Sábado, 31 Outubro, 2009

Família do mal em cana

Polícia Civil desferiu ontem golpe certeiro contra as finanças da quadrilha que controla o tráfico de drogas no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Além de prender 10 pessoas, a operação Família S/A conseguiu que a Justiça ordenasse o sequestro de apartamento avaliado em R$ 150 mil, onde morava uma irmã do chefão da favela, Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, considerado 'presidente' da facção criminosa Comando Vermelho.

De posse de 36 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 200 policiais subiram o morro e cercaram as ruas próximas, com o objetivo de desarticular financeiramente a quadrilha. Entre os presos, estão Silvia Regina Rosário Rodrigues, mulher de Isaías, a irmã do traficante, Emília Costa Rodrigues, e Flávia Santos Oliveira, mulher de William Rodrigues Vieira, o Robocop, ex-'gerente' do Borel preso em agosto - Emília é mãe de Robocop e vivia no imóvel que foi sequestrado por ordem da Justiça, na Rua Conde de Bonfim.

Outros 13 mandados de prisão foram cumpridos em presídios do Rio e de Catanduvas, no Paraná, para onde Isaías foi transferido em janeiro de 2007.

Gerentão vazou

Foram presos ainda Leandro de Oliveira, o Bocão, Gabriel Gardelino de Lima, Arnaldo Borges Júnior, Marivaldo José de Oliveira, Mauro Sérgio Leal, o McGyver, Rafael Caldeira Barbosa e Roberto Carlos Pires Cordeiro. Entre os que conseguiram escapar está Moisés Timóteo da Silva Lisboa, o Timóteo, atual 'gerente geral' do Borel.

Só coisa fina nos apês

Os imóveis revistados pelos policiais durante a operação Família S/A - além do apartamento da Conde de Bonfim, os agentes foram a outro na Rua Santa Carolina, onde vivia a mulher de Isaías - revelaram o alto padrão de vida bancado pelo tráfico de drogas: geladeiras de aço inox, TVs de LCD em todos os cômodos e decoração que incluía revestimento de mármore nas paredes.

"Essas pessoas não integram o braço armado do tráfico, mas são beneficiadas diretamente. Algumas delas nunca trabalharam na vida para ter apartamento próprio, carro zero-quilômetro e itens de luxo dentro de casa", afirmou o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Em busca do ouro

Atacar as finanças dos chefões do tráfico foi uma das medidas adotadas pela polícia como resposta aos ataques protagonizados por traficantes ligados à facção Comando Vermelho, que culminaram com a derrubada de helicóptero da PM, há duas semanas, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Turnowski afirmou que a operação de ontem foi apenas o começo dessa nova fase do combate ao tráfico e que famílias de outros chefões do crime serão alvo de ações semelhantes, inclusive com o sequestro de bens comprados com dinheiro obtido ilicitamente. "Continuaremos com ações para retirar armas e drogas, mas agora o principal é buscar o dinheiro do lucro do negócio", disse Turnowski.


Quinta-feira, 29 Outubro, 2009

Um morto em assalto na Tijuca

O agente penitenciário Paulo Henrique Herculano Barroso, 39 anos, foi morto ao reagir a assalto, ontem de manhã, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O oficial da Marinha Washington Tavarez Gomes, 62, que passava pelo local, foi atingido no peito por bala perdida. Seu estado de saúde é estável.

Paulo Henrique acompanhava um amigo, que tinha ido sacar dinheiro em agência bancária na Rua Haddock Lobo, quando dois bandidos em moto abordaram a dupla e anunciaram o assalto. O agente penitenciário reagiu e acabou baleado num dos braços, na barriga e no peito. Ele chegou a ser levado para um hospital particular no bairro, mas morreu três horas depois de ser operado.

Segundo testemunhas, a ação dos bandidos foi rápida. Paulo teria deixado sua pistola cair, mas não se sabe se ela foi levada pelos assaltantes. A PM acredita que os bandidos sejam do Morro de São Carlos, no Estácio. "Foi muito tiro. Uma coisa assustadora, que virou rotina na Tijuca. Não aguentamos mais", disse o funcionário público Pedro Antunes, 34 anos.

Civil detona o paiol da bandidagem em Acari

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) 'estouraram' paiol de armas e munição ontem de manhã, na Favela de Acari, subúrbio do Rio. A quantidade e variedade do material encontrado surpreendeu até o titular da DRFC, Deoclécio de Assis, que avaliou o prejuízo dos traficantes em cerca de R$ 1 milhão. Ninguém foi preso, e não houve confrontos durante a operação.

Num prédio que abrigava fábrica de leite e tinha sido invadido por sem-teto há sete anos, os agentes encontraram três fuzis calibre 7.62, um fuzil 5.56, duas submetralhadoras 9 mm, lança-rojão, cinco pistolas, 15 granadas, cinco rádios, cinco mil projéteis de vários calibres e nove caixas de morteiros, além de carregadores para pistolas e dezenas de fardas pretas completas - calças, camisas, casacos, coturnos, e toucas ninjas, tudo na cor preta. Os trajes, segundo os policiais, são semelhantes aos usados pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope).

QG do crime

O paiol foi localizado graças a uma denúncia anônima. O material estava escondido em vários pontos do prédio de três andares, que servia como uma espécie de 'quartel-general' do tráfico de Acari.

Civil pega em Itaguaí outro acusado de envolvimento em assassinato

Policiais civis prenderam ontem à tarde, em Itaguaí, Reginaldo Martins da Silva, 32 anos, acusado de envolvimento no assassinato do coordenador da ONG AfroReggae, Evandro João da Silva, morto em assalto no Centro do Rio, há 12 dias. O bandido foi capturado na casa da mãe, na Favela do Cação.

Pouco antes da prisão de Reginaldo, a Justiça Militar autorizou que o capitão Dennis Bizarro e o cabo Marcos Salles - acusados de pegar objetos de Evandro e não socorrê-lo - voltassem à 1ª DP (Praça Mauá) para fazer o reconhecimento de Rui Mário Maurício Macedo, o Romarinho, 34 anos, também acusado de participação no crime e preso na noite de terça-feira.

Os dois PMs confirmaram ter revistado Romarinho no local onde Evandro foi morto. "Já temos as imagens, a confirmação da autoria por Rui Mário e agora o reconhecimento formal. Mas a postura dos policiais está sendo investigada pela Justiça Militar, onde eles devem prestar depoimento semana que vem", explicou o delegado José Luiz Duarte.

Advogado dos policiais, Haroldo dos Anjos afirma que os dois não viram o corpo de Evandro e que guardaram a jaqueta e os tênis dele no carro. "O casaco e o tênis estavam na calçada. Os policiais ainda perguntaram se aquilo pertencia aos dois suspeitos, mas eles negaram. O intuito não era roubar, até porque eles não sabiam o que tinha acontecido ali", afirmou Haroldo.

Zina vai pro xilindró por posse de cocaína

Integrante do elenco do programa humorístico Pânico na TV, da Rede TV!, Marcos da Silva Heredia, o Zina, foi detido ontem de manhã, no bairro Parque Panamericano, Zona Norte de São Paulo, com uma cápsula de cocaína. Como a quantidade de droga não caracterizava o crime de tráfico de drogas, Zina foi liberado após prestar esclarecimentos e assinar termo circunstanciado (espécie de registro de ocorrência) no 74° DP (Jaraguá).

Zina foi detido por volta das 7h, quando policiais militares checavam denúncia anônima sobre a presença de dois homens armados na Rua Capela da Lagoa. No local, os PMs desconfiaram da atitude de Zina e de outro homem e resolveram abordá-los. De acordo com os policiais, Zina resistiu à abordagem e, ao ser revistado, foi flagrado com a cápsula de cocaína no bolso.

Zina, que não é ator, ficou famoso após aparecer em um dos quadros do programa humorístico com a frase "Ronaldo brilha muito no Corinthians". Atualmente, ele faz aparições ao lado de Sabrina Sato e Alfinete, e contracena com personalidades do futebol e da TV, que ajudam o programa a atingir, por alguns minutos, a liderança na disputa pela audiência aos domingos.


Terça-feira, 27 Outubro, 2009

Pagodeiro some sem deixar rastro

O cantor de pagode Marcelo Procópio Machado, o Marcelo Penna, 27 anos, está desaparecido há 15 dias. Intérprete da música Batucada Boa, que faz o maior sucesso na noite, ele tem nada menos do que 15 passagens pela polícia - a maioria por estelionato, embora seja suspeito de envolvimento em um homicídio, ocorrido em fevereiro de 2007.

Segundo a família de Marcelo, que mora em Volta Redonda, Sul Fluminense, o pagodeiro fez o último contato no dia 16 e avisou que estava indo para show em Belo Horizonte (MG). Desde então, não deu mais notícias. A mãe do cantor, Cecília Pena, disse que o filho vinha recebendo ameaças de morte anônimas por telefone, por conta de dívidas que teria com algumas pessoas em Volta Redonda.

É casado e tem filhos

"Meu filho ligou dizendo que estava em Belo Horizonte e que ficou com medo das ameaças. Estamos desesperados com o que pode ter acontecido com ele, que é casado e tem filhos", disse Cecília.

Segundo o delegado adjunto da 93ª DP (Volta Redonda), Michel Floroschk, o show na capital mineira não aconteceu, pois Marcelo desapareceu antes.

Esquartejador na gaiola

Policiais da 59ª DP (Duque de Caxias) prenderam, no fim da madrugada de segunda-feira, o traficante e assassino Bruno Sobreira de Araújo, o Bruninho Esquartejador, 23 anos, apontado como 'gerente' das bocas de fumo de quatro favelas de São João de Meriti - os morros do Gonçalves, do Amor, Sumaré e Azul. Ao ser capturado, na saída de uma casa de shows no município, o bandido estava com 45 trouxinhas de maconha.

De acordo com os policiais, Bruninho é braço-direito do traficante Luiz Antônio Vilela, o Micru, chefão do tráfico nas quatro favelas, e concentra todas as decisões na ausência do chefe - que atualmente estaria escondido no complexo de favelas da Penha, Zona Norte do Rio, especialmente a Vila Cruzeiro.

Segundo o titular da 59ª DP, delegado Antônio Silvino, Bruninho é suspeito de matar e esquartejar um homem, há 15 dias, por ordem de Micru. Após o assassinato, o bandido teria cortado a vítima e espalhado os pedaços do corpo pelas ruas da localidade Vila Rute, em São João de Meriti, com o intuito de aterrorizar os moradores.

