Quarta-feira, 30 Setembro, 2009

Indiano é preso acusado de fazer sexo com travesti menor de idade

O empresário indiano S.A., 39 anos, foi preso em flagrante ontem acusado de 'exploração sexual de vulnerável' - crime que consta na nova lei de crimes sexuais. Morador de Ipanema, Zona Sul, ele foi encontrado por PMs com um travesti de 15 anos e outro de 24, na Avenida Atlântica, em Copacabana, mas alegou estar sendo assaltado.

Na 12ª DP (Copacabana), o empresário disse que passava em seu carro, um Audi, e teve pena de um travesti que estava na chuva e sentindo frio. Resolveu, então, dar uma carona ao jovem e, numa demonstração de solidariedade, ofereceu R$ 20 para ajudar o rapaz. Segundo o empresário, o travesti teria exigido mais dinheiro e, como ele não deu, houve uma discussão. Foi quando apareceu um outro travesti, de 24 anos, amigo do menor, e os dois tentaram assaltá-lo.

A versão dos travestis, no entanto, é bem diferente. Segundo eles, o empresário parou onde o menor fazia ponto e o chamou para um programa ali mesmo. Na hora de pagar pelo 'serviço', eles discutiram: o empresário teria pedido para não usar preservativo e, por isso, o valor do programa ficaria mais caro, de R$ 20 para R$ 70. Segundo o menor, S. teria se negado a pagar o restante, alegando insatisfação com o 'serviço' do travesti. Revoltado, o jovem teria exigido os R$ 50 restantes, e os dois discutiram.

Bandidos trapalhões acabam no xilindró

Ao tentar trazer um carro furtado de Niterói para o Rio, onde pretendia vendê-lo a traficantes da Favela do Jacarezinho, um homem foi preso ontem, no Centro, junto com um menor. Os dois foram localizados graças a um taxista que teve o carro atingido pelo veículo dos bandidos e iniciou uma perseguição pelas ruas do bairro.

Alessandro Conceição dos Santos, 20 anos, e o bandido menor, de 14, furtaram, na noite de terça-feira, um Kia Sportage que estava estacionado no Centro de Niterói. Na manhã de ontem, partiram para o Rio, mas erraram o caminho em direção ao Jacarezinho e entraram na Avenida Passos, no Centro.

Por volta das 8h, a dupla bateu no Gol táxi de Abdom de Souza Albernaz, 41 anos. Como os marginais fugiram, o taxista iniciou a perseguição e conseguiu acionar policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia).

Na Praça da República, Alessandro percebeu que estava sendo seguido pela polícia e bateu em mais seis carros para fugir. Um dos veículos foi arremessado contra a traseira de um ônibus. O Kia também atingiu o coletivo e quase capotou. Alessandro desceu do carro e correu, mas foi alcançado pelos PMs. O menor foi capturado no carro. Eles foram levados para a 4ª DP (Central do Brasil). Alessandro já tinha passagens por tráfico.

Preso em motel com duas alunas

Um professor da rede de ensino privada de Cuiabá, no Mato Grosso, foi preso em flagrante na noite de segunda-feira dentro de um motel. Ele estava na companhia de duas adolescentes, uma de 16 e outra de 17 anos.

O professor foi acusado de exploração sexual de menor e encaminhado, ontem, para a Penitenciária Central do Estado. Ele foi denunciado pelo pai de umas das menores. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente.

Casos desse tipo parece que estão virando rotina. Em São José, município de Santa Catarina, os pais de uma adolescente de 15 anos procuraram a direção de uma escola para denunciar que a filha teria relacionamento com um professor há pelo menos dois anos. Os pais começaram a desconfiar da relação após observarem mudanças no comportamento da menina.

Segundo o delegado Alan Amorim, que cuida do caso, o professor, de 35 anos, só será ouvido após o depoimento dos pais, que deve acontecer na próxima semana.

A Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina divulgou nota ontem, afirmando que considera o fato gravíssimo e que tomou medidas para a instalação de uma sindicância, a fim de apurar a denúncia.


Terça-feira, 29 Setembro, 2009

PM manda 4 pra vala no Jacaré e na Vintém

Quatro homens foram mortos em tiroteios ocorridos durante operações da Polícia Militar em favelas das zonas Norte e Oeste, ontem. Outros quatro bandidos foram presos. Na Favela do Jacarezinho, confronto entre marginais e homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) resultou em três mortes. Na Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, bandido foi baleado no tiroteio e não resistiu ao ferimento. A polícia apreendeu drogas, armas e granada.

A operação no Jacarezinho começou por volta de 8h30, mas os traficantes só entraram em confronto com os policiais à tarde. Segundo a PM, com os três mortos - um deles seria 'gerente' do tráfico de drogas local - havia maconha e cocaína. Na ação, os policiais apreenderam fuzil calibre 7.62, duas pistolas e granada de bocal. Até ontem à noite, nenhum dos mortos havia sido identificado.

Na Vila Vintém, cerca de 80 homens de cinco batalhões fizeram operação para combater o tráfico e as quadrilhas que vêm cometendo assaltos contra motoristas e residências. Logo na chegada dos PMs, houve intenso tiroteio, no qual um suspeito foi baleado. Ele chegou a ser socorrido no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas acabou morrendo.

Maicon Jackson dança bonito na Zona Oeste

Depois de espalhar o terror por três bairros da Zona Oeste do Rio e pelo município de Seropédica, cometendo vários assaltos e ferindo uma pessoa, dois bandidos acabaram morrendo em confronto com policiais do 27º BPM (Santa Cruz), na Avenida Cesário de Melo, na madrugada de ontem.
Um dos criminosos não tinha qualquer documento, enquanto o comparsa tinha nome de astro pop: ele foi identificado como Maicon Jackson Faria Souza, 28 anos.

Os assaltantes começaram a atacar na noite de domingo, em Seropédica, onde roubaram um carro e assaltaram várias pessoas que passavam pelas ruas. Eles tentaram roubar outro veículo, de um casal de professores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), mas um dos ocupantes reagiu e acabou baleado de raspão. A dupla desistiu do roubo e fugiu por Santa Cruz, Campo Grande e Paciência, onde cometeu outros assaltos.

Batida em poste

Alertados pelo rádio, policiais do 27º BPM cercaram os bandidos perto do viaduto de Paciência, onde começou a troca de tiros. A dupla, já a bordo de outro carro roubado, foi baleada e bateu em poste na Avenida Cesário de Melo. Os dois foram levados para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, onde morreram.


Domingo, 27 Setembro, 2009

Defesa fala em morte acidental

Um ano e meio depois da morte da menina Isabella Nardoni, a defesa do pai e da madrasta da criança, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella, apresentou outra versão para a morte. Segundo os advogados do casal, a menina teria sido vítima de acidente doméstico.

De acordo com o advogado Roberto Podval, Isabella poderia ter se assustado ao acordar e ver que estava sozinha no apartamento do pai. Numa tentativa de encontrar alguém da família, a menina teria cortado a rede e caído da janela. Podval ressalta que um caso muito semelhante ocorrera no Rio de Janeiro, há pouco tempo. "Um acidente é possível. Eu entrei nesse caso, estudei e estou convencido da inocência do casal", afirmou.

Para a polícia e o Ministério Público, Isabella foi assassinada por Alexandre e Anna Carolina, que antes do crime teriam discutido. Alexandre mantém a versão que apresentou à Justiça, de que subiu da garagem do prédio até seu apartamento com a filha no colo e a botou na cama, voltando à garagem para pegar os outros dois filhos pequenos. Ao voltar, teria encontrado a luz do quarto acesa e a cama vazia. Sobre as pegadas de Alexandre na cama, Podval é taxativo: "Se ele entra no apartamento, vê a janela rasgada, ele, ou qualquer pessoa iria correr e olhar o que aconteceu. E subiria na cama".


PM apanha de pau em baile na Cidade de Deus

O PM Wesley Juno Braga Cabral, soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, foi agredido a pauladas, na madrugada de ontem, em baile funk na quadra da localidade Karatê. Ele foi atacado depois de prender, com outros PMs da unidade, um homem que estava com maconha, na esquina das ruas Jericó e Efraim.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, Wesley foi golpeado na cabeça por trás, e continuou sendo agredido mesmo depois de cair. Antes da agressão, os PMs já haviam sido hostilizados pelos frequentadores do baile. Os outros PMs, contudo, não ficaram feridos. Wesley foi levado pelos colegas ao Hospital Lourenço Jorge, Barra da Tijuca, e mais tarde transferido para o Hospital Central da PM, no Estácio. À tarde foi liberado.

Beltrame pode proibir baile

Ao ser informado do caso, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que estuda a possibilidade de proibir os bailes funk na favela. "Se isso (agressão) tiver que resultar em uma decisão de não se permitir baile funk temporariamente, nós vamos fazer. O que nós não vamos deixar é de perpetuar o que se tem planejado, as Unidades Pacificadoras", afirmou.


Sexta-feira , 25 Setembro, 2009

Pilantra em cana

Policiais da 59ª DP (Duque de Caxias) prenderam na noite de quinta-feira Alexandre Jansen de Oliveira, 35 anos, que se passava por médico em Caxias. Segundo a polícia, o estelionatário fingia ser habilitado em clínica geral, ortopedia e medicina do trabalho, usando dois registros falsos do Conselho Regional de Medicina (CRM). Ele tinha receitas em branco, inclusive de remédios de uso controlado, e material hospitalar do Instituto Nacional do Câncer.

Alexandre foi preso em frente à clínica Samer, no Centro de Caxias, onde se passava por médico do trabalho. Ele também trabalhou no centro social da vereadora Margarete da Conceição de Souza, a Gaete, no bairro Copacabana. A fisioterapeuta Celina Bastos, dona da Samer, contou que conheceu o estelionatário em clínica na Pavuna. "Ele se apresentou como médico. Estávamos aguardando a documentação que ele ainda não havia apresentado", disse.

O advogado da vereadora, Edson Lourival, disse que sua cliente vai processar o acusado. "A vereadora foi vítima desse rapaz, que se apresentou como médico, exibindo diploma e CRM", afirmou Lourival.
Ontem à tarde, a polícia apreendeu fichas de cerca de 100 'clientes' de Alexandre no consultório que ele mantinha no Parque São José, em Belford Roxo.

Um disparo certeiro!

Um tiro de fuzil disparado de distância de cerca de 30 metros pôs ponto final num drama que tinha começado cerca de uma hora antes, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Armado com granada, Sérgio Ferreira Pinto Júnior, 24 anos, que fugia da polícia após assalto frustrado, mantinha Ana Cristina Dias Garrido, 48, como refém e ameaçava detonar o artefato enquanto negociava com policiais do 6º BPM (Tijuca). Posicionado no alto de prédio, de frente para o criminoso, o major João Jaques Busnello apenas esperou o momento certo para apertar o gatilho, fazendo a cabeça de Sérgio explodir e salvando a refém.

A tensão começou por volta das 9h15, quando Sérgio e dois comparsas desceram de um carro, na Rua Pereira Nunes, e tentaram assaltar Kombi dos Correios. A ação foi frustrada por patrulha do 6º BPM que passava pelo local. O trio voltou para o carro e fugiu, mas Sérgio, tentando despistar a polícia, fingiu estar telefonando em orelhão próximo, em frente a uma farmácia.

