Terça-feira, 24 Novembro, 2009

Três PMs assassinados

Um capitão, um sargento e um cabo da PM foram assassinados no Rio, entre a noite de domingo e a madrugada de ontem. Nos crimes, outras duas pessoas morreram, e mais duas ficaram feridas. Os três PMs mortos estavam de folga, e há suspeitas de que dois deles fossem ligados a milícias.

Na noite de domingo, o capitão Fábio Vinicius Cardoso de Almeida, do Batalhão Especial Prisional, foi morto na Rua Otranto, em Vigário Geral. Segundo o delegado Luiz Alberto Andrade, da 38ª DP (Brás de Pina), ele, Josemar Assunção de Oliveira, que se passava por policial civil, e Alessandro Viana estariam instalando 'gatos' de Internet, por volta das 21h, quando dois homens chegaram atirando. Alessandro correu e foi baleado de raspão no cotovelo direito. Josemar e Fábio morreram na hora.

Na Via Dutra, altura do Jardim América, quase na mesma hora, o cabo Marcelo Ferreira Gomes foi executado quando passava de carro. Dois homens em moto emparelharam com o veículo do policial e atiraram. Joias e dinheiro do PM não foram roubados.

Por volta de 2h30, na Rua Francisco Real, em Bangu, bandidos encapuzados mataram o sargento Gerson Alves Rodrigues, do 9º BPM (Rocha Miranda), e Carla Cristina de Jesus Santos, 21 anos. Ana Paula Santos da Conceição, 31, que estava próxima, ficou ferida sem gravidade. O crime ocorreu em frente ao Bangu Atlético Clube, onde o PM trabalhava como chefe da segurança.

Fuzilado após briga

Segundo policiais da 34ª DP (Bangu), estava sendo realizado pagode no Bangu Atlético Clube, durante o qual houve briga que terminou no meio da rua. Pouco depois, quatro homens armados de fuzis saltaram de um carro e dispararam na direção de Gerson, que estava ao lado de Carla. A polícia investiga informação de que o sargento seria integrante de milícia e poderia ter sido assassinado por bandidos ligados a grupo rival.

Gerson e Carla chegaram a ser levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas já chegaram mortos à unidade. Ana Paula foi medicada e liberada em seguida. A delegada Márcia Julião, da 34ª DP, foi até a entrada do clube na manhã de ontem, à procura de pistas. Agentes do Serviço de Inteligência do 14º BPM (Bangu) também estiveram no local à procura de informações para esclarecer o caso.


Segunda-feira, 23 Novembro, 2009

Morte e tiroteio em presídio de Magé

Um preso morreu e um agente penitenciário ficou ferido durante uma rebelião, ontem, na Casa de Custódia Romeiro Neto, em Magé, na Baixada Fluminense. O motim teve a adesão dos 670 presos que ocupam as cinco alas dos dois andares da cadeia, que tem capacidade para 600 detentos. Eles alegam que recebem comida estragada e sofrem maus tratos dos agentes penitenciários. Quatro agentes foram mantidos reféns por cerca de seis horas, amarrados a botijões de gás.

A rebelião teria começado após uma tentativa frustrada de fuga em massa, às 14h. Os detentos tomaram o presídio, mas agentes penitenciários e policiais militares impediram que eles chegassem ao portão principal. Houve troca de tiros e um agente foi ferido por estilhaços no braço. O motim acabou às 20h.

Em uma das celas, os policiais acharam um detento morto, com indícios de overdose. Mas, segundo um inspetor, ele foi morto pelos rebelados. O preso estaria na cela do "seguro", depois de abandonar a facção criminosa que integrava. Um detento teve uma crise de hipertensão e foi levado ao hospital.

Quando os reféns foram liberados, dezenas de familiares foram ao presídio exigir a preservação física dos presos. A Secretaria de Administração Penitenciária decide amanhã se permitirá visitas esta semana.

Tensão religiosa marca as negociações com os detentos

Houve também uma 'tensão religiosa' durante as negociações com os detentos. O padre André, da Pastoral Carcerária da Igreja Católica, foi acionado pelo estado para ajudar nas negociações. A convocação gerou conflito religioso na porta da unidade, pois o Pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, que esteve no local por conta própria, foi impedido de entrar.

Cerca de 30 policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) e outros 50 do 34º BPM (Magé) foram ao presídio para conter a rebelião, mas as negociações foram conduzidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que exigiu a retirada dos PMs do interior do local.

Os policiais foram designados a reforçar a segurança no entorno da cadeia.


Domingo, 22 Novembro, 2009

Chefão da Maré roda

O tráfico de drogas no Complexo da Maré está enfraquecido. O chefão do pó Bruno Maxwel dos Santos Afonso, 27 anos, o Chapoca, apontado como o substituto de Facão, foi preso ontem à tarde por policiais do 22º BPM (Maré). Ele foi encontrado em um casa na Vila dos Pinheiros, próximo à localidade conhecida como Ilha dos Macacos. Na hora da ação da polícia, o traficante estava com familiares e carregava uma pistola 9 milímetros adaptada para dar rajadas de tiros.

Chapoca tentou fugir, mas o local já estava cercado por policiais que ocuparam ruas e lajes próximas à residência, descoberta graças a informações passadas ao Disque-Denúncia. O comandante do 22º BPM, tenente-coronel Amaury Simões, afirmou que a prisão foi um golpe duro no Terceiro Comando Puro (TCP). "Somente o Parque União e a Nova Holanda são Comando Vermelho. As demais comunidades são do TCP. A prisão de Chapoca é uma honra para a Polícia Civil, já que o traficante é acusado de assassinar um delegado durante operação policial na favela Roquete Pinto, em 2006", disse o comandante, que acredita que o traficante conhecido como 'Menor do P' assumirá o controle do tráfico.

Chapoca já tinha mandado de prisão pela morte do delegado Roberto Ubiratan Dias. O bandido foi apresentado na 37ª DP (Ilha do Governador). Enquanto não foi transferido para penitenciária, policiais do 22º BPM permaneceram no pátio da delegacia para impedir qualquer tentativa de resgate, já que as comunidades da Ilha do Governador também são controladas pelo Terceiro Comando Puro.