Sandro Guedes Leite, 32 anos, que segundo a polícia trabalhava como motorista de Micru, foi preso junto com Bruninho. O criminoso estava ao volante de um EcoSport azul que tinha sido roubado em julho, em Campos Elíseos, Duque de Caxias. Sandro já havia sido preso e condenado por roubo, e atualmente estava em liberdade condicional.

Civil dá o bote e pega dez quilos de crack

Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) fizeram uma das maiores apreensões de crack deste ano ontem, na Favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio. Numa casa abandonada, os agentes encontraram cerca de 10 quilos da droga, divididos em 10 tabletes. O material estava escondido dentro de um fogão no imóvel. De acordo com a polícia, a droga vale pelo menos R$ 80 mil.

Segundo o delegado Marcus Vinícius Braga, titular da Dcod, os tabletes de crack seriam divididos e dariam origem a cerca de 50 mil pedras. Com cada pedra vendida a R$ 5, o faturamento dos traficantes chegaria a R$ 250 mil. Levantamento feito pelos policiais indica que 60% da droga vendida em Manguinhos é crack - a maconha responde por cerca de 35% das vendas das bocas de fumo e a cocaína, os 5% restantes. "A favela do Rio que mais sobrevive do crack é Manguinhos. É ali que está a principal cracolândia", afirmou Braga.

Em agosto, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos apreenderam cadernos com a contabilidade do tráfico local, cujas anotações mostravam que, entre fevereiro e julho, a quadrilha liderada pelo bandido conhecido como Daniel Papai movimentou 325 quilos de crack e teve lucro de mais de R$ 500 mil mensais.

Quase 300 são presos por tráfico

Em megaoperação de combate ao tráfico de drogas realizada ontem, a polícia do Paraná prendeu 279 pessoas e apreendeu mais de uma tonelada de drogas, além de armas, carros e celulares. A ação mobilizou 1.180 policiais da Divisão Estadual de Narcóticos, Polícia Militar e Policia Rodoviária Federal, que buscavam cumprir 566 mandados de busca e apreensão e de prisão.

O secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, comemorou o sucesso da ação. "A mim, pessoalmente, surpreendeu (o resultado da operação), porque imaginava que ainda haveria alguns problemas administrativos, problemas com a Justiça, e não imaginava que o resultado fosse tão expressivo", afirmou Delazari, ressaltando que 95% dos homicídios ocorridos em Curitiba decorrem de envolvimento com drogas.

Foram apreendidos 1.283 quilos de maconha, 3,5 quilos de cocaína, 3,7 quilos de crack e 52 armas. Segundo o delegado-chefe da Divisão Estadual de Narcóticos, Marcus Vinicius Michelotto, a ação alcançou todos os objetivos. "O trabalho de investigação tinha como objetivo neutralizar as quadrilhas que atuam em todo o estado. Um golpe certeiro nos traficantes", disse Michelotto.

Tragédia na Kelson's

Ana Cristina Costa do Nascimento, 24 anos, morreu atingida por bala perdida na noite de domingo, durante operação de policiais do 16º BPM (Olaria) na Favela Kelson's, Penha, Zona Norte do Rio. A filha de 11 meses da vítima, que estava no colo da mãe, foi ferida no braço esquerdo pelo mesmo tiro que matou Ana Cristina. Os PMs afirmam que o tiro partiu de bandidos, mas a família da jovem acusou policiais pelo crime.

Na 22ª DP (Penha), os policiais contaram que perseguiam dois homens em moto e que foram recebidos a tiros no principal acesso à favela. Os PMs alegaram que não revidaram aos disparos porque a rua estava cheia de moradores. Eles entregaram quatro fuzis e quatro pistolas para serem periciados. Segundo o laudo cadavérico, a bala que atingiu Ana Cristina entrou pelo peito, perfurou o pulmão e saiu pelas costas.

'Fui baleada'

Ana voltava da casa da irmã, em Vista Alegre, com o marido e dois dos três filhos, por volta das 23h, quando os PMs chegaram à favela. Marido da vítima, Anilton Aragão, 24 anos, afirmou que não houve troca de tiros e contou que ninguém percebeu que o carro da PM estava na favela, porque a sirene estava desligada. "Já vimos a polícia em cima, atirando. A gente só pôde se jogar no chão, e minha mulher só teve tempo de dizer: 'Fui baleada no peito'."


Segunda-feira, 26 Outubro, 2009

Chefão em cana

Policiais do 3º BPM (Méier) prenderam na tarde de ontem o traficante Fábio Luiz Gonçalves dos Santos, o Binho da Matriz. Chefão da bandidagem no Morro da Matriz, na Zona Norte, ele é suspeito de integrar o bando que invadiu o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na noite do dia 16 deste mês.

Flagrado pelos policiais quando passava de moto pela Avenida Marechal Rondon, Binho, que estava com várias balas de calibre 9 milímetros, ainda tentou subornar os policiais militares oferecendo-lhes dinheiro para que fosse liberado.

Ameaça de resgate

Levado para a 23ª DP (Méier), o traficante foi transferido ontem mesmo para a carceragem da Polinter do Centro. Preocupados com a possibilidade de traficantes tentarem invadir a delegacia para resgatar o bandido, a segurança no local foi reforçada com o apoio de agentes da 25ª DP (Engenho Novo).

Marginais assaltam bancas de jornal, padaria e farmácia em apenas uma hora

Comerciantes da Tijuca viveram manhã de terror, ontem, nas imediações da Praça Saens Peña e do Morro do Salgueiro. Pelo menos quatro estabelecimentos foram assaltados entre as 8h e as 9h nas ruas Desembargador Isidro e General Roca. Funcionários de duas bancas de jornais, de uma padaria e de uma farmácia disseram ter sido assaltados por dois homens, armados com pistola, que fugiram num táxi.

Dono de uma das bancas, a 80 metros de cabine da PM, o jornaleiro Célio Neves, 53 anos, foi rendido por um dos assaltantes, enquanto o outro ladrão esperava no carro. Vestindo terno, o homem apontou a arma para sua cabeça e levou R$ 1,5 mil em cartões telefônicos, R$ 300 em dinheiro e os celulares de Célio e de um cliente. Esse é o quinto assalto que o jornaleiro sofre desde que assumiu o ponto, em 2003.

Traumatizado, o comerciante diz que não vai mais trabalhar aos domingos. "Esses assaltos são comuns, o bairro está mais perigoso que nunca. Isso aqui está um inferno. Na cabine só fica um PM. Estamos entregues aos bandidos", desabafou.

Apesar dos relatos dos diversos assaltos, apenas dois comerciantes - entre eles, Célio - tinham registrado a ocorrência na 19ª DP (Tijuca) até o fim da tarde de ontem. O outro registro foi feito pelo gerente da padaria assaltada, que teve o dinheiro do caixa roubado. O valor, no entanto, não foi informado.

Funcionários dos demais estabelecimentos disseram que o roubo não foi significativo e foram orientados pelos patrões a não fazer o registro. Segundo policiais do 6º BPM (Tijuca), a Polícia Militar não foi acionada em nenhum dos assaltos, mas vai apurar o ocorrido.

Adolescente é morto em Meriti

Um adolescente de 16 anos foi morto durante tiroteio entre policiais do 21º BPM (São João de Meriti) e traficantes no Morro da Andorinha, na Baixada Fluminense. Dois outros menores de idade foram detidos com granada, revólver, munição, 156 pedras de crack e um radiotransmissor.

O confronto aconteceu na noite de sábado. Os policiais foram à favela para conferir denúncia de que bandidos envolvidos na queda de helicóptero da PM, no dia 17, no Morro São João, Zona Norte do Rio, estariam escondidos no local.

Quando os PMs chegarem à comunidade, os traficantes abriram fogo. Os policiais revidaram, e o menor, ainda não identificado, foi atingido e morreu.

Enquanto parte do grupo de bandidos fugia, os PMs conseguiram capturar dois adolescentes, um de 15 e outro de 16 anos. Eles foram encaminhados, com as armas e drogas, para a 56ª DP (Belford Roxo).

Viciado mata namorada

Viciado em crack, Bruno de Melo, 26 anos, matou por estrangulamento a namorada, Bárbara Calazans, 18, na noite de sábado, na Zona Sul do Rio. O rapaz afirma que tinha fumado crack e ficou fora de si. Segundo ele, quando acordou e encontrou o corpo de Bárbara no chão da sala, colocou um cobertor sobre ela e ligou para o pai. "Fumei crack. Você não vai querer ser meu pai. Matei uma pessoa", disse ao telefone, conforme relatou o pai, em depoimento na delegacia. Foi o próprio pai, o produtor cultural Luiz Fernando Prôa, quem levou a polícia ao apartamento do filho, no Catete.

Enquanto aguardava a transferência para a Polinter, em São Gonçalo, Bruno disse que passou 20 dias numa clínica e que se drogou novamente assim que saiu. Usuário de entorpecentes há seis anos, os sinas de abstinência de crack 24 horas depois do crime já eram evidentes. "Não lembro como foi. Sou doente. Tenho problemas psiquiátricos", disse, trêmulo e pálido. Bruno foi indiciado por homicídio e, se for condenado, pode ficar 20 anos preso.

Pai desabafa

Em um emocionado desabafo, o pai de Bruno relatou a via crúcis percorrida nos últimos seis anos para tentar livrar o filho do vício e resumiu a dor de perder a luta para as drogas: "Hoje vi um bom menino se transformar em assassino. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima", desabafou Luiz.


Domingo, 25 Outubro, 2009

Bandidão é executado

As polícias Civil e Militar investigam a informação de que o traficante José Ricardo Ribeiro Rosa, o Cagado, teria sido assassinado na Favela do Vidigal, na Zona Sul, sexta-feira à noite. A ordem para a execução do marginal - que vinha sendo considerado o maior assaltante do Rio - teria partido de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefão do pó na Rocinha.

As informações colhidas pela polícia dão conta de que Cagado foi morto no Largo do Santinho, por volta das 21h30. Outros dois homens, que estavam com o marginal, também teriam sido executados. Um motoboy teria sido liberado pelos criminosos. Nenhum corpo foi encontrado pela polícia.

De acordo com policiais do 23º BPM (Leblon), os assassinatos estão praticamente confirmados, faltando apenas que os cadáveres sejam localizados.

Nem teria ordenado a execução devido ao fato de Cagado ter desrespeitado ordem para que traficantes não se envolvessem em assaltos. Semana passado, Cagado praticou um roubo em Minas Gerais, o que teria deixado o chefão da Rocinha furioso.

