Domingo, 30 Agosto, 2009

Ladrão invade casa e é morto

Um ladrão não identificado pela polícia foi morto na noite de ontem depois de invadir uma residência no bairro Copacabana, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Houve perseguição e troca de tiros, levando pânico e medo aos moradores do bairro.

O homem havia acabado de fazer assaltos na região quando policiais do 15º BPM (Duque de Caxias), informados pelos próprios moradores, localizaram o bandido. Na perseguição, o homem invadiu uma casa e quebrou móveis e objetos dos moradores. Segundo os policiais, nenhum morador foi ferido na ação.

Na frente de crianças
A residência foi cercada e, encurralado, o bandido acabou sendo baleado no quintal, na frente de crianças e idosos que foram surpreendidos com a invasão da residência.

Com o bandido, os policiais militares encontraram um revólver calibre 32, que foi apreendido. O bandido ainda foi levado pelos PMs para o Hospital Municipal Doutor Moacyr Carmo, também em Duque de Caxias, mas morreu assim que chegou à unidade.

Tiroteio em Caxias mata 4

Um menino de três anos, baleado no cóccix durante um tiroteio na noite de sábado, em Duque de Caxias, continua internado no Hospital Dr. Moacyr do Carmo, no mesmo bairro, e será reavaliado pelo médicos hoje. A junta médica vai avaliar a necessidade de uma possível cirurgia no menino. Na ação dos bandidos, quatro homens morreram e sete pessoas ficaram feridas, entre elas, outros três menores.

Por volta das 18h30 de sábado, três homens armados chegaram atirando na Rua Bangu, no bairro Dr. Laureano, em Caxias. Um deles seria um bandido identificado como Piquete, que estaria aterrorizando a região, onde tenta montar um ponto de venda de drogas.

Saído do sistema penitenciário em junho, Piquete estaria acompanhado de bandidos da favela da Mangueirinha, divididos em dois carros. Eles começaram a atirar em direção aos quatro homens que acabaram mortos, sendo dois deles suspeitos de integrarem um grupo de milícia que atua no local.
No hospital Dr. Moacyr do Carmo, para onde foram levados os feridos, o clima foi de tensão. Homens armados circulavam pelos corredores e chegaram a se desentender. Houve até agressões. Uma pistola chegou a cair no chão do estacionamento, sem, no entanto, disparar.

Ontem de manhã, buracos de balas nas casas, inclusive de fuzil, podiam ser vistos. A polícia investiga se a ação foi de traficantes, milicianos ou grupos de extermínio.


Soldado é baleado no rosto na Avenida Brasil

Um dia depois do ataque de traficantes do Comando Vermelho (CV) que deixou cinco PMs feridos na entrada do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, mais um policial militar foi vítima da bandidagem no Rio. O soldado do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) Leonardo Simões Cristino, 27 anos, foi ferido no rosto em troca de tiros com marginais na Avenida Brasil, altura de Fazenda Botafogo, por volta das 7h30 de ontem, e está em estado grave. Os assaltantes, que tinham roubado um carro e uma moto, ainda fizeram uma das vítimas refém.

Depois de roubar um carro Meriva na Avenida dos Italianos, em Rocha Miranda, os bandidos tomaram a moto de um auxiliar de serviços gerais de 26 anos - uma CBX Twister -, na altura da Penha. Obrigado a entrar no carro, ele passou momentos de pânico sob a mira de uma pistola. Avisados por motoristas, policiais do BPVE perseguiram os bandidos e montaram cerco na pista do meio da Avenida Brasil, no sentido Zona Oeste.

Os assaltantes conseguiram fugir após intensa troca de tiros com os PMs. Dois bandidos teriam sido baleados. Apavorado, o auxiliar de serviços gerais que era mantido refém se jogou do carro em movimento.

Abandonado na Pedreira

O Meriva roubado foi abandonado na entrada do Morro da Pedreira, em Costa Barros. A moto do auxiliar de serviços gerais não havia sido encontrada pela polícia até o fim da noite de ontem. Socorrido por companheiros de farda, o soldado Leonardo foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. De lá, foi transferido para o Hospital da PM, no Estácio, onde segue internado. O roubo dos veículos foi registrado na 22ª DP (Penha).


Sábado, 29 Agosto, 2009

Justiça rapa tudo de Romário

Duas oficiais de Justiça penhoraram sexta-feira vários bens do ex-jogador Romário, que se prepara para voltar a jogar futebol defendendo o América na Série B do Estadual. A medida é para assegurar o pagamento de quase R$ 1 milhão ao ex-técnico Zagallo, que move ação contra ele desde 1998.

O mandado foi expedido quarta-feira. Entre os bens penhorados, estão cinco ternos Armani e Versace, oito óculos Prada, um sofá, dois tapetes, três quadros de autores desconhecidos, quatro TVs de LCD, uma adega, uma churrasqueira e 15 aparelhos de ginástica. O advogado do baixinho, Norval Campos Valerio, confirmou a penhora, mas disse que Romário pediu para que ele não comentasse o assunto. A ação por dano material movida por Zagallo se refere à caricatura do treinador pintada na porta do banheiro do bar Café do Gol, após a Copa de 1998, quando o Baixinho foi cortado da Seleção pouco antes do Mundial.

A penhora dos bens é mais uma etapa do período complicado que Romário tem vivido. Em julho, ele passou 22 horas preso na 16ª DP (Barra) por não pagar três meses de pensão alimentícia aos filhos do primeiro casamento, Moniquinha, 19 anos, e Romarinho, 15. O jogador foi solto após quitar a dívida de R$ 89.641,44. No início deste mês, a cobertura do baixinho, na Barra, foi leiloada por R$ 8,01 milhões. O leilão foi resultado de ação judicial movida por casal de vizinhos de Romário em 2003.

Cinco PMs baleados na entrada do Juramento

A madrugada deste sábado na Avenida Automóvel Clube, em Vicente de Carvalho, Zona Norte, foi de pânico. Cinco policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) ficaram feridos após intenso tiroteio com traficantes que se preparavam para invadir o Morro do Juramento. O confronto começou por volta das 3h30, quando PMs interceptaram caminhão baú que transportava cerca de 100 bandidos fortemente armados, que seriam do Comando Vermelho (CV).

Encurralados, os policiais pediram reforço. Enquanto aguardavam a chegada do Caveirão, PMs que bloqueavam o trânsito na via receberam a ajuda do cabo PM Mauro Silva Mendes. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), ele passava pelo local com sua Pajero blindada e deu cobertura aos PMs. Na tentativa de resgate dos soldados Telmo da Costa Lima, atingido por um tiro na cabeça, Valdecir Cordeiro de Jesus, ferido na perna, Alessandro Alves de Melo, baleado de raspão na cabeça, e Luciano Lopes de Oliveira, atingido na perna, o soldado Gustavo Ribeiro Meireles levou tiro de fuzil na boca.

Levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier, Valdecir, Alessandro e Luciano foram medicados e liberados em seguida. Já os soldados Telmo e Gustavo foram operados e transferidos para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, e ainda correm risco de vida.

Mais tiroteio durante o dia

Durante a manhã, houve outra rápida troca de tiros, assustando moradores. No fim da tarde de ontem, um novo tiroteio no Morro do Juramento interrompeu por cerca de 12 minutos o trecho da linha 2 do metrô entre as estações Tomaz Coelho e Pavuna. A Avenida Martin Luther King chegou a ficar interditada por 20 minutos.


Sexta-feira , 28 Agosto, 2009

Mãe e filha vão para o xilindró

Três mulheres, entre elas mãe e filha, foram presas, ontem, acusadas de praticar modalidade de assalto conhecida como 'saidinha de banco', em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Elas chegaram a levar R$ 1.500 de uma auxiliar de serviços gerais, mas foram denunciadas e acabaram capturadas por policiais do 18º BPM (Jacarepaguá), na Praça Seca.

O crime aconteceu no início da tarde, na Freguesia. A vítima havia sacado dinheiro referente ao FGTS, em agência da Caixa da Rua Tirol, e foi perseguida pelas criminosas até uma outra agência bancária, pouco à frente, onde depositou parte do dinheiro e ficou com R$ 1.500 para pagamento de despesas.

Maior teatro

Ao sair do segundo banco, a auxiliar de serviços gerais foi abordada por Ângela Maria Botelho Oliveira, 55, que simulou pegar um envelope no chão. "Ela me perguntou se o envelope me pertencia. Em seguida, chegou outra mulher , que parecia muito nervosa, em companhia de uma colega, dizendo que o envelope tinha documentos e que ela havia acabado de ser assaltada", relatou a vítima.

A mulher que se aproximou dizendo ter sido assaltada era Ângela Laura Paula Botelho de Oliveira, 35 anos, filha de Ângela Maria. Ela estava com a comparsa Jordelina de Almeida Pinto, 34.
"Alegando estar muito abalada, ela (Ângela Laura) me pediu para ir até a sua casa, ali perto, para avisar os seus parentes. Deixei minha bolsa com ela e, ao chegar na tal residência, vi que tinha sido vítima de um golpe", contou a auxiliar de serviços gerais.

As três mulheres fugiram no Golf de Laura, mas foram alcançadas por PMs na Rua Cândido Benício, na Praça Seca.

Adolescente manda bala em cima da poliçada

Ela tem apenas 17 anos, mas em nada se parece com as adolescentes da sua idade. De cabelo raspado, blusa de futebol, bermudão e chinelo de dedo, X. surpreendeu os policiais militares que a prenderam ontem, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio. A jovem só foi pega depois de uma intensa troca de tiros, quando encarou - com pistola Bereta 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas - PMs do Serviço Reservado (P-2), do Grupo de Apoio Tático (GAT) e até um Caveirão do 9º BPM (Rocha Miranda).

Os PMs foram ao morro para fazer um mapeamento das bocas de fumo. X. encarou a poliçada cheia de disposição, e o confronto só não teve piores consequências porque os três homens que lhe davam cobertura, de fuzis e pistolas, fugiram. Sem conseguir correr - prejudicada pelos 110 quilos em 1,75 de altura -, X. teve que se render quando acabou sua munição.

Com ela, foram apreendidos a pistola Bereta, carregador, 199 cápsulas de cocaína, 80 pedras de crack, 129 trouxinhas de maconha e haxixe. Na 27ª DP (Vicente Carvalho), os PMs descobriram que já havia registros contra X., que também tem passagem por tráfico pela 12ª DP (Copacabana), Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) e Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).


Quinta-feira, 27 Agosto, 2009

Médico leva cinco tiros e é salvo por capacete

O capacete salvou a vida do médico Paulo Athayde Salaverry Lopes, 54 anos, atacado por bandidos quarta-feira à noite, ao chegar em casa, em Ipanema. Um dos profissionais mais conceituados na área de cirurgias de redução de estômago, ele levou cinco tiros - quatro na cabeça - ao ser abordado por dois marginais que queriam levar sua moto BMW F800 GS, comprada há seis meses.
Paulo reagiu ao assalto e se atracou com um dos criminosos. O comparsa que dava cobertura em outra moto, no entanto, atirou cinco vezes contra o cirurgião. Quatro dos tiros acertaram o capacete, mas só um perfurou o equipamento e atingiu a vítima na nuca, do lado esquerdo. O quinto tiro ficou alojado no ombro esquerdo.

Operado, o médico está em coma induzido na UTI da Clínica São Vicente, na Gávea, e ainda corre risco de vida. Até a noite de ontem, seu estado era grave e ele tinha contraído pneumonia. Uma das balas perfurou seis centímetros do crânio e chegou a atingir o cérebro, causando coágulos. Os médicos ainda não sabem se a vítima terá alguma sequela, mas apresentava dormência no braço esquerdo. O cirurgião Paulo Niemeyer Filho reconheceu que o capacete da moto evitou a morte do médico e aposta que ele vai se recuperar.

A delegada Tércia Amoedo, da 14ª DP (Leblon), não descarta nenhuma hipótese, mas a principal é a de tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). Quatro cápsulas de calibre 40 forma recolhidas no local. A câmera de segurança de uma loja flagrou a fuga dos bandidos. "O que nos intriga é qual objetivo deles em roubar uma moto desse modelo", disse a delegada.

A moto modelo BMW F800 GS é de fabricação alemã e custa cerca de R$ 60 mil.

'Bonde' sai dos trilhos

Operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco-IE) desarticulou ontem a milícia conhecida como 'Bonde do Jura', que atua em 27 bairros de Nova Iguaçu e é acusada de mais de 100 assassinatos na região. Dez pessoas suspeitas de integrar o bando, das quais oito policiais militares, foram em cana - um dos presos é o sargento PM Juracy Alves Prudêncio, o Jura, chefe da quadrilha. Outras três pessoas estão foragidas.

Segundo o setor de inteligência da Draco, a milícia - que começou como grupo de extermínio - cobrava taxas de moradores e comerciantes para supostamente combater o crime e oferecer benefícios. Serviços como sinal clandestino de TV a cabo, venda de botijões de gás e controle do transporte alternativo de Kombis e mototáxis também eram explorados pela quadrilha. De acordo com as investigações, os milicianos cobravam R$ 100 pela instalação do 'gatonet' e R$ 40 de mensalidade. O bando exigia R$ 70 por semana para que cerca de 150 mototaxistas circulassem. Motoristas de lotadas pagavam R$ 150 semanais.