Sexta-feira , 20 Novembro, 2009

Dopou menina para estuprá-la

Um homem foi preso na noite de quarta-feira, no Jardim Paulistano, Zona Norte de São Paulo, acusado de estuprar uma menina de 12 anos, amiga de suas duas filhas. Segundo a Polícia Civil paulista, o lanterneiro, de 43 anos, cometeu o crime em julho, depois de dopar a menina com sonífero misturado em água.

O acusado conhecia a família da vítima havia 20 anos e teria se aproveitado dessa situação para cometer o crime. A menina foi violentada quando passou a noite na casa do criminoso. Ao acordar, ela estranhou estar com a calcinha abaixada e a genitália sangrando. A criança relatou à polícia que o estuprador ainda confirmou o crime: "É, eu te peguei, sim", teria dito o lanterneiro, que ameaçou matar toda a família da menina, caso ela revelasse o estupro.

Com o silêncio da vítima, ele aproveitou outra visita da menor à sua casa, em um dia que estava sozinho, para violentá-la novamente - desta vez, sem usar qualquer artifício. Os policiais descobriram ainda que o criminoso tentou estuprar outra garota, que conseguiu escapar. A prisão temporária dele já foi decretada pela Justiça.

PM mata homem na orla da Zona Sul

Um homem armado com canivete foi morto a tiros por um policial militar, ontem à tarde, na Praia do Arpoador, Zona Sul do Rio. O homem estaria tentando assaltar uma banhista, que não foi encontrada. Segundo testemunhas, a mulher teria sido ferida no braço pelo assaltante. Os disparos provocaram tumulto e correria na praia, que estava lotada.

De acordo com o relações públicas da PM, capitão Ivan Blaz, policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) que passavam pela orla do Arpoador, por volta das 15h, foram acionados por algumas pessoas, que denunciavam a ação do suposto assaltante. Os policiais foram até o calçadão, onde localizaram o suposto bandido e lhe deram voz de prisão.

Ainda de acordo com Blaz, o homem reagiu e avançou contra os policiais. Um dos PMs teria disparado contra uma perna do homem, que mesmo assim continuou avançando. Em seguida, o policial disparou contra um braço, mas o homem não parou. "O policial, então, atirou contra o tronco", explicou Blaz, justificando a ação do policial. "Ele fez todos os procedimentos progressivos corretamente", disse o oficial.

Tijuca vive mais uma madrugada de terror

Intensos tiroteios entre traficantes rivais, que duraram pelo menos cinco horas, voltaram a aterrorizar moradores da Tijuca, Zona Norte do Rio, na madrugada de ontem. A guerra, que envolve bandidos dos morros da Formiga, da Casa Branca e do Borel, deixou ontem um morto, após confronto com policiais do 6º BPM (Tijuca). A polícia prendeu dois bandidos e apreendeu dois carros roubados, revólver e munição.

Por volta de 1h, os PMs interceptaram dois Corsas ocupados por cerca de 10 bandidos na Rua Medeiros Pássaro, acesso à Formiga. Houve tiroteio, no qual Alex Corrêa acabou morto. Leonardo Pereira de Andrade, 21 anos, e Renan dos Santos Lima, 18, ficaram feridos e foram presos. Rapaz de 25 anos, acusado de dirigir um dos carros, foi liberado após depor na 20ª DP (Vila Isabel). Ele alegou ter sido forçado a assumir a direção.

O bando, segundo a polícia, seria do Morro de São Carlos, Estácio, e estava indo ajudar os comparsas da Formiga - ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) -, para rechaçar ataques da quadrilha do Borel, que pertence ao Comando Vermelho (CV) e tenta retomar a favela. "Os traficantes roubaram os carros para levar mais munição e comida para os aliados", disse o coronel Marcus Jardim, titular do 1º Comando de Patrulhamento de Área da PM.

Imóvel será devolvido apenas quatro dias depois de alugado

Durante o tiroteio, vários motoristas deram marcha a ré na Avenida Conde de Bonfim, a principal da Tijuca. Donos de bares e restaurantes fecharam rapidamente as portas, enquanto moradores de edifícios localizados entre as três favelas, desesperados, deixaram seus apartamentos, com medo de balas perdidas. "Estamos assustados. Levei meus dois filhos e a minha mulher para casa de parentes, até que a paz volte à Tijuca", disse um morador da Formiga.

Pela manhã, marcas de sangue e tiros no portão e na fachada da casa de número 13 da Rua Medeiros Pássaro davam a dimensão do horror enfrentado pelos moradores. "Aluguei este imóvel para construir um canil no quintal há apenas quatro dias e já estou devolvendo. Não vou colocar a vida da minha família e dos cães em risco", lamentou o professor de Educação Física Wanderley Moreira, 46 anos, mostrando as marcas de tiros de fuzil na parede.


Quinta-feira, 19 Novembro, 2009

Covardões fazem família refém

Uma família viveu momentos de terror durante um assalto em Parada de Lucas, no fim da noite de quarta-feira. Os criminosos invadiram uma casa da Rua Aguapé e trancaram quatro pessoas num dos quartos. Lençóis foram enrolados nas cabeças das vítimas para evitar a identificação. A ação durou cerca de 20 minutos, e os bandidos fugiram com o carro da família e objetos roubados.

"Eles renderam a minha filha, que estava com o namorado no portão de casa, e anunciaram o assalto. Nos obrigaram a cobrir a cabeça e a entrar no quarto. Sempre pensamos no pior. Graças a Deus, eles agiram rápido e não foram violentos", contou a dona da residência, de 42 anos, que preferiu não se identificar.

Após a ação, os bandidos fugiram com o Corsa da família, onde colocaram um ar condicionado, ventilador, aparelho de DVD, computador, uma máquina de fotografia, três telefones celulares, uma cafeteira e uma mochila. Ninguém ficou ferido. Após avistarem blitz da PM, os bandidos abandonaram o carro, com todos os objetos roubados, na altura do Trevo das Missões, no entroncamento da Avenida Brasil com a Rodovia Washington Luiz, em Cordovil.