Em 29 de setembro, Cagado participou de assalto a um prédio em Copacabana e mandou fotografar as vítimas mantidas reféns, para intimidá-las. Em abril do ano passado, Cagado liderou invasão aos morros Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme, que hoje estão ocupados pela PM. Um mês antes, o pilantra participou de assalto a joalheria em shopping na Zona Sul.


Sexta-feira , 23 Outubro, 2009

Tráfico executa seis no Fumacê

Os corpos de seis homens, todos com várias marcas de tiros, foram encontrados na manhã de ontem, próximo ao Conjunto Fumacê, em Realengo, Zona Oeste do Rio. Policiais do 14º BPM (Bangu) que estiveram no local souberam por moradores que os cadáveres foram abandonados por bandidos que dominam o tráfico de drogas no conjunto, ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Os PMs contaram que quatro cadáveres foram deixados, em carroça usada para fretes, na altura do número 27.775 da Avenida Brasil, a cerca de 500 metros do principal acesso ao Fumacê. Os outros dois estavam na Rua Irará, próximo à Escola de Instrução Especializada do Exército.

Segundo um policial do Serviço Reservado do batalhão, os seis mortos seriam da quadrilha que controlava o tráfico na Favela do Batan, que fica de frente para o Fumacê, e teriam sido expulsos quando a milícia 'Águia' assumiu a favela, desmantelando a venda de drogas. Os seis, então, mudaram de facção criminosa - o Batan era dominado pela Amigos dos Amigos (ADA) - e entraram para o bando do Fumacê.

Há poucos dias, os chefes do tráfico no conjunto teriam descoberto que o bando pretendia dar 'golpe de estado' para entregar o controle da favela à ADA e decidiram executá-los. Até o fim da noite de ontem, os parentes dos mortos não tinham comparecido à 33ª DP (Realengo) e apenas um deles havia sido identificado: Leonardo de Souza Oliveira, 19 anos.

Pânico durante o voo do terror

Uma semana após sobreviver à queda do helicóptero do Grupamento Aeromarítimo (GAM) abatido por traficantes em Vila Isabel, o piloto da aeronave, capitão Marcelo Vaz, 38 anos, falou pela primeira vez sobre o episódio ontem. Ele acompanhou a missa de sétimo dia da morte de dois colegas que estavam no aparelho - um terceiro, o cabo Izo Gomes Patrício, 36, morreu dias depois - e admitiu ter entrado em pânico quando o helicóptero foi alvejado.

"Foi muito rápido. Entre o impacto dos primeiros tiros e a queda, foram 90 segundos. Eles gritavam que havia fogo e diziam que estavam baleados. Eu estava em pânico, mas procurei abstrair e desviei para o pouso", lembrou Vaz, que se encontrou com as famílias dos soldados homenageados na missa de ontem, Edney Canazaro de Oliveira, 29 anos, e Marcos Stadler Macedo, 40, a quem pediu desculpas: "Era minha equipe. Eu era o comandante".

'Cumpri minha função'

Vaz esclareceu que o Fênix-3 não explodiu nem bateu. "Garanto que o helicóptero não explodiu ou bateu antes de pousar. Fiz a manobra chamada autorrotação e fui para o toque (pouso). No fim, estava sem motor e, depois de pousar, a aeronave tombou para a esquerda. Não quero me glorificar, mas cumpri minha função de piloto", relatou o oficial, que disse que continuará sobrevoando áreas de conflito.

O comandante do GAM, tenente-coronel Eduardo Luiz Ribeiro, confirmou que as operações da PM com apoio de aeronaves do grupamento estão suspensas, por motivo de luto. Questionado sobre a falta de uniforme adequado para quatro dos seis tripulantes do Fênix-3, Ribeiro admitiu que somente oficiais usavam o macacão antichamas, mas garantiu que nem a roupa especial salvaria a vida dos três PMs que morreram.

Penha vive dia de cão

A caçada ao traficante Fabiano Atanázio da Silva, o FB - que teria comandado a invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, há uma semana -, teve cenas de guerra na Penha, Zona Norte do Rio, ontem de manhã. Bandidos das favelas do Complexo da Penha atacaram os policiais com tiros e granadas, levando à interrupção do tráfego na Avenida Nossa Senhora da Penha, ao fechamento do comércio da via e das favelas e à suspensão dos atendimentos na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) que fica próxima ao complexo. Três pessoas foram feridas por balas perdidas.

Os PMs saíram do 16º BPM (Olaria) em direção às favelas Merindiba e Vila Cruzeiro por volta das 10h, com apoio de dois blindados. Na entrada das comunidades, foram atacados pelos traficantes e reagiram, dando início a intenso tiroteio. Na Avenida Paranapanema, o aposentado Expedito José Rodrigues, 57 anos, foi atingido por estilhaços de bala na perna direita. Ele foi medicado no Hospital Getúlio Vargas (HGV) e liberado.

Severino Marcelino dos Santos, 50 anos, levou tiro na cabeça e Brunio Barros, 86, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira, foi ferido por estilhaços de balas no rosto e nas costas. Ambos foram socorridos no HGV. Policiais confirmaram que o traficante conhecido como Alan da Lua levou um tiro no peito.

Policial viu bando na mata

Por mais de uma hora, cerca de 30 pacientes da UPA ficaram presos na unidade. No meio da rua, motoristas e pedestres tentavam se proteger, enquanto PMs e traficantes trocavam tiros no Parque Ary Barroso. O tiroteio aconteceu depois que o sargento França, que faz a guarda da UPA, viu oito traficantes carregando ferido pela mata, em direção à unidade. Ele atirou 11 vezes contra o bando e pediu ajuda pelo rádio. Quatro equipes do Batalhão de Choque passavam pelo local e foram em apoio. De acordo com o tenente Márcio Martins, do 16º BPM, os traficantes pretendiam obrigar os médicos da UPA a atender o bandido ferido.

Bala perdida causa incêndio

No início da tarde, o tiroteio recomeçou e uma bala perdida, possivelmente vinda da Favela da Chatuba, atravessou a janela de um apartamento na Rua São Camilo e atingiu um aparelho eletrônico - uma TV ou ar condicionado, segundo bombeiros - que explodiu, incendiando o imóvel. A sala do apartamento da aposentada Maria José de Queiroz, 50 anos, foi completamente destruída pelo fogo.
A operação acabou às 14h sem presos e apreensões.




Quinta-feira, 22 Outubro, 2009

Matou e fez brinde

Anderson Guimarães de Jesus (foto), 39 anos, apontado como assassino do irmão, Caio Marcelo Guimarães de Jesus, 36, acrobata do grupo Intrépida Trupe, já está com prisão preventiva decretada pela Justiça. Para o delegado Fernando Veloso, titular da 7ª DP (Santa Teresa), não há mais dúvidas que Anderson atingiu o irmão com marretada.

O inquérito sobre o crime concluiu que o suspeito bebeu vinho, ouviu música e dançou com outra pessoa - que seria seu namorado - na sala, enquanto o corpo da vítima estava no quarto. "Ainda não identificamos o namorado do Anderson. Precisamos saber se ele sabia ou não que Caio estava morto no quarto enquanto eles faziam o brinde", afirmou Veloso.

O delegado disse ainda que Anderson sofre de algum tipo de desequilíbrio mental. "Não acredito numa discussão acalorada entre os irmãos porque o Caio era apaziguador, ao ponto de uma vez não ter reagido a uma ameaça que Anderson fez com uma faca", analisou o delegado.

O comportamento agressivo do acusado foi mencionado no depoimento de outro irmão, Reinaldo Guimarães de Jesus. "Ele narrou vários episódios agressivos e lembrou que Caio foi o único da família que acolheu Anderson, alugando carroça de cachorro-quente para ele trabalhar e pagando pelo serviço de pedreiro na reforma do apartamento", disse Veloso.

Poliçada passa o rodo

Em mais um dia de caçada aos traficantes que invadiram o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, no sábado, policiais realizaram ontem operações em diversas favelas do Rio e prenderam pelo menos oito bandidos, sendo sete suspeitos de envolvimento na invasão. Na Favela de Parada de Lucas, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) encontraram arsenal malocado em um esconderijo embaixo da calçada.

Além de armas e colete à prova de balas, os agentes da DRFA chegaram à favela carregando picareta, pá, cavadeira e marreta. Depois de uma troca de tiros com bandidos, eles foram guiados por um informante até o ponto da Rua Dom Hélder Câmara onde ficava o esconderijo. Quando quebraram parte do chão, na rua e dentro de uma casa, encontraram metralhadora, fuzil e pistola, além de cerca de mil balas de diversos calibres - inclusive de metralhadora ponto 30 - e 11 carregadores.

Passagem secreta

O morador da casa teria fugido ao escutar os fogos de artifício usados para alertar sobre a presença da polícia na favela. O ventilador estava ligado em um quarto, que ainda tinha a luz acesa. A parede da sala tinha uma tampa de metal por onde o material era guardado no buraco, debaixo da terra. A entrada ficava atrás de um móvel com a TV. Em outra casa, a 200 metros dali, os policiais derrubaram parede falsa e encontraram 20 carregadores de fuzil e pistola.


Quarta-feira, 21 Outubro, 2009

Monstra mata filho

Uma mulher foi presa na manhã de ontem acusada de ter esfaqueado e matado seu filho de apenas oito meses e ainda por ter abandonado o corpo do bebê num matagal. O crime ocorreu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Segundo a polícia, Léia dos Santos confessou o crime um dia depois de ter procurado a delegacia para registrar uma ocorrência de sequestro.

Antes de confessar, porém, ela chegou a dar três versões diferentes para o caso. A primeira delas era que o bebê tinha sido levado por desconhecidos. Desconfiados, os policiais começaram a interrogá-la e acabaram ouvindo dela a confissão de que matou o próprio filho. A motivação do crime ainda está sendo investigada, mas tudo indica que seria para Léia ficar com o namorado. É que ele não sabia da existência do bebê, que seria filho de um pastor de uma igreja evangélica. A criança não era registrada, mas o pastor comprava alimentos e fraldas.

Agora, a mãe responderá por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.

PM sufoca o tráfico e manda sete pra vala

Quatro dias após os violentos confrontos no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, que culminaram com um helicóptero da PM abatido por traficantes, a polícia apertou o cerco ao tráfico de drogas. Foram realizadas operações em várias favelas, com saldo de sete bandidos mortos, 17 presos, outras duas pessoas feridas por balas perdidas e apreensões de drogas, armas, granadas e munição - o total de mortos desde a madrugada de sábado já chega a 33.