Foram presos ainda Daniel de Lima Machado, o Cabeça, Wilson Ramos Pereira Junior, o Didi, e mais sete PMs. Os policiais são os soldados Eduardo Cardoso Livramento, o Dudu, Marcelo Anderson Loureiro, o Marcelinho Trololó, e Antônio Marcos do Carmo Peixoto; os cabos César Sisnande dos Santos, o Chorão, Flávio Cândido da Silva e André Barbosa Cabral; e o sargento Sérgio Pereira dos Reis.


Quarta-feira, 26 Agosto, 2009

Multidão lincha padrasto

Principal suspeito de assassinar a pancadas Adrialex Nascimento, de 3 anos, na terça-feira, o padrasto da menina, Felipe dos Santos Nascimento, 20 anos, foi linchado, ontem, em Volta Redonda. Revoltadas com o crime, cerca de 300 pessoas participaram da sessão de espancamento - usando paus, facas e barras de ferro. Policiais do 28º BPM (Volta Redonda) ainda levaram Felipe para o Hospital São João Batista, mas ele morreu no caminho. O corpo apresentava várias marcas de facadas nas costas. Durante a manhã de ontem, PMs tinham feito buscas em uma mata atrás de Felipe.

O linchamento aconteceu na Rua do Mutirão, no Morro da Caviana, bairro Santo Agostinho, onde Felipe morava. Há informações de que ele já tinha sido jurado de morte por traficante conhecido como Fio, para quem trabalharia.

O corpo de Adrialex foi enterrado ontem. A certidão de óbito assinada pelo legista Júlio Benincasa constata que a menina foi morta a pancadas provocadas por um objeto contundente: "A morte foi provocada por congestão polivisceral, desencadeada por ação contundente. Ou seja, a criança foi espancada até a morte por pedaço de madeira ou barra de ferro", atestou o legista.

Adrialex foi encontrada pela mãe, Mayane Cerqueira Duarte, 18 anos, muito machucada, em casa, no Morro da Conquista, na manhã de terça-feira. A menina havia ficado poucas horas sozinha com o padrasto enquanto a mãe foi ao médico - Mayane está grávida de 3 meses. Felipe teria se irritado porque a menina fez cocô na calça.

Civil mete na tranca 7 integrantes da milícia

Polícia Civil prendeu, entre o fim da noite de terça-feira e o início da tarde de ontem, sete acusados de envolvimento com a milícia 'Liga da Justiça', que atua na Zona Oeste. Um dos presos, Valdenir Menezes Pereira, 49 anos, sargento PM lotado no Regimento de Polícia Montada, é suspeito do desaparecimento de quatro pessoas da mesma família na Favela do Barbante, Inhoaíba. Entre os presos também estão um ex-PM e um ex-guarda municipal.

Policiais da 35ª DP (Campo Grande) chegaram ao sargento Valdenir depois de localizar o Corolla prata com placa fria de Santo André (SP) que ele usava. O carro estava estacionado na Rua Conservatória, em Campo Grande, enquanto o PM almoçava na casa de Wellington de Oliveira, 34. Ao deixar a residência, o sargento foi abordado. No carro, os policiais encontraram submetralhadora, pistola e revólver, além de munição para as armas.

Wellington e Carlos Alberto de Aguiar, 43, que ocupavam Mercedes Classe A, também foram presos. No carro, os agentes encontraram anotações de pagamento de transporte alternativo e R$ 1.090. Segundo o delegado Ronald Hurst, o Corolla e o Mercedes teriam sido usados para retirar os corpos do Barbante e dois presos têm apelidos que batem com os dos matadores: "O sargento é conhecido como Monstrinho, e Wellington como Baré".

Padrasto mata criança

Menina de 3 anos foi encontrada morta, com marcas de espancamento, em casa, no Morro da Conquista, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. O principal suspeito do crime é o padrasto da criança, segundo o delegado da 93ª DP (Volta Redonda), Alexandre Leite. Com base no depoimento da mãe da vítima, a polícia acredita que o assassino tenha se irritado porque a garotinha havia feito cocô nas calças.

"Ele levou a enteada, que, aparentemente, já não tinha mais sinais de vida, para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro. Nossa equipe está tentando encontrá-lo", disse o delegado.
Segundo testemunhas, ao receber a confirmação da morte, o padrasto saiu da UPA às pressas e não foi mais visto. Procurado em casas de parentes, até o início da noite de ontem ele não tinha sido encontrado. A mãe da vítima, que está grávida de três meses, contou que tinha saído de casa no início da manhã e deixado a filha dormindo com o padrasto. Ao retornar, por volta das 10h, ela encontrou o companheiro conversando com amigos tranquilamente na rua.

"Ao entrar em casa, percebi que minha filha estava com o corpo muito frio e tinha escoriações nos lábios, na face e nos braços. As roupas sujas de fezes estavam ao lado dela", revelou a mãe, que acredita que esse seja o motivo do espancamento.

O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O conselheiro tutelar Euzébio Pereira Neto disse que o Conselho Tutelar do município vai aguardar o resultado da perícia e das investigações da polícia para saber que providências serão tomadas. A entidade disponibilizou acompanhamento psicológico para a mãe da vítima.

Armeiro do tráfico do Fumacê vai pra tranca

Cinco pessoas, entre elas dois adolescentes, foram presas em operações da PM e da 33ª DP (Realengo) realizadas ontem em duas favelas da Zona Oeste do Rio. Houve também apreensões de armas, drogas e munição. No Conjunto Fumacê, em Realengo, Diogo Maciel dos Santos, o Madruguinha ou PQD, 26 anos, que seria ex-paraquedista do Exército e é acusado de atuar como armeiro da quadrilha que controla o tráfico no local, foi capturado por policiais do Serviço Reservado do 14º BPM (Bangu) e da 33ª DP.

Na casa de PQD foram encontrados fuzil e colete do Exército. "Ele era responsável pela manutenção do armamento do tráfico na favela. Tínhamos informações sobre ele e o menor que foi apreendido e montamos a operação,", explicou o delegado assistente da 33ª DP, Marcio Braga.

'Gerente de comunicação'

PQD negou ser armeiro, mas admitiu que guardava o fuzil e o colete, que foi encontrado enterrado. A partir do número de série, a polícia espera descobrir de onde o colete foi desviado. Um garoto de 17 anos também foi pego na favela com crack e um revólver. De acordo com a polícia, ele é o 'gerente de comunicação do tráfico' - responsável por distribuir os radiotransmissores para os bandidos e por monitorar as conversas.


Terça-feira, 25 Agosto, 2009

Milícia matou 4, mas errou o alvo

As quatro pessoas mortas por milicianos sábado, na Ilha de Guaratiba, Zona Oeste do Rio, não eram os alvos dos assassinos. Sobrevivente da chacina, um guardador de automóveis seria o homem marcado para ser executado, mas escapou ao se fingir de morto, após ser ferido de raspão na cabeça.

O guardador contou, em depoimento na 43ª DP (Guaratiba), que foi contratado para cobrar a taxa de TV pirata ('gatonet') em ruas de Guaratiba dominadas pela milícia. Segundo ele, o responsável por sua contratação é homem identificado como Ricardo, que a polícia acredita ser o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, um dos líderes da milícia 'Liga da Justiça'. O sobrevivente afirmou que depois de fazer as cobranças e receber sua 'comissão' (de R$ 2,50 por casa), iria almoçar com a mulher, Luana Cristina Nascimento Ramos, 26 anos, o sobrinho Flávio Augusto de Almeida Santos, 15, Michel Barbosa Guidi, 19, e a namorada deste, Raíssa - todos acabaram mortos na chacina.

Um dos acusados pelas mortes, o cabo PM Emerson Meirelles fazia a segurança de um dos filhos do governador Sérgio Cabral e era lotado no Gabinete Militar desde 2005. Em nota, o governo do Estado informou não ter informação sobre o envolvimento do PM com milícias. "Claro que ficamos preocupados. É muito grave e graças a Deus a polícia o prendeu. Já prendemos marginais ligados à milícia, fizemos a licitação das vans intermunicipais e pacificamos as comunidades. O risco aumenta, mas não vamos mexer um centímetro nas investigações", afirmou Cabral.

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que concentra os casos sobre milícias, informou que Emerson nunca apareceu nas investigações.

Ameaça de arrastão para Centro de Caxias

O comércio do Centro de Duque de Caxias parou de funcionar ontem em luto forçado pela morte do traficante João Soares de Lima Filho, o Joãozinho, que chefiava a venda de drogas da Favela Vila Ideal. A ameaça de arrastão - que acabou não acontecendo - levou lojistas a arriar as portas às pressas.
"Passou por aqui um grupo de pivetes dizendo que a ordem é fechar tudo", contou um funcionário de uma autoescola na Avenida Presidente Kennedy.

O pânico começou com a passagem do cortejo do traficante - que era aliado de Charles do Lixão e Fernandinho Beira-Mar, chefões do CV - pela Presidente Kennedy em direção ao Cemitério Corte Oito. Cerca de 80 moradores da Vila Ideal cantavam músicas como 'ei, ei, ei, Joãozinho é nosso rei' enquanto escolas, bancos, shopping, loja, o Mercado Popular e até o Restaurante Popular fechavam as portas.

Mesmo o policiamento ostensivo do 15º BPM (Caxias) não impediu que a região, que concentra cerca de 3.200 estabelecimentos comerciais em 14 ruas, ficasse deserta - cerca de 90% das lojas ficaram fechadas por três horas. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Caxias, Getúlio Gonçalves, avaliou o prejuízo em cerca de R$ 500 mil. "Ninguém quer pagar para ver o que acontece, mesmo com a polícia garantindo que havia segurança", disse Getúlio.

Choro só pelo bandido

Cerca de 400 pessoas acompanharam o sepultamento de João Soares de Lima Filho, o chefão do pó Joãozinho, no Cemitério Nossa Senhora do Belém, no Corte Oito. Um carro de som abria passagem às Kombis e aos cinco ônibus cheios de moradores da Vila Ideal e da vizinha Favela do Lixão - parte do grupo saiu a pé da Vila Ideal e seguiu o carro de som, levando pânico ao Centro de Duque de Caxias.

Joãozinho, morto em confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), domingo, era homem de confiança do traficante Charles do Lixão e aliado de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Trinta PMs tentavam organizar o cortejo do bandido. "Não vamos fazer protesto porque ele não gostava disso, até pagava para não ter confusão na comunidade. O Bope acabou com a renda de muitos policiais", disse uma moradora, insinuando que o bandido dava propinas a PMs.

Enquanto o cortejo de Joãozinho causava medo no trajeto entre a favela e o Corte Oito, a família de um inocente morto no tiroteio de domingo, Cristiano de Oliveira, 23 anos, enterrava o rapaz numa gaveta do mesmo cemitério em silêncio. Cristiano abria a padaria onde trabalhava quando foi atingido. Ele estaria de folga domingo, mas foi trabalhar para ajudar um colega.

Para a polícia era traficante

Na 59ª DP (Duque de Caxias), o funcionário da padaria nem estava identificado e a versão ainda era a de que ele teria trocado tiros com policiais. No registro de ocorrência, três PMs do Bope contaram que foram recebidos a tiros por um grupo de 20 criminosos e que por isso revidaram. Walteir Rodrigues dos Santos, 27, o TI, também foi morto na ação na Vila Ideal.


Domingo, 23 Agosto, 2009

Mulher é presa com celular 'lá'

Uma mulher foi presa, ontem, tentando entrar na Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, em Bangu, com um celular, uma bateria, um fone e 50 sacolés de cocaína e maconha, escondidos na vagina. Vanessa Kátia de Lima, 35 anos, iria visitar o companheiro, Wallace Conceição de Oliveira, quando foi descoberta com os itens durante a revista pessoal.

Para ter certeza de que não havia mais nada com a mulher, os agentes ainda fizeram com que ela passasse pelo scanner corporal, mas nenhum outro material foi encontrado. No início da semana passada, Vanessa foi ao programa 'Balanço Geral', da Rede Record, do apresentador e colunista do MEIA HORA Wagner Montes, para protestar contra o scanner corporal, um dos equipamentos usados na revista no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Usando faixas e cartazes, Vanessa fez protesto e criticou o uso do scanner corporal, que, segundo ela, seria "muito constrangedor" na hora das visitas. O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu).


Crime põe fim a festa

Um jovem identificado como Jean Marcell de Lima de Souza, 16 anos, morreu baleado, por volta das 22h de sábado, no corredor de um salão de festas na Avenida Presidente Kennedy, bairro Lote 15, em Belford Roxo, na Baixada. Por causa do acidente, a festa de aniversário que estava sendo iniciada no espaço foi cancelada. Segundo a dona do salão, o rapaz, já baleado, estaria fugindo do Morro do Paraíso, que fica próximo à casa de festas, e teria tentado se esconder no local.

"O portão sempre fica aberto quando há uma festa. Ele tentou entrar para se refugiar e se proteger, mas acabou morrendo no corredor do salão", contou a mulher, que preferiu não se identificar. De acordo com moradores do bairro, que foram ao local, ninguém conhecia o adolescente nas proximidades. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu. Até ontem à noite, nenhum parente tinha ido ao IML para fazer o reconhecimento. O caso está sendo investigando por policiais da 54ª DP (Belford Roxo).


Segurança de Cabral acusado

O cabo da Polícia Militar Emerson Meirelles, que foi preso em flagrante, na noite de sábado, sob acusação cometer uma chacina na Ilha de Guaratiba e de fazer parte de uma milícia da região, era um dos responsáveis pela segurança da família do governador Sérgio Cabral. O PM estava lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e foi cedido ao Gabinete Militar do Palácio Guanabara que cuida da segurança de Cabral e sua família.