Federais paraguaios armam e se dão mal

Quatro homens que se passavam por agentes da Polícia Federal (PF) foram presos, quarta-feira à noite, enquanto tentavam extorquir dinheiro de supervisor de obras do Centro de Pesquisas da Petrobras, na Ilha do Fundão. Com carteiras falsas da PF e mandados de busca e apreensão forjados, os criminosos pediram R$ 100 mil para evitar suposta prisão do funcionário, sob alegação de que ele seria investigado por lavagem de dinheiro.

Marcelo Matias Cordeiro, 33 anos, chefe do bando; o irmão dele Diogo Matias Cordeiro, 25, motorista da quadrilha; Wagner Nascimento Cordeiro, 40, primo deles; e Yuri Aureliano de Souza, 22, chegaram a invadir a casa da vítima, há dois meses, no bairro de Higienópolis, de onde retiraram um computador. No dia seguinte, levaram a vítima 'presa' para o próprio apartamento, na Ilha, e exigiram o dinheiro, cujo valor chegou a cair para R$ 10 mil.

O funcionário disse que tentaria arrumar o dinheiro e foi liberado. Procurou a 21ª DP (Bonsucesso) e começou a receber ameaças. Combinou, então, de entregar a grana quarta-feira, e os bandidos acabaram presos. Com eles, foram apreendidos três carros, quatro camisetas pretas e um boné com a inscrição Polícia Federal, três carteiras funcionais falsas, cinco distintivos, um par de algemas, um revólver 38, uma réplica de pistola, celulares e computadores, entre outros itens.

Bandido do Borel morto na Formiga

Duas pessoas já morreram na guerra entre traficantes dos morros da Formiga, ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), e da Casa Branca, controlado pelos rivais da Amigos dos Amigos (ADA). Ontem pela manhã, o corpo de um homem foi encontrado na Rua da Concórdia, acesso à Formiga. Ele tinha várias marcas de tiros disparados por armas de grosso calibre.

Na noite de quarta-feira, outro homem tinha sido morto na favela, durante troca de tiros com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), acionados para tentar acabar com os confrontos. O criminoso, que não havia sido identificado até a noite de ontem, estava com touca ninja e dois quilos de maconha. Ele seria morador do Morro do Borel, também na Tijuca, e estaria dando apoio aos bandidos da Formiga.

Tem mais corpo lá em cima

Bandidos das duas favelas da Tijuca, Zona Norte do Rio, vêm se enfrentando há quase 20 dias, desde que a quadrilha que controla a Casa Branca tentou tomar os pontos de venda de drogas dos rivais da Formiga. Por determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o Morro da Formiga foi ocupado por homens do Bope e do 6º BPM (Tijuca).

Na manhã de ontem, moradores da favela afirmaram que dois outros cadáveres estavam abandonados no alto do morro. A PM informou que vai fazer buscas na área para tentar resgatar os corpos.

Ginecologista do CV está atrás das grades

Investigações da 34ª DP (Bangu) revelaram que Graziela Custódio de Souza Melo, 46 anos, presa na quarta-feira, é a 'ginecologista' da facção crminosa Comando Vermelho (CV). Segundo a polícia, ela era a responsável por aliciar mulheres para que transportassem drogas - introduzidas na vagina pela própria Graziela - para dentro de presídios do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

O esquema foi descoberto com a prisão de Ana das Graças Conceição Teixeira, 47 anos, que tentava entrar no Presídio Elizabeth Sá Rego (Bangu 5) com Graziela. Ela foi flagrada durante revista com 101 gramas de maconha e 2,8 gramas de cocaína dentro do corpo. Ana contou aos policiais que os embrulhos de plástico recheados com drogas foram introduzidos em sua genitália por Graziela, que oferecia R$ 70 para quem aceitasse tomar parte na ação criminosa.

Tráfico e associação

Segundo o delegado assistente da 34ª DP, Delnir Gouvea, Ana, que iria visitar o interno Nilson Luiz da Matta, e Graziela, que se encontraria com Max Eduardo de Souza Melo, vão responder por tráfico e associação para o tráfico, com agravante de pena por se tratar de crime cometido dentro de presídio.


Quarta-feira, 18 Novembro, 2009

Atirou o filho do 18º andar

A polícia de São Paulo vai investigar as circunstâncias da morte de um homem de 30 anos e de seu filho de 2 anos. A principal hipótese investigada é a de que o pai jogou a criança e, em seguida, se atirou do 18º andar de um prédio localizado na Zona Sul de São Paulo, na manhã de ontem. Os dois morreram na hora. O homem estaria em depressão depois de se separar da mãe da criança, há cerca de seis meses.

O menino morava no quinto andar do prédio com a mãe, que não estava em casa no momento da tragédia. A babá que cuidava da criança teria atendido ao pedido do homem para visitar o menino.

Tentou envenenar

Segundo a polícia, o homem passou no apartamento, pegou a criança e a levou até o topo do prédio. Há ainda a suspeita de que o pai teria tentado envenenar a criança pouco antes de jogá-la do edifício. Segundo relato de vizinhos, a babá se desesperou ao saber do ocorrido. Apesar da depressão, o episódio surpreendeu moradores, que afirmaram que o homem era uma pessoa calma.

O delegado Carlos Henrique Fabrini, do 16º Distrito Policial, informou que o homem teria dado sinais, dias antes, de que não estava muito bem. Segundo Carlos, ele teria comentado com colegas que poderia acabar cometendo "uma loucura". Ainda de acordo com o delegado, antes da queda, ele teria ligado para a mãe e pedido desculpas caso tivesse feito alguma coisa. Também teria deixado um bilhete para a ex-mulher, dizendo que a amava muito e para que ela tivesse um bom plantão no trabalho.

Tráfico expulsa pastor

Perseguido por traficantes de Vigário Geral por não colaborar com o crime, o pastor Odilon Calixto da Cunha, 32 anos, foi expulso da comunidade, domingo, com toda a família. Depois de passar a noite com a mulher e os seis filhos sob a marquise de um supermercado em Duque de Caxias, o pastor procurou policiais da 38ª DP (Brás de Pina).

Na terça-feira, a polícia foi à comunidade para que Odilon pudesse recuperar seus pertences. A casa de dois andares, no centro de Vigário, tinha virado um quartel-general dos bandidos: havia drogas, munição de fuzil e pistola, roupas camufladas e até uma granada abandonada pelos traficantes, que fugiram.