Durante a madrugada, três bandidos foram mortos em troca de tiros com policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, no subúrbio. Segundo a polícia, a operação foi desencadeada para checar informações de que bandidos que participaram da invasão ao Macacos, no sábado, estariam na favela. Os três mortos estavam com três pistolas, munição, 133 sacolés de cocaína, 57 pedras de crack e 51 trouxinhas de maconha.}

Granada de bocal no Catete

No Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul, dois bandidos foram mortos em confronto com homens do 2º BPM (Botafogo), ontem de manhã. Os policiais prenderam um bandido e apreenderam drogas, submetralhadora, pistola e duas granadas, uma delas de bocal. No Morro do Fallet, em Santa Teresa, bandido identificado como Leozinho dos Prazeres, que seria chefe do tráfico local, foi morto por policiais do 1º BPM (Estácio).

FB consegue fugir outra vez

Os confrontos mais violentos de ontem ocorreram na Favela Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, refúgio de vários chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), responsável pela tentativa de invasão ao Morro dos Macacos. Os policiais do 16º BPM (Olaria) tinham como objetivo prender Fabiano Atanázio da Silva, o FB, que teria chefiado o ataque, mas ele não foi localizado. Dois bandidos foram presos.

José Carlos Guimarães da Costa Júnior, 18 anos, levou tiro na barriga quando saía de casa para ir à escola. Ele foi operado no Hospital Getúlio Vargas, Penha, e passa bem. Marcelo Luiz da Cruz, 30, foi baleado na cabeça e também socorrido na unidade. Os PMs apreenderam duas pistolas, drogas, granada, bomba caseira e barricada conhecida como 'jacaré' (barra de ferro com vigas).

Apontado como um dos chefes do tráfico na Favela do Jacarezinho, Rodrigo de Melo Reis, o Chorrão, 20 anos, foi preso por policiais do 3º BPM (Méier), no Rocha, com carregador de fuzil e munição. Segundo a PM, ele teria participado do ataque ao Macacos. Policiais tinham informação de que 15 fuzis e quatro carregadores estariam escondidos na casa de Chorrão, mas nada encontraram. A mãe do bandido, no entanto, confirmou que as armas chegaram a ser guardadas em sua residência.
Na Favela do Metrô, às margens da Av. Radial Oeste, Maracanã, três traficantes foram presos e 35 usuários de drogas acabaram detidos. No local, foram apreendidas maconha, crack e cocaína. No Morro dos Macacos, não houve confrontos, mas bandidos voltaram a desafiar a polícia, exibindo armas nas lajes.

Moradores em clima de tensão

Boatos de novas invasões a favelas por traficantes rivais fizeram com que dezenas de moradores dos morros dos Macacos e São João, na Zona Norte, passassem a noite na rua. A polícia fez operações nas duas favelas, mas nenhum bandido foi preso.

Moradora do São João, a técnica de enfermagem Maria Celeste Cerqueira, 55 anos, não conseguiu entrar em casa, depois de passar 12 horas cuidando de um idoso na Zona Sul do Rio. "Recebi uma ligação do meu marido para não subir e nem sei o que tá acontecendo. Com medo, ele foi obrigado a descer com a roupa do corpo. A gente nessa situação e o governo nada faz", desabafou.

'Vou sair daqui'

Durante o dia, o clima ainda era tenso nos acessos à favela. "Podemos ir praí? Não vai te incomodar?". A conversa com uma amiga pelo orelhão, na verdade, era um pedido de socorro de uma moradora do São João. Apressada, ela desligou o telefone e correu para casa para arrumar as coisas e sair da favela rapidamente. "Vou sair daqui. Tenho um bebê e não podemos correr esse risco. Tenho que buscá-lo", disse, acompanhada de duas meninas.


Terça-feira, 20 Outubro, 2009

Irmão é principal suspeito da morte de acrobata

Cerca de 150 pessoas aplaudiram pela última vez o acrobata e professor do grupo circense Intrépida Trupe, Caio Marcelo Guimarães de Jesus, 36 anos, enterrado ontem à tarde no Cemitério São João Baptista, em Botafogo. O artista foi encontrado morto com um golpe de marreta na cabeça, segunda-feira à tarde, dentro do apartamento onde morava, na Rua Joaquim Murtinho, em Santa Teresa. Policiais da 7ª DP (Santa Teresa) suspeitam que o irmão da vítima, Anderson Guimarães de Jesus, 39, seja o autor do crime.

O porteiro do Edifício Santa Teresa, Manoel Pereira, confirmou que Anderson foi a última pessoa a deixar o apartamento na segunda-feira, dia em que cinco integrantes da Intrépida Trupe encontraram o corpo do ator e acrobata. "O irmão dele ligou e disse que o Caio tinha viajado para a Bahia. Achamos muito estranho. Fomos até lá porque ele tinha faltado ao ensaio de segunda do espetáculo que estávamos prontos para estrear", explicou o artista plástico Guga Ferraz.

O delegado Fernando Veloso confirmou que o apartamento de Caio não tinha sinais de arrombamento. As portas da frente e do quarto estavam trancadas. "A vítima estava de pijamas quando foi surpreendida com uma marretada por trás", explicou Veloso.

Marreta cheia de sangue

A marreta, principal prova do crime, foi encontrada com marcas de sangue em sacolas plásticas. "O que nos leva a crer que o assassino pretendia se desfazer do objeto, mas foi impedido por algum motivo", diz Veloso.

Caça a bandidos acaba em escola

A PM continuou a realizar, ontem, a Operação Grande Cerco, para caçar os traficantes que vêm aterrorizando a Zona Norte do Rio, mas não entrou na Vila Cruzeiro, onde estaria escondido o chefão Fabiano Atanásio da Silva, o FB. Durante todo o dia, foram realizadas incursões nos morros dos Macacos, Quieto, Matriz, São João, Juramento, Borel, Fallet, Fogueteiro, Mandela 1 e Mandela 2. Em Manguinhos, policiais do 22º BPM (Maré) trocaram tiros com marginais, que, na fuga, invadiram a Escola Municipal Professora Maria de Cerqueira e Silva. Professores, alunos e funcionários ficaram em pânico.

"Eles entraram correndo, com a PM os perseguindo. Mandamos as crianças ficarem abaixadas no refeitório. Foi um terror. Depois de escutar alguns tiros e gritos dos policiais, houve um silêncio. Os disparos, em seguida, continuaram do lado de fora. Ainda estou com as pernas bambas", contou um professor.

Aulas suspensas

As aulas no turno da manhã foram suspensas por volta das 11h30, logo após o tiroteio. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, os bandidos não chegaram a entrar no prédio do colégio. As aulas da tarde foram mantidas, mas a maior parte dos 1.137 alunos não compareceu.

Depois da perseguição, um menor de 12 anos, que seria olheiro do tráfico das favelas Mandela 1 e 2, foi detido com um radiotransmissor quando tentava se esconder no pátio do colégio municipal. Os PMs também apreenderam fogos de artifício e dezenas de pedras de crack e papelotes de cocaína que tinham a caricatura do jogador do Corinthians Ronaldo Fenômeno, com o nome dele, o nome da favela Mandela e o número 5, indicando que cada unidade seria vendida por R$ 5.

Tráfico volta a atacar

A guerra do pó na Zona Norte teve mais um capítulo assustador ontem. Em revanche pela tentativa de invasão de sábado, quando um helicóptero da PM foi abatido, os traficantes do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, da facção Amigos dos Amigos (ADA) invadiram, no início da noite de ontem, o Morro São João, no Engenho Novo. Segundo testemunhas, traficantes gritavam que iam matar os moradores e fazer uma chacina no local.

Aterrorizados, mais de 200 moradores desceram o morro e ficaram na Rua Barão do Bom Retiro. De acordo com as primeiras informações da polícia, não houve tiroteio.

Durante a tarde, o clima já era de tensão em Vila Isabel depois que uma cena chocou moradores e quem passava pela entrada do Morro dos Macacos. O corpo de um homem, executado a tiros, foi deixado dentro de um carrinho de supermercado, na entrada de uma vila residencial. Os traficantes ainda se exibiram no alto da favela, com armas pesadas. Os moradores chegaram a ouvir um homem gritando "vermelhou, vermelhou", que é o grito de guerra do CV quando invade uma favela, e, em seguida, o barulho de nove tiros.

Execução às 12h30

O morto seria do grupo que tentou tomar o morro da facção Amigos dos Amigos (ADA) e teria ficado escondido na mata desde sábado. Ele teria sido descoberto pelos rivais ontem e arrastado até o asfalto, na Rua Luís Barbosa, por volta das 12h30, onde foi executado a tiros.


Segunda-feira, 19 Outubro, 2009

Trabucos apreendidos

Policiais do 20º BPM (Mesquita) encontraram dois fuzis antiaéreos de calibre .30 ontem de manhã, durante operação no Morro da Chatuba, em Mesquita. As armas, que estavam dentro de tonel enterrado no meio da mata que cerca a favela, podem ter sido usadas no tiroteio em que traficantes derrubaram o helicóptero Fênix 3 da PM. Não houve confronto com traficantes. "Existe a possibilidade de esses rifles terem derrubado o helicóptero, mas é evidente que vamos aguardar a perícia", afirmou o comandante do batalhão, tenente-coronel Ivanir Linhares.

Na operação, que durou quatro horas, os policiais também apreenderam 3 mil balas de vários calibres, submetralhadora 9mm, duas escopetas calibre 12, espada samurai, granada de uso exclusivo das Forças Armadas, três coletes à prova de bala, oito carregadores, oito uniformes semelhantes aos do Bope, 600 sacolés de cocaína, 500 trouxinhas de maconha e dois botijões de gás com fundos falsos, usados para esconder drogas e munição. "Com certeza eles faziam algum inocente carregar o botijão para passar por barreiras policiais sem levantar suspeitas", disse Linhares.

Na noite de domingo, o Serviço de Inteligência da PM interceptou ligação telefônica indicando que traficantes da Favela do Jacarezinho levaram as armas para a Chatuba após o confronto no Morro dos Macacos. Nilton Moura da Silva, o Juninho Cagão, 26 anos, é o principal suspeito de ter ajudado o bando do Jacarezinho a transportar as armas. "Cagão é o líder na Chatuba e integra o Comando Vermelho", afirmou um policial.

Morre outro PM do helicóptero

Morreu ontem o terceiro PM da tripulação do helicóptero abatido por traficantes no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, na manhã de sábado. O cabo Izo Gomes Patrício, 36 anos, não resistiu às queimaduras, que atingiram 90% de seu corpo.