Quatro pessoas, entre elas um garoto de 15 anos, foram mortas, e um homem ficou ferido. O sobrevivente reconheceu Emerson e o irmão dele, o cabo do Batalhão de Choque Cleiton Meirelles. Os dois policiais que foram pegos perto do local do crime com as armas sujas de sangue, que serão encaminhadas hoje à perícia. Os PMs negam participação no crime. <

Cabral quer punição

O governador determinou rigor máximo na punição dos policiais que podem ser expulsos da corporação. "Não devemos ter receio nenhum. Nosso governo combate de maneira implacável a milícia e qualquer atividade marginal. Ele deve pagar a pena como qualquer outro assassino. No entender do nosso governo, policial bandido é o que há de pior" afirmou o governador em nota divulgada pelo palácio.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse não ter dúvidas que o crime está ligado à milícia. Segundo as investigações, as vítimas foram mortas quando cobravam de moradores da Ilha de Guaratiba as mensalidades do 'gatonet' - TV a cabo clandestina. Com elas, foram encontradas fichas de cobrança e dinheiro.

Três mortos em ação do Bope em Caxias

O traficante João Soares de Lima Filho, o Joãozinho ou Jota (detalhe), um dos principais traficantes de drogas da Baixada Fluminense, foi morto a tiros, ontem, durante operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Comunidades de Vila Ideal, em Duque de Caxias.

Joãozinho era o homem de confiança de Charles do Lixão, um dos principais líderes da facção Comando Vermelho (CV) e aliado de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Pouco antes das 5h de ontem, 30 homens do Bope entraram na comunidade e houve um intenso tiroteio. Além de Joãozinho, morreram Walteir Rodrigues dos Santos, o TI, de 27 anos, e Cristiano de Oliveira, 23 anos. Segundo parentes e moradores, Cristiano era inocente e morreu quando abria a padaria onde trabalhava. Uma idosa que passava foi baleada de raspão e passa bem.

Joãozinho, teria assumido o controle das bocas de fumo nas comunidades de Vila Ideal e Favela do Lixão em 1997, após a prisão de Charles da Silva Batista, o Charles. Apesar de ter quatro mandatos de prisão, ele nunca parou atrás das grades. Há informações de que já tenha sido capturado pela polícia, mas sempre conseguiu escapar. O caso foi registrado na 62ªDP (Imbariê).

Na localidade de Olho Mau, acontecia um forró organizado por Joãozinho, segundo a polícia, já que há um mês os bailes funk estavam proibidos. Houve tiroteio entre policiais e traficantes que faziam a segurança da favela e os três homens foram baleados e acabaram morreram. Foram apreendidos dois fuzis, uma pistola 380, um casaco do Exército e um Corsa.

Vítima teria trocado plantão

A mãe de Cristiano, a camareira Maria Aparecida Oliveira, de 62 anos teve que tomar remédios após a morte do filho. "Criei meus filhos com dificuldade e consegui mantê-los longe do tráfico. Agora acontece uma coisa dessas. Ele estaria de folga e foi abrir a padaria para colaborar com um colega que tinha um compromisso hoje (ontem)", contou.


Sábado, 22 Agosto, 2009

Paciente sumiu no Carlos Chagas

O pedreiro Luís Fernando Britts da Conceição, 49 anos, desapareceu na sexta-feira do Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Ele estava internado desde quarta-feira, quando teve uma convulsão em casa e foi socorrido pela ambulância do Samu. Na quinta-feira, a família foi visitá-lo na emergência e ele continuava internado para fazer exames. Na sexta-feira, quando os familiares voltaram para vê-lo, o pedreiro não constava na relação de pacientes para visita.

Segundo a filha do desaparecido, Helenice Siqueira, 25, a assistente social do hospital disse para fazer uma carta contando o ocorrido e entregar à direção do hospital segunda-feira. "Não ficamos com meu pai, pois eles informaram que a idade dele não permitia acompanhante. Estamos andando desde sexta-feria procurando por ele", disse indignada. A família registrou queixa na 30ª DP (Marechal Hermes).

O hospital informou em nota que o paciente saiu à revelia da direção sexta-feira por volta das 10h, mas que a conduta do hospital foi adequada. Ontem, o Sindicato dos Médicos do Município do Rio e a Comissão de Trabalho da Alerj fizeram inspeção na unidade e enviarão relatório ao Ministério Público sobre a situação precária.

Crueldade com os filhos

A dona de casa Juliana Conceição Lemos, de 25 anos, foi presa depois de maltratar seus dois filhos, a menina V., de 3 anos, e o menino K., de 4, em sua casa, no bairro Nova Belém, em Japeri, na Baixada Fluminense. No fim da noite de sexta-feira, Juliana teria usado uma colher quente para queimar as mãos das crianças, como forma de puni-las por mau comportamento. Revoltados, vizinhos ligaram para a polícia para denunciá-la. Segundo eles, Juliana costumava bater nas crianças.

Por volta das 23h, policiais do 24º BPM (Queimados) chegaram à casa da família, onde encontraram as crianças chorando, com ferimentos nas mãos e parte dos rostos. Os menores foram medicados no Hospital de Japeri. Juliana foi conduzida à Central de Flagrantes, na 50ª DP (Itaguaí), onde disse que estava arrependida. A dona de casa relatou ainda que "estava muito nervosa e teria tomado a atitude de queimar as crianças como forma de educá-las".

Durante o registro da ocorrência, as crianças ficaram sob a responsabilidade do Conselho Tutelar de Japeri. O Juizado de Menores decidirá sobre o futuro das crianças, mas enquanto a decisão final da Justiça não sai, elas ficarão sob os cuidados da avó materna.

Abalada por problemas de saúde

A mãe de Juliana, Rosenilda Silva da Conceição, de 43 anos, alegou que os problemas de saúde da filha - que seria portadora do vírus HIV e de Hepatite C - influenciaram na atitude. "Ela está psicologicamente muito abalada. Toma coquetéis de remédios todos os dias", desabafou, negando que a filha tenha maltratado os netos outras vezes. Amanhã, as crianças serão submetidas a exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu. Juliana foi autuada por maus-tratos e responderá em liberdade.

Moradores revoltados com morte em Niterói

Revoltados com uma operação policial que teria provocado a morte de um inocente e deixado três feridos, na Comunidade Nova Brasília, em Niterói, moradores fizeram protesto, na manhã de ontem. Eles estavam na rua que dá acesso à comunidade com cartazes, cápsulas deflagradas e a roupa suja de sangue de Luiz Eduardo Souza Costa, 35 anos, que era deficiente físico e morreu durante a operação. Segundo eles, no fim da noite de sexta-feira, policiais do 12° BPM (Niterói) entraram no local atirando.

Triste e inconformada com a morte do irmão Luiz Eduardo, Rosângela Sousa Costa disse que vai brigar por justiça. "Ele era um cara calmo, o caçula de cinco irmãos. Aposentado por causa de sua deficiência física, gostava de conversar com todos aqui e tinha saído de casa para tomar uma cervejinha na sexta-feira à noite. Espero que tudo seja esclarecido", lamentou ela, ao negar qualquer envolvimento do irmão com o tráfico de drogas.

Segundo a família, Luiz Eduardo se aposentou ainda jovem, por ser portador de uma deficiência grave na coluna, que não permitia que ele trabalhasse. Na hora do tiroteio, Rosângela estava em casa e foi avisada por vizinhos sobre o irmão. Segundo ela, Luiz Eduardo levou um tiro nas costas e outro na cabeça. Ele era solteiro e não tinha filhos. O corpo será enterrado hoje às 11h, no Cemitério Maruí, no Barreto.

Intenso tiroteio começou com a chegada da polícia ao local

De acordo com a polícia, uma equipe foi averiguar a denúncia de que um homem armado e traficantes estariam na comunidade. Com a chegada da polícia, houve um intenso tiroteio. Luiz Eduardo acabou atingido e morreu na hora. No confronto, ficaram feridos Jefferson da Silva Barbosa, 28 anos, Rômulo Márcio dos Santos Matos, 18 anos, e um homem identificado apenas como Kerler. Os três estão internados no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói.

Jefferson, que também não tem passagem pela polícia, levou um tiro no abdômen, foi operado e passa bem. Com Rômulo foram encontrados uma pistola 9 milímetros e 32 trouxinhas de maconha. Kerler portava uma pistola 9 milímetros, além de 14 troxinhas de maconha, 25 sacolés de crack e R$ 80. Ambos estão em estado grave.

Policial mata estudante

A decisão de um motorista de van de furar uma blitz da Polícia Militar resultou em tragédia, na madrugada de ontem, no interior da Bahia. Como o motorista não obedeceu à ordem de parar, um dos PMs atirou contra o veículo, matando a estudante Adinair Oliveira da Silva, 20 anos.

Adinair voltava da faculdade em Juazeiro na van, em companhia de outros estudantes. O veículo seguia para Curaçá, distante 92 quilômetros, quando deparou-se com o bloqueio da PM na rodovia que liga os dois municípios. Um dos policiais sinalizou para o motorista, que, pensando tratar-se de assalto, não parou. O soldado Tadeu Pereira Marques, 27 anos, então, atirou contra a van, atingindo a jovem no pescoço. Adinair morreu no local.

PM preso

O PM foi preso em flagrante pelo aspirante João Fabrício Alves Pesqueira, que comandava a blitz, e está detido no batalhão da PM em Juazeiro. O soldado Tadeu era lotado na 45ª Companhia Independente da PM, em Curaçá, e integrava a corporação havia um ano e quatro meses.
O pai da universitária, Adlardo Alves, que é sargento reformado da PM baiana, ficou inconformado com a morte da filha. "Tinha que parar o veículo primeiro para ver quem estava no carro, se era cidadão ou marginal. Não é atirar sem reconhecer ninguém", disse Adlardo, que ficou em estado de choque quando soube da tragédia.

Vítimas de assalto vão pra cima dos bandidos

Vítimas de duas tentativas de assalto não deixaram barato e partiram para cima dos bandidos, ontem. Em Duque de Caxias, um assaltante foi morto a facadas por aposentado que teve a casa invadida, e na Mangueira, dois homens armados se deram mal depois que um empresário bateu na moto em que eles estavam.

Na Baixada Fluminense, aposentado de 62 anos matou a facadas um homem que havia invadido a sua casa para assaltar. O crime aconteceu na Estrada Rio-Magé, às margens do Rio Roncador, no bairro Parque Paulista, durante a madrugada.

Levou três tiros

Segundo a polícia, dois homens entraram na casa do aposentado, que reagiu e entrou em luta corporal com um deles, desferindo várias facadas contra o assaltante. Armado, o comparsa atirou, acertou três tiros no aposentado e fugiu. Os dois ferido foram encontrados caídos por PMs do 15º BPM (Duque de Caxias) e levados para o Hospital de Saracuruna, mas o assaltante morreu no caminho. Até a noite de ontem, o aposentado continuava internado.

O comparsa conseguiu pular o muro e fugiu. Investigadores da 62ª DP (Imbariê) pretendem ouvir o aposentado assim que ele tiver condições de prestar depoimento, mas consideram que ele agiu em legítima defesa.


Sexta-feira , 21 Agosto, 2009

Morador dá o 'mapa da mina' pra poliçada

A indignação de um cidadão de bem ajudou a Polícia Militar a enfrentar os traficantes da Favela de Acari, ontem. Há dois dias, um morador da comunidade da Zona Norte do Rio, revoltado com a ação dos bandidos do Terceiro Comando Puro (TCP), investigou por conta própria os locais onde a quadrilha escondia seu material. Ele desenhou três mapas, que mostravam quatro casas - com os respectivos endereços - onde poderiam ser encontradas armas e drogas e entregou, pessoalmente, ao comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), o tenente-coronel Edivaldo Camelo. Com o 'mapa da mina' em mãos, o oficial montou uma operação para invadir o morro.
Com 70 homens e o apoio de dois blindados, a tropa do 9º BPM chegou à comunidade pouco depois das 9h, quando ocorreu uma rápida troca de tiros com traficantes. Ninguém saiu ferido, e os bandidos conseguiram fugir.

Arma de atirador de elite

Seguindo as orientações mostradas no mapa, quatro casas foram cercadas e revistadas durante a manhã toda e em duas delas foi encontrado um pequeno arsenal: três fuzis - um AR-15, um Ponto 30 usado na Segunda Guerra Mundial e de procedência norte-americana, que pode atingir uma aeronave, e um calibre 762, usado por atiradores de elite -, uma submetralhadora e uma pistola prateada. Quatro suspeitos foram presos e levados para a 39ª DP (Pavuna).

O material estava escondido sob a laje das casas. A operação durou cerca de duas horas, sendo considerada satisfatória pelo coronel Camelo.


Quarta-feira, 19 Agosto, 2009

Civil fecha posto pirata

Policiais da 38ª DP (Brás de Pina) estouraram terça-feira à noite um local que seria usado como clínica para atendimento médico de traficantes das comunidades do Dique e Furquim Mendes, no Jardim América, na Zona Norte do Rio. No imóvel da Rua Tales de Carvalho, foram apreendidos muitos medicamentos que seriam indicados também para moradores da região, que eram atendidos pelo falso médico Paulo Sérgio Rodrigues da Silva, o Doutor André, de 55 anos. Ele e o secretário, Hercílio Carlos de Oliveira, de 38, foram presos.