"Sei que não poderia ter este sentimento de revolta, mas quando meu caçula de 2 anos me abraçou, sentindo frio, deitado na calçada, não pude querer outra coisa senão que todos eles sejam presos e paguem pela humilhação que nos fizeram passar. Foi muita covardia mandar minha mulher e meus filhos saírem de casa só com a roupa do corpo. Quero que eles sofram."

Mineiro, Odilon chegou a Vigário Geral há dois anos trazido por outro pastor, que ele descobriu, mais tarde, atuar como 'braço' do tráfico. Comprou uma casa por R$ 12 mil e não queria que os filhos crescessem em meio a homens armados, mas só deixaria a comunidade depois que quitasse a dívida, que ainda não chegou à metade.

Bandidos identificados

O pastor indicou os apelidos dos três bandidos que expulsaram a família - China, Pixinguinha e Átila -, e a polícia vai identificá-los para pedir a prisão por roubo, violação de domicílio, roubo no interior de residência, porte ilegal de arma e tráfico de drogas.

Homem-Aranha invade apê

Um apartamento do sexto andar de um edifício da Rua Adolfo Bergamini, no Engenho de Dentro, foi assaltado na madrugada de ontem. A polícia investiga se os ladrões escalaram a fachada do prédio, que possui grades e câmeras de monitoramento. Os marginais roubaram pertences de um professor, como um computador onde estavam gravados os arquivos de sua tese de mestrado.

O professor contou que sua mulher percebeu o roubo ao acordar. "A porta do quarto estava trancada, não ouvimos nada. Mas o resto da casa estava revirada e encontramos marcas de mãos pequenas nas paredes. Vários objetos que eles não conseguiram levar ficaram na varanda. É uma sensação horrível, não desejo a ninguém", disse a vítima. Todos os apartamentos abaixo do que foi invadido possuem grade ou tela de proteção nas varandas.

A suspeita é de que pelo menos dois criminosos tenham subido pelas sacadas até encontrar um imóvel onde pudessem entrar. Porteiros do prédio disseram não ter visto nada, e policiais que foram ao local não encontraram imagens da ação. "Os maiores danos são psicológicos e acadêmico, mas não vamos sair de casa. Aqui é nosso lar. Cabe ao estado nos defender", concluiu o professor.

Terror total na Tijuca

Intenso tiroteio entre traficantes que disputam o controle do tráfico de drogas no Morro da Formiga, na Tijuca, assustou moradores do bairro durante toda a madrugada e o dia de ontem. Criminosos do Morro da Casa Branca, dominado pela facção Amigos dos Amigos (ADA), invadiram a comunidade controlada pelos rivais do Comando Vermelho (CV). Um bandido morreu em confronto com a PM.

A invasão aconteceu por volta de meia-noite quando grupo de 30 a 40 homens, armados com fuzis e pistolas, desceram a mata na parte alta do Morro da Formiga e atacaram seus rivais, que estavam preocupados com uma invasão pelas ruas de acesso, bloqueadas pelo patrulhamento da PM. Traficantes do Morro do Borel foram ao local ajudar os comparsas do CV, e a troca de tiros foi ainda mais intensa, com direito a balas traçantes.

Noite sem dormir

Moradores relatam não ter conseguido dormir por causa dos tiroteios. Muitos buscaram abrigo no chão e atrás de paredes de concreto para evitar as balas perdidas. Pela manhã, era possível ver prédios com marcas de tiros. Homens do 6º BPM (Tijuca) e do Batalhões de Operações Especiais (Bope) ocuparam os principais pontos de acesso. Um bandido foi morto em confronto, mas sem identificação.

À noite, no entanto, novo tiroteio foi ouvido na região. Moradores afirmam que há corpos na mata, mas nenhum havia sido encontrado até a noite de ontem.


Terça-feira, 17 Novembro, 2009

Bando mata pai e dois filhos

Bandidos encapuzados invadiram casa no Morro do Atalaia, em Pendotiba, Niterói, e mataram a tiros três pessoas da mesma família. Djalma da Conceição, 46 anos, e seus filhos Rodrigo Caetano da Conceição, 23, e Robson Leonardo Caetano da Conceição, 20, foram executados, ontem de madrugada. A mulher de Djalma conseguiu escapar dos criminosos se escondendo no banheiro.

A quadrilha chegou à residência da família, na Estrada do Poço Largo, por volta das 2h50, e arrombou a porta dos fundos para invadir o imóvel. A esposa de Djalma, que dormia, acordou assustada e correu para o banheiro, onde permaneceu no escuro, enquanto ouvia os tiros que mataram seu marido e seus filhos. Ela está sob proteção da polícia.

'Melhor ser cego e surdo'

O delegado Mário Luiz da Silva, titular da 77ª DP (Icaraí), ainda não tem pistas dos assassinos. Segundo ele, o trio tinha envolvimento com o tráfico de drogas. O crime surpreendeu os vizinhos da família, para quem Djalma era apenas um eletricista, e seus filhos vendedores de pescado. "Eram gente boa. Acordamos com um barulho na rua e depois ouvimos muitos tiros. Mas não vimos nada. Nessa hora é melhor ser cego e surdo", disse um morador.

A polícia chegou a considerar que as execuções teriam ligação com o traficante Antonio Marcos da Conceição Nogueira, o Bolota, chefe do tráfico de drogas do Atalaia, mas a suspeita foi afastada ontem à tarde.

Polícia caça covardão

A delegada Márcia Julião, da 34ª DP (Bangu), descartou que tenha sido acidental a pedrada que matou a copeira Irene Moreira da Silva, 41 anos, terça-feira de madrugada. Ao depor ontem, o motorista do coletivo disse que, momentos antes de o pedaço de concreto de 25 quilos perfurar o teto do ônibus e atingir a vítima, ele viu um homem ao lado de uma van, com listras vermelhas, laranjas ou corais, parada no alto do viaduto de onde a pedra foi arremessada.

A polícia investiga as hipóteses de retaliação por briga de trânsito ou disputa no setor de transportes. Hoje, dois passageiros que viram o criminoso vão depor. "Esse evento é fruto de ação criminosa", disse a delegada, que trata o caso como homicídio por dolo eventual (com consciência de que poderia causar a morte de alguém).