A guerra entre traficantes tirou vidas e aterrorizou os moradores da região, mas para o desenhista industrial F.N., 29 anos, por pouco os confrontos não resultaram em tragédia: um tiro de fuzil disparado do alto do Macacos atravessou a janela da sala e bateu na parede, dois palmos acima da cabeça da mãe do rapaz, que estava sentada no sofá. "Dois vizinhos já tinham sofrido com isso, era questão de tempo uma bala invadir nossa casa. Minha mãe chorou tanto e fiquei tão nervoso que roí todas as unhas", contou.

Peças vermelhas nos varais

Os tiroteios e lençóis vermelhos pendurados em varais da favela chamaram a atenção de aposentada de 76 anos, que acompanhou da varanda os momentos de terror. Sem conseguir dormir e levando bronca do filho por não se abrigar, Dora, moradora da Rua Luiz Guimarães, viu clarões das explosões de granada na parte do morro que estava às escuras. "Hoje está tudo calmo, com polícia no morro. Na manhã de sábado, vi roupas vermelhas nos varais, o que nunca tinha visto antes. Achava engraçado nenhum morador lavar roupa desta cor em casa", comentou, sem saber da proibição imposta pelos traficantes locais à cor símbolo da facção criminosa Comando Vermelho, que tentou tomar o morro.

Quem deu a ordem?


Equipe da Divisão de Inteligência da Polícia Federal chega hoje ao Rio para investigar a informação de que a ordem para invadir o Morro dos Macacos teria partido de detentos do presídio federal de Catanduvas. De acordo com os agentes, a informação, atribuída à Polícia Civil, criou mal-estar entre os governos estadual e federal.

O Ministério da Justiça negou ontem esta versão. De acordo com o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Wilson Damázio, não há como um preso se comunicar. "Conversei com o Beltrame e ele me disse que essa informação não saiu de lá.

O chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, afirmou ontem que houve ordem da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho para o ataque, pois os bandidos vieram de várias favelas. O governador Sérgio Cabral negou ontem que a polícia soubesse dos planos de invasão. "Não temos essa informação. Nessa hora, o que mais tem é palpiteiro", disse Cabral.


Domingo, 18 Outubro, 2009

Policial civil é morto em Caxias

O policial civil Walker Araújo Tavares foi morto a tiros durante tentativa de assalto na Linha Vermelha, altura de Duque de Caxias, no fim da tarde de ontem. Ele chegou a ser socorrido por PMs e levado para o Hospital Moacyr Rodrigues do Carmo, em Caxias, mas não resistiu aos ferimentos. Ele estava acompanhado da mulher, que nada sofreu.

O inspetor voltava de um encontro de motociclistas, ocorrido em Além Paraíba, em Minas Gerais, próximo à divisa com o Estado do Rio. Quando passava pela Linha Vermelha, teve sua moto BMW fechada por Astra prata ocupado por quatro assaltantes e chegou a cair na pista. Ao descobrirem que a vítima era policial, os criminosos abriram fogo, atingindo Walker três vezes. Policiais da 59ª DP (Caxias) não souberam informar se o policial chegou a reagir à abordagem.

A vítima foi socorrida por policiais do Módulo Operacional de Vias Especiais (Move) que faziam o patrulhamento da via expressa e levada para o hospital, mas morreu ao dar entrada na emergência. Os assaltantes fugiram sem levar nada. Outros motociclistas que estavam num comboio nada sofreram. Walker era lotado na 20ª DP (Vila Isabel) e, segundo a assessoria da Polícia Civil, estava de folga.


Família de três das vítimas da guerra no Morro dos Macacos exige retratação

Um dia depois de a polícia incluir os nomes de três inocentes, moradores de Vila Isabel, na lista de bandidos mortos na invasão ao Morro dos Macacos, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, voltou atrás. Os corpos de Marcelo Costa Gomes, 26 anos, Leonardo Fernandes Paulino, 27, e Francisco Haílton Vieira Silva, 24, foram enterrados ontem, no Cemitério do Catumbi. "Pedimos desculpas às famílias. Meu gabinete está de portas abertas para recebê-los", disse Beltrame.

Já o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, negou ter dito que os rapazes eram criminosos. De acordo com ele, foi dito que dos dez mortos, três morreram em confronto com a PM e os demais 'eram engajados no confronto', o que segundo ele significa que podem não ser bandidos. "Num primeiro momento as informações vão chegando pelos policiais que estão nos morros. Só depois, analisando as fichas de cada um, podemos ter certeza se eram ou não bandidos", disse o coronel, afirmando ainda não caber retratação porque não chamou os jovens de bandidos.

A família dos rapazes, que eram primos, disse que aceita a retratação de Beltrame, desde que seja feita publicamente. "Só queremos que os nomes deles sejam tirados da lista de bandidos mortos. Temos muitas perguntas sem respostas", cobrou um tio das vítimas, José Marconi Andrade, 48. Moradores da favela contaram que Francisco Halaíton Vieira, irmão de Francisco Hailton, que também estava no carro, foi baleado o na perna e no braço, mas conseguiu fugir e pedir socorro. Ele foi operado no Hospital do Andaraí e seu estado de saúde inspira cuidados.

Pétalas de rosas do céu

Ao som da oração do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM), os corpos dos PMs Marcos Stadler Macedo, 40, e Edney Canazaro de Oliveira, 29, que morreram carbonizados na queda do helicóptero da PM, foram enterrados ontem à tarde, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, com honras militares reservadas aos policiais mortos em confrontos. Houve salva de tiros e a banda da PM tocou o hino da corporação. Pétalas de rosas foram jogadas sobre o cortejo por policiais civis e militares. O piloto da aeronave que caiu, capitão Marcelo Vaz, esteve ao cemitério, mas não acompanhou o enterro.

Polícia passa pente fino em cinco favelas

Um dia depois da guerra entre traficantes que aterrorizou vários bairros da Zona Norte do Rio e deixou saldo de 13 mortos e um helicóptero da PM abatido a tiros, a polícia fez uma varredura em diversas favelas que abrigam criminosos envolvidos nos confrontos. Dois homens foram mortos em tiroteio, quatro foram presos e houve apreensões de armas e drogas. Na Favela do Jacarezinho, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) localizaram cerca de 250 quilos de maconha prensada num barraco da localidade Azul, ontem de manhã. Duas pistolas e material para embalar drogas também foram apreendidos. Houve tiroteio e dois bandidos acabaram mortos.

Equipes do Bope e policiais militares de diversos batalhões cercaram todos os acessos aos morros dos Macacos, São João, Sampaio e Matriz à procura de armas e traficantes. Não houve tiroteios e as incursões foram marcadas pela tranquilidade, com moradores fazendo até churrascos nas ruas. No fim da tarde, dois corpos foram encontrados no Morro São João. Enquanto patrulhavam a Avenida Marechal Rondon, que foi interditada durante toda a tarde de sábado em função dos confrontos, policiais do serviço reservado do Quartel-General da PM prenderam quatro homens do Morro do Sampaio que estavam num carro roubado.

A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança soube na sexta-feira, às 20h, que pelo menos 100 homens invadiriam o Morro dos Macacos, depois de reunião na Favela do Jacarezinho, sob o comando de Fabiano Atanázio da Silva, o FB, e Ricardo Severo, o Faustão, ambos da Favela Vila Cruzeiro. A secretaria também tinha informações de que FB planejava atacar um helicóptero da polícia porque há cerca de um mês e meio o bandido comprou um míssil por R$ 200 mil.

A principal base para a invasão foi o vizinho Morro São João. A polícia acredita que a ordem para a invasão partiu do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, onde está presa a cúpula da facção criminosa Comando Vermelho.


Sábado, 17 Outubro, 2009

Sábado infernal no Rio

A Zona Norte do Rio foi sacudida por guerra entre traficantes que deixou pelo menos 12 mortos e espalhou pânico por vários bairros, ontem de manhã. Helicóptero da PM que sobrevoava o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, foi atingido por tiros e explodiu após fazer pouso de emergência. Dois policiais que estavam na aeronave morreram carbonizados, e outros quatro ficaram feridos.

A guerra entre traficantes de facções criminosas rivais começou por volta de 1h da madrugada, quando bando saiu do Morro São João para tomar as bocas de fumo do vizinho Morro dos Macacos. Até o início da manhã, a polícia não tinha interferido nos confrontos, o que levou moradores a fazerem protesto na Rua Visconde de Santa Isabel, queimando pneus para interromper o tráfego.

Durante o protesto, moradores da favela teriam tentado invadir a carceragem da 20ª DP (Vila Isabel) com o objetivo de linchar presos de uma facção rival à que domina o morro. Algumas janelas da delegacia chegaram a ser quebradas, e o policiamento foi reforçado no local. Em pânico, dezenas de moradores do Morro dos Macacos abandonaram suas casas, alguns só com a roupa do corpo. A., 24 anos, deixou a favela com a esposa e os filhos e foi para a casa de parentes em Jacarepaguá. "Não dá para viver assim, estamos saindo com a roupa do corpo", disse.

A doméstica M., 43 anos, que nasceu no morro, disse que foi a pior invasão que já viu. "Precisei tomar calmante, chorava e pedia misericórdia", contou ela, ao deixar sua casa em direção a Saracuruna, Duque de Caxias.

Pouco depois da queda do helicóptero da PM, os morros dos Macacos e São João eram ocupados pela polícia, o que desencadeou reações violentas de traficantes em outros bairros do Rio: pelo menos cinco ônibus e um carro foram incendiados nas imediações do Morro dos Macacos e da Favela do Jacarezinho. Em entrevista coletiva ontem à tarde, o comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou que outros três coletivos teriam sido queimados, mas a informação não tinha sido confirmada até o fim da noite de ontem.

Segundo a polícia, as ações foram orquestradas para desviar a atenção e facilitar a fuga de criminosos. O Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio (Rio Ônibus) chegou a orientar as empresas que têm linhas circulando por essas regiões a recolher os veículos. Pelo menos uma empresa, a Braso Lisboa, suspendeu suas operações.

Três coletivos foram atacados por bandidos na Rua Visconde de Santa Isabel, principal acesso ao Macacos, e outros três na Avenida Dom Hélder Câmara, entre as favelas do Jacarezinho e de Manguinhos. Também houve ônibus queimados nas ruas Magalhães Castro, no Riachuelo, e Álvaro Seixas e Aires de Casal, no Jacaré. Com os ataques a ônibus, a polícia interditou o trânsito na Avenida Marechal Rondon, altura do Engenho Novo, restringindo a circulação à Rua 24 de Maio, no sentido Méier. No sentido contrário, o trânsito seguia apenas pela Rua Barão do Bom Retiro.