Ao ser reconhecido pelos PMs, o assaltante sacou a granada. Os policiais atiraram e Sérgio foi ferido por estilhaços na barriga, mas conseguiu entrar na farmácia e render a proprietária, Ana Cristina. Em poucos minutos, as ruas Pereira Nunes, Artistas e Dona Maria foram interditadas ao trânsito. Após cerca de 40 minutos de negociações, em que o bandido chegou a tirar e recolocar o pino da granada, veio a senha: 'É a hora', disse o major Maycon a Busnello, que acertou em cheio a cabeça do bandido, provocando aplausos do povão. O disparo atravessou o crânio de Sérgio e atingiu o portão de um prédio.

'O cara debochava da PM'

Nervoso e parecendo drogado, Sérgio fez mais duas exigências: garrafa de água e médico para cuidar do corte na barriga. "O cara debochava da PM, dizendo que ia estourar a granada o tempo inteiro. A polícia agiu certinho", vibrou o advogado Sérgio Citrangulo, 54 anos, que levou os atiradores até o apartamento que serviu de base para a PM. "Retiramos a família e deixamos os PMs lá, sozinhos, porque assim eles nos orientaram", contou Citrangulo.

Foto misteriosa bomba na Internet

Uma foto misteriosa está intrigando internautas de todo o mundo. A imagem mostra cena que seria de um enterro, mas com túmulo do tamanho de um amplo quarto. O caixão está sobre uma cama, e há cômoda, cadeira, mesinhas de cabeceira, espelho, quadros, um relógio de parede, imagem de santo, TV de LCD e até uma garrafa de uísque importado. Do lado de dentro e de fora do túmulo, várias pessoas acompanham o suposto sepultamento.

Em alguns sites, a explicação é de que a foto seria do enterro da esposa de um traficante do Rio. A cena, no entanto, parece ser de fora do Brasil, devido à fisionomia das pessoas presentes e às roupas que elas usam. Há ainda quem diga que o enterro seria de traficante dominicano chamado Rolando Florian Feliz, mas essa versão é rebatida em outro site, que mostra imagens do verdadeiro enterro do bandido, em local bem diferente do que aparece na foto.

Outra hipóetse muito comentada afirma que a cena seria de um enterro cigano. No entanto, essa versão também é rebatida pelos internautas. A única certeza é de que esse mistério está longe de ter fim.




Aluna seduzida por professor diz que chegou a se apaixonar

Pivô de escândalo de pedofilia envolvendo seu ex-professor, de 59 anos, a jovem A., atualmente com 16, admite ter alimentado uma paixão pelo mestre dos 12 aos 14 anos. "Me apaixonei por ele. Hoje, eu sinto nojo e medo", contou ela, que denunciou o professor à polícia no ano passado, dando origem a processo que tramita na 34ª Vara Criminal.

Durante quatro anos, os encontros entre A. e o professor P. aconteceram no intervalo, quando ficavam vazias as salas de aulas de um dos melhores colégios da Zona Sul. Os dois também mantinham conversas através de programas de mensagens instantâneas na Internet. Abalada, atualmente ela só sai de casa para ir à escola, não tem amigos, tem medo de tudo e apresenta sinais de depressão.
A família ainda sofre com o drama da jovem. O pai se limita a escutar o que a mãe conta sobre a descoberta da relação imprópria entre A. e P...

Os diálogos travados pela Internet entre a aluna e o professor revelam o desespero da menina para se livrar do assédio sexual: "Você é doente. Deixa eu viver minha vida em paz". Ao que o professor retrucou: "Eu te amo. Você não pode me deixar. Não vai ser feliz sem mim".


Quinta-feira, 24 Setembro, 2009

Um mito em cana

Agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) prenderam ontem à tarde o 'gerente-geral' do tráfico nos morros da Pedreira e da Lagartixa, em Costa Barros, Rogério de Oliveira Salvador, o Mito, 35 anos. O bandido estava num apartamento no Conjunto Habitacional da Fazenda Botafogo. Com ele, foram apreendidos cerca de um quilo de cocaína prensada, pistola 9mm, radiotransmissor e carro roubado.

Com oito anotações criminais, Mito, também chamado de Salvador, foi solto há um ano após ganhar o benefício da liberdade condicional. Segundo investigações da Polícia Civil, ele teria participado da guerra pelo controle do Morro do Chapadão, na Pavuna, que deixou mais de uma dezena de mortos ao longo de 2009. Mito também estaria se preparando para outras batalhas, na tentativa de retomar o controle da Favela Pára-Pedro, em Colégio, e do Morro Jorge Turco, em Honório Gurgel.

O bandido é ligado a Cristiano Santos Guedes, o Puma ou Fera - que comanda a Favela da Quitanda, mas vive na Rocinha, espécie de Quartel-General da facção Amigos dos Amigos (ADA) -, e a Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, preso em Bangu 1.

Uma denúncia levou três equipes da Dcod ao número 88 da Rua Maurício de Lacerda. Mito, que é ex-paraquedista do Exército (serviu no 27º Batalhão de Infantaria, em 1992), foi rendido e, apesar de armado, não reagiu.

Manicure é ferida por bala perdida na Tijuca

A manicure Vanessa Matheus Ramos, 27 anos, foi atingida por uma bala perdida, ontem de manhã, quando caminhava pela Rua São Francisco Xavier, perto do Largo da Segunda-Feira, na Tijuca. O tiro foi disparado por bandidos que tentaram roubar o Xsara Picasso da fotógrafa Fabíola Moraes, 57. Ela foi abordada por quatro marginais em duas motos, entre eles uma mulher.

Moradora do Maracanã, Fabíola seguia para o Rio Comprido quando foi abordada. Segundo testemunhas, o piloto de uma moto azul de 600 cilindradas, com uma mulher na garupa, foi quem mandou a fotógrafa encostar o carro e abaixar o vidro. "Quando vi a arma dele, engatei uma ré e comecei a buzinar desesperadamente. Nesse momento, a dupla da outra moto começou a atirar na minha direção", lembrou ela.

Estado de saúde é grave

Foram pelo menos 10 tiros no capô do carro. Uma das balas só não atingiu Fabíola porque resvalou no limpador do parabrisa. Um dos disparos atingiu a manicure Vanessa, que estava na calçada e se preparava para atravessar a rua. A bala atravessou o braço, entrou no peito e perfurou fígado, rim, pâncreas e intestino. Ela está internada no Hospital Souza Aguiar, no Centro, e seu estado de saúde é considerado grave.


Quarta-feira, 23 Setembro, 2009

Professor é acusado de seduzir aluninha

Professor até pouco tempo em um dos melhores colégios da Zona Sul do Rio, P. pode ir parar no banco dos réus sob acusação de assediar uma aluna de 16 anos. Demitido por justa causa no fim ano passado, quando a história veio à tona, denunciada pela mãe da jovem, o professor viu sua situação se complicar a partir das revelações que a própria menina fez à polícia. A garota alegou não suportar mais o assédio que, segundo ela, vinha desde 2004. O inquérito deu origem a processo que tramita na 34ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.

Os primeiros contatos entre professor e aluna ocorreram em 2004, ano em que A., com 11 anos, cursava a 5ª série. No ano seguinte, já sem ter aulas com P., a menina continuou a manter relacionamento próximo ao mestre e, como afirmou em depoimento à polícia, chegou a ser beijada durante intervalos das aulas.

Bate-papo na Internet

P. negou todas as acusações em seu depoimento à polícia, mas admitiu que houve contato via Internet com a aluna. Segundo o professor, A. criou páginas no Orkut para "elogiar seu trabalho". Ele também disse que as mensagens eram sobre as aulas.


Terça-feira, 22 Setembro, 2009

Luquinha vai pra jaula

Elvécio Machado da Silva, o Luquinha, 52 anos, chefe do tráfico da Favela Vila Vintém, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, foi preso ontem de manhã, durante operação da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) na favela. Os agentes prenderam ainda Gláucio Gomes, 26, e Paulo Roberto da Silva Júnior, o Bilola, 28, e apreenderam duas pistolas e quatro radiotransmissores.

Cerca de 30 policiais chegaram à Vila Vintém por volta das 7h. Uma denúncia levou os agentes à casa de Luquinha, que estava armado com uma pistola, mas não reagiu. Na ação, a Drae encontrou uma casa onde funcionava todo o preparo de mistura da cocaína que seria vendida.
No local, havia seis sacos pretos de lixo com pó branco, uma balança, baldes, bandejas de prata, éter, dezenas de caixas de lidocaína (anestésico hospitalar) e três sacos plásticos com cocaína. Segundo a delegada Márcia Beck, todo o material será periciado.

Com quase 40 anos na vida de crimes, Luquinha esteve afastado da quadrilha até o fim de julho, quando Marcus Vinícius Martins Vidinhas Júnior, o Palhaço, genro de Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, chefão da favela que está preso em Bangu 1, traiu o sogro e matou 13 integrantes do bando para assumir sozinho o controle das bocas de fumo.

Dois dias depois, Palhaço levou o contragolpe de aliados de Celsinho e fugiu com R$ 1 milhão e mais de 20 armas, entre fuzis, pistolas e metralhadoras. Luquinha e outro bandido, conhecido como Fabrício ou FB, retomaram o comando da Vintém para Celsinho. Uma camisa de homenagem aos mortos foi encontrada.

Polícia acha escopeta de Guarabu em igreja

Policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) localizaram esconderijo de armas de traficantes no sótão de uma igreja evangélica, ontem de manhã, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Os agentes faziam operação na Favela Praia da Rosa quando encontraram uma escopeta e mochila cheia de munição na sede da Congregação Infantil Rosinha de Sarom, onde cerca de 300 crianças, de 3 a 12 anos, estudam a Bíblia, assistem a cultos e participam de outras atividades.

O pastor responsável pela igreja, identificado apenas como Marcos, foi chamado e acompanhou os policiais até a delegacia, onde prestou depoimento e explicou que não tinha conhecimento do armamento escondido ali. A Praia da Rosa é dominada pelos traficantes Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, e Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil.

A advogada e assistente social Zaíra Leonídio também esteve na Drae e disse que o espaço da igreja estava cedido à Organização Não-Governamental (ONG) Associação Beneficente Educacional Nova Esperança (Abene). "Nem consigo imaginar que podia haver arma ali dentro. Não tenho noção de como eles possam ter escondido isso. Mas, independentemente disso, nosso trabalho com as crianças vai continuar", afirmou ela.

Pai mata os dois filhinhos

Uma tragédia abalou a pequena cidade paulista de Bananal, na divisa com o Estado do Rio. Rodrigo Leal de Almeida, 28 anos, matou os dois filhos, Lucas Francisco de Almeida, de 1 ano e 10 meses, e Mateus Francisco de Almeida, 4, com tiro na cabeça de cada um. O duplo homicídio ocorreu na noite de domingo, na casa da avó dos meninos, no bairro Rancho Fundo, distrito de Bananal.