O motorista e a cobradora do ônibus negaram briga de trânsito ou conduta que pudesse ter levado a vingança. Segundo o motorista, ao subir no veículo, a copeira reclamou que três carros da mesma linha passaram direto. "Ela agradeceu, disse que estava exausta e que só queria descansar", disse. Irene voltava do trabalho no ônibus da linha 397 quando foi morta.

Quem responde por isso?

Segundo o advogado João Tancredo, a Secretaria Municipal de Obras e a empresa de ônibus poderão ser responsabilizadas civilmente. Uma, porque deixou o pedaço de concreto no local, e a outra por ter o dever de transportar os passageiros em segurança até o destino final.

Bangue-bangue em Campo Grande

O policial civil Luiz Antônio Pereira, 56 anos, foi baleado durante uma troca de tiros com quatro bandidos na Estrada da Cachamorra, em Campo Grande, Zona Oeste, na noite de segunda-feira. Outro homem também ficou ferido. Houve ainda um preso, que tinha um revólver. Dois veículos foram recuperados.

Segundo testemunhas, quatro bandidos, dos quais dois em um Corsa e dois em uma motocicleta, estavam circulando na região desde o início da noite. Um PM estranhou a movimentação e pediu reforço. Ao serem abordados, os criminosos fizeram disparos contra os policiais. Houve troca de tiros. O policial Luiz Antônio, que é lotado na 61ª DP (Xerém), foi baleado na barriga. Um outro homem, ainda não identificado, também foi atingido. Ambos foram levados para o Hospital Rocha Faria.

Após perseguição, Tiago Davi de Oliveira, 24 anos, foi preso em flagrante. Com ele, foram apreendidos um revólver calibre 38 e munição. Os outros criminosos conseguiram fugir. Um Corsa e uma motocicleta, esta com registro de roubo em 8 de novembro, em Paciência, foram apreendidos.

Vingança

De acordo as investigações, os criminosos planejavam matar os policiais em represália às ações realizadas pelas polícias civil e militar, que culminaram na desarticulação de quadrilhas de roubos de carros e tráfico de drogas, nos últimos meses, na Zona Oeste da cidade.

Sacode na Mangueira

Operação da Polícia Civil realizada ontem, no Morro da Mangueira, Zona Norte do Rio, terminou com um homem morto, um policial baleado de raspão e nove pessoas presas. Os agentes apreenderam 13 armas, oito bombas de fabricação caseira, granada M4 de uso exclusivo das Forças Armadas e munição, além de 400 quilos de maconha e galões de cheirinho da loló.

A polícia chegou à favela pouco depois das 9h e foi recebida com foguetório e tiros pelos traficantes. Após intenso tiroteio, no qual um bandido foi morto, os agentes chegaram ao alvo da ação, uma Casa de Oração na localidade Candelária. No segundo andar do imóvel - cujas paredes eram decoradas com fotos de armas e referências à facção criminosa Comando Vermelho -, estavam escondidas três escopetas Winchester 22 (duas delas com luneta), escopeta super 12, fuzil calibre ponto 30 com bipé, mira óptica e luneta e duas pistolas, além de seis bombas feitas com pedal de bicicleta, um sinalizador, rádios de transmissão e cadernos da contabilidade do tráfico.

'Gerente' acabou em cana

Apontado como 'gerente' do tráfico, Márcio Luiz dos Santos Souza, 21 anos, foi preso na localidade Buraco Quente, com a pistola roubada de um policial civil. Atrás de uma igreja, os agentes 'estouraram' laboratório de fabricação de loló, com galões cheios e frascos para embalar a droga, duas pistolas e um revólver calibre 38.


Domingo, 15 Novembro, 2009

Juninho Calcinha de volta às ruas

A Justiça do Rio soltou, na última sexta-feira, Paulo Roberto Fernandes Júnior, o Juninho Calcinha, 32 anos, do Parque Arará, em Benfica. Calcinha tinha sido capturado por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) em Guarapari, no litoral do Espírito Santo, em agosto. Beneficiado por um alvará de soltura, ele poderá responder em liberdade ao processo.

Apesar de ter sido capturado fora do Rio, sua advogada, Flávia Fróes, conseguiu comprovar que Juninho tem residência fixa, e o próprio Ministério Público foi favorável ao alvará de soltura, que o fez deixar, pelo portão da frente, o presídio Gabriel Ferreira de Castilho (Bangu 3-B).

Acusado de assassinato

Juninho Calcinha tem três anotações em sua ficha criminal, com uma condenação. Depois de ter sido flagrado armado em São Gonçalo, em 2005, ele recebeu uma pena de quatro anos e 20 dias. Sua vida criminosa, no entanto, começou há mais de uma década. A primeira vez que foi fichado foi em 1997, sob a acusação de ter praticado um latrocínio (roubo seguido de morte). Depois, em 2003, houve a acusação desse assassinato, pelo qual continua respondendo.

Calcinha também já foi acusado de chefiar bocas de fumo do Parque Arará, em Benfica, e de ser um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Recentemente, Alexander Mendes da Silva, o Polegar da Mangueira, e Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, também conseguiram benefícios jurídicos e deixaram a cadeia.

Bando ataca policiais

Um grupo de aproximadamente oito homens armados, em dois carros, fez ontem, por volta das 5h40, ataques em série contra a Polícia Militar, em Bonsucesso. O bando deu tiros de fuzil e lançou granada no posto do Batalhão de Polícia Rodoviária da PM (BPRv), no entroncamento da pista sentido Centro da Avenida Brasil com a Linha Amarela. Trinta metros adiante, disparou na direção de cabine blindada da PM. Em seguida, na fuga em direção à Ilha do Fundão, o bando trocou tiros com policiais em patrulha do 22º BPM (Maré).

O primeiro ataque foi ao antigo posto do BPVE, agora ocupado pela 3ª Companhia do BPRv. A unidade teve a fachada e um dos vidros da janela atingidos por tiros de fuzil, possivelmente de calibres 5.56 ou 7.62. Segundo testemunhas, os criminosos chegaram a descer dos carros, na pista lateral da Avenida Brasil, para atirar e arremessar contra o posto uma granada defensiva M4, que não explodiu.