Chefes do pó de duas favelas vão pra tranca

Policiais militares tiraram de circulação ontem os chefes do tráfico de duas favelas do Rio. Durante a madrugada, foi preso Eduardo Ribeiro da Costa, o Bin Laden ou Pardalzinho, 34 anos, que comandava as bocas de fumo da Favela do Muquiço, no subúrbio de Deodoro. Pela manhã, quem rodou foi Tiago Valdecir da Silva Santiago, o Geleia, 24, que comandava a venda de drogas no Morro do Andaraí, na Zona Norte da cidade.

Bin Laden foi capturado quando policiais do Grupamento de Ações Táticas e do Serviço Reservado do 14º BPM (Bangu) foram à favela, por volta de 1h30, para checar denúncia de que havia bando de homens armados na Rua do Encanamento, uma das principais da favela. Na chegada dos PMs, houve troca de tiros com os marginais, que fugiram com a aproximação do Caveirão que dava apoio aos policiais. Somente Bin Laden não conseguiu fugir e acabou preso.

Foragido da cadeia

Na delegacia, os policiais descobriram que o traficante era fugitivo do Presídio Plácido Sá Carvalho, no Complexo de Gericinó, desde o início do ano, quando assumiu o controle do tráfico no Muquiço em substituição aos bandidos conhecidos como Jacó e Coronel, presos pelo 14º BPM no início deste ano.


Quinta-feira, 15 Outubro, 2009

Bandidão vale 3 mil

O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 3 mil para quem der informações que ajudem a polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos. O criminoso seria responsável por chefiar o tráfico de drogas nas favelas Vila Aliança, Rebu, Coreia, Acari, Amarelinho, Taquaral e Sapo, nas zonas Oeste e Norte.

Em abril, a Justiça concedeu ao criminoso o benefício de sair da cadeia durante o dia para trabalhar, com a obrigação de retornar à noite, mas isso não aconteceu. Quem tiver pistas sobre o marginal pode ligar para 2253-1177.

Covardões no xilindró

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) prenderam ontem, no início da tarde, dois bandidos que tinham acabado de assaltar mulher de 81 anos, no Centro de Duque de Caxias. Thiago Vial Lobo Pereira e Robson da Silva Lima, ambos de 21 anos, haviam roubado a bolsa de Albertina de Souza Santos com R$ 2 mil e fugiam quando foram abordados pelos agentes, que faziam ronda de rotina na região, uma das mais visadas por ladrões de carros.

A idosa tinha sacado o dinheiro, fruto de empréstimo, para comprar um barraco no Morro do Sapo, onde mora. Massacrada pelas dores nas pernas, em virtude da osteoporose, ela quer uma moradia onde não precise subir os cinco degraus que tem de enfrentar todos os dias. Ao sair do banco, ela teve revólver 38 encostado na cabeça. "Quando puxaram minha bolsa e botaram o revólver na minha cara, achei que estivesse sonhando. Eles me empurraram, eu caí e pensei: 'Meu Deus, perdi minha casa'", contou Albertina na delegacia, já com o dinheiro recuperado.

Agente fica revoltado

Os agentes da DRFA passavam pelo local momentos após o ataque e suspeitaram da dupla, que foi rendida e não reagiu. "Depois que os pegamos, fomos até o local para achar a vítima. Quando olhei, vi que era uma velhinha. Aquilo me deu um sentimento de revolta enorme. Mas de satisfação também, por termos conseguido recuperar o dinheiro dela. Especialmente depois que ouvi a história de que era para comprar uma casa nova", disse o inspetor Moisés Moraes.

Policial militar é preso após praticar arrastão

O soldado PM Diego Luís Carvalho Varanda, 23 anos, foi preso quarta-feira à noite em Quintino, subúrbio do Rio, após cometer série de assaltos em companhia de dois comparsas, de 14 e 17 anos de idade. Os marginais dançaram depois que o carro em que estavam bateu em muro durante perseguição e tiroteio com policiais do 3º BPM (Méier). O comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, disse que Diego não tem condições de usar a farda da corporação e deverá ser expulso após processo disciplinar.

A série de assaltos começou em Vicente de Carvalho, às 20h. Eles renderam o dono de Renault Kangoo e fugiram no carro, com o adolescente mais novo ao volante, em direção a Anchieta, onde roubaram as bolsas da enfermeira Angélica Mendes, 32 anos, e de sua mãe. Em seguida, o despachante Eduardo Dantas, 35, e Solange da Silva Mendes também foram assaltados pelo trio e ficaram sem documentos, dinheiro e celular.

De Anchieta, os três ladrões seguiram para Piedade, onde a vítima foi Guilherme de Oliveira Rangel. Patrulha da PM que passava pelo local viu a ação e iniciou perseguição ao trio, que atirou contra os PMs e só parou na Rua Bernardo Guimarães, quando o menor perdeu o controle do carro e bateu no muro. Eles estavam com duas pistolas, celulares e documentos das vítimas


Quarta-feira, 14 Outubro, 2009

Ladrão de carros em cana

Apontado pela polícia como um dos mais perigosos ladrões de carros do Rio, Carlos Alberto Cruz da Silva, o Renatinho, foi preso na noite de terça-feira, na Favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, por policiais do 3º BPM (Méier). Na 25ª DP (Rocha), para onde o bandido foi levado, policiais constataram que Renatinho tem 25 anotações em sua ficha criminal, todas por envolvimento em ocorrências registradas na área da delegacia.

Mau que nem pica-pau

O marginal, conhecido pela crueldade com que tratava suas vítimas, chefiava quadrilha conhecida como 'Bonde do Renatinho' e atuava também em outras regiões da cidade, como Méier, Inhaúma, Jacarepaguá, São Cristóvão e bairros da Zona Sul - nas delegacias dessas áreas, há outros registros contra o bandido, já reconhecido por várias vítimas através de fotos.

A polícia agora investiga o possível envolvimento de Renatinho nas mortes da enfermeira Leslie Lima Vitória, ocorrida em abril, em Maria da Graça, e do analista do IBGE Maurício de Souza Andrade, assassinado em agosto, em Benfica. Ambos os crimes foram cometidos durante tentativas de assaltos. O criminoso também é acusado de matar um soldado da PM, em 2006, em Água Santa.

Guerra na Maré deixa mais quatro mortos

A guerra entre traficantes rivais pelo controle do tráfico de drogas nas favelas do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, teve mais um capítulo sangrento na madrugada de ontem. A polícia confirmou a morte de Henrique Costa Albuquerque, o Dola, 23 anos, mas informações de moradores davam conta de que outros três homens, todos ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), teriam sido mortos.

Ontem à tarde, policiais da 21ª DP (Bonsucesso) e do 22º BPM (Maré) fizeram buscas na Favela Vila dos Pinheiros para tentar encontrar os corpos dos bandidos conhecidos apenas como Tigrão, Coelho e Taca Bala, mas nada encontraram. Dentro de mangue sob a Linha Vermelha, os agentes localizaram Palio prata, cujo forro interno tinha manchas de sangue. "Precisamos que alguém que tenha um parente desaparecido reclame, para que possamos confrontar esse material em exame de DNA", explicou a titular da 21ª DP, delegada Valéria de Castro.

Atraídos para emboscada

Antes de serem mortos, os quatro rapazes teriam sido informados de que seriam bem recebidos se mudassem de lado. Segundo as investigações, eles teriam ido à favela e acabaram capturados e mortos por dos líderes do tráfico, conhecido apenas como Xapoca.

'Gatonet' na Rocinha

Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) 'estouraram' ontem central de TV a cabo pirata ('gatonet') que funcionava dentro da sede do canal comunitário TV Roc, na Estrada da Gávea, acesso à Favela da Rocinha. O argentino Dante Quinterno, 42 anos, foi preso.

A central clandestina operava com 27 decodificadores, escondidos em armário na sala da gerência da TV Roc. Os policiais civis apreenderam os equipamentos e um tipo de 'chupa-cabras' do sinal original, além de documentos. Toda a programação foi cortada no momento da ação.

Segundo a polícia, a central tinha mais de 6.200 clientes, que pagavam R$ 35 mensais pelo 'serviço' e tinham direito a até 45 canais, alguns deles exclusivos para assinantes dos serviços pay-per-view, como as transmissões de jogos do Campeonato Brasileiro, de lutas e de sexo explícito. Havia também o sinal da TV Ceará, estado natal de muitos moradores.

"Só nessa primeira retransmissão, o faturamento chega a R$ 217 mil por mês. Fora o sinal que, já dentro da Rocinha, é retransmitido para outros milhares de moradores", explicou o delegado adjunto da DDSD, Angelo Lages, que comandou a operação.

Mais três!

Ao longo do dia, vários moradores estiveram no local para tentar pagar a mensalidade. A polícia tem informações de que pelo menos mais três centrais clandestinas funcionariam dentro da favela. Uma delas seria controlada por homem identificado como Luisinho do Valão.

Policiais na mira do crime

Dois policiais, um militar e um civil, foram assaltados e tiveram suas armas roubadas em Botafogo, Zona Sul do Rio, no fim da noite de segunda-feira. O PM foi rendido na Praia da Botafogo, quando fazia patrulhamento a pé, enquanto o policial civil foi abordado na Rua Ministro Raul Fernandes. A polícia investiga se os roubos foram cometidos pelos mesmos bandidos.

O cabo do 2º BPM (Botafogo) contou na 10ª DP (Botafogo) que deixou a cabine da praia e caminhava pela calçada, por volta das 23h, quando o bandido chegou por trás, colocou pistola em sua cabeça e lhe disse para não reagir. O assaltante retirou a pistola calibre 40 do PM do coldre e ordenou ao policial que corresse sem olhar para trás. O cabo se escondeu atrás de banca de jornais até que o ladrão embarcasse em Peugeot preto guiado por comparsa e fugisse.

Logo depois, um policial civil foi abordado por dois homens em moto e também teve sua pistola roubada. Policiais que investigam o caso estranharam o fato de os ladrões não terem tentado matar as vítimas. "Eles sabiam que eram policiais. Por que não os mataram?", indagou um agente.

Assalto também em shopping

Horas antes dos roubos, três lojas do Botafogo Praia Shopping, próximo à cabine ocupada pelo cabo que perdeu a arma, foram assaltadas por um homem parecido com o que roubou o PM.