Após cometer o crime, o pai dos meninos atirou na própria cabeça. Rodrigo foi socorrido no pronto socorro de Bananal e transferido para a Santa Casa de Cruzeiro, interior de São Paulo, onde continua internado em estado gravíssimo. A mãe das crianças, Aline dos Santos Francisco de Almeida, 25 anos, estava na cozinha, quando ouviu os tiros. Ao chegar à sala, encontrou os filhos já mortos, segundo a polícia. Ela ficou em estado de choque e teve que ser sedada.

A mãe de Aline, Maria Inês Santos Carvalho, afirmou à polícia que Rodrigo matou os filhos para se vingar da mulher, de quem havia se separado quinta-feira. Domingo, ele foi à casa da sogra para visitar os meninos. Sem suspeitar do ex-marido, a mãe o deixou na varanda com os filhos. "Quando ouvimos os tiros, saímos pela porta da sala e Rodrigo disse: 'Não falei que ia fazer isso?'. Depois, atirou contra a cabeça", disse Maria Inês.

Ônibus é sequestrado e incendiado na Maré

Passageiros de um ônibus da linha 634A (Del Castilho-Fundão) viveram momentos de terror na manhã de ontem, depois que o coletivo foi sequestrado, na Linha Amarela, por bandidos da Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré. Pelo menos 20 pessoas foram roubadas pelo bando, que levou o ônibus para o interior da favela e ateou fogo ao veículo. Apesar do pânico, ninguém ficou ferido.

Pouco antes das 11h, quatro homens, um deles armado com pistola, invadiram o ônibus próximo ao entroncamento com a Linha Vermelha, sentido Fundão. O motorista foi obrigado a desviar para a favela, enquanto o bando roubava dinheiro, relógios, celulares, cartões de crédito e joias dos passageiros.

Na altura do número 30 da Avenida Bento Ribeiro Dantas, os assaltantes gritaram que somente quem morasse na área deveria descer do ônibus, mas todos os passageiros, apavorados, desceram correndo.

Correu atrás das vítimas

Outro criminoso carregava galão cheio de álcool, que usou para incendiar o coletivo. Segundo o motorista, o bandido que estava armado ainda correu atrás das vítimas, ameaçando atirar. Bombeiros do Caju, com apoio de policiais do 22º BPM (Maré), tentaram apagar as chamas, mas o veículo ficou completamente destruído.


Domingo, 20 Setembro, 2009

Seis corpos são achados no Morro do Juramento

Em mais um capítulo da guerra pelo controle das bocas de fumo do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, seis corpos foram encontrados na mata, no alto da comunidade, ontem. Moradores afirmam que esta é apenas parte do resultado das 11 horas de confronto que levaram pânico ao bairro, na última terça-feira, quando criminosos do Comando Vermelho (CV) tentaram tomar o controle da área, dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Há cerca de um mês, o TCP expulsou a facção Amigos dos Amigos (ADA). Naquele dia, quatro corpos foram resgatados. Moradores dizem ainda há outros dez corpos no alto do morro, sendo dois deles de mulheres.

Auxiliados pelos policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) e um Caveirão, bombeiros foram resgatar os corpos motivados pelo desespero de um pai. Ele contou com a ajuda de um pastor da comunidade. O dedetizador Adelson Duarte estava sem notícias do filho há quase uma semana. Depois de peregrinar por hospitais e pelo Instituto Médico-Legal, ele decidiu ir até a comunidade e soube, pelas descrições da roupa que Adilson Araújo Duarte, 18 anos, poderia estar entre os mortos.

Outro pai, que não quis se identificar, estava à procura do corpo de Michel da Silva de Souza, 19. "Quem não houve conselhos, vira coitado. Moramos em Furquim Mendes e infelizmente meu filho era envolvido", lamentou, emocionado.

A retirada dos corpos, entre eles pelo menos um inocente, chamou a atenção dos moradores. Dezenas deles subiram até o Cruzeiro para acompanhar a remoção, que seguiu até o início da noite. A polícia ainda não sabe dizer se as pessoas encontradas tinham alguma ligação com o tráfico. As buscas por corpos seguirão hoje.

Urubus e forte mau cheiro

Mulheres e crianças contaram que urubus e um forte mau cheiro tomaram conta da favela por causa dos corpos em decomposição. "Os urubus começaram a voar baixo sábado e o cheiro estava insuportável", relatou moradora, que, pela segunda vez, mostrou os mortos às colegas. Na operação de terça-feira, cerca de 40 bandidos do Complexo da Penha, Cidade de Deus, Manguinhos e Antares, do Comando Vermelho (CV), tentaram invadir o Juramento, do Terceiro Comando Puro (TCP).

Depois de mobilizar os militares para tentar localizar o corpo do filho, Adelson Duarte desabafou. "Meu filho era auxiliar administrativo da Cedae. Trabalhava lá desde os 16 anos como menor aprendiz e não tinha envolvimento", afirmou ele. Segundo o dedetizador, Adilson foi até a comunidade levar a namorada no dia do tiroteio e ficou assustado com a movimentação. "Ele veio trazer a namorada em casa e me ligou quando descia o morro, dizendo que havia um intenso tiroteio e que estava com medo", contou Adelson, que ainda acusa os policiais: "Tenho certeza de que ele foi confundido e morto por policiais, que desfiguraram o rosto dele. Adilson deve ter sido levado para o alto do morro", afirmou o pai.

Policial é executado

Mais um PM foi executado na Zona Norte do Rio. Terceiro policial militar assassinado em menos de 48 horas na região, o cabo do 14º BPM (Bangu) Alexandre Pires, 38 anos, foi executado dentro de um condomínio fechado em Irajá, na tarde de ontem. O assassinato aconteceu na Rua João Adil de Oliveira. Segundo testemunhas, cinco bandidos armados com fuzis e pistolas abordaram a vítima e fizeram pelo menos 20 disparos.

No condomínio, moram muitos policiais civis e militares e há uma única rua de acesso, com cancela. Moradores contaram que os criminosos estavam em dois carros - um Fox e um Punto -, usando toucas ninja e camisas com a inscrição da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. O Peugeot de um morador e uma moto foram atingidos pelos tiros.

"Ele foi criado no condomínio e vinha visitar a mãe nos domingos em que estava de folga. Deve ter se assustado com a aproximação dos criminosos e tentado reagir. É o pessoal do Complexo do Alemão que tem vindo assaltar em Irajá e Vista Alegre. Perdi um irmão nessa guerra que cada dia fica pior", contou um policial militar, amigo de infância de Alexandre.

O PM foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu. Grupo de amigos da vítima, alguns deles policiais, distribuiu a homens do 16º BPM (Olaria) que estavam de plantão fotografias de dois suspeitos. Na sexta-feira à noite, o cabo Sérgio da Cruz Lopes, 39 anos, foi morto em Água Santa. Na manhã de sábado, o cabo Renê Sátiro foi executado na Pavuna.

Chefão roda em festinha

Numa ação de inteligência, sem disparar um tiro sequer, PMs do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) do Morro do Cavalão, em Niterói, estragaram o fim de semana festivo dos líderes do tráfico da comunidade de Icaraí. Quatro bandidos - sendo um deles o chefão da favela, Cadar, ligado ao Comando Vermelho (CV) -, foram presos durante churrasco em Maricá. Desde sexta-feira, Reinaldo Medeiros Inácio, o Cadar, de 44 anos, reuniu três de seus principais homens para uma reunião de cúpula.

O disfarce seria a festa de aniversário da mulher do chefão do pó em um sítio com piscina, churrasqueira e campo de futebol, em Maricá, onde cerca de 40 pessoas estavam curtindo comidas e bebidas a rodo. Às 6h da manhã de ontem, oito PMs acabaram com a farra.

Condenado a 36 anos de prisão, Cadar havia se tornado alvo da polícia desde que, em dezembro de 2007, ganhou da Justiça o benefício do indulto de Natal, após cumprir seis anos e nove meses da pena. "Pô, quando saí, não tinha como voltar mais, né?!", admitiu Cadar ontem, ao ser apresentado na 82ª DP (Maricá), onde o caso foi registrado.

"Ele era um dos nossos alvos, mas sabíamos que eles estavam reunidos em um sítio numa comemoração e planejando novas ações relativas à quadrilha", explicou o comandante do Gpae no Cavalão e no Morro do Estado, capitão André Gueiros, responsável pela operação de ontem. Durante todo o sábado, os PMs tentaram localizar o endereço exato onde rolava a festinha.

Somente às 4h da madrugada de ontem eles chegaram ao sítio, na Rodovia Amaral Peixoto, próximo a Ponta Negra. Oito policiais fizeram o cerco e entraram no local pouco depois das 6h. Entre algumas pessoas já bêbadas e outras dormindo, quatro homens estavam destacados ao redor de uma mesa, reunidos. Além de Cadar, estavam seu cunhado, Jéfferson André Pereira Vasconcelos, o G; Wilton Marins Vieira, o Pingo; e Anderson Rodrigues de França, o Goelão.


Sábado, 19 Setembro, 2009

Bandidagem mata dois PMs

Dois PMs foram assassinados em menos de 12 horas na Zona Norte do Rio. O primeiro crime ocorreu no fim da noite de sexta-feira, quando o cabo do 3º BPM (Méier) Sérgio da Cruz Lopes, de 39 anos, foi retirado de um bar em Água Santa e executado a tiros. Na manhã de ontem, o cabo Renê Sátiro, do 20º BPM (Mesquita), foi atacado por bandidos na Estrada Rio do Pau, na Pavuna. O corpo do PM foi encontrado dentro de um Fiesta na Rua Lauro de Camargo, próximo ao local.

No início da tarde, homens do 9º BPM (Rocha Miranda) teriam conseguido prender dois suspeitos. O corpo de Renê foi encontrado depois que uma testemunha - que teria sido sequestrada junto com o PM -, conseguiu escapar dos marginais e pediu ajuda a policiais.

Após encontraram o corpo, os PMs fizeram buscas na região e prenderam dois suspeitos, apontados pela vítima que escapou das mãos dos marginais como assassinos do cabo Renê. Já o cabo Sérgio Lopes foi atacado por dois homens armados em um bar perto de sua casa, onde parou logo após sair do batalhão onde estava lotado há uma semana. Ele teria reagido e a dupla atirou 15 vezes. O policial morreu a caminho do Hospital Salgado Filho, no Méier.

O filho do policial, de 16 anos, presenciou o crime, que vem sendo investigado como roubo seguido de morte. Os suspeitos seriam do Morro do 18, em Quintino. A hipótese de execução não foi descartada. O PM foi enterrado no fim da tarde de ontem, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.


Sexta-feira , 18 Setembro, 2009

Civil sacode tráfico do Morro da Mangueira

Um bandido foi morto e outros quatro acabaram presos ontem, em operação de policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) no Morro da Mangueira, Zona Norte do Rio. Os agentes apreenderam 100 quilos de maconha, duas pistolas, duas réplicas de fuzis feitas de madeira e três granadas, além de recuperar 11 motos e um carro roubados.

Com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), de dois helicópteros e de um blindado, 80 policiais chegaram ao morro por volta das 9h, com objetivo de checar informação sobre a chegada de carregamento de drogas à favela. Logo que a ação começou, os bandidos soltaram fogos para alertar os comparsas e iniciaram tiroteio, no qual traficante conhecido como Cem, que seria um dos 'gerentes' do tráfico local, foi baleado, na localidade Rua da Prata. Ele morreu a caminho do Hospital Souza Aguiar. Numa casa próxima, foram encontradas as granadas, enterradas num dos cômodos.