Bala pra todo lado

Logo depois, o bando entrou em contorno, parou em frente à cabine blindada da Linha Amarela e fez mais 19 disparos, três deles no vidro. Ali, os criminosos usaram uma trincheira vertical - espécie de abrigo formado por chapa de aço e sacos de areia - para se proteger. Na sequência, houve mais tiroteio com ocupantes de uma patrulha do 22º BPM. A ação da bandidagem não deixou vítimas. O crime foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso).


Sexta-feira , 13 Novembro, 2009

Gringo fica só de cueca em Copa

Um engenheiro francês passou por uma situação constrangedora na manhã de ontem, na Praia de Copacabana. Ele teve as roupas roubadas enquanto dava um mergulho no mar. Assustado e sem saber o que fazer, Pierre ficou circulando pela cidade só de cueca, até parar na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), no Leblon.

Chocado com a situação, o turista demonstrou desconhecer a bandidagem carioca. "Pra que vão querer as minhas roupas? Se levarem dinheiro ou câmera, até entendo. Mas levar a roupa é difícil de aceitar", reclamou ele, que ficou sentado atrás do balcão da delegacia até um amigo ir buscá-lo na unidade.

Pierre contou que passeava pela orla e se encantou com o mar. "Ele não estava preparado para o banho, mas tirou as roupas e deu um mergulho. Enquanto isso, roubaram os pertences dele, que ficaram na areia", contou um policial, ressaltando que também levaram dinheiro do engenheiro. Segundo policiais, o turista apresentava hematomas no corpo, mas não revelou se foi agredido pelos ladrões. Aos policiais, ele contou que essa foi sua primeira visita ao Rio e que decidiu fazer o último passeio antes de embarcar de volta para a França.

Palácio da Maconha

Em meio aos barracos do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) estouraram o Palácio da Maconha. Superluxuoso, o local tinha colunas com acabamento em gesso na parte interna e era usado para embalar e armazenar drogas da quadrilha liderada pelo traficante Fernando Lopes, o Fernandinho Guarabu, chefão da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) na região.

Cerca de 80 policiais, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de dois Caveirões, chegaram ao local por volta das 10h. Houve troca de tiros, e os bandidos chegaram a lançar uma granada contra os agentes, mas ninguém ficou ferido. No confronto, um homem ainda não identificado foi baleado e morreu a caminho do Hospital Paulino Werneck, no bairro. Com ele, foi apreendida uma pistola calibre 380.

Durante a ação dos policiais - que ficaram surpresos com as dimensões do Palácio da Maconha, com vista panorâmica da favela, na Rua do Mato -, foram encontrados ainda 1.570 trouxinhas de maconha, 15 quilos da droga prensada, dois coletes à prova de balas - entre eles, um do Exército Brasileiro -, quatro granadas de alto poder destrutivo e latas de fermento em pó para ser misturado a cocaína.

A entrada para o casarão fica numa escadaria bem estreita. Para chegar ao local, era preciso passar por um portão de ferro. Dentro do imóvel, um salão imenso, todo revestido com ladrilho. Nas paredes, pichações com a sigla do TCP e mensagens como 'Jesus. O crime não compensa'. Pelas enormes janelas, era possível acompanhar toda a movimentação na favela e nos acessos. "Quando a polícia vinha, eles fugiam com antecedência", disse o delegado Marcus Vinícius Braga. Havia ainda um enorme terraço, equipado com churrasqueira e acomodações para sauna e hidromassagem. Nas paredes, vários recortes de mulheres com poucas roupas.

Casa já foi de Marcelo PQD

Segundo a polícia, o Palácio da Maconha já pertenceu ao traficante Marcelo Soares Medeiros, o Marcelo PQD, 36 anos, ex-chefe do tráfico do Morro do Dendê. O criminoso, que tinha deixado a prisão no dia 18 de janeiro de 2007, após ser beneficiado com visita à família, acabou preso no dia 1º de junho do mesmo ano, ao tentar retomar o controle dos pontos de venda de drogas, que já havia perdido para Guarabu. Na ocasião, PQD estava numa casa alugada num dos acessos ao morro com mais sete comparsas. Eles aguardavam reforço de 40 homens do Comando Vermelho, que participariam da invasão.


Quinta-feira, 12 Novembro, 2009

Lambari já tá na pista

Apontado pela polícia como chefe do tráfico na Favela do Jacarezinho e integrante da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho, Marcos Vinicius da Silva, o Lambari, está de volta às ruas. O traficante deixou pela porta da frente, quarta-feira, às 21h, o presídio Vicente Piragibe, em Bangu. Ele foi beneficiado por decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça.

O magistrado suspendeu os efeitos da decisão da Vara de Execuções Penais do Rio, que, no início de setembro, permitiu a prisão de Lambari, quando ele saiu do presídio de Catanduvas, no Paraná, com destino à cidade.

A polícia ainda tinha a esperança de manter Lambari preso sob acusação de envolvimento em roubo de caixa eletrônico. Ele foi acusado de receber parte do dinheiro por um dos integrantes da quadrilha. O pedido de prisão temporária por cinco dias expedido pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo, no entanto, só foi renovado por apenas mais cinco. Com isso, Lambari, que já cumpriu 11 dos 12 anos da pena, não tinha mais pendências judiciais e pôde sair da cadeia.

Ontem, no Jacarezinho, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) apreenderam 28 granadas artesanais e material para produzir mais nove artefatos. Houve troca de tiros, mas os bandidos abandonaram o material e fugiram.

Gringo cheio de aranhas

Acostumados a flagrar traficantes tentando embarcar com drogas nos lugares mais inusitados, agentes da Polícia Federal da Delegacia do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Deain) prenderam, ontem, um inglês que tentava ir para o exterior com 1.000 aranhas vivas em duas malas.

De acordo com a PF, funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram da ação. O turista, que não teve o nome revelado pelos agentes, deverá ser indiciado por crime ambiental, além de receber uma multa que pode atingir a cifra de R$ 4 milhões.

A Polícia Federal informou ainda que o destino das aranhas será o Museu Nacional, onde vão passar por uma perícia e serão catalogadas de acordo com a espécie. Biólogos deverão avaliar ainda o estado de saúde dos animais e a possibilidade de devolvê-los à natureza.