Domingo, 11 Outubro, 2009

Guerra entre ADA e TCP inferniza Dendê

Guerra entre facções criminosas no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, ontem de madrugada, levou pânico aos moradores da comunidade. Uma tentativa de invasão da favela - comandada pelo traficante Fernando Gomes da Silva, o Fernandinho Guarabu, do Terceiro Comando Puro (TCP) - provocou intenso tiroteio. O ataque foi planejado por Marcelo Silva de Figueiredo, o Chorrão, da facção Amigos dos Amigos (ADA), e por homem conhecido como Pixote, que teria traído a quadrilha de Guarabu.

"A informação que tivemos é que houve tentativa de invasão, mas que não foi concretizada. O bando invasor conseguiu roubar armas, entre elas um fuzil, e drogas", afirmou o delegado Marcus Vinícius Braga, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD). Os órgãos de Inteligência da Secretaria de Segurança também confirmaram a tentativa de invasão.

Chorrão foi mais um bandido que saiu pela porta da frente de uma cadeia e não voltou mais. Após ter o direito à Visita Periódica ao Lar (VPL), concedida pela Vara de Execução Penais (VEP), ele saiu do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, em Niterói, no último dia 2, e não voltou mais.

Em setembro, outro caso parecido: Gílson Brígido dos Santos, o Cabral do Andaraí, deixou o Instituto Penal Edgar Costa, em Niterói, e também não voltou.


Sexta-feira , 9 Outubro, 2009

Guerra do pó mata três

Tiroteio entre traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Morro do Palácio, no Ingá, Niterói, ontem de madrugada, deixou três mortos e duas pessoas gravemente feridas. Segundo a polícia, a quadrilha que controla o tráfico na favela rachou, e bandidos do Complexo do Alemão teriam se aliado a comparsas dos bairros Arsenal e Jardim Catarina, ambos de São Gonçalo, para tomar as bocas de fumo do morro.

Segundo testemunhas, a troca de tiros começou quando cerca de 15 invasores fortemente armados chegaram à favela numa Kombi. O confronto de ontem durou mais de cinco horas e levou pânico a moradores de prédios próximos. "Meu medo era que balas perdidas atingissem nosso apartamento", contou uma moradora.

Homem e mulher, identificados apenas como Baixinho e Lacraia, foram mortos com vários tiros de pistola. Perto deles, outro homem sem identificação foi executado com pelo menos 10 tiros. Flávio dos Santos, 30 anos, um dos invasores vindos do Arsenal, foi baleado com três tiros e está internado em estado gravíssimo, assim como Everson Rodrigo do Nascimento, 24, baleado na barriga e no peito.

Procura por cadáver

Na manhã de ontem, cerca de 40 homens do 12º BPM (Niterói) ocuparam a favela e fizeram buscas por corpo que teria sido jogado em matagal, mas nada encontraram.

Acabou a molezinha, Facão! Volta pra jaula!

Seis meses depois de fugir da cadeia, o traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 38 anos, foi recapturado ontem à tarde no Guarujá, litoral de São Paulo, por três agentes do Serviço de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen). Após sair do Instituto Penal Cândido Mendes para trabalhar e não retornar, Facão deu início a uma guerra pelo controle do tráfico no Complexo da Maré que deixou rastro de mais de 30 mortes.

Durante um mês, o bandido foi monitorado por meio de escutas telefônicas, o que possibilitou aos agentes descobrir que ele estava morando em São Bernardo do Campo, também em São Paulo, e que ia ao Guarujá para visitar a mulher e os filhos. Os agentes chegaram a passar 20 dias na região, mas não conseguiram localizar o traficante e retornaram ao Rio.

Bandido estava desarmado

Na quinta-feira, eles voltaram a São Paulo com a informação de que Facão iria encontrar a família. O traficante foi abordado no bairro Vila Júlia, próximo ao centro do Guarujá, quando se encontrava com a mulher e a filha de 15 anos. Desarmado, ele não reagiu à prisão. Com o marginal, havia uma identidade e uma carteira de motorista falsas.


Quinta-feira, 8 Outubro, 2009

Dia de inferno na Central

Um dia após os tumultos que paralisaram os trens do ramal Japeri, usuários do transporte ferroviário enfrentaram mais problemas ontem à tarde, na hora da volta para casa: furiosos com nova pane no sistema, passageiros que aguardavam a partida de composições na Central do Brasil iniciaram protesto, que foi reprimido por seguranças da SuperVia e pelo Batalhão de Choque da PM. Cinco pessoas ficaram feridas.

Por volta das 16h, o tráfego de trens foi totalmente interrompido devido a problema na rede elétrica do sistema da SuperVia. Passageiros que já estavam nas composições paradas na plataformas se revoltaram com a falta de informações e iniciaram protesto, reprimido com cassetetes e spray de pimenta pelos seguranças. Obrigados a desembarcar, os passageiros exigiam o dinheiro da passagem de volta, mas a demora nas bilheterias provocou empurra-empurra e correria na estação. Apavorados, comerciantes baixaram as portas, mas mesas, cadeiras e lixeiras das lanchonetes foram destruídas.

Bombas de gás

Com a situação fora de controle, a SuperVia acionou a PM, que enviou 35 homens do Batalhão de Choque ao local. A chegada dos policiais deu origem a novo protesto, reprimido com bombas de gás. Os cinco feridos, um deles funcionária da empresa, foram medicados no Hospital Souza Aguiar e liberados. O tráfego de trens só foi normalizado às 18h40, segundo a SuperVia.


Quarta-feira, 7 Outubro, 2009

Gerente de banco é sequestrada

Uma gerente de banco, de 43 anos, passou por momentos de terror na noite de terça-feira, após ser sequestrada por quatro bandidos quando chegava ao prédio onde mora, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Os criminosos pretendiam assaltar agência do Santander onde a vítima trabalha, em Copacabana, na Zona Sul. A gerente ficou cerca de quatro horas em poder do bando, que ameaçou até atear fogo a seu corpo para pressioná-la.

A bancária foi rendida por volta das 22h30, quando chegava em casa, na Rua Oito de Dezembro. Ela foi colocada em Doblò roubado e agredida com coronhadas. Um soldado bombeiro do quartel que fica na mesma rua viu o sequestro e acionou a PM. O bando seguiu para Copacabana e teria tentado entrar na agência duas vezes. Na segunda tentativa, o carro da quadrilha foi abordado por PMs, mas os bandidos reagiram a tiros e fugiram. Houve perseguição até a Rua Pintora Djanira, no Largo das Neves, Santa Teresa, onde a mulher foi libertada, e o carro, abandonado. Os criminosos conseguiram fugir.

Segundo testemunhas, outros dois carros teriam dado cobertura aos marginais. Na 20ª DP (Vila Isabel), a bancária contou que os marginais perguntavam sobre quanto haveria no cofre do banco e diziam que pretendiam roubar mais de R$ 100 mil. Dentro do Doblò, havia mala e bolsas para acondicionar o dinheiro do roubo, além de latas com gasolina e álcool.

Inferno na linha do trem

Revoltados com uma pane em trem, ontem de manhã, passageiros do ramal Japeri provocaram quebra-quebra que paralisou a circulação das composições, deixou um trem e três estações danificados e pelo menos 16 pessoas feridas. Milhares de usuários dos trens perderam o dia de trabalho ou chegaram com horas de atraso. A Agetransp, agência reguladora de transportes do estado, abriu processo para investigar os acidentes.

A confusão começou na estação de Nilópolis, às 7h40, quando o trem das 6h14 enguiçou a 100 metros da plataforma. Doze minutos depois, revoltados, passageiros quebraram as janelas e forçaram as portas dos vagões. O grupo caminhou pelos trilhos até a estação, onde se juntou a mais passageiros irritados com a demora, e iniciou o vandalismo, destruindo duas roletas e saqueando as bilheterias. O tumulto durou mais de quatro horas e só foi contido por policiais do Batalhão de Choque.

Com o ramal Japeri paralisado, o quebra-quebra se alastrou. Em Mesquita, usuários atearam fogo a uma composição. O incêndio, que atingiu parcialmente dois vagões, foi rapidamente controlado por bombeiros. Em Nova Iguaçu, guichês foram estilhaçados, e tíquetes, jogados para o alto. Roletas foram arrancadas e jogadas na via. Apavoradas, bilheteiras se refugiaram em uma das lojas, também alvo dos vândalos. "Chutavam a porta, tentando arrombá-la. Nunca tínhamos enfrentado uma violência desse tipo", contou a bilheteira Cátia Regina Ramos, 21 anos.

Roletas serão liberadas hoje

Segundo o diretor de operações da SuperVia, João Gouveia, a pane num dos trens foi fato isolado, solucionado em 12 minutos por técnicos da empresa. Hoje, o embarque nos trens do ramal Japeri será gratuito até as 10h. "Paramos o ramal para segurança dos passageiros. O plano de contingência foi aplicado corretamente, mas como falar nisso quando pessoas quebram catracas? Causou estranheza a rapidez dos atos de vandalismo", comentou Gouveia.

Até o início da noite de ontem, a SuperVia ainda não tinha divulgado o valor dos prejuízos, mas a concessionária garantiu que faria registro do caso na Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados.

Passageiros que estavam no trem depredado em Nilópolis apelaram aos ônibus para não perder a hora, mas não conseguiram remediar o atraso. "Estou há quatro horas tentando chegar ao trabalho, tinha que estar lá às 9h e já são 11h. Corro o risco de levar uma advertência, fora que serei descontada no salário todo esse tempo", revelou Angélica Marques, 26 anos, que não conseguiu obter da SuperVia uma declaração justificando o atraso.

O vendedor José Gomes, 64 anos, estava indignado com toda a confusão na estação de Nilópolis. "Levei uma pedrada na mão, estou com ela inchada. Agora, vou ter que trabalhar machucado", disse ele, acrescentando que os problemas com os trens já são parte de seu cotidiano. "Os vagões estão caindo aos pedaços, os trens sempre atrasam e estão lotados."

'É o trem da Olimpíada!'

A diarista Rosângela Soares Vieira, 24 anos, vítima de uma pedrada quando abandonou o trem pelos trilhos da ferrovia, teve de enfaixar a mão direita na emergência do hospital de Nilópolis. "Foi uma loucura quando todo mundo resolveu pular para a linha férrea, depois de ficar por cerca de uma hora trancado dentro do trem. Deixei de ganhar hoje R$ 80 da diária e preciso saber se a SuperVia vai pagar o meu prejuízo", reclamou.

Revoltado com a baderna em Nilópolis, um passageiro ironizou, aos berros: "Isso aqui é o trem da Olimpíada!".