Durante a operação, a PM cercou os acessos ao morro, para impedir que traficantes fugissem. O esquema de policiamento reforçado foi mantido após o fim da ação, por volta das 14h30, para evitar que o tráfico organizasse protestos pela morte de Cem.


Quinta-feira, 17 Setembro, 2009

Matou e foi pro bordel

Pouco mais de uma semana depois de matar Maria das Graças Silva, 55 anos - por ter sido repreendido após chegar drogado em casa -, Jean Carlos de Lima Brito, 25, achava que tinha se livrado do crime, mas se deu mal e acabou preso ontem, por policiais da 7ª DP (Santa Teresa).

Segundo o delegado Fernando Veloso, Maria era senhoria de Jean, a quem havia alugado quarto no terreno de sua casa, na Rua do Paraíso. Na madrugada do dia 8, ele chegou em casa por volta das 3h30, depois de consumir cocaína e bebida alcoólica num bar. Maria das Graças não gostou de vê-lo naquele estado e o repreendeu. "O próprio Jean admitiu que, ao ser xingado, ficou furioso e resolveu se vingar. Foi até o quarto, pegou faca e golpeou a mulher várias vezes", contou Veloso.

Após cometer o crime, Jean voltou para o bar, onde bebeu e cheirou mais pó, e de lá partiu para a Vila Mimosa, famosa zona de prostituição na Praça da Bandeira.

Torrou 500 pratas

"Ele gastou cerca de R$ 500, dinheiro que não tinha, por estar desempregado, com prostitutas, bebidas e drogas. Quando descobrimos isso, o chamamos para depoimento e percebemos suas contradições. Aí, ele confessou", disse o delegado, ressaltando que ainda não ficou provado que o dinheiro pertencia à vítima: "Ele admitiu ter matado, mas disse que não roubou a mulher". O assassino já teve a prisão decretada pela Justiça e deverá ser levado hoje para carceragem da Polinter.

Polícia Civil mete seis traficantes no xadrez

Após quase um ano de investigações, policiais da 38ª DP (Brás de Pina) prenderam seis integrantes de quadrilha de traficantes de drogas que atua nas zonas Norte e Sul do Rio e tinha conexões em São Paulo.

Entre as 20 pessoas que tiveram a prisão decretada pela Justiça, está Carlos Henrique dos Santos Gravini, o Rato, chefe do tráfico nas favelas Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, todas em Cordovil. Mesmo preso em Bangu 3, ele ainda comandava o bando. Foram apreendidos maconha, crack, revólver, pistola, anotações da contabilidade do tráfico e até uma máquina de contar dinheiro.

No fim de semana, os agentes prenderam Bárbara Alves de Oliveira. Cunhada do ex-chefão da Cidade Alta, Gilberto Martins da Silva, o Mineiro, morto ano passado, ela era a responsável pela cobrança das taxas de TV a cabo clandestina ('gatonet') e de transporte alternativo na região de Cordovil e Brás de Pina.

Apê no Flamengo

Na quarta-feira, foram capturados mais três bandidos, em Jacarepaguá, Irajá e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ontem, os policiais encontraram outros dois procurados, em apartamento de classe média no Flamengo.


Quarta-feira, 16 Setembro, 2009

Traveco em cana

Um mês depois de fugir vestido de mulher do presídio Plácido de Sá Carvalho, no Complexo de Gericinó, o travesti Vilcir Ferreira da Costa, a Kate de Acari, foi recapturado no fim da noite de terça-feira, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Kate foi encontrado por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), que investigavam quadrilha especializada em assaltos.

Os policiais surpreenderam Kate e outros seis homens que planejavam assaltar joalheria em Ipanema, na Zona Sul. Com eles, foram apreendidos três carros, revólver, pistola e mapa com a localização da joalheria. O alvo dos agentes era Leonardo Raimundo Nonato, o Magrelo, também preso com o travesti. Os demais presos são Flávio Rodrigues Santos, o Barbudo, Rodrigo Daniel Martins, Édson Fernandes da Silva, Leonardo dos Reis Andrade e André Luís Inácio Rocha.

Idosa vai pro xadrez

Na manhã de ontem, a operação continuou em Realengo, onde os policiais civis prenderam três mulheres: Sheila do Carmo Borges, Jaqueline Inácio Fernandes e Isaura Fernandes, 76 anos. Três quilos de cocaína e uma balança foram encontrados.

Polícia caça estuprador

As mulheres do bairro Mutuá, em São Gonçalo, estão em estado de alerta. Um estuprador que circula pela região num carro preto já fez quatro vítimas desde junho. Os ataques acontecem sempre na parte da manhã, entre 5h30 e 6h. O covardão escolhe vítimas sozinhas, com idade entre 18 e 25 anos.

Mês passado, um suspeito foi preso, mas apenas uma das vítimas o reconheceu. "Minha filha está em pânico. Ela é professora e acorda às 4h porque trabalha no Rio. Agora, que tiraram as vans, ela precisa andar muito até o ponto de ônibus", conta uma aposentada, de 68 anos.

Cartazes por toda parte
Para evitar novos ataques e ajudar na identificação do estuprador, cartazes com o retrato falado do monstro já foram afixados em postes e estabelecimentos comerciais do bairro, como numa padaria na esquina entre as ruas Paula Lemos e Floribela Palmier.

Segundo a delegada Waleska Garcez, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo, o estuprador se aproxima das vítimas num carro sedã preto, possivelmente um Astra. "Em seguida, ele mostra uma pistola e as obriga a entrar no carro, seguindo em direção a Guaxindiba, onde busca uma rua deserta para cometer o crime. Numa das vezes, ele foi até o piscinão de São Gonçalo, que está deserto", contou a policial.

Couro comeu na Maré

Cinco bandidos morreram em disputa entre traficantes rivais pelo controle do tráfico de drogas da Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, ontem. Outros seis criminosos foram presos após fazer uma família refém, e houve apreensão de armas, drogas e farta quantidade de munição. Um ônibus foi sequestrado na Avenida Brasil para que parte dos traficantes fugisse para a Vila do João, também na Maré.

O tiroteio começou no fim da manhã, quando cerca de 20 homens fortemente armados, ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), saíram da Vila do João para tentar tomar as bocas de fumo da Vila dos Pinheiros, controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Os traficantes locais reagiram à invasão, e o intenso tiroteio fechou a Linha Amarela por 20 minutos. No confronto, morreram João Ferreira de Almeida, o Kito do Timbau, 53 anos, Kléber Reis dos Santos, o Quequéu, 32, e outros três homens. Segundo a polícia, Kito estava em liberdade condicional desde o dia 5.

Passageiro pulou do ônibus

Repelidos pelos rivais, quatro traficantes da Vila do João foram até a Avenida Brasil, sequestraram um ônibus da linha 497 (Cosme Velho-Penha), com cerca de 30 passageiros a bordo, e obrigaram o motorista a levá-los até a favela, onde desembarcaram e fugiram. Apavorado, um dos passageiros, Nicolau do Carmo, se jogou do coletivo em movimento e foi socorrido no Hospital Geral de Bonsucesso, com ferimentos pelo corpo.

Onze horas de sofrimento


Moradores de Vicente de Carvalho, subúrbio do Rio, viveram 11 horas de terror entre o fim da noite de terça-feira e a manhã de ontem, tempo que durou a guerra entre criminosos rivais pelo controle do tráfico no Morro do Juramento. Pela manhã, 70 homens do 9º BPM (Rocha Miranda), apoiados por dois Caveirões, chegaram ao morro e trocaram tiros com os bandidos até por volta das 10h, quando a situação se tranquilizou. O tráfego de veículos na Avenida Pastor Martin Luther King Jr. chegou a ser fechado por duas vezes.

Os intensos confrontos deixaram quatro bandidos mortos e um ferido. Os PMs prenderam dois marginais, detiveram adolescente envolvido com o tráfico e apreenderam três fuzis, duas escopetas, pistola, bomba de fabricação caseira, munição de diversos calibres, cocaína, maconha e crack. Na troca de tiros, dois cinegrafistas que acompanhavam a operação e um PM ficaram levemente feridos ao serem atingidos por estilhaços de balas.

Bonde em vans e caminhão

Segundo o capitão Fábio Iecim, do 9º BPM, o Juramento, controlado pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), foi invadido por cerca de 40 bandidos do Complexo do Alemão, ligados ao Comando Vermelho (CV). O bando teria chegado à favela em vans e num caminhão-baú. Ainda segundo o oficial, a atuação da PM praticamente expulsou do morro tanto os invasores do CV quanto os traficantes do TCP - que estavam à frente das bocas de fumo há cerca de um mês, depois de expulsar quadrilha da facção Amigos dos Amigos (ADA) do local.


Terça-feira, 15 Setembro, 2009

Covardia sem limites

O técnico judiciário Ricardo Wagner Lelis Silva, 39 anos, foi morto com dois tiros ao tentar fugir de assaltantes que queriam roubar sua moto Yamaha R1, ontem de manhã, em Ipanema, Zona Sul do Rio. Segundo testemunhas, Ricardo parou em sinal e foi cercado por três bandidos, que ocupavam duas outras motos. Para a polícia, os criminosos são da mesma quadrilha dos que balearam o médico Paulo Athayde Salaverry Lopes, 54, há 20 dias, também para roubar sua moto importada.

Testemunhas disseram que, tão logo o trio anunciou o assalto, Ricardo tentou fugir empinando sua moto, mas foi baleado e caiu. "Tudo começou quando as motocicletas pararam uma de cada lado da moto dele. De repente, começaram a discutir, e Ricardo reagiu. Ainda vi os bandidos fugindo em direção à Lagoa. Eles chegaram a colidir as motos entre si, mas não caíram. Foi horrível, vi o último suspiro dele", contou um comerciante, que testemunhou o crime.

O assassinato aconteceu na esquina das ruas Alberto de Campos e Vinícius de Moraes, a 500 metros de onde Paulo foi baleado. Segundo a polícia, a quadrilha sai da Zona Norte para aterrorizar motociclistas da Zona Sul. "Nos dois casos, os bandidos usavam capacetes e atiraram contra as vítimas. As abordagens coincidem e os alvos eram motos importadas. Estamos checando imagens de câmeras para identificá-los, mas tudo indica que sejam do mesmo bando", disse a delegada Tércia Amoedo, da 14ª DP (Leblon).

Preso assassino da machadada

Policiais da 43ª DP (Guaratiba) prenderam, na segunda-feira, Magno Luiz de Almeida dos Santos, 24 anos, que matou quatro pessoas da mesma família - entre elas, duas crianças - a golpes de machado. O crime monstruoso aconteceu no último dia 3, em Pedra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio. O criminoso foi encontrado no bairro Imbé, em Campos, Norte Fluminense.

Segundo a polícia, Magno estava escondido na casa de parentes no município. Os telefones de familiares do assassino foram grampeados pela polícia, o que facilitou o monitoramento dos passos de Magno. "A mãe dele colaborou bastante com as investigações", contou o inspetor Lobo, da 43ª DP.