A quantidade de material apreendido surpreendeu os policiais: 565 caixas de 58 tipos de remédios diferentes, material para primeiros socorros, sondas, seringas, além de carimbos com número de registro (CRM) de 24 médicos e outros 22 carimbos de diferentes unidades de saúde, entre clínicas particulares, postos de saúde e hospitais municipais e federais. "Vamos dar sequência ao trabalho agora consultando os laboratórios para saber a origem de compra de cada um desses remédios, se foram desviados ou roubados. Também teremos que verificar cada CRM para saber exatamente como esses carimbos foram parar nessa casa", explicou o delegado Luiz Alberto Andrade.

70 atendimentos por dia

A dupla costumava abrir o falso posto de saúde do Dique às quartas-feiras e sábados. Lá, eles atendiam até 70 pessoas por dia, gente que precisava de simples remédios para dores e até casos mais graves, com risco de invalidez. Uma das requisições assinadas pelo falso médico era para uma paciente conseguir a licença no trabalho e dar entrada no benefício do INSS em virtude de um problema ortopédico.

Três inocentes feridos a bala em Vila Isabel

Ações da PM e da Polícia civil em cinco favelas do Rio terminaram com sete pessoas presas, cinco feridas, entre elas três inocentes, e armas e drogas apreendidas, ontem. No Morro dos Macacos, em Vila Isabel, três pessoas foram baleadas em tiroteio entre policiais militares e traficantes, pela manhã. A PM negou que tenha havido operação e informou que uma equipe estava em patrulhamento na favela e criminosos a atacaram.

Moradores contaram que havia mais de 10 PMs nas imediações da Rua José Evangelista onde casal de irmãos, de 12 e 14 anos, foi ferido dentro de casa. A outra vítima, Raquel Lannes, 33, estava numa praça quando foi baleada. Ela foi atingida na barriga e está internada no Hospital do Andaraí, em estado grave. As crianças, socorridas no mesmo hospital, já foram liberadas. A menina foi atingida por estilhaços no rosto e peito, e o irmão levou um tiro de raspão no rosto.

'Pensei que fosse morrer'

"Eu e meu irmão tínhamos voltado do curso de informática e estávamos na sala da minha avó. Começaram os tiros e ela mandou a gente para o quarto para se proteger, mas não adiantou. Pensei que fosse morrer. Ficaram marcas nas paredes do quarto e no armário", contou a menina.

Militar é executado ao passar por falsa blitz

O sargento da Aeronáutica Alexandre da Silva Monteiro, de 37 anos, foi morto a tiros ao passar por uma falsa blitz, no fim da noite de segunda-feira, na Avenida Pastor Martin Luther King Junior, próximo ao Morro da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio. Segundo a polícia, o militar teria tentado fugir de um arrastão e teve o carro atingido por vários tiros de fuzil. O fuzileiro naval Marcelo Soares Abraão, que estava de carona com Alexandre, foi atingido nas costas, mas escapou.

Moradores da Pavuna, os dois militares voltavam para casa vindos de uma universidade no Centro. O fuzileiro naval, mesmo ferido nas costas, conseguiu sair do veículo e se escondeu atrás de uma pilastra até a chegada da polícia. Alexandre e Marcelo foram socorridos e levados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde o sargento da Aeronáutica morreu.

O fuzileiro continua internado no Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, que até a noite de ontem não havia divulgou o boletim médico sobre o estado de saúde dele. Mas, segundo a família, Marcelo foi operado e passa bem. O CrossFox de Alexandre, que ficou com marcas de tiro no para-brisas e na lataria, foi levado para a 39ª DP (Pavuna).

Confronto com bandidos

No momento do crime, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) que faziam patrulhamento de rotina na região encontraram grupo de bandidos fortemente armados. Houve intensa troca de tiros, mas os bandidos fugiram em direção ao Morro da Pedreira.


Terça-feira, 18 Agosto, 2009

Angolano preso pela PM no Rebu

O angolano Augusto Roberto Chocolate, de 25 anos, foi preso na tarde de segunda-feira, na Favela do Rebu, em Senador Camará, durante operação do 14º BPM (Bangu). Segundo os PMs, que checavam informações passadas pelo Disque-Denúncia (2253-1177) sobre a presença de traficantes na comunidade, o africano seria o responsável por ensinar táticas de guerrilha aos criminosos ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Chocolate, que também seria o responsável pela manutenção das armas da favela, estava com dois menores, de 15 e 16 anos, que foram apreendidos e levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Com os três, os policiais militares encontraram cinco carregadores, dois radiotransmissores, uma pistola calibre 380 e uma réplica de fuzil.

Segundo a Polícia Federal, o angolano já tinha cumprido um ano e oito meses de prisão no Brasil e deveria ter deixado o país logo depois que foi solto. Como não retornou para seu país de origem, ele estava com mandado de extradição expedido e hoje deverá ser levado de volta para Angola, na África. Augusto Chocolate é de Maquela do Zombo, na província de Uige.

Traficantes fazem dois reféns em Santa Cruz

Durante pouco mais de cinco horas, três traficantes mantiveram pai e filha reféns na Favela do Aço, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, mas acabaram se entregando após tensa negociação com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Fábio Luiz Justino de Ávila, o Barriga, apontado como gerente do tráfico de drogas na comunidade; Wallace de Souza dos Santos, 22 anos; e Ricardo Souza de Vasconcelos, 21, invadiram a residência do barbeiro Cosme da Conceição Casemiro, 36, para tentar escapar de cerco feito por oito policiais do 27ª BPM (Santa Cruz), por volta das 11h. Barriga chegou a usar a filha de Cosme, de apenas 13 anos, como escudo.

Esposas na negociação

A PM chamou negociadores e atiradores de elite do Bope, mas por volta das 14h o clima ficou tenso, quando os bandidos exigiram a presença da imprensa para libertar os reféns. Para tentar a rendição do trio, as mulheres de Barriga, Lúcia Irene Funes de Ávila, 26, e de Ricardo, Bruna Rosalina Nunes, 21, entraram na casa, mas acabaram sendo também mantidas como reféns.

O drama só acabou às 16h, com a rendição dos bandidos, quando a mulher de Wallace, Natália Martins, 21, que está grávida de cinco meses de gêmeos, chegou ao local. Com o trio, havia dois radiotransmissores, dois celulares, duas pistolas e 1.245 papelotes de cocaína.

Bope engole o Jacaré

Os polícias Civil e Militar fizeram ontem operações de combate ao tráfico de drogas no Morro do Urubu, em Pilares, e na Favela do Jacarezinho, no Jacaré, ambas na Zona Norte do Rio. Dois bandidos morreram em confronto, e drogas, munição e arma foram apreendidas.

Os PMs do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram cedo ao Jacarezinho, que é dominado pela facção Comando Vermelho (CV), e houve intenso tiroteio. A operação durou mais de seis horas. Muitas mães evitaram levar seus filhos para a escola, e motoristas que passavam pela Avenida Dom Hélder Câmara chegaram a voltar de marcha a ré para evitar passar próximo ao confronto.

Na Avenida Esperança, os policiais apreenderam 487 pedras de crack, 1.800 trouxinhas de maconha e 25 sacolés de cocaína. Havia ainda folhas impressas com a fotografia do jogador de futebol Ronaldo - os traficantes usaram o nome do Fenômeno para apelidar a carga de crack que é vendida na favela.

Na localidade conhecida como Praça 15, os policiais encontraram um grupo de bandidos, e o gerente do tráfico no Jacarezinho, identificado apenas como Magrinho, foi morto em troca de tiros. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola. Os criminosos que conseguiram fugir abandonaram um colete à prova de balas camuflado, material para embalar drogas e 13 cápsulas para pistola calibre 9 mm.

Já o Morro do Urubu foi alvo de operação pela Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), que ocupou parte da favela e apreendeu mil pedras de crack, um quilo da droga em sua forma bruta e 600 papelotes de cocaína, além de 50 munições de metralhadora ponto 30, capazes de perfurar o Caveirão.

Ciúme acaba em morte

Um crime passional chocou moradores do bairro Patronato, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, na noite de domingo. O pedreiro Cláudio Lima da Silva, de 30 anos, foi morto dentro de casa com pelo menos oito tiros. O principal suspeito do assassinato, segundo a polícia, é o ex-marido da mulher da vítima, que deve ter a prisão pedida hoje pelo delegado José Willian de Medeiros.

Segundo investigadores da 73ª DP (Neves), o suspeito não aceitava a separação da mulher, com quem viveu durante 16 anos e teve três filhos. Sua ex-mulher, que não teve o nome revelado, já vivia com Cláudio há um ano.

"Ele estava em casa com duas filhas, que costumavam passar o fim de semana com ele, por causa da separação. Disse à mulher que levaria a mais nova para casa assim que terminasse o jogo do Flamengo. Levou a filha do meio, que tem 12 anos e saiu", contou um policial.

Não agiu sozinho

Trinta minutos depois, o suspeito voltou acompanhado de um homem e entrou na casa, onde estavam apenas Cláudio e as crianças. Segundo a polícia, o pai deu dinheiro para as meninas, de 12 e 16 anos, comprarem biscoitos. Assim que elas saíram, os disparos foram ouvidos e o suspeito foi visto pela ex-mulher - que estava na casa da mãe, no mesmo terreno - saindo da casa com o amigo, ambos armados. Segundo ela, o assassino ainda a ameaçou dizendo: "Não se mete para não sobrar para você".

Segundo a polícia, o suspeito já havia atirado em Cláudio há um tempo e dado uma surra na ex-mulher. Ano passado, quando foi agredida pelo ex-marido, a mulher não registrou o caso.

Golpista sedutor vai em cana

Policiais da 14ª DP (Leblon) prenderam ontem o técnico de informática Paulo César Dantas da Mota, 37 anos, que se especializou em seduzir mulheres para depois roubá-las. Segundo a polícia, o golpista envolvia suas vítimas e depois se recusava a acabar com o relacionamento, valendo-se de ameaças e agressões às mulheres.

Com mandado de busca e apreensão, os policiais chegaram ao apartamento de Paulo César, em condomínio da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por volta das 14h. "Estávamos atrás de arma que ele dizia ter para matar suas vítimas. A arma não foi encontrada, mas ele tinha cartões de crédito e documentos de outras pessoas", explicou a delegada adjunta Tatiana Queiróz, referindo-se a documentos furtados há dois meses em Búzios, na Região dos Lagos.

Denunciado pela sogra

Levantamento da polícia constatou que Paulo César tem 15 anotações em sua ficha criminal, 13 delas por a ameaças e agressões a mulheres. Em 2007, ele foi denunciado por estelionato na 57ª DP (Nilópolis) pela mãe de uma ex-namorada. A mulher alegou ter dado quase mil reais ao então genro para que comprasse ingressos para show do cantor Roberto Carlos, mas Paulo César disse que havia sido roubado. Sem acreditar na história, a sogra não titubeou e registrou o caso na delegacia.


Segunda-feira, 17 Agosto, 2009

Zaca, da velha guarda do crime, volta pra jaula

Responsável pela primeira grande guerra entre traficantes na Zona Sul do Rio, no fim dos anos 80, Zacarias Gonçalves Rosa Neto, o Zaca, 58 anos, foi preso na noite de sábado por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), em Nova Iguaçu. Ele estava foragido desde fevereiro de 2006, quando saiu da cadeia para trabalhar e não voltou. Segundo o subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Oliveira, Zaca seria uma espécie de 'consultor' do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefão da Favela da Rocinha e ligado à facção Amigos dos Amigos (ADA).

Contra Zaca havia seis mandados de prisão por tráfico, roubo, formação de quadrilha e uso de documentos falsos. Ele foi preso na casa da mulher, no bairro Santa Rita, quando assistia à televisão. Segundo a polícia, ele costumava ir a Nova Iguaçu para visitar a família, mas estava escondido na Rocinha.

Tentou invadir a Tabajaras

Zaca é suspeito de ter participado também das duas últimas grandes guerras que aterrorizaram a Zona Sul: a tentativa de invasão à Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, em março, e a disputa pelo controle do tráfico nos morros Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme, em abril de 2008.

Assaltantes executam PM na Linha Vermelha

O sargento PM Anderson Correia da Silva, 52 anos, foi assassinado por bandidos que tentaram assaltá-lo, no fim da manhã de ontem, no entroncamento da Rodovia Washington Luiz com a Linha Vermelha, altura de Duque de Caxias. Segundo testemunhas, Anderson sequer teve tempo de reagir: ao encontrar pistola na cintura do policial, os criminosos dispararam sete tiros. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiu.

Anderson, que presidia o Clube de Motos Alligator, voltava de encontro de motociclismo em Teresópolis, em companhia da namorada, Ana Cristina Cardoso, 43, e de outras seis pessoas. Quando o comboio de cinco motos pegou o acesso à Linha Vermelha, foi interceptado por Corolla prata atravessado na pista.

Três bandidos armados desceram do carro e começaram a revistar as vítimas. Um deles encontrou a pistola com Anderson e gritou. Outro criminoso disparou cinco vezes na barriga do PM, que caiu e levou mais dois tiros nas costas. Os bandidos voltaram para o Corolla e fugiram sem roubar nada das vítimas.

Traumatizada, Ana Cristina contou que, quando os bandidos bloquearam a pista, pediu que o namorado ficasse calmo. "Lembrei que ambos tínhamos filhos para criar e pedi: 'Não reaja, pelo amor de Deus'", disse.


Sábado, 15 Agosto, 2009

Bandidagem pode ser monitorada por GPS

Detentos do Rio que cumprem pena nos regimes semi-aberto e aberto podem ganhar em breve um adereço que vai monitorá-los enquanto estiverem do lado de fora dos presídios. O sistema de rastreamento eletrônico de presos via GPS está previsto em projeto de lei aprovado terça-feira na Assembleia Legislativa (Alerj) e que segue para sanção do governador Sérgio Cabral.

