícia Civil fez operações ontem de manhã em três favelas dominadas pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), nas zonas Norte e Oeste do Rio. Dois homens foram mortos em confronto com policiais, outro foi preso e houve apreensões de armas, drogas e motos roubadas, além de uma arara.

A ação mais tensa começou por volta das 10h, quando cerca de 30 agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) chegaram ao Conjunto Fumacê, em Realengo. Os policiais cercaram um dos blocos, para onde traficantes haviam corrido, e prenderam Luiz Felipe Soares, o Amêndoa, 18 anos, que estava com pistola.

Em um dos apartamentos, houve tiroteio, e dois bandidos acabaram mortos: um identificado como Julião Logan, que seria 'gerente' das bocas-de-fumo, e seu segurança, conhecido apenas como Cabeça. Eles estavam com duas pistolas e granada. O 'gerente-geral' do tráfico da favela, conhecido com Bartô, escapou.

Metralhadora nazista

O policial Roberto Luiz de Oliveira foi baleado nos braços e medicado no Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro. Os agentes apreenderam maconha, cocaína, crack - com uma embalagem que exibia a foto do jogador de futebol português Cristiano Ronaldo - e metralhadora 9 mm austríaca, usada pelo exército nazista durante a Segunda Guerra Mundial.


Quarta-feira, 1 Julho, 2009

Acidente mata quatro crianças

Quatro alunos da unidade São Cristóvão do Colégio Pedro II, com idades entre 7 e 14 anos, morreram ontem à tarde, depois que a van onde eles estavam bateu na traseira de reboque e capotou na pista sentido Baixada da Linha Vermelha, altura da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Outras seis crianças ficaram feridas. A direção da escola decretou luto e suspendeu as aulas de hoje em todos os turnos.

A cena comoveu as equipes de resgate: mochilas e lancheiras ficaram jogadas ao lado do amontoado de ferro retorcido em que se transformou a van. Dois corpos foram parar no acostamento, um ficou no meio da pista e outro foi degolado dentro do veículo. Os mortos são André Lucas Couto Teles, 7 anos, Vinícius Lopes da Silva, 11, Raianny da Silva Souza, 14, e Esther Reis Fernandes da Rocha, 8. Os feridos foram levados para os hospitais de Saracuruna, em Duque de Caxias, e Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul.

Van era pirata

Segundo a delegada Leila Goulart, da 37ª DP (Ilha), há indícios de que a van era pirata, porque o veículo não possuía as faixas de identificação escolar e usava placa cinza, para carros de passeio comuns. A van já havia sido multada dia 9 por fazer transporte remunerado de passageiros. Mesmo sem autorização para fazer transporte escolar, ela havia sido indicada pela Associação de Pais da unidade, segundo as famílias das vítimas.

Menina de 12 anos arrastada por ônibus

Luana da Silva Macedo , 12 anos, morreu na tarde de terça-feira, na Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, depois de ser arrastada por quase 10 metros por ônibus da linha S-20 (Carioca-Recreio). A estudante teria caído ao tentar embarcar e acabou esmagada pela roda traseira do coletivo.

Amigos da estudante garantem que o motorista Ronaldo Marinho Loura, 31 anos, deu a partida com Luana presa à porta. Já o condutor afirma que a menina tentou embarcar pela janela. O delegado da 16ª DP (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, disse ontem não acreditar nessa versão: "Houve negligência por parte do motorista. Ele tem de ser punido exemplarmente".

Ontem à tarde, 100 alunos da Escola Municipal Frederico Trotta, onde Luana estudava, fizeram protesto na Avenida das Américas. Exaltados, os estudantes chutaram ônibus da Pégaso. Eles denunciaram que, mesmo portando Riocard e uniformizados, como Luana estava, os motoristas os mandam entrar pela porta traseira, o que é ilegal.

Consolada pelo marido, Manoel Macedo, 40 anos, e pelo filho Leandro, 17, a mãe de Luana, Marli da Silva Macedo, 37, não se conforma. "Não acredito que perdi minha princesinha. Ela reclamava da dificuldade de pegar ônibus, dizendo que os motoristas sempre a impediam de entrar pela frente", disse, aos prantos.

Homem é executado com mais de 20 tiros

Pedro Garcia dos Santos, 43 anos, foi executado a tiros, ontem de madrugada, na Região Oceânica de Niterói. Policiais da 81ª DP (Itaipu) investigam se o assassinato tem ligação com milícias. O crime aconteceu pouco depois da meia-noite na Estrada Francisco da Cruz Nunes, no bairro Cantagalo, a poucos metros do Cemitério Parque da Colina, local onde o corpo da vítima também foi enterrado, no início da tarde.

Pedro estava ao volante de seu Palio quando foi perseguido e encurralado pelos assassinos, que ocupavam carro escuro, de marca e placa não anotadas. O veículo da vítima ficou com 21 perfurações de tiros.

"Ele ainda subiu o canteiro central da pista e tentou fugir pela contramão, mas foi alcançado. Já bastante ferido, saltou do carro e cambaleou até a Rua Orlando Demaconeli, onde tombou", contou o delegado Flávio Loureiro, que não conseguiu achar testemunhas no local do crime.

Máquinas caça-níqueis

O delegado disse que investiga possível envolvimento de Pedro com milícia que atua na localidade Campo Novo, no bairro Maria Paula, em São Gonçalo. Ele teria ainda, segundo a polícia, ligação com a exploração de máquinas caça-níqueis.

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