Em depoimento, Magno afirmou ao delegado Renato Soares que sofreu abusos sexuais na infância, praticados pelo padrasto, e que decidiu cometer o crime por ter ficado transtornado após ver sua filha de 10 meses ser molestado sexualmente por uma das pessoas que matou. No dia seguinte à chacina, no entanto, a mulher dele, Denise Coelho Conceição, negou que a filha tivesse sido abusada.
Magno matou a sogra, Telvina Coelho da Conceição, 43 anos, o marido dela, Joel Veloso, 50, e dois cunhados, Alan Veloso da Conceição, 8, e Mateus Felipe Veloso da Conceição, 7. Outros três irmãos e um cunhado de Denise foram feridos pelas machadadas.

Polegar meteu o pé!

Em seu primeiro dia no regime aberto, o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, considerado chefe do tráfico no Morro da Mangueira, não retornou à prisão onde deveria dormir e já é considerado foragido do sistema penitenciário. Condenado a 22 anos e 6 meses de prisão, ele ganhou o benefício de passar o dia na rua, segunda-feira, e era esperado até as 22h na Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, com tolerância de atraso de mais duas horas.

Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a fuga já era esperada. Ontem, ele voltou a criticar a decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) e afirmou que o Judiciário deveria fazer uma avaliação mais subjetiva sobre a situação dos criminosos do Rio. O governador Sérgio Cabral, que está em Paris, na França, também comentou o episódio e garantiu que a polícia já está à procura do traficante.

Secretário na bronca

"Não posso concordar que um traficante que arma um grupo de 40 homens para invadir delegacias tenha tratamento de criminoso comum. A experiência nos mostra que traficante que ocupa papel importante na cadeia do crime nunca volta. O resultado tem sido muito ruim para o Rio. Guerra de facções, confronto com muitos mortos", disse Beltrame.

O presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter, afirmou que a VEP manteve Polegar preso enquanto pôde e que a lei de progressão de pena deveria ser alterada.

PM atira em PM após bate-boca

O policial do 12º BPM (Niterói) Alexandre Fonseca Dias, 36 anos, foi baleado por outro PM após discussão, na noite de domingo, em Itaboraí. Atingido de raspão no peito, Alexandre foi socorrido no Hospital Leal Júnior, naquele município, e não corre risco de vida. Alexandre saía do estacionamento de clube no bairro Santo Expedito quando o carro, que era dirigido por sua mulher, Nívea Dias, colidiu com o do também PM Fredson Nascimento Pereira, lotado no Batalhão de Patrulhamento em Vias Especiais (BPVE).

Um terceiro policial, Elias Medeiros Coelho, do 35º BPM (Itaboraí), que fazia o patrulhamento da região, decidiu intervir para tentar acalmar os ânimos. Em meio à discussão, Elias teria sacado a arma e feito o disparo. Na 71ª DP (Itaboraí), o policial disse que deu o tiro em legítima defesa, mas foi autuado por tentativa de homicídio e lesão corporal.


Polícia deixa quatro na horizontal no Fallet

Quatro traficantes foram mortos ontem à tarde, em confronto com policiais do 1º BPM (Estácio) no Morro do Fallet, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio. Os policiais apreenderam 20 fardas completas da Polícia Militar, que poderiam ser usadas pelos bandidos para se disfarçar e cometer crimes. Segundo o tenente-coronel Sérgio Mendes, comandante do 1º BPM, as fardas - calças, camisas, cintos, bonés, coldres e coturnos, tudo novo - aparentemente são originais. "Não há nenhum indício de que sejam falsificadas.

Apesar de todas terem etiqueta, não podemos afirmar se a empresa que as produziu o fez para os bandidos ou se o material foi roubado. Além do inquérito da Polícia Civil, vamos abrir um procedimento para investigar a origem do material", disse o oficial, que especulou sobre a intenção dos bandidos: "Podiam estar planejando um grande assalto, arrastão ou até a invasão de alguma favela rival".

Pistolas, escopeta e drogas

As fardas estavam com os quatro bandidos surpreendidos pela chegada dos PMs, de homens do batalhão de Operações Especiais (Bope) e de dois Caveirões. Um dos mortos no tiroteio foi identificado como Victor Hugo de Souza Pinto, 21 anos. Foram apreendidos duas pistolas, uma escopeta calibre 12, crack, cocaína e maconha.

Menina é encontrada morta em micro-ondas

A morte de Terezinha Aparecida dos Santos, de apenas 7 anos, ocorrida domingo, em São José, cidade próxima a Florianópolis, Santa Catarina, permanece um mistério para a polícia. O corpo da menina foi encontrado pela irmã mais velha, de 10 anos, dentro de um forno de micro-ondas na casa da família, no bairro Potecas.

Segundo o delegado Rodolfo Serafim, responsável pelo caso, o mais provável é que a morte de Terezinha tenha sido uma fatalidade, que pode ter sido provocada por negligência dos pais da criança. De acordo com peritos que examinaram o corpo da menina, não havia sinais externos de agressão. O pulmão e o coração de Terezinha foram retirados pelos legistas e encaminhados para exames complementares, que esclarecerão se a garota morreu ou não por falta de oxigênio.

Parentes acreditam que a menina pode ter sido colocada por alguém dentro do aparelho e afirmaram à polícia que notaram a presença de um veículo suspeito circulando pela vizinhança. "Existe uma remota hipótese de homicídio. Mas, pelos indícios, a conclusão mais provável é de que houve uma tragédia", afirmou o delegado.

Aparelho não funcionava

Os pais de Terezinha contaram à polícia que, na manhã de domingo, ela e a irmã de 2 anos brincavam numa casa de bonecas quando, por volta das 10h, foram chamadas para o banho, mas apenas a menor atendeu. A família, então, começou a procurar pela menina, até que a outra irmã a encontrou dentro do forno, que ficava na casa de bonecas e não estava em uso, por volta das 14h30.

O detalhe que mais intriga os investigadores é o fato de Terezinha ter conseguido se trancar no micro-ondas. "Vamos ouvir as pessoas e ver como era o relacionamento dos pais com a menina. De qualquer forma, manter um micro-ondas, aparelho que tem travas externas, como brinquedo para crianças é algo muito perigoso", disse o delegado.


Sexta-feira , 11 Setembro, 2009

Polícia tranca pecador que assaltou igreja

Acusado de chefiar o bando que invadiu na quinta-feira a Igreja de Sant'Ana, na Praça Cardeal Leme, no Centro, Alfredo de Brito Frassetti, 39 anos, foi preso ontem de manhã, por policiais da 6ª DP (Cidade Nova). Ele estava em casa, no bairro de Realengo, na Zona Oeste.

Reconhecido por fotografia e também pessoalmente por seis das sete vítimas - o padre Egídio Doldi, 80 anos, disse que não chegou a ver a fisionomia dos assaltantes -, o bandido já estava com a prisão preventiva decretada por outro assalto no Rio Comprido. Alfredo negou participação no crime.

O segundo marginal identificado pelos policiais é Damião Ribeiro da Cunha, 49 anos, que não foi encontrado pela polícia. Ele também foi reconhecido por fotografias. A delegada Monique Vidal, que chefia as investigações, pediu ontem à 40ª Vara Criminal a prisão preventiva dos dois. O terceiro integrante do bando ainda não foi identificado.

Alfredo foi apontado pelas testemunhas como sendo o homem que, há mais de uma semana, vinha frequentando a igreja e a cantina que funciona no local. Lá, ele fazia lanches, conversava com os empregados e com os fiéis. "Ele vinha há algum tempo fazendo o levantamento da igreja para realizar o assalto", informou a delegada Monique Vidal.

Covardões executam quatro na Baixada

Quatro pessoas - entre elas, mãe e filho - foram executadas a tiros dentro de uma casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, quinta-feira à noite. Segundo testemunhas, pelo menos quatro homens armados invadiram a residência, no bairro Vasco da Gama. A crueldade dos criminosos chocou os moradores.

Todos foram assassinados com tiros à queima-roupa. Antes, passaram por sessão de espancamento. Os mortos são Luciano de Souza, 35 anos; Mário Sérgio Alexandrino Maciel, 29; Iara Alexandrino Maciel, 49; e outro homem, conhecido no bairro pelo apelido Pará Sapateiro. De acordo com a polícia, o local seria um ponto de venda de drogas.

Os assassinos chegaram ao local por volta das 20h. Logo após, foram ouvidos gritos, seguidos de diversos disparos. Mário Sérgio, que seria o proprietário da casa, e Luciano foram os primeiros a ser executados.

Só queria fazer visita

A dona de casa Iara Alexandrino, mãe de Mário, estava fazendo uma visita ao filho, quando foi surpreendida pelos assassinos. Ela morreu sentada na poltrona da sala. A polícia investiga, a hipótese de vingança de traficantes da região. Nada foi roubado. O caso foi registrado na 54ª DP (Belford Roxo).


Quinta-feira, 10 Setembro, 2009

PM mata um colega

O cabo PM Leandro Marques Pereira matou com tiro no peito um colega de corporação, o cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Leslie Luiz Pinheiro, 36 anos, ontem à tarde, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Segundo testemunhas, Leslie ainda chegou a dizer que era policial, mas foi baleado mesmo assim. Socorrido pelo próprio atirador, ele morreu no Hospital Pedro II.

Leandro e o agente penitenciário aposentado Rubens de Souza Lisboa faziam a segurança de uma van que descarregava cigarros em bazar da Rua Silon Cunha Bueno, na localidade Urucânia, quando Leslie, que estava de folga, chegou ao local para comprar parafusos. Após acompanharam a van até a Avenida Brasil, os dois voltaram ao local. Desconfiado do volume nas costas do cabo, Leandro o surpreendeu pelas costas, gritando 'perdeu, perdeu'. O policial do Bope levantou a camisa e se identificou como militar. Leandro, que é lotado no Grupamento Especial Prisional (GEP), disse que também era policial e atirou várias vezes.

Ao ver a carteira funcional do rapaz, Leandro usou o carro da própria vítima no socorro. No hospital, o cabo se ajoelhou diante do pai do rapaz, o tenente reformado Paulo José Pinheiro, e confessou o crime. "Ele gritou: 'Meu padrinho, me perdoa! Matei seu filho'. Tomei a arma dele e o apresentei ao policial de plantão no hospital. O cara que faz isso é despreparado, maluco. Se era segurança, não tinha que abordar ninguém", criticou.

Bando invade igreja e ataca padre de 80 anos

A ousadia dos bandidos não poupa sequer a casa de Deus. Três homens armados invadiram ontem a Igreja de Santana, no Centro do Rio, e mantiveram sete pessoas reféns, entre elas um padre, durante uma hora. O prédio fica a cem metros de uma delegacia e da Academia da Polícia Civil (Acadepol) e a uma quadra de um batalhão da Polícia Militar.

As vítimas estavam almoçando na cozinha da casa paroquial, por volta do meio-dia, quando foram surpreendidas por três homens armados com pistolas. Eles obrigaram o grupo a ir para um quarto, onde ficaram trancados, e reviraram os cômodos em busca de joias e dinheiro. Do pároco Egídio Doldi, de 80 anos, foram levados R$ 1 mil, que ele tinha sacado minutos antes numa agência bancária, e computador.

'O senhor sabe como que é, né?'