Atualmente, há no sistema prisional do Rio 5.607 detentos nos regimes aberto e semi-aberto. De acordo com a deputada Cidinha Campos (PDT), autora do projeto, o índice de apenados considerados evadidos no estado é alto. Segundo números passados por ela, entre janeiro e outubro de 2007, 654 detentos que saíram para trabalhar e deveriam voltar para passar a noite na cadeia não retornaram. Já entre os que estão em regime aberto e devem se apresentar à Justiça periodicamente, 12.757 não prestaram contas e também são considerados evadidos do sistema penitenciário. "Isso é um absurdo. Muitos desses criminosos voltam às ruas para praticar novos crimes, e a polícia precisa correr atrás deles novamente. Algumas pessoas falam que seria constrangedor. Sinceramente, não estou preocupada com isso. É mais importante salvar vidas", afirma Cidinha Campos.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) votou contra o projeto na Alerj: "Isso não resolve o problema, não reduz a população carcerária. Ainda é vexatório", condena o deputado.


Sexta-feira , 14 Agosto, 2009

Corno indenizado

Uma mulher vai ter de pagar uma indenização de R$ 25 mil ao ex-marido porque o traiu durante o casamento. Segundo a Justiça, o casal se separou após quatro anos de união, quando foi determinado o pagamento de três salários mínimos à filha recém-nascida. Na época, ele alegou que era traído pela mulher e pediu um exame de DNA no bebê.

Após o resultado, as coisas começaram a complicar para a Norminha (personagem de Dira Paes na novela Caminho das Índias) da vida real. Foi constatado que o ex-marido realmente não era o pai biológico da criança e o homem entrou com pedido de indenização por danos morais e materiais pelos valores pagos por mais de cinco anos de pensão alimentícia.

De acordo com relato de desembargadores, "não se pode negar a humilhação, a tristeza e o abalo em sua honra subjetiva sentidos por um homem que, após anos sendo tido por toda a comunidade como pai de uma criança, gerada durante seu casamento, descobre ter sido traído e enganado por sua ex-esposa". A Justiça de 1ª Instância concedeu ao ex-marido apenas a indenização por danos morais, no valor de R$ 40 mil.

No entanto, a mulher alegou que matinha um tipo de "casamento aberto", no qual o ex-marido sabia das suas relações extraconjugais e que ela também sabia das mulheres que ele tinha fora do casamento.

Em decisão posterior, os desembargadores diminuíram o valor para R$ 25 mil por considerar "adequado e suficiente para compensar o transtorno moral sofrido pelo ex-marido, sem causar-lhe enriquecimento sem causa, e, ao mesmo tempo, penalizar a ofensora". A mulher ainda pode recorrer da decisão.

PMs botam bandidagem do São João pra correr

Uma central de TV a cabo clandestina, que emitia sinais para pelo menos 500 residências, foi desativada ontem no Morro do São João, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, durante operação da PM. Cerca de 100 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e outras três unidades.
Houve intensa troca de tiros com os traficantes, que também atiraram granadas.

Quem passava por duas das principais vias da região, a Marechal Rondon e a Barão do Bom Retiro, ficou assustado com o confronto. Não houve feridos. O posto de saúde da comunidade ficou fechado durante todo o dia, assim como parte do comércio.

Parte dos confrontos aconteceu na mata, onde policiais do Bope desceram de helicóptero. A central de gatonet foi localizada em casa no alto da favela, em frente à associação de moradores. No local, que tinha até ar-condicionado, foram apreendidos mais de 60 moduladores de vídeo e áudio, decodificadores, amplificadores e aparelhos de vídeo cassete. Ninguém foi preso.

Ação 'melou' baile funk

A polícia suspeita que tenha havido vazamento de informações, porque comparsas do chefe do tráfico, Fábio Pinto dos Santos, o Fabinho do São João, que está preso, conseguiram fugir. Na Rua Conselheiro Jobim, a polícia apreendeu várias caixas de som, que seriam usadas num baile funk que estava programado para hoje à noite, na favela.

Marginais aterrorizam família, mas erram alvo

Família moradora da Vila da Penha viveu momentos de pânico na madrugada de ontem. Dez bandidos armados invadiram uma casa na Rua Antônio Storino e fizeram três pessoas reféns por pelo menos 30 minutos. O bando pretendia assaltar a casa de um empresário, dono de uma empresa de ônibus, mas acabou errando o alvo e entrando na residência de um vendedor. A PM foi acionada e houve troca de tiros, mas os bandidos fugiram.

Os bandidos estavam encapuzados e, após amordaçarem a dona da casa, a filha e o neto dela, ameaçaram os três com fuzis e uma granada. Logo depois, os bandidos vasculharam os cômodos em busca de um suposto cofre, onde estariam dinheiro e joias. Pensando estarem na casa do empresário, os assaltantes exigiram R$ 3 milhões para libertar a família.

Levaram R$ 800

O dono da casa trabalhava no momento do assalto e foi avisado por telefone pela mulher, que ouviu o barulho dos bandidos entrando na casa. Policiais do 16º BPM (Olaria) foram acionados e, assim que chegaram ao local, foram recebidos a tiros. Ninguém se feriu e o bando conseguiu escapar, levando R$ 800 da família.

Chapinha foi fatal

Uma adolescente de 12 anos morreu quarta-feira no município de Paulista, em Pernambuco (PE), ao receber uma descarga elétrica enquanto fazia chapinha - ela usava aparelho elétrico para alisar o cabelo.

Quando o pai chegou em casa, encontrou a filha no chão, enrolada em uma toalha e com um aparelho de alisar cabelos em uma das mãos. A menina sofreu queimaduras no braço e no rosto. A suspeita é que, após o banho, ela tenha ligado o aparelho com os pés molhados em contato com o chão.

Como a menina estava em casa sozinha, os pais, que estavam trabalhando, poderiam ser acusados de negligência. Mas o Conselho Tutelar local descartou a possibilidade por considerar os pais pessoas presentes e participativas. Além disso, só é considerado abandono de incapaz em caso de o menor ter menos de 12 anos.

No dia da tragédia, a menina havia faltado a aula, pois estava gripada, e os pais preferiram isolá-la dos outros colegas por conta do risco de gripe suína. As aulas no colégio foram canceladas ontem e hoje.

Sururu na Zona Oeste

Adolescente foi morto em tiroteio com policiais civis ontem, durante operação nas favelas da Coreia, Vila Aliança e Cavalo de Aço, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio. Os cerca de 150 homens de várias delegacias especializadas estavam à procura de paiol de armas e drogas, que não foi localizado. A mãe do menor, ao saber da morte do filho, iniciou protesto que só foi dispersado quando policiais atiraram para o chão.

Os agentes, que chegaram ao local por volta das 9h, com apoio de blindado e de dois helicópteros, prenderam seis pessoas e apreenderam granada, pistola, 22 motos e sete carros roubados, além de Gol branco clonado idêntico a uma viatura da Polícia Civil descaracterizada, com direito a giroscópio, sirene e rádio.

A operação foi planejada após a prisão, ocorrida quarta-feira, de Patrícia Fernandes Campos Oliveira, 32 anos, a Morena do Pó, que transportava drogas a mando de Márcio José Sabino, o Matemático, atual chefão da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Também na quarta-feira, o chefe do tráfico na Coreia, Claudinho Nonô, foi morto após trocar tiros com policiais do 14º BPM (Bangu).

Ontem, parte do comércio nas favelas ficou fechada durante a operação da Civil. Na Rua Lírio, na Vila Aliança, policiais foram atacados a tiros por traficantes e reagiram, baleando adolescente de 16 anos, que chegou a ser levado para o Hospital Albert Schweitzer, mas morreu no caminho. Segundo a polícia, o menor morto ontem havia sido libertado dia 30 do Instituto Padre Severino, na Ilha do Governador, onde estava detido por assalto.

Fiel é executado durante culto em igreja de Caxias

Fiéis que lotavam a Igreja Pentecostal Deus é Amor, no Parque Eldorado, em Duque de Caxias, viveram momentos de pânico, no fim da noite de quarta-feira, ao testemunharem o assassinato do eletricista industrial Flávio Albino Gonçalves, de 30 anos. Ele foi executado com três tiros na cabeça, por um homem alto, magro, moreno e encapuzado, quando assistia ao culto ao lado da namorada. A ação, segundo testemunhas, não durou mais do que um minuto.

O crime aconteceu por volta das 21h, no templo que fica na esquina entre as avenidas São Paulo e Santa Catarina. O assassino fugiu num carro de placa e marca não anotados, que estava parado a poucos metros da igreja dando cobertura ao criminoso. O matador levou até a bolsa de um fiel, com celular, R$ 40 e uma bíblia, pensando que pertencesse à vítima, que morava em Santa Cruz da Serra.

Vingança ou crime passional

Flávio, que estava desempregado e sobrevivia comprando e vendendo carros, tinha antecedente criminal por porte ilegal de arma, descoberto numa abordagem da Polícia Rodoviária Federal na Rodovia Washington Luiz. A polícia trabalha com a hipótese de vingança, mas investiga também a possibilidade de crime passional. O irmão da vítima, Geraldino Onofre, que reconheceu o cadáver na igreja, disse não saber de motivos que pudessem levar alguém a matar Flávio.

Motorista assassina a mulher e a enteada

Menos de três horas depois de voltar da delegacia sem fazer o registro de ocorrência contra o marido que havia lhe agredido, a cabeleireira Rosinéia Rodrigues dos Santos Mancebo, 36 anos, foi morta pelo companheiro, o motorista Lamar Peres de Souza, 47, no bairro Lindo Parque, em São Gonçalo, na manhã de ontem. Lamar também assassinou a enteada Loreny Rosa Rodrigues dos Santos, 16 anos, com facadas e golpes de martelo. Ele foi preso em flagrante por PMs.

Às 5h30, Lamar ligou para o telefone 190 da Polícia Militar dizendo que estava sendo agredido pela mulher e pela filha dela. Rosinéia também teria ficado com a mão machucada, e os três foram levados para a 74ª DP (Alcântara). Lá, a cabeleireira desistiu de fazer o registro porque Lamar seria enquadrado na Lei Maria da Penha - que prevê a prisão imediata do agressor - e voltou para casa. O motorista também não fez nenhum registro de lesão e seguiu para a casa da mãe, no mesmo bairro.

Por volta das 8h, Lamar foi visto pulando o muro e entrando na casa de Rosinéia pelos fundos. Vizinhos acionaram o 7º BPM (São Gonçalo) denunciando invasão de domicílio. Os policiais encontraram os corpos e o assassino, que ainda estava lá arrumando mala com suas roupas.


Quarta-feira, 12 Agosto, 2009

Ofertas de vingança

Em entrevista à revista Trip, a autora da novela Caminho das Índias, Glória Perez, revelou que logo depois que Daniella Perez foi morta, em dezembro de 1992, pelo ator Guilherme de Pádua e sua mulher na época, Paula Thomaz, recebeu ofertas de criminosos para executar o casal como vingança pelo assassinato de sua filha. Segundo ela, bastaria dizer um código em alguma entrevista para que os bandidos eliminassem o casal, mas não fez isso porque sua luta era contra a impunidade e nunca pela pena de morte.

"O que eu tive de oferta pra liquidar os dois assassinos... Tenho até cartas de uma facção de dentro da cadeia, dizendo que bastava que eu dissesse determinada palavra durante qualquer uma das entrevistas que dava na TV para que eles fossem mortos. Eu não disse essa palavra! Estive sempre atenta para não dizer", contou Glória à revista.

Procurada pelo MEIA HORA, Glória confirmou a denúncia e disse que as ofertas foram feitas por bandidos de várias partes do Brasil, não só do Rio de Janeiro, mas garantiu que hoje isso não acontece mais. "Isso aconteceu na época. Aliás, na época, ofertas nesse sentido vieram de todo o País", revelou a autora, que completa dizendo que Guilherme e Paula ficaram no xadrez até serem julgados por uma questão de segurança deles. "Tanto que os criminosos ficaram cinco anos presos (até o julgamento) não porque tenham assassinado a Dani, mas para proteção deles próprios. É isso que está escrito na decisão do juiz que os manteve presos até o julgamento".

Guilherme de Pádua era colega de elenco de Daniella na novela De Corpo e Alma na época do assassinato. Ele e Paula Thomaz foram julgados em 1997. Guilherme foi condenado a 19 anos de prisão, e Paula a 18,5 anos - mais tarde sua pena foi reduzida a 15. O ex-casal ficou preso por sete anos, cumprindo o restante da pena em liberdade. Hoje, estão quites com a Justiça.

Mortos por R$ 800 mil

O bando que matou o engenheiro Humberto Cardoso Chaves, 74 anos, e sua mulher, Lenice de Assunção Cardoso Chaves, 72, pretendia roubar R$ 800 mil que o aposentado havia ganho em uma ação trabalhista na Justiça. O crime ocorreu domingo, em Camboinhas, Niterói. O caseiro Cleiton Alves da Silva, 22, integrante da quadrilha, contou que quem planejou a ação foi o pastor evangélico Marcos Eranilton de Souza Canavieira, 27, que também frequentava a casa por ser amigo de um professor de ginástica de Lenice.