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, disse que o serviço oferecido pela SuperVia melhorou e tem índice de falhas dentro de um "limite razoável", mas ressaltou que a apuração da secretaria sobre a confusão será rigorosa. "Ainda não é a qualidade que queremos", afirmou ele.


Terça-feira, 6 Outubro, 2009

Camelô covarde estupra cega

Um vendedor ambulante foi preso, na madrugada de segunda-feira, acusado de estuprar uma cega, de 57 anos, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O homem, de 39, foi espancado por vizinhos, depois que parente da deficiente visual encontrou o monstro ainda no quarto da vítima.

Segundo policiais do 21º BPM (São João de Meriti), o acusado, que foi preso, teria se aproveitado da negociação do aluguel de um quarto para atacar. E, ao se ver sozinho com a mulher, imobilizou a vítima dentro do quarto e a violentou.

Uma filha da vítima chegou ao local, viu o quarto trancado e pediu ajuda aos moradores da vizinhança, que arrombaram a porta. O homem, então, foi flagrado violentando a deficiente visual.

Os vizinhos ficaram furiosos. Revoltados, eles acabaram espancando o ambulante, que estava ferido quando foi encontrado por policiais do 21º BPM. O homem e a deficiente foram encaminhados para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.

Mais tarde, a mulher seguiu para o Instituto Médico-Legal, onde foi submetida a exame de corpo de delito. Conduzido à 54ª DP (Belford Roxo), o vendedor ambulante foi autuado por estupro.

PM deita 3 na Maré

Três homens foram mortos nas favelas Vila do João e Conjunto Boa Esperança, no Complexo da Maré, na Zona Norte, no fim da tarde de ontem, durante uma incursão do Serviço Reservado (P2) do 22º BPM (Maré).

Os policiais foram checar a informação de que traficantes das comunidades, dominadas pela facção Amigos dos Amigos (ADA), se preparavam para invadir a vizinha Vila dos Pinheiros, controlada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP). Com eles, foram apreendidas uma espingarda calibre 12, uma pistola 9mm e uma metralhadora Uzi.

Pela manhã, também na Maré, mas na Favela da Nova Holanda, agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) apreenderam, dentro do Ciep Samora Machel, um fuzil calibre 7.62, uma escopeta calibre 12, uma bomba de fabricação caseira, 150 cápsulas de fuzil, três quilos de maconha, um colete à prova de balas e várias facas. O material estava escondido debaixo das telhas de um Posto de Saúde que funciona numa casa anexa ao colégio. A diretora da escola disse aos policiais que não sabia como o material tinha sido escondido ali.

Na Favela do Jacarezinho, a Polinter apreendeu uma mochila de drogas e uma pistola. No Parque Arará, em Benfica, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis apreendeu uma Parati com peças roubadas, duas motos e prendeu Felipe Moraes de Carvalho, com drogas, e Fábio de Souza Rosa, procurado por um homicídio em Campos.

Tardelli leva olé da Lei Seca em Jacarepaguá

Vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro, o atacante do Atlético-MG e da Seleção Brasileira Diego Tardelli mostra habilidade irretocável em campo. Mas, fora das quatro linhas, o jogador pisou na bola. Na madrugada de ontem, por volta da 1h, Tardelli foi flagrado alcoolizado em blitz da Lei Seca, na Linha Amarela, altura de Jacarepaguá. De manhã, o craque se apresentou à Seleção.

Submetido ao teste do bafômetro, foi constatado 0,14 de grau etílico. Ou seja, Tardelli pode ter consumido de seis a sete latas de cerveja, ou até duas doses de uísque. "Essa quantidade é suficiente para gerar acidentes graves", analisou a coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), Maria Tereza Aquino.

A carteira de habilitação do atleta foi apreendida, e ele pagou multa de R$ 957,70. Para deixar o local em seu carro, um Porsche Cayenne, Tardelli foi obrigado a chamar um amigo. O atacante estava acompanhado do pagodeiro Belo, que dirigia outro carro.

A reprovação no bafômetro é mais uma das barbeiragens de Tardelli. Desde 2007, quando tirou a carteira de motorista, o atacante já cometeu 19 infrações. Naquele ano, ele acumulou 30 pontos na habilitação, mas o documento não foi suspenso porque o jogador apresentou recurso.

Polícia quebra três em Irajá

Três homens foram mortos em confronto com policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), na Favela Rio D´Ouro, em Irajá, subúrbio do Rio, no início da noite de ontem. De acordo com os policiais envolvidos na ação, um dos mortos é suspeito de participação na execução de um PM, há cerca de dois meses, em Irajá.

A polícia chegou aos bandidos - que não tinham sido identificados até a noite de ontem - através de denúncia anônima. Assim que chegaram à favela, os PMs foram atacados a bala por grupo formado por pelo menos 10 pessoas. No confronto, os três homens foram baleados, socorridos e levados para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, onde morreram.

Com eles, foram aprendidos três granadas, dois revólveres calibre 38, radiotransmissor, maconha, cocaína, material para endolação e dinheiro em valor ainda não contabilizado. O material foi levado para a 27ª DP (Vicente de Carvalho).


Segunda-feira, 5 Outubro, 2009

Três mortos na Baixada

Três homens foram assassinados em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, entre a noite de sábado e o início da madrugada de ontem. Em Parque Alian, o pedreiro Fabiano Oliveira de Carvalho, de 27 anos, foi assassinado com tiros no rosto, após uma briga de bar. Segundo policiais militares, a namorada do pedreiro, uma adolescente de 17 anos, teria sido o motivo da briga.

Fabiano foi arrastado para fora do bar, na Rua Urânio, e espancado, antes de ser morto. O assassino conseguiu fugir. A polícia está investigando a hipótese de ser um crime passional.

Atingido na cabeça

No Parque Analândia, o ex-presidiário Manoel Gomes de Sá, de 31 anos, foi surpreendido por criminosos armados ao abrir a porta da sua casa, na Rua Doutor Afonso Queiroz Matoso. Os tiros atingiram a cabeça da vítima. O irmão ouviu os disparos e tentou socorrê-lo, mas ele morreu no local. De acordo com a PM, Manoel estava em liberdade condicional. Ele cumpria pena por assalto à mão armada. Segundo a polícia, o ex-presidiário teria sido vítima de uma vingança.

Na madrugada de ontem, um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto com diversas perfurações de tiros, na Rua Manuel Veloso, no bairro Éden.

Apesar das três mortes terem acontecido em São João de Meriti, policiais militares do 21º BPM descartaram a hipótese de haver qualquer ligação entre as três mortes. Policiais da 64ª DP (Vilar dos Teles) estão investigando os crimes.


Quinta-feira, 1 Outubro, 2009

Recado na prova

O professor que foi afastado de uma escola em Santa Catarina, após denúncias de pedofilia, alegou que só se envolveu com uma menina de 14 anos porque estava apaixonado. "Eu tenho certeza de que a paixão que ela tem por mim é a mesma que tenho por ela", disse Vanio Darcy Bernardes.

No entanto, novas denúncias envolvendo o professor vieram à tona depois que a Escola São Miguel o afastou. Outras jovens teriam sido assediadas por ele no colégio. O professor chegou a escrever um bilhete na prova de uma das adolescentes. Na mensagem, Vanio dizia que gostava muito da menina e perguntava: "Quando?". Segundo a garota, que chegou a ser ameaçada de reprovação caso não cedesse à investida, o professor se referia ao dia em que ela iria ao motel com ele.

Também há a suspeita de que o professor tenha se envolvido com jovens em outro colégio em que deu aula no período da noite. De acordo com a diretora da Escola Araucária, um pai procurou a instituição para contar que o professor teria dito à filha dele que ela não precisava mais estudar, pois, se quisesse, já estaria aprovada.

Ladrão atira no rosto de bebê

Uma criança de 1 um ano e 2 meses foi atingida com tiro na cabeça durante tentativa de assalto em Osasco, na Grande São Paulo, na noite de quarta-feira. O bebê foi internado na UTI do Hospital Regional de Osasco e está em coma induzido. Segundo os médicos, a criança, baleada acima do olho esquerdo, sofreu lesão cerebral e corre risco de vida.

De acordo com a polícia, o pai da criança, James Ferreira da Silva, 26 anos, voltava de culto evangélico, com o filho no colo, por volta das 21h30, quando foi atacado por um assaltante na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Avenida Jaguaribe, a menos de 50 metros de sua casa. Segundo a PM, o pai do menino disse que estava desempregado e não tinha dinheiro.

Assustado, James tentou fugir correndo, e o assaltante atirou, ferindo o bebê e atingindo também o pai, que levou tiros na perna direita e na nuca. Ele está internado no mesmo hospital que o filho e sofreu fratura na mandíbula, mas, segundo a Secretaria de Saúde de Osasco, passa bem.

Vazou em carro preto

Vizinhos contaram a policiais militares que viram um Celta preto saindo em alta velocidade pela rua, logo após os disparos. A polícia acredita que o criminoso possa ter fugido no veículo, onde estaria um comparsa.

Idosa é baleada em tentativa de assalto

A professora de fotografia Joana Maria Kossatz, 62 anos, foi agredida e baleada por dois bandidos que tentaram roubar seu carro na noite de quarta-feira, em Icaraí, Niterói. Ela levou tiro de raspão na nuca e teve a mão esmagada pela porta do veículo, causando fraturas em seus dedos. Com a reação da vítima, os ladrões, temendo a chegada da polícia, fugiram sem levar nada. Joana foi medicada em hospital particular e passa bem.

Por volta das 21h, a professora saía da casa da mãe, na Rua Francisco Dutra, área nobre de Icaraí,quando foi rendida pela dupla, que pretendia levar seu Honda Fit. Joana se assustou, e um dos ladrões atirou, atingindo-a de raspão. A professora - que mesmo puxada pelos cabelos permanecia sentada no banco do motorista - tentou se segurar e teve os dedos esmagados pela porta do carro, fechada com violência por um dos marginais.

Alertados pelos gritos da vítima, vizinhos começaram a gritar 'Pega ladrão!' de suas varandas, assustando os assaltantes, que não conseguiram achar a chave do carro da professora e resolveram fugir a pé. Um deles chegou a disparar outro tiro, mas não conseguiu acertar Joana.

Socorrida por um irmão, a professora foi levada para o hospital, onde passou a noite em observação. Ontem pela manhã, ela foi liberada e seguiu para casa, em Pendotiba. Segundo o marido de Joana, Helmut Kossatz, 64 anos, esta foi a segunda tentativa de assalto a sua mulher. "Ela é igual a gato, tem sete vidas. Ainda tem mais cinco vidas pela frente. Espero que por muitos anos", disse ele.

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