"Conversei bastante com o assaltante que ficou vigiando a gente. Ele pediu desculpas e disse: 'Padre, o senhor sabe como que é, né? Não tenho outra alternativa'. Eu disse: amém. Não me incomodei. Isso virou rotina na nossa cidade", contou o padre, que afirmou que o líder do bando tinha entre 45 e 50 anos. Com Egídio, estavam a cozinheira, três crianças e duas fiéis. Eles foram levadas para a 6ª DP (Cidade Nova), onde prestaram depoimento.


Quarta-feira, 9 Setembro, 2009

Policiais no xilindró

Polícia Federal desarticulou ontem megaquadrilha que praticava crimes como roubos a bancos e de cargas, receptação, fraudes bancárias e extorsão a comerciantes. Faziam parte do bando 16 policiais civis e militares e empresários das regiões dos Lagos e Serrana. Há suspeita de que os criminosos também tenham cometido homicídios. Ao todo, 42 pessoas foram presas, sendo 10 PMs e cinco agentes da Civil. Um policial está foragido.

Segundo a polícia, entre março e agosto a quadrilha roubou oito caminhões, com cargas avaliadas entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão. De acordo com o delegado Elias Escobar, chefe da Delegacia da PF de Macaé, as cargas mais visadas eram as de carne, que após os roubos abasteciam empresa de um dos presos na operação, batizada de Roubo S/A.

Durante as investigações, iniciadas em 2007, após o roubo de R$ 140 mil de Caixa Econômica Federal em Nova Friburgo, os agentes descobriram que os criminosos se dividiam em três bandos, e cada um cuidava de um tipo de crime. "A participação dos policiais era para garantir o sucesso da empreitada criminosa. Atuavam no planejamento, segurança e forneciam armas", explicou o promotor Paulo Wunder, coordenador de Segurança e Inteligência do Ministério Público Estadual (MPE).

A operação mobilizou 400 policiais federais, militares, civis e agentes do MPE para cumprir 58 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão no Rio, em outros 12 municípios do estado e em Além Paraíba (MG).

Sacode na Mangueira

Operação da PM no Morro da Mangueira, Zona Norte do Rio, ontem de manhã, terminou com um homem morto e apreensão de drogas e réplica de fuzil. O objetivo da ação - a primeira comandada por uma mulher, a tenente-coronel Solange Helena do Nascimento Vieira, comandante do 4º BPM (São Cristóvão) - era cumprir 15 mandados de prisão e de busca e apreensão, entre eles o de bandido conhecido como Quinho, que seria o segundo na hierarquia do tráfico local.

Durante um dos tiroteios, o gráfico Leonardo de Paula, 24 anos, foi baleado dentro de casa e levado para o Hospital Souza Aguiar, onde morreu. Três pessoas foram detidas para averiguações. Ao fim da operação, por volta das 13h, dezenas de moradores desceram o morro, denunciando que um soldado do Batalhão de Operações Especiais (Bope) havia estuprado mulher de 21 anos, dentro de sua casa.

O protesto parou a Rua Visconde de Niterói. Ônibus da linha 284 (Praça Seca-Tiradentes) foi interceptado por cerca de 20 homens, que ameaçavam atear fogo ao veículo, na altura da localidade Candelária. Desesperados, os passageiros e o motorista abandonaram o coletivo. Houve novo tiroteio, assustando motoristas que passavam pelo local - alguns voltaram de ré. Em seguida, moradores atearam fogo a pneus e móveis velhos e fecharam a rua com pedras e paus. O tráfego só foi liberado duas horas depois.


Terça-feira, 8 Setembro, 2009

PM sacode o Jacaré e pega carga de erva

Três dias depois da prisão dos traficantes de armas e drogas Ricardo dos Santos Silva, o Tubarão, e Anderson Bonfim de Alencar, o Cabeça, no Paraguai, a PM fez ontem operação na Favela do Jacarezinho, principal 'entreposto' da dupla. Os PMs apreenderam 460 tabletes de maconha prensada, totalizando quase 500 quilos da droga, e três pistolas. Em duas delas, havia adesivo com o símbolo do Super-Homem, uma espécie de marca registrada dos carregamentos de Tubarão.

Por volta de 8h30, 100 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do 3º BPM (Méier), do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré) chegaram à favela e trocaram tiros com traficantes. No confronto, um bandido foi baleado e morreu a caminho do Hospital Salgado Filho, no Méier.

Cabeçada em cana

Seis homens foram capturados na ação: Carlos Henrique Pereira da Silva, o Juninho, Alexsander Ferreira dos Santos, Édson Carlos da Silva, Bruno Pedroso Ferreira, Roberto Carlos Gomes e Édson Gonçalves - segundo a polícia, todos são traficantes. Algumas motos roubadas foram apreendidas, e dois carros que estavam com o IPVA atrasado foram rebocados para o Pátio Legal, na Vila Militar.


Segunda-feira, 7 Setembro, 2009

Bombom ficou a pé

A dançarina Adriana Bombom teve o carro e a carteira de habilitação (CNH) apreendidos, na madrugada de ontem, ao se recusar a fazer o teste do bafômetro numa blitz da Lei Seca que era realizada na Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Como o veículo, um Mitsubishi Pajero, estava com o IPVA atrasado desde 2007, foi rebocado para o pátio do Detran.

Para reaver o carro, Bombom ainda terá que desembolsar R$ 1.149,24. O valor é a soma de duas multas: uma de R$ 191,54 por não pagar o imposto e outra de R$ 957,70 por se recusar a fazer o teste de alcoolemia. "Pela lei, presume-se que o motorista bebeu quando se nega a fazer o teste do bafômetro. Se não tivesse bebido, evidentemente faria o teste, embora não possamos comprovar isso", explicou o subsecretário de Estado de Governo e coordenador-geral da Operação Lei Seca, Carlos Alberto Lopes.

Não tinha ninguém pra dirigir

Segundo o subsecretário,Bombom ainda poderia ter seguido para casa em seu carro, caso tivesse apresentado outro possível motorista que se submetesse ao teste do bafômetro. Ela poderá retirar sua CNH no Detran dentro de quatro dias, mas responderá a processo administrativo. "Ela até pode recorrer, mas por que faria isso, se assinou o auto de infração?", afirmou Lopes, ressaltando que, de 19 de março até o último sábado, as operações da Lei Seca multaram quase 13 mil motoristas e recolheram 5.692 habilitações.

Tiro por causa de celular

A reação de susto ao ter o celular roubado foi o bastante para que o estudante Luiz Gabriel Jesus Correia, 16 anos, fosse morto por um dos assaltantes. O crime aconteceu na noite de sábado, em Bangu, Zona Oeste do Rio, quando o rapaz falava ao telefone com a mãe. O corpo do adolescente foi enterrado ontem à tarde, no Cemitério do Murundu, em Realengo, em clima de forte indignação.

Por volta das 22h30 de sábado, Luiz Gabriel caminhava pela Avenida Ministro Ari Franco, em companhia de um amigo e uma prima, para ir a um baile na Igreja de São Lourenço. No caminho, dois bandidos em uma Honda Biz amarela pegaram o celular dele e o agrediram com um soco no rosto. Assustado, o rapaz fez um movimento para frente e um dos criminosos atirou à queima-roupa, acertando o peito de Luiz Gabriel. "Eles revistaram a gente e o homem mais baixo deu um soco no Gabriel. Quando ouvi o tiro, fiquei desesperado. Ele deu um grito. Achei que iam atirar na gente também, fechei os olhos e orei", contou adolescente também de 16 anos que presenciou o crime.

Outros casos na região

A bala atingiu o coração, o pulmão e uma artéria de Luiz Gabriel, que morreu a caminho do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Pai de outros três meninos, Eduardo Soares Correia estava abalado com a perda do filho. "Fico triste em saber que ele é mais um e ninguém resolve essa situação. Estou indignado, mas acredito em Deus. As pessoas devem se mobilizar. Não podemos ficar parados, esperando acontecer", desabafou Eduardo.

Um tio de Luiz Gabriel contou que, domingo, quando foi liberar a documentação para o enterro, na 34ª DP (Bangu), três vítimas de assalto chegaram para registrar os casos. Segundo ele, uma jovem de 22 anos foi assaltada por volta das 5h de domingo, perto do local onde seu sobrinho foi morto. Até ontem à tarde, o amigo e a prima do jovem, que testemunharam o crime, não haviam sido chamados para depor.

Tubarão ia mandar 90 fuzis às favelas do Rio

Investigações da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) indicam que, além da remessa mensal de cerca de 200 quilos de cocaína, Ricardo dos Santos Silva, o Tubarão, e seu sócio Anderson Bonfim Alencar, o Cabeça, presos na noite de sábado numa boate em Ciudad del Este, no Paraguai, se preparavam para enviar 90 fuzis para favelas comandadas pelo Comando Vermelho (CV) no Rio. A 'encomenda' seria entregue a traficantes que atuam em comunidades como Jacarezinho, os complexos do Alemão e da Penha e as favelas do Dique e Furquim Mendes, todas na Zona Norte.

Segundo a delegada Márcia Beck, que coordenou a última fase do trabalho de três anos de investigações, os traficantes brasileiros já estavam há cerca de um ano baseados no país vizinho. "Além de cocaína e maconha, eles enviavam, em média, 15 fuzis por mês para as comunidades daqui", afirmou a titular da Drae durante a apresentação da dupla, ontem de manhã.

O arsenal que Tubarão e Cabeça tinham adquirido, no entanto, não foi encontrado nas operações de busca realizadas nas mansões ocupadas pela dupla de criminosos em Ciudad del Este. Nos imóveis de luxo, os agentes encontraram apenas duas pistolas e algumas caixas de munição de calibre 9 milímetros.

Com lança-granadas

Segundo informações obtidas pela Drae, a última remessa feita por Tubarão, no mês passado, foi de três fuzis calibre 7.62, enviados para Nilsson Roger da Silva de Freitas, o Roger do Jacarezinho. "Eles estavam preparando o esquema para enviar esses fuzis aos poucos. Pelas informações que temos, as armas seriam de calibre 5.56 e equipadas com lança-granadas", explicou o subchefe operacional da Polícia Civil, Carlos Oliveira.

Policial é assassinado em Copacabana

O policial militar Felipe Lima, 24 anos, foi assassinado com dois tiros no fim da noite de sábado, na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Testemunhas contaram que o PM estava em seu Mercedes Classe A e esperava por um amigo, em frente ao número 433 da via, quando foi baleado na cabeça e no peito por um homem, que chegou e fugiu a pé.

Segundo a polícia, os disparos foram efetuados da janela do carona. O veículo estaria com os vidros abertos. Um terceiro disparo, que teria sido um revide do policial, estilhaçou a porta de um prédio, no lado oposto da rua. Ninguém ficou ferido. O morador de um edifício vizinho disse que o assassino estaria acompanhado de um comparsa, mas a polícia não confirmou a informação.

Logo após o crime, policiais do 19º BPM (Copacabana) realizaram buscas pelo bairro, mas não encontraram o autor dos disparos. Durante a madrugada de ontem, um suspeito foi detido por PMs e encaminhado à 12ª DP (Copacabana). Uma pistola, que foi encontrada no banco do carona do carro do PM, foi apreendida e encaminhada à perícia. Felipe era lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), e estava há cerca de três anos na corporação. Parentes da vítima disseram que o policial e o amigo que esperava pretendiam passar o feriado em Búzios, na Região dos Lagos.