Cleiton contou que, ao saber do valor da ação, Eranilton convenceu-o a espionar a movimentação bancária do patrão. "Fui pela cabeça dele e deu no que deu. Estou arrependido do que fiz. Meu patrão era boa pessoa, a patroa também", admitiu, acrescentando que o pastor arquitetou o crime juntamente com o pai-de-santo Marcos Roberto Teixeira da Silva, 33.

Eranilton e Marcos, no entanto, não participaram da invasão à residência do casal, tarefa dada a Bruno Leonardo do Nascimento Martins, 23 anos, e Marco André Silva de Sá, 20, que asfixiaram Humberto e mataram Lenice a pauladas.

PM entra na Coréia e mata Claudinho Nonô

Um dos traficantes mais procurados do Rio foi morto ontem à noite durante troca de tiros com policiais do 14º BPM (Bangu), na Favela da Coréia, em Senador Camará. Luiz Claudio Cândido, o Claudinho Nonô, responsável pelas bocas de fumo de comunidades como Coréia, Rebu e Taquaral, todas na Zona Oeste, foi cercado por PMs do Serviço Reservado (P2) e do Grupamento de Ações Táticas (GAT), num imóvel da Rua A. Para tentar escapar, Nonô atirou contra os policiais e acabou levando dois tiros de fuzil no peito, morrendo a caminho do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Com o traficante, considerado o mais sanguinário da facção Terceiro Comando Puro (TCP), foi apreendido um fuzil modelo HK, de calibre 5.56. Bandido que estava com Nonô, identificado apenas como Dedé, também foi morto na troca de tiros e, com ele, foi apreendida uma pistola 9 mm de fabricação Tcheca. Segundo a PM, a localização do traficante foi passada através de denúncia anônima.

Quatro já rodaram

Com a morte de Nonô, a polícia tira de circulação a quarta e última grande liderança do TCP na região. A facção já havia perdido Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, morto em fevereiro; Juarez Mendes da Silva, o Aranha, morto em março; e Márcio da Silva Lima, o Tola, preso em abril pela Polícia Civil em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Os três tinham como reduto a Vila Aliança, em Bangu.


Terça-feira, 11 Agosto, 2009

Caseiro é preso com mais quatro

Foram presos ontem cinco acusados de matar o engenheiro Humberto Cardoso Chaves, 74 anos, e a mulher dele, a professora aposentada Lenice de Assunção Cardoso Chaves, 72, domingo, em Camboinhas, Niterói. O caseiro das vítimas, Cleiton Alves da Silva, 22, confessou ter participado do crime.

"A gente sabia que ia matar o casal para eles não me reconhecerem", admitiu Cleiton que trabalhava há três meses para as vítimas e nunca teve problema com os patrões. "Eles eram legais".
O bando foi preso por policiais da 59ª DP (Duque de Caxias). Cleiton estava num apartamento em Piedade com Marcos Eranilton de Sousa Canavieira, 27, Marcos Roberto Teixeira da Silva, 33, e um menor de 17 anos, que chegou a ser apreendido mas foi liberado. Foram presos também Bruno Leonardo do Nascimento Martins, 23, encontrado em Austin, Nova Iguaçu; e Marco André Silva de Sá, 20.

"Fui pela cabeça do Marcos (Roberto), que é o cabeça do assalto. Ficou falando que eu trabalhava numa casa bacana e sugeriu o assalto. Achei a ideia legal, mas depois quis desistir e ele ameaçou matar minha mulher", alegou Cleiton, que admitiu ter aberto a casa para os os outros, mas negou que tenha desferido os golpes nas vítimas. "Eu tinha a chave, mas não matei o casal".

Segundo o delegado da 81ª DP (Itaipu), Flávio Loureiro, Humberto foi morto por esganadura, e Lenice sofreu traumatismo. "Ambos tinham marcas de defesa nos braços, ela mais até do que ele. Isso mostra que eles lutaram antes de morrer", afirmou o delegado.

Tiros e pânico no túnel

Motoristas que passaram pelo Túnel Santa Bárbara por volta das 8h de ontem viveram momentos de pânico. Quatro homens armados atravessaram um carro na galeria sentido Zona Sul-Centro e promoveram um arrastão.
Desesperados, motoristas tentaram voltar de ré e muitos abandonaram seus carros. O engarrafamento chegou à Praia de Botafogo. Os criminosos fizeram um refém e pelo menos cinco carros foram saqueados. Antes de fugir, eles atiraram contra o carro de um engenheiro para fechar a saída do túnel.

Por volta das 7h, um administrador de empresas foi rendido no Leblon. Ele estacionava seu Golf na Praça Belford Vieira, entre as ruas General San Martin e Prudente de Moraes, quando o grupo o abordou. Segundo o rapaz, que passou mais de 40 minutos dentro do carro com os bandidos, os quatro estavam armados com pistolas e dois ainda usavam revólveres. Os criminosos rodaram pelos bairros de Botafogo e Laranjeiras com Rodrigo no banco de trás, sempre de cabeça baixa. Na delegacia, ele contou que os homens usavam capuz. Por volta das 7h40, os bandidos entraram no túnel e atravessaram o Golf na pista, com as quatro portas abertas, impedindo a passagem de outros veículos.

O dono do Golf aproveitou o arrastão para fugir. Quando os criminosos desceram do carro, ele correu para a área de escape do túnel e se escondeu entre as galerias. Na delegacia, a vítima contou que ouviu pelo menos quatro tiros e que viu os assaltantes novamente fugindo em seu carro. Depois, ele conseguiu carona até a Praça da Bandeira.

Marido de atriz passa 19 horas sequestrado

Marido da atriz Mariana Ximenes e primo do compositor Chico Buarque, o produtor de cinema Pedro Buarque de Hollanda, 43 anos, ficou refém de bandidos durante 19 horas, sendo ameaçado de morte a todo instante. Com uma faca apontada para sua garganta por dois homens, ele percorreu mais de 100 quilômetros entre Paraíba do Sul e Ipanema, sendo obrigado a pagar 100 mil dólares (cerca de R$ 181 mil) para ser libertado. O crime aconteceu quinta-feira, e ontem a quadrilha foi presa.

O empresário esteve na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas, onde reconheceu os sequestradores. Pedro foi rendido pelo mecânico Alexander Motta de Oliveira, 24 anos, e pelo auxiliar administrativo Márcio José Lopes, 32, com uma faca e um estilete em sua fazenda, em Paraíba do Sul, na quinta-feira passada. Segundo a polícia, por trás da ação estaria Erimar Jerônimo de Melo, 46, ex-motorista da vítima, e Luís Carlos Baptista Domingues, 45, preso em 2000 por porte ilegal de armas.

Da fazenda de Pedro, os bandidos seguiram com a vítima até um motel em Duque de Caxias, onde ele teve que verificar sua conta bancária pela Internet e passou a noite sob a mira dos marginais. De manhã, foram para o apartamento do empresário em Ipanema, onde Pedro conseguiu dinheiro com um doleiro.

Pedro Buarque também vive momento difícil no casamento

Casados há sete anos, Pedro Buarque de Hollanda e a atriz Mariana Ximenes não foram localizados pela reportagem. Segundo a assessoria de imprensa da Conspiração Filmes, da qual ele é sócio, o empresário e produtor de cinema está fora do Rio de Janeiro. Mariana está na cidade ensaiando uma peça de teatro com o ator Guilherme Weber. Amigos do casal não sabiam do assalto, mas disseram que há quase dois meses eles estariam separados. "Mariana até se mudou do apartamento em que eles moravam", disse o amigo que não quis se identificar.

Na polícia, o produtor de cinema contou que ficou surpreso como os sequestradores sabiam de detalhes de sua vida e da rotina de trabalho. De acordo com os policiais, as informações sobre os hábitos do empresário foram dadas pelo ex-motorista Erimar - que teria tramado todo o sequestro -, demitido há sete meses.

Casal de idosos morto a pancadas em Niterói

Casal de aposentados foi assassinado a pancadas na casa onde morava, domingo, em Camboinhas, bairro nobre da região oceânica de Niterói. Os corpos do engenheiro Humberto Cardoso Chaves, 74 anos, e de sua mulher, a professora Lenice da Assunção Cardoso Chaves, 72, foram encontrados no fim da noite de domingo por um parente, que acionou a PM depois de tentar insistentemente fazer contato com as vítimas.

Policiais da 1ª Companhia do 12º BPM (Niterói) invadiram a casa pelos fundos e encontraram o corpo de Humberto caído na copa e o de Lenice na porta de um dos quartos.O delegado Flávio Loureiro, titular da 81ª DP (Itaipu), descartou a hipótese de assalto, já que os dois carros e vários objetos de valor do casal estavam no imóvel, que era equipado com câmeras de segurança e alarme.

Ex-funcionário é suspeito

As imagens captadas pelas câmeras eram armazenadas em dois computadores, que foram levados pelo criminoso, juntamente com um computador portátil - para a polícia, este é um indício de que o assassino é alguém próximo das vítimas, já que nem mesmo os três cães do casal impediram o crime. A suspeita recaiu sobre um homem que trabalhou como caseiro e foi demitido há três meses, depois de discutir com Humberto.

MacGyver tá enrascado!

Conhecido pela habilidade em vencer qualquer modelo de chave ou segredo para roubar um carro, o assaltante Ricardo Ribas Perdigão, 44 anos, recebeu o apelido de MacGyver, em referência ao personagem de série gringa que fez sucesso na década de 1980 porque sempre conseguia se livrar de uma enrascada.

Mas o MacGyver do crime não escapou das garras da poliçada e foi preso por agentes da 38ª DP (Brás de Pina) sexta-feira.

Segundo a polícia, MacGyver recebia 'encomendas' para roubar qualquer tipo de veículo, mas, nos últimos anos, vinha dando preferência aos importados. "Ele trocava o módulo e usava uma chave com a nova codificação para levar o veículo. Sempre que ia roubar, já tinha um alvo certo e já ia com um módulo novo, pronto para substituir o do carro escolhido", explicou o delegado Luiz Alberto Andrade.

Ligações com o tráfico

MacGyver foi preso pela primeira vez em 1988, em Jacarepaguá, por roubo, e já esteve atrás das grades outras 17 vezes por assalto a mão armada, agressão, receptação de carga roubada e formação de quadrilha, entre outros crimes. O criminoso passou a ser monitorado pelos agentes da 38ª DP a partir do momento em que começou a revender os carros que roubava para os traficantes que dominam as favelas do Complexo da Penha. Os policiais tentam identificar quem fornecia os módulos dos veículos para o assaltante.


Domingo, 9 Agosto, 2009

Prisão cinematográfica

O miliciano Fabiano Vieira da Rocha, o Fabi, 32 anos, preso sábado no Pará, desembarcou algemado ontem, no Aeroporto Santos Dumont. Para localizar o bandido, policiais participaram de uma operação cinematográfica.

Disfarçados de vendedores ambulantes e de turista estrangeiro, três agentes do Serviço de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) surpreenderam o bandido, sábado, na Praia do Tucunaré, em Marabá, sudeste do Pará, sem disparar nenhum tiro.

A ação contou com o apoio de outros seis agentes que ficaram de prontidão no Rio. Com base em dados gerados por rastreadores e navegadores, os agentes monitoravam os passos de Fabi. Em Marabá, alugaram três barcos para percorrer a Praia do Tucunaré e prender Fabi, que havia comprado uma cabana às margens do Rio Tocantins, com gerador a diesel para ter iluminação.

Suspeito de participação em mais de 50 homicídios, Fabi é considerado pela polícia o segundo homem da milícia 'Água de Mirra', apontada como a mais violenta do Rio. "Eles não só matavam as vítimas, como esquartejavam e incendiavam os corpos. E o que restava era esmagado por um martelo", descreveu Jorge Gerhard, chefe do Serviço de Inteligência da Draco-IE.

Traficante faz pastora de escudo para fugir

Perseguição, inocentes mantidos reféns e troca de tiros. A tentativa do traficante Marcos Domingues Alves, 35 anos, o Marquinho Binha, de fugir da polícia, espalhou medo na Zona Oeste, ontem. Apontado como chefe do pó da Favela Três Pontes, em Paciência, o bandido ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP) chegou a invadir uma igreja evangélica e sequestrar a pastora. Ele foi morto após confronto com PMs do 27º BPM (Santa Cruz).

O terror começou por volta das 8h, quando Marquinho Binha, voltando de baile funk na Favela do Aço, em Santa Cruz, disparou contra o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da comunidade. PMs chamaram reforço e começou a perseguição. Para escapar, o traficante invadiu templo da Assembleia de Deus, ameaçando os fiéis e obrigando uma pastora a dirigir um carro para ele durante cerca de uma hora. "Ele disse que estava esperando a polícia e que quando ela chegasse ia estourar meus miolos. Tentei orar com ele e até li a Bíblia perguntando o que ele estava fazendo, mas a única coisa que ele falava é que eu era sua segurança", contou a pastora Roberta Ferreira, de 31 anos, que fugiu quando Binha desceu do carro para ajudar uma senhora que se assustou ao vê-lo armado.

O traficante, então, entrou em outra casa, onde estava um jovem que veio da Região dos Lagos para passar o domingo com o pai. "Estava eu, minha esposa, meu filho de 10 anos e meus pais. Ele mandou que eu saísse de carro senão mataria todo mundo", revelou o homem.

A vítima se jogou na rua com o carro em movimento, que bateu num poste. Marcos trocou tiros com a polícia, foi levado para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas não resistiu.


Sábado, 8 Agosto, 2009

Miliciano tá na cadeia

Integrante da milícia 'Águia de Mirra', considerada a mais violenta do Estado do Rio, Fabiano Vieira da Rocha, o Fabi, foi preso ontem à tarde em um acampamento numa ilha em Marabá, no Pará. Ele foi surpreendido por agentes do Serviço de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE).