Até a tarde de ontem, a polícia ainda não havia informado para onde o inglês pretendia levar as aranhas e nem o que pretendia fazer com elas. As hipóteses mais prováveis, no entanto, são as de venda dos animais, assim como alguma finalidade ligada a pesquisas. O conteúdo do depoimento do estrangeiro também não foi divulgado.

Chifrudos na Internet

Os 44 mil habitantes de Lagoa da Prata, cidade mineira a 211 quilômetros de Belo Horizonte, estão em polvorosa com a divulgação, no site de relacionamentos Orkut, de uma lista com nomes de pessoas que já teriam sido traídas por seus parceiros. No total, cerca de 300 moradores da cidade já tiveram seus nomes expostos, e agora convivem com o constrangimento.

Segundo Valdeci Donizeti de Mattos, comandante da PM na cidade, pelo menos quatro comunidades tinham sido criadas no Orkut, mas, com a repercussão, foram tiradas do ar. Atualmente, resta apenas uma comunidade, criada em 13 de outubro pelo internauta 'Ricardão', que lista 17 pessoas, com nomes e detalhes sobre suas vidas, como onde moram, com o que trabalham ou quantas vezes teriam sido traídas.

'Igual a consórcio'

O dono da comunidade chega a sugerir: "Veja a lista abaixo e confira se seu nome está lá. Se seu nome ainda não está na lista, é porque não descobrimos ainda. Chifre é igual a consórcio. Um dia você é o contemplado". Ainda segundo Mattos, a Polícia Civil registrou três boletins de ocorrência sobre o caso. "Aqueles que se sentirem incomodados devem procurar as autoridades, para serem instruídos sobre o que fazer", afirmou o oficial.

Em outras comunidades no Orkut sobre a cidade, os internautas debatem o assunto e tentam descobrir quem é o autor - ou autores - da lista. Um comerciante, que não quis se identificar, se disse surpreso ao ver seu nome na relação. "Minha esposa é católica, trabalhadora e tem o que fazer. Nunca tive nem como duvidar dela", garantiu ele.


Quarta-feira, 11 Novembro, 2009

PM mata 2 bandidos

Dois homens acusados de participação no assassinato do cabo PM Rinaldo Figueiredo dos Santos, 42 anos, na Vila da Penha, no último fim de semana, foram mortos em confronto com policiais do 16º BPM (Olaria), o mesmo onde o cabo era lotado. O tiroteio aconteceu na Avenida Brás de Pina, próximo ao Largo do Bicão, na Vila da Penha.

Um dos bandidos, identificado como Rafael Nascimento da Cruz Gonçalves e Dias, o DG, que foi amigo de infância do cabo Figueiredo, é acusado pelos policiais de ter liderado o ataque. Ele estava em companhia de outro bandido, identificado apenas pelo apelido de Fabinho, em um Astra prata, roubado em Vicente de Carvalho. Os dois tentaram escapar ao cerco policial abrindo fogo, mas acabaram baleados e mortos.

Ambos usavam colete à prova de balas. No carro, os policiais apreenderam três pistolas, granadas e farta quantidade de munição, além de toucas ninja. Os bandidos ainda foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiram.

Os bandidos são suspeitos das mortes de outros policiais na região. O cabo Figueiredo foi executado com mais de 20 tiros, domingo de manhã, no Grêmio Recreativo Água Grande (Grag), quando calçava as chuteiras para entrar em campo para uma partida de futebol. O crime teria sido planejado por Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, gerente do tráfico no Morro da Chatuba.

Tiros contra helicóptero

Menos de um mês depois de um helicóptero da PM ter sido abatido por traficantes no Morro dos Macacos, a aeronave da Polícia Civil foi alvo de disparo por traficantes do Morro do Salgueiro, na Tijuca, ontem. Os agentes revidaram, mas nenhuma bala atingiu o helicóptero. Mais tarde, policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Decod) estiveram na favela e apreenderam drogas e duas bombas caseiras. O Águia novamente sobrevoou, mas, desta vez, não houve confronto.

A Polícia Civil, no entanto, informou que, em momento algum, nas duas operações realizadas hoje pela manhã, na Favela Parque Arará, em Benfica, e no Salgueiro, traficantes dispararam contra o helicóptero Águia que dava apoio à ação policial. No Morro do Salgueiro, a tripulação do helicóptero foi obrigada a disparar contra um grupo de traficantes que atiravam contra policiais que estavam entrando na favela. Os traficantes foram obrigados a se dispersar possibilitando o avanço dos policiais que estavam subindo o morro.

No Parque Arará, policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Decod) prenderam Ana Cláudia Vieira Coutinho, 38 anos. Segundo o delegado Marcus Vinícius Braga, ela estava no tráfico há mais de 25 anos, apesar de não ter nenhum mandado de prisão expedido contra si.

Ana Cláudia foi encontrada em casa, com duas filhas e três netos. No local, os agentes encontraram um revólver 38, munição para diversos calibres, inclusive balas traçantes de fuzil, papelotes de cocaína e pedras de crack. A mulher não reagiu e disse que foi obrigada por traficantes a guardar o material na hora do apagão. Em frente à casa dela, os policiais também apreenderam mais drogas. No total, foram cerca de 800 pedras de crack, 1.100 papelotes de cocaína e 300 trouxinhas de maconha.

Bando de Matemático invade a Vila Kennedy

A disputa pelo controle da Favela Vila Kennedy continua aterrorizando os moradores da Zona Oeste do Rio. Na madrugada de ontem, bandidos da Coreia, Rebu e Vila Aliança, comandados pelo traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, líder da facção Terceiro Comando Puro (TCP), voltaram a atacar a comunidade vizinha, como já havia acontecido há 10 dias. Desta vez, eles conseguiram expulsar os traficantes do Comando Vermelho (CV) e dominaram a área.

Armados com fuzis, pistolas, granadas e vestidos com camisetas da Polícia Civil, os traficantes do TCP atravessaram a mata e tomaram os pontos ao longo da Rua Congo e da localidade conhecida como Malvinas. A sigla da facção foi pichada nas paredes. Segundo moradores, ex-integrantes do CV trocaram de lado e se aliaram aos invasores. Eles seriam conhecidos como Mamão, Neu, Potoca e Tony Ramos.