O delegado titular da 12ª DP (Copacabana), Antenor Martins, disse que nenhuma hipótese será descartada, incluindo a de execução, já que nada foi roubado do policial. "Estamos empenhados em solucionar esse caso o mais rápido possível. Vamos trabalhar com todas as hipóteses. Já estamos ouvindo as testemunhas e, acreditamos que, em breve, chegaremos aos autores do crime", ressaltou o delegado.

Polícia fisga Tubarão

Inédita ação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro com agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai terminou com a prisão de um dos principais fornecedores de drogas e armas para favelas do Rio. Ricardo dos Santos Silva, o Tubarão, 34 anos, e seu principal sócio, Anderson Bonfim Alencar, o Cabeça, 30, foram capturados uma das boates mais chiques de Ciudad del Este, município paraguaio na fronteira com o Brasil.

A dupla, que abastecia quadrilhas de todas as facções criminosas, vivia em mansões do outro lado da fronteira, compradas com os lucros milionários oriundos do despejo de cocaína, maconha e fuzis nas favelas. Tubarão e Cabeça vinham sendo monitorados desde o dia 27, quando policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) descobriram que os dois viviam no condomínio de luxo Country Club Paraná, que tem campo de golfe, seguranças armados com escopetas e até hotel 5 estrelas.

Quatro agentes viajaram para Foz do Iguaçu, onde receberam apoio logístico da Delegacia de Narcóticos do Paraná. O passo seguinte foi atravessar a fronteira. O próprio secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, e o sub-chefe operacional da Polícia Civil, Carlos Oliveira, fizeram a intermediação para que a Senad desse suporte à investigação. Perseguindo um dos seis carros usados pela dupla, os policiais chegaram à boate Coyote, a mais badalada da região. Numa das mesas, Cabeça bebia tranquilamente. Em seguida, apareceu Tubarão e os dois acabaram presos.

Civil estava no rastro da dupla desde 2007

Tubarão e Cabeça forneciam armas, munição e mais de 100 quilos de cocaína por mês a favelas como Jacarezinho, Manguinhos, Furquim Mendes, Dique e complexos do Alemão e da Penha. Os dois eram investigados desde março de 2007, quando a Drae descobriu casa usada pela dupla na Favela da Grota. Naquela ação foram apreendidas mais de 30 mil munições, além de duas metralhadoras ponto 30, quatro fuzis e duas pistolas. Vivendo no Paraguai desde o Carnaval, Tubarão levava vida de 'sheik' e ofereceu US$ 1 milhão aos policiais para ser libertado. Seu habitat agora será o 'aquário' de barras de ferro de Bangu.


Domingo, 6 Setembro, 2009

PM mata bombeiro em Irajá

O bombeiro Cláudio Marzo de Oliveira, 39 anos, foi morto por um policial militar ontem à tarde, após reagir a um assalto na Rua Barbosa Pita, em Irajá, subúrbio do Rio. O assassino, o PM Henrique Campelo, disse que e atirou em Cláudio por engano, por tê-lo confundido com um dos bandidos, que fugiram sem levar nada.

Segundo testemunhas, Cláudio estava em sua empresa de reciclagem de óleo quando um funcionário chegava de carro com R$ 3 mil - dinheiro para fazer o pagamento dos empregados - e foi atacado por dois homens em moto. Com uniforme de educação física dos bombeiros e armado de pistola, Cláudio reagiu e atirou duas vezes.

Os bandidos fugiram e foram perseguidos pelo bombeiro, de arma em punho. O PM, que estava de folga, viu a confusão, que pensou ser um arrastão, e atirou em Cláudio. Segundo um primo da vítima, o policial chegou a afirmar que 'preferiu atirar no negão armado'. "Isso mostra o despreparo da corporação que está aí para defender a nossa vida. Se meu primo não fosse militar, tentariam mudar o fato, até colocar arma na mão dele", criticou.

'Irmãos Metralha': o terror de São Gonçalo

Se nos quadrinhos o trio Irmãos Metralha é todo atrapalhado e tem como maior objetivo roubar o cofre do Tio Patinhas, na vida real eles são quatro e, há pelo menos oito anos, aterrorizam os moradores de São Gonçalo. Eduardo da Silva, o Dudu, 34 anos, Fabiano da Silva Ferreira, o Fu, 29, Leandro da Silva, o Quiquinha, 31, e Cristiano da Silva, 32, são alvos de pelo menos cinco inquéritos na 73ª DP (Neves).

Segundo a polícia, desde 2001 eles praticam crimes como assassinato, roubo e tráfico de drogas na cidade. Há informações de que a quadrilha também já atuou nas áreas da 74ª DP (Alcântara) e da 81ª DP (Itaipu, em Niterói).

O setor de inteligência da 73ª DP (Neves) monitora os passos dos Irmãos Metralha. A crueldade do quarteto impressiona. Cristiano é acusado de assassinar um moto-taxista a tiros em São Gonçalo apenas porque ele se recusou a lhe dar carona, além de ser acusado da morte de outro homem, que devia dinheiro a ele. Já Eduardo deu um tiro no pé do ex-sogro porque a vítima não concordava com o namoro da filha. Os irmãos também são acusados de praticar assaltos a ônibus e a comerciantes da região.

Liberdade condicional

Fabiano está em liberdade condicional - em 2001 ele foi condenado por tráfico de drogas. Já Leandro tem mandado de prisão decretado pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.


Sexta-feira , 4 Setembro, 2009

PM leva 15 tiros em Campo Grande

O primeiro sargento da Polícia Militar Manoel Antônio da Silva, 43 anos, foi morto no início da tarde de ontem, ao tentar impedir um assalto em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a PM, ele foi atingido por pelo menos 15 tiros. O sargento estava de folga.

O crime aconteceu por volta das 12h, na Estrada do Pedregoso. Segundo a polícia, pelo menos cinco homens armados, em dois carros, chegaram a uma lotérica e anunciaram o assalto. À paisana, no momento em que saía de um supermercado, o sargento percebeu a ação de dois bandidos e reagiu. Três comparsas se aproximaram e fizeram vários disparos contra o PM, que chegou a ser levado para o Hospital Rocha Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

Os bandidos fugiram levando aproximadamente R$ 4 mil da lotérica e a pistola de Manoel, que era lotado no 27º BPM (Santa Cruz). Há informações não confirmadas pela polícia de que o PM fazia bico como segurança para estabelecimentos comerciais da Estrada do Pedregoso.

Policiais da 35ª DP (Campo Grande) estiveram no local do crime, mas até a noite de ontem não tinham conseguido localizar nenhuma testemunha que pudesse fornecer informações sobre os criminosos. Peritos do Instituto Félix Pacheco e do Carlos Éboli fizeram perícia de local e recolheram impressões digitais.

A delegada Tatiene Damares disse que requisitou imagens do circuito de câmeras da casa lotérica, mas ainda não sabe se o equipamento gravou a ação dos criminosos ou apenas filmou.

Depois da liberdade, Lambari volta à cadeia

A festa que traficantes da favela do Jacarezinho preparavam para o traficante Marcos Vinicius da Silva, o Lambari, com direito a queima de fogos, teve que ser cancelada. Isso porque depois de deixar o presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, às 11h de ontem, pela porta da frente, o bandido foi surpreendido por agentes da Polícia Federal com novo mandato de prisão e acabou voltando para a cadeia.

Com um alvará de soltura em mãos e o direito de permanecer em liberdade para cumprir pena em regime aberto, graças a decisão da Justiça de Curitiba, Lambari viajou de avião em direção ao Rio. Quando estava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ele foi abordado e preso pelos policiais federais, desta vez, baseado em nova decisão do juiz Carlos Augusto Borges, titular da Vara de Execuções Penais (VEP).

"Expedi o mandato porque um preso não pode ser colocado direto no regime aberto. Primeiro vem o semi-aberto", explicou Borges.

Lambari foi transferido para Catanduvas com mais 11 chefes do tráfico carioca em janeiro de 2004. Agora, ele ficará no presídio Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Gericinó, específico para presos do regime semi-aberto. Mas ele só poderá deixar a unidade se conseguir um emprego ou para visitar a família após nova análise da VEP.


Quinta-feira, 3 Setembro, 2009

Acesso de fúria deixa 4 mortos na Zona Oeste

O biscateiro Magno Luiz Almeida dos Santos, 24 anos, matou quatro pessoas da família da esposa e feriu outras quatro usando um machado. O massacre ocorreu em Pedra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio, ontem de madrugada, na casa onde o assassino morava com a mulher, Denise Coelho Conceição, 22, a filha de 10 meses e outras dez pessoas, na Rua Domingos Corrêa de Moraes.

Quando o biscateiro teve o acesso de fúria, por volta de 3h30, todos dormiam em camas, colchonetes e edredons espalhados pelo chão. Magno matou a sogra, Telvina Coelho da Conceição, 43, o marido dela, Joel Veloso, 50, e dois irmãos pequenos da esposa, Alan, 7, e Mateus, 6. Denise conseguiu escapar para a casa de um vizinho levando a filha do casal, a irmã, de 20 dias, e a sobrinha, de 6 anos.
Em depoimento na 43ª DP (Pedra), Denise relatou que, enquanto dava os golpes, o marido gritava: "Não vou deixar fazer com meu filho o que fizeram comigo". A afirmação seria em referência a suposto caso em que a filha de Magno teria sido molestada por um dos meninos mortos.

Lista de nomes na carteira

Denise negou que a filha tenha sido abusada e contou que, poucas horas antes do crime, o biscateiro havia dito: "Hoje eu não estou bem, tem alguma coisa me perturbando". Ela relatou ainda que, antes de dormir, encontrou na carteira de Magno uma lista com os nomes de toda a família, dividida em três partes.

Acordados pelos gritos de desespero, moradores chegaram a perseguir o assassino, empunhando paus, foices e facões, mas ele escapou de bicicleta. Policiais suspeitam que Magno tenha ido para Campos, onde tem família, após pegar dinheiro na casa da mãe.

Em Rio das Ostras, adolescente afoga bebê

Uma menina de 1 ano e 8 meses foi encontrada morta dentro de um balde, em casa, no bairro Âncora, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, na manhã de quarta-feira. Segundo a polícia, a criança teria sido afogada pelo namorado da mãe, um adolescente de 16 anos. O menor havia ficado responsável por vigiar a menina, enquanto a mãe dela estava no trabalho.

Após matar o bebê, o rapaz fugiu para a casa da mãe, em São Gonçalo, onde confessou o crime. O adolescente, então, foi levado pelo padrasto à 74ª DP (Alcântara) e relatou o caso ao delegado Emanuel Abud. Ele disse ao delegado que teria ficado irritado com o choro da criança e resolveu afogá-la no balde.


Quarta-feira, 2 Setembro, 2009

Tarado vai pro xadrez

Apontado como o maníaco que vem atacando mulheres na Zona Norte de Niterói, Djalma Dias de Britto Filho, 32 anos, já foi reconhecido por três de suas vítimas. Ele foi preso na noite de segunda-feira, no Centro do município, depois de tentar violentar outra mulher, que conseguiu escapar e pedir socorro a policiais do 12º BPM (Niterói), que detiveram o acusado em flagrante. Ela seria a quinta vítima do tarado.