"Obtivemos informações que permitiram prendê-lo no meio da Floresta Amazônica", afirmou o chefe do setor de Inteligência da Draco, Jorge Gerhard.Segundo a polícia, Fabi é homem de confiança do ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, o Mirra, que foi preso no ano passado. A polícia descobriu ainda que o condomínio Parque Esperança, um conjunto habitacional de 23 prédios em Anchieta, era o maior símbolo do poder da milícia.

Sete comunidades

Em maio, na Operação Leviatã 2, a Draco-IE desbaratou parte da quadrilha com a prisão de 15 pessoas, entre elas dois advogados e dois policiais militares. Segundo a polícia, Fabiano chefiava sete comunidades e era dono de terrenos na Região dos Lagos e de quatro casas em Jacarepaguá. Ele teria fundado ainda a Associação de Moradores Justiça e Atitude Anchieta. Antes de ser desmantelada, a facção controlava cerca de 23 comunidades nas zonas Norte e Oeste do Rio e na Baixada Fluminense. As ordens eram dadas por Mirra de dentro da Penitenciária Lemos de Brito, em Bangu.

Irmão de Marcos da Silva, o Bicudo, Fabi é suspeito da morte de outro integrante da milícia, Fábio Gomes Coutinho, o FB, e de sua irmã, Juliana, em fevereiro desse ano.

Celsinho esculacha as mulheres de Palhaço

Traficantes ligados a Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, espancaram e violentaram oito mulheres que teriam relacionamento amoroso com aliados de Marcos Vinícius Vidinhas Júnior, o Palhaço, ex-gerente do pó na favela da Zona Oeste e expulso após tentativa fracassada de 'golpe de estado' para tomar as bocas de fumo da área. A vingança - ordenada pelo chefão da ADA de dentro do presídio de Bangu 1 - foi descoberta através de mensagem enviada ao irmão de Palhaço, que foi preso na sexta-feira.
Ariel Vidinhas Neto, o Carequinha, 23 anos, foi avisado via mensagem de celular por um aliado sobre o 'esculacho' que as mulheres sofreram. As vítimas foram obrigadas a desfilar sem roupa por ruas da comunidade. De acordo com a mensagem enviada a Carequinha, as mulheres ainda tiveram que gritar palavras de ordem contra Palhaço e um traficante conhecido como Macarrão, que teria sido executado pelo bando de Celsinho, e teriam sofrido violência sexual.

Saquearam casa do chefão

O celular foi apreendido com Carequinha por policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). O delegado da especializada, Márcio Mendonça, acredita que essas mulheres tenham sido assassinadas. "Temos a informação de que elas invadiram e saquearam a casa onde a mulher de Celsinho morava, quando Palhaço tentou tomar o controle da favela. Por causa disso, teriam sido castigadas por Celsinho", afirmou Mendonça.

Na quarta-feira, outro comparsa de Palhaço já havia sido preso: Deivid Barbosa Campos, o Cyborg, foi capturado por agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) em Angra dos Reis.


Sexta-feira , 7 Agosto, 2009

Carequinha vai para o xadrez

O cerco ao traficante Marcos Vinícius Vidinhas Júnior, o Palhaço, de 24 anos, está se fechando. Após a prisão do braço-direito do bandidão, Cyborg, também conhecido como DVD, quarta-feira, em Angra dos Reis, ontem foi a vez de o irmão de Palhaço ser capturado. Ariel Vidinhas Neto, 23, o Carequinha, foi localizado numa casa em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio.

Carequinha era o responsável por guardar dinheiro e armas da quadrilha de Palhaço. Denúncia anônima levou os agentes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) ao imóvel onde o bandido estava - no local, havia oito quilos de maconha. "A pessoas que moram lá nem poderiam imaginar que um bandido estivesse naquela casa. Se não fosse pela denúncia, dificilmente o encontraríamos", disse o delegado Márcio Mendonça.

Os bandidos ligados a Palhaço foram jurados de morte pelos ex-comparsas da facção Amigos dos Amigos (ADA) depois que o traficante tramou 'golpe de estado' contra seu sogro, Celsinho da Vila Vintém, que está preso. O bonde de Palhaço tentou tomar as bocas de fumo da favela da Zona Oeste, mas traficantes leais a Celsinho reagiram e expulsaram os traíras da Vila Vintém.

Busca por engenheira

Um dos objetivos da operação da PM ontem na Rocinha era encontrar o corpo da engenheira Patrícia Amieiro Franco, desaparecida desde junho do ano passado. Duas testemunhas ouvidas em Inquérito Policial Militar (IPM) podem mudar o rumo das investigações sobre o caso. Nos depoimentos, elas revelaram que um motoboy da favela de São Conrado teria desaparecido com o corpo da engenheira. Mas a ação dos policiais foi contestada pelo Ministério Público estadual.

"A PM não pode fazer uma investigação paralela. Homicídio é crime de competência exclusiva do Tribunal do Júri", afirmou o promotor Homero das Neves, responsável pela denúncia contra quatro PMs do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), presos acusados do desaparecimento do corpo de Patrícia.

A investigação inicial do caso indica que o corpo da jovem teria sido enterrado em comunidade dominada pela milícia em Jacarepaguá. Portanto, a informação passada ao Disque-Denúncia de que o corpo poderia estar na Favela da Rocinha levanta uma hipótese nova. Enquanto havia informações de que quatro policiais do 31º BPM tentavam localizar o corpo de Patrícia, o comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, garantia que a operação era apenas para encontrar armas e drogas.

O IPM que investiga a morte da engenheira foi aberto no dia 29 de abril deste ano, dez meses depois do crime. De acordo com a PM, somente nesta época a polícia teve indícios para apurar possível crime militar. Apesar das investigações da Polícia Civil apontarem o envolvimento dos praças, a PM somente fez apurações administrativas. Os depoimentos das testemunhas que constam no Inquérito Policial Militar foram dados esta semana. A capitã que preside o inquérito pediu à Justiça Militar a prorrogação das investigações por mais 60 dias.

Bope revira a Rocinha

A Polícia Militar descobriu ontem, na Favela da Rocinha, em São Conrado, um cemitério clandestino onde traficantes da facção Amigos dos Amigos (ADA) torturavam e executavam seus desafetos. No local, conhecido como Praça da Tortura, na Cachoupa, havia muito vestígio de sangue, restos de massa encefálica e algumas ossadas. A quadrilha chefiada pelo bandidão Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ainda perdeu meia tonelada de maconha, armas e munição.

A operação contou com 130 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão Florestal e Companhia de Cães, além de três carros blindados e dois helicópteros. Os PMs começaram a chegar à Rocinha por volta das 4h30 e invadiram a comunidade por vários lados uma hora e meia depois. Houve intensa troca de tiros, obrigando muitos moradores que saíam para o trabalho a buscar abrigo. Durante 15 minutos, a autoestrada Lagoa-Barra foi interditada.

Os policiais chegaram ao cemitério clandestino por meio de informações passadas ao Disque-Denúncia (2253-1177). A área macabra fica no fim de uma escadaria no alto da Rua Dionéia. No local, havia dois acampamentos semelhantes aos do Exército, cobertos com lonas verdes. Além de muita munição deflagrada, havia dois fogareiros para os criminosos prepararem comida. Segundo os PMs, era possível perceber sinais claros de que houve execuções recentes na chamada Praça da Tortura.

Espada para esculachar rivais

Durante a operação, foram apreendidos, além da meia tonelada de maconha em tabletes, espada ninja, que provavelmente era usada para torturar os inimigos do chefão Nem, 12 caixas de munição para diversos calibres, granada de fabricação artesanal, submetralhadora e cadernos com contabilidade do tráfico. Próximo à casa onde foi encontrada a meia tonelada de maconha, três homens, entre eles um argentino, foram detidos, mas liberados em seguida por falta de provas de envolvimento com o tráfico. Um pouco mais tarde, um adolescente e dois adultos também foram levados para a garagem de uma empresa de ônibus, que serviu de quartel-general da PM. Diante do protesto de dezenas de moradores, eles foram liberados.

Local vai passar por perícia

O major Luiz Gustavo Chagas, do Bope, informou que a descoberta do cemitério clandestino seria registrada na 15ª DP (Gávea), que deveria solicitar o trabalho de perícia na Praça da Tortura ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O Corpo de Bombeiros também deverá ser acionado para que recolha as ossadas e faça escavações à procura de mais restos mortais. Todo o material apreendido no local foi levado para delegacia. Também deverá ser periciado um carro encontrado no alto da favela, que tinha seis marcas de tiros no banco do motorista.




Quinta-feira, 6 Agosto, 2009

Fim do golpe da peça falsa

Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra Propriedade Imaterial (DRCPim) fecharam ontem de manhã, em Duque de Caxias, uma distribuidora que revendia auto-peças falsificadas para todo o Sudeste e para o Centro-Oeste. Cerca de 600 rolamentos para carros, caminhões e ônibus foram apreendidos. O responsável pela empresa foi detido, prestou depoimento e deverá ser indiciado por estelionato e crime contra o consumidor.

As investigações indicam que as peças eram compradas na China e na Ucrânia. Já no Brasil, eram reembaladas para simular marcas mais sofisticadas e vendidas. "Há um sofisticado sistema de adulteração de marcas, raspando a origem e gravando o nome de marcas mais conceituadas daqui, só que sem a qualidade dessas peças originais", explicou o delegado da DRCPim, Raul Morgado.

Os agentes chegaram à distribuidora Ávila Diesel, na Rua Silva Fernandes, a partir de denúncias de consumidores, insatisfeitos com a má qualidade dos produtos. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levou o caso à delegacia, que começou a investigação.

De policiais a ladrões

Três ex-PMs foram presos na noite de quarta-feira, depois de arrombar máquinas caça-níqueis instaladas em bares de Botafogo, Zona Sul do Rio, e roubar o dinheiro dos equipamentos. Alguns clientes dos bares também tiveram seus pertences roubados. Segundo a polícia, o trio agia na região há algum tempo, aproveitando-se do fato de que os donos dos estabelecimentos não registrariam os roubos, por estarem cometendo contravenção.

Fizeram a limpa em 3 bares

Carlos Alberto Silva Laranjeiras, 46 anos, Luís Augusto Lima Dias, 49, e Hércules da Conceição Silva, 48, foram detidos por policiais do 2º BPM (Botafogo), logo depois de arrombar as máquinas de bar da Rua São Clemente. Com os três havia alicate, carteira falsa da PM e R$ 529. O trio teria atacado três bares dos arredores. "Eles chegaram falando: 'polícia, polícia' e mandando todo mundo encostar no balcão. Um recolheu o que podia, enquanto o outro abria o caça-níquel para tirar o dinheiro", contou cliente de um dos bares atacados.

Segundo o delegado Gilson Perdigão, da 13ª DP (Ipanema), os ex-PMs foram autuados por extorsão qualificada. "Eles foram reconhecidos por outros comerciantes. Um deles contou que foi alvo do bando por duas vezes, em menos de 20 dias", afirmou.

Civil acha locais para execuções na Vintém

Uma semana após a sangrenta guerra travada entre ex-comparsas da facção Amigos dos Amigos (ADA) pelo controle da venda de drogas da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, a Polícia Civil encontrou ontem os locais usados por bandidos para as execuções de inimigos. Num campo de futebol da favela havia pilha de pneus queimados e garrafas de gasolina - material usado em dois 'micro-ondas' do tráfico. No local havia restos de roupas queimadas e ossos, além de cápsulas de fuzil e pistola e um machado.

Os dois 'micro-ondas' estavam montados ao lado do campo do Cruzeiro Futebol Clube, na Travessa Reginaldo de Araujo. Segundo policiais, o local foi usado pelo bando de Marcos Vinícius Vidinhas Junior, o Palhaço, que tentou tomar a Vila Vintém do sogro, Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho, mas acabou escorraçado da favela. Pelo menos 13 pessoas teriam sido mortas na guerra.

Na operação, policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e Polinter, que contaram com o apoio de dois helicópteros, trocaram tiros com bandidos e mataram um deles, além de prender três. Foram apreendidos 10 quilos de cocaína pura. A droga, avaliada em R$ 100 mil, estava em mochila abandonada num matagal.

Apreendidas 43 bombas caseiras

Policiais da 37ª DP (Ilha do Governador) apreenderam 43 granadas artesanais e cerca de 80 projéteis para fuzil e pistola, além de 30 pedras de crack, durante operação realizada ontem, na Favela do Barbante, na Ilha, Zona Norte do Rio. O material estava em um barraco abandonado na parte alta da favela. Quatro homens que estavam próximo à casa foram detidos para averiguação e liberados após prestar esclarecimentos na delegacia.

Segundo a delegada Leila Goulart, os bandidos do Barbante e das favelas Parque União e Nova Holanda, ambas do Complexo da Maré, estariam cometendo roubos de veículos no bairro. "As investigações mostraram que eles estavam roubando carros para fazer transporte de armamento e drogas. Já tivemos queda no número de roubos e vamos continuar agindo", afirmou a delegada.
De acordo com o inspetor Panisset, chefe de investigações da delegacia, três criminosos - Marcelo Gomes Ribeiro, o Drácula, Daniel Brás Martins, o Daniel Barriga, e Wagner Barreto de Alencar, o Cachulé - são apontados pela polícia como os atuais responsáveis pelo tráfico de drogas na Favela do Barbante e, consequentemente, por vários roubos cometidos em todo o bairro da Ilha. "Temos feito operações constantes, sempre fechando a saída da Ilha, com o objetivo de prendê-los", disse o policial.