Djalma está preso na carceragem da Polinter em Neves, São Gonçalo, e deve ficar frente a frente com suas vítimas ainda esta semana. Segundo a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói, ele já tem uma condenação de 19 anos de prisão por estupro e atentado violento ao pudor, mas desde 2007 cumpria a pena em regime semi-aberto na Casa do Albergado Coronel Francisco Spargoli da Rocha - próximo aos locais onde as vítimas teriam sido atacadas.

Fingiu estar armado

O suspeito foi capturado após tentar violentar mulher de 37 anos, que esperava pelo marido na Avenida Feliciano Sodré, Centro de Niterói. Fingindo estar armado, ele abordou a vítima e anunciou assalto, mas após descobrir que na bolsa da mulher não havia nada de valor, abraçou-a e saiu caminhando. Assustada, a vítima gritou ao ver dois homens que caminhavam do outro lado da rua. Os dois a socorreram, e Djalma fugiu correndo, mas foi alcançado por PMs que passavam pelo local.

PM mata três e pega arsenal no Juramento

Três bandidos mortos, um preso e um verdadeiro arsenal do tráfico apreendido. Esse foi o resultado de uma operação da Polícia Militar, que mobilizou cerca de 150 homens de cinco batalhões, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, onde desde sábado traficantes de facções rivais travam uma batalha pelo controle das bocas de fumo. Três carros blindados e dois helicópteros foram usados durante a ação.

Os PMs chegaram à comunidade por volta das 6h. Houve intensa troca de tiros. Encurralados, traficantes que estavam na favela e na mata foram empurrados para os morros da Serrinha e São José da Pedra, já em Madureira. Houve nova troca de tiros e três criminosos foram baleados. Eles foram levados para o Hospital Carlos Chagas, mas não resistiram aos ferimentos.

Armamento pesado

Na operação, foram apreendidos dois fuzis, dos quais um AK-47; uma metralhadora calibre 9 milímetros, do Exército argentino; duas pistolas; uma escopeta calibre 12 e cinco carregadores para diversos calibres, além de vários radiotransmissores, três cadernos com a contabilidade do tráfico, munição, maconha, haxixe, um casaco do Exército e farto material para embalar drogas.

O bicho pegou na Fé


Intenso tiroteio entre traficantes do Morro da Fé, na Vila da Penha, e agentes da Polícia Civil levou pânico a quem passava pelo entorno da comunidade na manhã de ontem. Quatro policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) acompanhavam fiscais da Light, que iam checar denúncia de furto de energia em um clube, quando foram recebidos a bala. Os policiais e os funcionários da concessionária ficaram encurralados por cerca de 10 minutos. Dois carros da empresa foram atingidos por tiros.

O grupo só conseguiu deixar o local depois que agentes de várias delegacias - com apoio de três Caveirões e um helicóptero, além de PMs do 16º BPM (Olaria) - prestaram socorro. Ainda assim, os bandidos continuaram atirando. A Avenida Vicente de Carvalho chegou a ser interrompido. Dezenas de pessoas que estavam dentro do clube tiveram que se jogar no chão, inclusive 50 idosos que faziam ginástica em uma base de projeto do governo do estado no local.

Em estado de choque

A situação demorou cerca e uma hora e meia para voltar ao normal na região. Os técnicos da Light ficaram em estado de choque. "Só deu para nós protegermos os técnicos da Light e nos abrigarmos", contou o delegado-titular da DDSD, Eduardo Freitas, que revelou que os bandidos que atiraram contra os policiais e os funcionários da concessionária já estão identificados. "Temos uma investigação sobre eles há algum tempo. Quando menos esperarem, munidos de mandados de prisão, vamos capturá-los um a um, sem precisar trocar tiros e levar pânico aos moradores".

Segurança de chefão é preso


Durante operação da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), ontem, no Morro da Mangueira, policiais prenderam Fabiano Santos da Silva, de 21 anos, conhecido como Dé, considerado homem de confiança de dois bandidos que controlam a venda de drogas na favela. Com o preso, foi apreendida uma pistola Glock, calibre 9 milímetros.

Os investigadores receberam informações sobre a localização de Wagner da Silva Assunção, o WG ou Sargento, um dos chefes do tráfico na comunidade. Ao chegarem perto do ponto indicado, os policiais foram recebidos a tiros. Dé atirou contra os policiais e acabou baleado nas nádegas. Ele também levou um tiro de raspão no braço e foi atendido no Hospital Souza Aguiar, no Centro, antes de ser apresentado na sede da 17ª DP (São Cristóvão).

Segundo as investigações da polícia, Dé trabalhava como segurança para WG e também tem a confiança de Edgar Alves de Santana, que também controla as bocas de fumo da Mangueira. O endereço onde estaria o chefe do tráfico é uma casa no alto do morro, numa localidade conhecida como loteamento. Dé já tinha anotação criminal por roubo e furto.

Menos roubos

O delegado da 17ª DP, Túlio Pelosi, destacou que o índice de roubos na região diminuiu muito, principalmente o de automóveis. Segundo ele, os bandidos da Mangueira estariam atuando nas áreas da 25ª DP (Engenho Novo) e da 20ª DP (Vila Isabel).


Terça-feira, 1 Setembro, 2009

Ônibus cai de viaduto

Duas pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas - duas delas em estado grave - em acidente ocorrido no fim da tarde de ontem, quando um ônibus da linha 397 (Campo Grande-Praça Tiradentes), da empresa Ocidental, despencou de um viaduto na pista sentido Centro da Avenida Brasil, altura de Parada de Lucas, Zona Norte do Rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, os mortos, que até o fim da noite de ontem não tinham sido identificados, são de um homem e de uma mulher. Ela seria a cobradora do coletivo e ele, um dos passageiros.

As duas vítimas morreram na hora. Os feridos foram socorridos por bombeiros dos quartéis de Parada de Lucas e Irajá. Oito deles foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha - onde uma mulher, que já chegou em estado grave, foi operada. As outras foram encaminhadas para os hospitais Geral de Bonsucesso, Salgado Filho, no Méier, e Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias, onde foram socorridos o motorista Rogério Souza Vieira, 47, e um homem que teve traumatismo craniano.

As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas passageiros afirmaram que o veículo, que estava com os pneus carecas, trafegava em alta velocidade. Ao cair, o ônibus ainda atingiu um carro, que ficou completamente destruído. Não havia ninguém no interior do veículo. O trânsito ficou bastante congestionado no local do acidente.

O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) informou que só se pronunciaria oficialmente quando tomasse conhecimento das causas do acidente com o coletivo.

Civil encontra cemitério da milícia no Barbante

Um cemitério clandestino usado por milicianos da Liga da Justiça foi descoberto pela polícia, ontem de manhã, dentro de um estaleiro abandonado, nos fundos da Favela do Barbante, em Inhoaíba, Campo Grande. Após dois meses de investigação, agentes da Delegacia de Homicídios da Zona Oeste (DH-Oeste) chegaram ao local, onde foram encontrados dois corpos, um crânio e um pedaço de fêmur.

V., de 22 anos, reconheceu informalmente um dos corpos como sendo do seu pai, o sargento reformado do Exército Vicente de Souza, de 90 anos, capturado por milicianos junto com três familiares e um vizinho, em 30 de junho: "Tudo isso é muito triste. Mas é melhor que seja assim, porque acaba nosso sofrimento de uma vez por todas".

Buscas em cisternas

"Os parentes reconheceram pelas fotos o corpo que seria o do senhor Vicente. Mas vamos colher DNA agora para termos uma prova científica, além da testemunhal", afirmou o delegado Antônio Ricardo.

As buscas continuarão hoje. Desta vez, os bombeiros usarão novas máquinas para tentar esvaziar sete cisternas que concentram mais de 100 mil litros d'água. Há denúncias de que haveria corpos nesses locais. Uma retroescavadeira também deverá ser utilizada no trabalho.

Antes tarde do que nunca

Quase 20 anos depois de ver o pai ser morto na sua frente, na Paraíba, o porteiro de um prédio da Lapa, no Rio, deu de cara com o assassino no Centro de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão, domingo. João Barreto da Silva Neto, 34 anos, identificou imediatamente o criminoso e chamou um segurança. Levado por PMs para a 17ª DP (São Cristóvão), Severino Barbosa Camelo, 46, confessou o homicídio e reconheceu o filho da sua vítima.

Norberto Barreto da Silva, que tinha 54 anos, foi morto no dia 15 de outubro de 1989 dentro de seu bar. Daqui a 45 dias, Severino não poderia mais ser preso, porque o crime iria prescrever quando completasse 20 anos.

"Matei em legítima defesa. Um outro filho dele jogou uma garrafa de cerveja em mim, e a vítima pegou uma faca para me matar", afirmou Severino.

João contestou a versão do assassino. "É mentira dele. Ele matou um homem morto. Meu pai estava com câncer de próstata, muito mal. Ele é um covarde".

O porteiro contou que foi a segunda vez que viu Severino. Na outra ocasião, na Feira Nordestina de Duque de Caxias, ele nada fez porque sua mulher implorou que ficasse quieto, por medo do criminoso. "Mas eu tinha certeza que iria encontrá-lo outra vez. Soube pelos meus parentes que ele estava aqui. Então, comecei a procurar nas barracas da feira".

O criminoso tem prisão decretada pela Vara Única de Justiça de Aroeiras, na Paraíba. Ontem, ele foi transferido para a Polinter, de onde deverá ser mandado de volta para sua terra natal.

Severino atirou no tórax de Norberto após discussão porque o assassino queria mais cerveja, mas o comerciante mandou encerrar o expediente do bar.

Terror no Juramento

A guerra travada por todo o fim de semana pelo controle dos pontos de venda de droga no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte - que deixou cinco policiais militares feridos -, teve mais um capítulo de terror ontem à tarde. Durante quase três horas, intenso tiroteio entre traficantes e cerca de 30 homens do 9º BPM (Rocha Miranda) interrompeu três vezes o funcionamento da Linha 2 do metrô e obrigou a interdição da Avenida Pastor Martin Luther King Jr. Motoristas, comerciantes e moradores viveram momentos de pânico. Ninguém se feriu.

A ação da PM, que começou às 14h, tinha como objetivo atacar as duas quadrilhas que disputam o território desde sexta-feira. Parte dos policiais seguiu para o Juramento, dominado por traficantes da Serrinha, em Madureira, da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Outros PMs subiram pela favela vizinha, o Juramentinho, que serve de base para os bandidos do Comando Vermelho (CV) vindos da Vila Cruzeiro, do Pavão-Pavãozinho e do Alemão.

Homens do 3º BPM (Méier) foram chamados para dar apoio. O Caveirão subiu o Juramento, houve mais tiros e até granadas foram lançadas contra os policiais. "Não adianta a polícia se meter na guerra e ir embora. Tem que ficar e expulsar todo mundo", pediu uma moradora.

Sem poder seguir adiante, motorista protestou: "É absurdo o Estado não resolver. Uma coisa é o tráfico, que existe em qualquer lugar. Aqui é domínio de território, com armas de guerra".

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