Assaltantes na cadeia

Um homem levou um tiro na cabeça ao ser vítima de uma 'saidinha de banco', em Niterói, ontem de manhã. Ricardo Folly foi atacado por dois homens quando havia acabado de deixar uma agência bancária da Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Piratininga, onde sacara R$ 2 mil. Três homens foram presos e teriam confessado o crime.

Abordado pelos bandidos, Ricardo reagiu e entrou em luta corporal com um deles. Foi quando o comparsa sacou uma pistola calibre 380 e atirou na cabeça da vítima. Assustada com o tumulto provocado pelo disparo, a dupla fugiu sem levar o dinheiro que estava nos bolsos de Ricardo. Ferido, ele foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, mas, até a noite de ontem, a direção não havia autorizado a divulgação de informações sobre o estado de saúde da vítima.
Enquanto Ricardo era socorrido, PMs do 12º BPM (Niterói) foram informados sobre o crime e iniciaram um cerco aos criminosos, até que, em Itaipu, três homens que estavam num Palio foram presos. Com eles, foram encontrados uma pistola calibre 380 e quatro celulares.

Vão lá só pra roubar

Moradores do Rio, Daniel Mendonça dos Santos Júnior, 40 anos, Rodrigo Correa Martins, e Rodrigo de Lima Ribeiro, ambos de 18, confessaram o crime. Eles afirmaram ainda que costumam ir a Niterói para praticar assaltos. Rodrigo de Lima foi apontado como o autor do disparo.

Fim da linha para as vans

Fim da linha para as vans no Rio. Edital de licitação que será lançado até o fim do mês pela prefeitura vai proibir a circulação dos veículos nas linhas municipais de transportes de passageiros. Eles deverão ser substituídos por microônibus no transporte de passageiros.
Na contramão do que vem fazendo o Estado, na regulamentação do setor de transporte alternativo intermunicipal, a prefeitura decidiu ainda restringir a participação na disputa a pessoas jurídicas. Com isso, ela deverá se concentrar entre cooperativas e empresas de ônibus.

Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, a regulamentação vai começar pela Zona Oeste. A região foi dividida em 15 lotes. Cada um será operado por uma única cooperativa. Equipados com GPS, roletas e validadores de RioCard, os veículos serão identificados por cores. O processo de regulamentação de todo o setor deve ser concluído até 2010.

Poliçada dá o bote e desliga Cyborg da ADA

Denúncia anônima levou equipe da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) a prender o braço-direito de Martins Vidinhas Júnior, o Palhaço, 24 anos, ex-gerente do tráfico da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio. David Barbosa Campos, 23, o Cyborg ou DVD, foi pego ontem à tarde, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense.

Cyborg, que perdeu dois dedos da mão direita durante a explosão de uma granada em confronto com a polícia, há cerca de um ano, foi localizado em barraco no Morro do Martelo, bairro Monsuaba - favela dominada pela facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), a mesma que controla a Vila Vintém. Ele contou aos policiais que fugiu só com a roupa do corpo após o fracassado 'golpe de estado' de Palhaço, que tentou assumir o controle do tráfico de drogas na favela da Zona Oeste.

Segundo o delegado Ricardo Barboza, da DHBF, o bandido contou detalhes da sangrenta disputa entre o bando liderado por Palhaço e os aliados do chefão da favela, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, atualmente preso em Bangu 1. De acordo com Cyborg, Palhaço, que é genro de Celsinho, convocou os desafetos para reunião, na qual sete traficantes foram executados a tiros e decapitados.

Parte do bando leal a Celsinho, liderado pelo traficante Elvécio Machado da Silva, o Luquinha, escapou e voltou à favela com reforços dois dias depois, cercando Palhaço e seu bando. Houve confronto e parte dos golpistas acabou sendo decapitada - pelo menos uma das cabeças foi exposta na principal via da favela, a Rua Belisário de Souza, para demonstrar poder.


Terça-feira, 4 Agosto, 2009

Civil espreme 'laranja'

Agentes da 38ª DP (Brás de Pina) começaram ontem a caçar no 'asfalto' os integrantes de uma das quadrilhas mais bem armadas do Rio e que controla o tráfico no Complexo da Penha. Dois homens foram presos: o taxista Ivan Souza de Oliveira, 46 anos, em Duque de Caxias, e Roberto Barbosa Gama, o Betinho, 31, num shopping da Zona Norte. Apontado como 'secretário' do bando', Betinho atuaria como 'laranja' do chefão do pó Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica.

Filho de um PM morto e ex-vice-presidente da torcida organizada Força Jovem do Vasco, Betinho se dedicaria, segundo a polícia, a prestar favores ao tráfico. Morador de rua de cesso à Vila Cruzeiro e ao Morro da Chatuba, ele fazia serviços para Mica e Régis Eduardo Batista, gerente do Morro da Fé. No nome de Betinho estão registrados três carros e uma moto. Ele foi preso no estacionamento do shopping, por volta de 16h20, quando ia entrar em seu Fox 2009. De lá, os policiais foram até a casa do 'secretário', onde havia uma moto Honda Hornet, também 2009, avaliada em R$ 35 mil. No imóvel foi encontrada pistola PT 380, com numeração raspada, que o bandido admitiu ser dele.

Os policiais acreditam que os veículos sejam de Mica. "Ele não tem renda para nada disso e ainda comprou um apartamento na Penha. Tudo, na verdade, pertence ao Mica", disse um agente.

Tráfico tinha caverna e porrete no Dezoito

Polícia Civil descobriu ontem, no Morro do Dezoito, em Água Santa, Zona Norte do Rio, caverna que estaria servindo de esconderijo para traficantes da facção Amigos dos Amigos (ADA), que tomaram a favela após a prisão e expulsão de milicianos ligados ao grupo Águia de Mirra que dominavam a área. No local, que fica na parte mais alta da comunidade, no meio da mata, foram encontrados colchonetes e um porrete, com a inscrição "última chance 18 ADA" - o objeto seria usado para torturar rivais do bando.

Durante mais de duas horas, cerca de 50 policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) vasculharam a mata e revistaram casas, mas nenhum bandido foi preso. Operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) com a presença de viaturas do 3º BPM (Méier), que teria ocorrido na noite de segunda-feira no entorno da comunidade, teria espantado os traficantes, que migraram do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, para tomar o Dezoito, sob o comando de William da Silva Olg, o Borrofe.

Três favelas dominadas

O delegado Marcus Vinícius Braga, titular da Dcod, disse que a polícia tinha informações sobre a chegada dos traficantes após a saída da milícia. Eles teriam dominado também as favelas Fazendinha e Sassu, vizinhas ao Dezoito e que se interligam.

Os agentes percorreram as três comunidades e contaram com o apoio de dois helicópteros e de um carro blindado. Apesar da presença maciça dos agentes nas três comunidades, não houve troca de tiros com os traficantes.

Pancadaria no samba

Três jogadores de futsal de Vassouras, no Sul fluminense, foram agredidos na madrugada de ontem durante show de pagode na quadra da escola de samba Renascer de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Os atletas acusam seguranças pelo crime, que foi registrado como lesão corporal na 41ª DP (Tanque).

Jorge Luis Alves Mello, 31 anos, sofreu as piores consequências: ele teve o nariz fraturado, perdeu quatro dentes e levou 20 pontos na boca. Ele foi levado para o Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Ontem de manhã, os amigos de Jorge foram fazer exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com as vítimas, a confusão começou porque a namorada de uma dos agredidos, Júlio César Franco, 35, discutiu com uma prima. "Elas se desentenderam e derrubaram um balde de cerveja. Os seguranças chegaram e já partiram para a agressão. Eram quase 10 homens, que nem quiseram saber o que aconteceu, foram logo espancando como se fôssemos bandidos", contou Júlio César, ao lado do amigo Rodrigo, que sofreu escoriações leves.

Ainda segundo Júlio, Jorge desmaiou após levar gravata de um segurança. "Ele caiu e o grupo deu vários chutes no rosto dele", afirmou Júlio.

Os atletas, que estavam de folga no Rio no fim de semana, jogam no time da Universidade Severino Sombra, atual vice-campeão estadual. Eles pretendem processar a Renascer de Jacarepaguá.

Procurada, a diretoria da escola de samba não foi localizada para falar sobre o caso. Os jogadores disseram ter condições de reconhecer os agressores que, até a tarde de ontem, não tinham sido identificados.

Beira-Mar pode voltar para o Rio

A permanência do megatraficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, na penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, depende de solicitação da Vara de Execuções Penais (VEP). O prazo para manutenção do bandido na unidade federal venceu dia 20 - na mesma situação está outro chefão do tráfico, Alexander de Jesus Carlos, o Choque. Não há decisão judicial que determine o retorno dos dois, mas caso a VEP não se manifeste, eles podem ser devolvidos ao sistema carcerário do Rio a qualquer instante.

Ontem, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, Luiz Zveiter, determinou que a VEP faça um levantamento sobre a situação jurídica dos 28 presos do estado que cumprem pena nos presídios federais de Campo Grande e Catanduvas, no Paraná. O objetivo é impedir que chefões do tráfico de drogas voltem de surpresa para a cidade, como aconteceu na semana passada com Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, Ricardo Chaves de Castro, o Fu da Mineira, e Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor, que chegaram a pousar no Rio, mas voltaram para o Paraná.

Na semana passada, a justiça do Rio impediu ainda o retorno de Adair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, e Ronaldo Pinto de Lima Silva, o Ronaldinho Tabajaras. Por determinação da VEP, eles serão mantidos por mais 180 dias em Campo Grande.

Netinho é cercado por traficantes em favela

O apresentador e cantor Netinho de Paula viveu um dia de pânico, ontem, em favela onde foi gravar quadro do seu programa no SBT, o Show da Gente. Ele foi cercado por traficantes assim que entrou na comunidade, teve uma arma apontada para a cabeça e só se livrou da 'dura' do bando porque disse que estava no local para ajudar uma moradora.

"Calma. Nós só viemos pegar a princesa", disse Netinho aos criminosos, segundo a assessoria de imprensa do apresentador, que foi à comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, gravar o quadro Dia de Princesa.

Desculpas e boas vindas

De acordo com a assessoria de Netinho, ele estava acompanhado de um produtor do programa, a bordo de uma suntuosa limusine, quando os bandidos se aproximaram. Eles não teriam reconhecido o artista, que se apresentou e explicou o motivo da visita a um dos principais redutos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Outros nove veículos do SBT estavam na favela com a produção do Dia de Princesa.

A equipe e o apresentador teriam recebido pedido de desculpas e até as boas vindas dos bandidos. Mesmo abalado, Netinho continuou a gravar o quadro.


Domingo, 2 Agosto, 2009

Incêndio mata três crianças na Baixada

Três crianças morreram carbonizadas em um incêndio que começou no quarto onde os irmãos dormiam, na Baixada Fluminense. A tragédia aconteceu no início da madrugada de ontem, na casa onde mora a família de Paulo Roberto Andrade Santos, 43 anos, no Morro Vila Ruth, em São João de Meriti. O barulho de baile funk que acontecia nas proximidades fez com que o pai trancasse as janelas e ligasse o ventilador no quarto onde os filhos dormiam.

Foi justamente o som alto do baile que dificultou que ele e a mulher escutassem, logo de início, os gritos das crianças. Quando o casal despertou, o fogo já se alastrava pelo cômodo, e Paulo Roberto não conseguiu abrir a porta do quarto para resgatar Marcos Paulo, 4 anos, Priscila, 14, e João Vitor Silva Pinto Nascimento, 5. O pai e a mãe saíram por uma janela.

Os frequentadores do baile também tentaram ajudar, mas somente os bombeiros do quartel de Meriti conseguiram apagar o fogo. O pai sofreu queimaduras no rosto e em uma das mãos. Os corpos das crianças foram retirados e levados para o Instituto Médico-Legal de Nova Iguaçu. A perícia foi chamada para fazer exames no local. O acidente provavelmente foi provocado por um curto circuito na instalação do ventilador. Mas somente laudo dos peritos vai determinar a real causa do fogo que causou a tragédia.

PM acaba com a marra de Robocop do Borel

Foi preso na tarde de ontem o bandidão Wiliam Rodrigues Vieira, o Robocop, 34 anos, apontado como chefe do tráfico de drogas do Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Policiais do 6º BPM (Tijuca) enjaularam o criminoso por volta das 15h na Ladeira do Moreira, um dos acessos à comunidade.

De acordo com os policiais, Robocop, que é sobrinho de Isaías Costa Rodrigues, conhecido como Isaías do Borel, ex-chefe do tráfico da favela hoje preso, não resistiu à prisão. Com o marginal, foram encontrados duas pistolas calibre nove milímetros, duas espingardas calibre 12, 150 sacolés de cocaína e 90 pedras de crack.

A polícia, que tinha ocupado o Borel desde a noite de sábado, para reprimir a realização de baile funk, recebeu denúncia de que Robocop estaria malocado na favela. Ao longo do dia de ontem, várias incursões foram feitas para tentar localizar o esconderijo do bandido.

Timóteo é o próximo

Robocop responde por homicídio, formação de quadrilha, associação para o tráfico de drogas e corrupção de menores. Com a prisão, quem deve assumir a chefia do crime no Borel é o traficante Moisés Timóteo da Silva Lisboa, apontado como o segundo homem na hierarquia da bandidagem na favela.

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