Na manhã de ontem, policiais militares fizeram buscas em toda a região. Na Coreia, Jeferson Ribeiro Leal, de 27 anos, e Alcenir Lopes Fontana, de 19, foram presos com uma pistola calibre 9mm e dois radiotransmissores. Na Vila Kennedy, a PM apreendeu três motos que estavam com a documentação irregular.

Traficantes disputam a central de rádio instalada na favela

Conforme o MEIA HORA publicou no último dia 3, o principal motivo da guerra do tráfico para dominar a Vila Kennedy é a proximidade do Complexo de Gericinó. Da favela, por meio de aparelhos de rádio capazes de driblar os bloqueadores de celular das cadeias, os bandidos se comunicam com os chefões presos.
Apreensão feita na semana passada comprova a existência da central de rádio da bandidagem. Agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apreenderam 12 radiotransmissores na Penitenciária Gabriel Ferreira Castillo. Um dos rádios foi apreendido na cela de Carlos Henrique Gravini, o Rato do CV.

Ele já havia sido flagrado em grampos telefônicos quando conversava com Fabiano Atanásio da Silva, o FB, da Favela Vila Cruzeiro, na Penha. A conversa foi possível graças ao sistema 'ponto a ponto', em que um radiotransmissor era usado por Rato, dentro da cadeia, para falar com um intermediário que ficava na Favela Vila Kennedy e, de lá, fazia a ponte com FB usando um celular, que era aproximado do microfone do rádio.


Terça-feira, 10 Novembro, 2009

Dupla faz a limpa em 'call center'

Dois bandidos assaltaram empresa de telemarketing no Centro do Rio, no início da tarde de ontem, e fugiram levando todo o dinheiro que seria usado no pagamento do salário dos funcionários. Pelo menos
oito mulheres que trabalhavam no local foram rendidas e amarradas pela dupla, que ainda lhes roubou carteiras, relógios e celulares.

Os assaltantes chegaram ao escritório, que funciona no 9º andar de prédio na Rua México, por volta das 13h. Depois de render as funcionárias, que foram amarradas e amordaçadas com fita adesiva, eles
começaram a revirar as duas salas da empresa até que encontraram o dinheiro destinado aos salários.

A dona da empresa, que chegou ao local na hora do assalto, percebeu a movimentação dos criminosos e acionou a PM. Policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes) cercaram a área e fizeram buscas em todo o prédio, mas os bandidos conseguiram fugir. Em estado de choque, as funcionárias da empresa de
telemarketing foram levadas para a 5ª DP (Gomes Freire), onde o caso foi registrado. Como o edifício não possui sistema de monitoramento por câmeras, não há imagens dos assaltantes.

Vão trabalhar, vagabundos!

Vestidos como operários de um prédio em construção na Estrada dos Três Rios, na Freguesia, Jacarepaguá, dois homens foram presos enquanto roubavam funcionários da obra. Armados, Jailson da
Silva Leite e Flamínio Soares da Silva, ambos de 32 anos, pretendiam roubar o dinheiro referente ao
pagamento dos operários, que seria feito exatamente ontem.

Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) passavam pelo local e foram avisados sobre o crime. Eles entraram
no canteiro de obras e foram recebidos a tiros pela dupla. Houve perseguição. Flamínio acabou se entregando e Jailson - que possui três anotações criminais por roubo e tráfico - caiu de uma laje
numa poça de lama e quase foi linchado pelos operários, que ficaram revoltados. Eles jogaram tudo o que viram pela frente sobre o criminoso: madeira, ferro e tijolos, entre outros materiais.

Com os criminosos, foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma réplica de pistola, além de munição. Entre os pertences recuperados, estão quatro celulares, R$ 390, carteira e mochila. Um carro roubado usado pela dupla também foi recuperado. O veículo tinha sido roubado em agosto do ano passado, em Jacarepaguá. Segundo o tenente-coronel Luigi Gatto, comandante do 18º BPM, os criminosos são da Cidade de Deus.

Bando queria resgatar Tchaca

A polícia já sabe que o bando que trocou tiros com policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) em sítio do distrito de Muriqui, em Mangaratiba, planejava resgatar o traficante Márcio José Guimarães, o Tchaca, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, atualmente preso em Catanduvas, Paraná. Após o tiroteio, os cerca de 15 bandidos fugiram pela mata próxima ao sítio.

Tchaca chega hoje ao Rio e vai depor amanhã em processo no Fórum de Angra dos Reis - o traficante
passará a noite no presídio Bangu 1. Os órgãos de inteligência das polícias acreditam que o bando tentaria resgatar o criminoso no meio do caminho, quando ele fosse levado para o Fórum. Entre os marginais reunidos no sítio, estavam Rodrigo Barbosa Marinho, o Rolinha, Magno Fernando Soeiro Tatagiba de Souza, o Magno da Mangueira, Luiz Claudio Machado, o Marreta, e um bandido conhecido como Ratinho. A polícia investiga ainda se a quadrilha planejava também um assalto. "Mas nossa principal linha é de que tentariam resgatar o Tchaca mesmo", diz um investigador, que preferiu não se identificar.

Rodo da Civil pega 20

A Polícia Civil prendeu ontem 20 pessoas acusadas de envolvimento com a milícia 'Liga da Justiça', que atua na Zona Oeste do Rio. Entre os presos, há um ex-fuzileiro naval e dois policiais militares. Outros 14 acusados já estavam atrás das grades e 13 pessoas - incluindo o ex-PM Toni Ângelo, apontado como atual líder do bando, e Ricardo Coelho da Silva, o Cadinho, acusado de ser o homem que levou um ex-soldado PM para emboscada em Campo Grande, onde foi morto com 70 tiros - continuam
foragidas.

Cerca de 350 policiais participaram da Operação Têmis 3, deflagrada para cumprir 46 mandados de prisão e 138 de busca e apreensão. Segundo o diretor do Departamento de Polícia Especializada, delegado Rodrigo Oliveira, a 'Liga' está quase totalmente desestruturada. "Nas investigações anteriores, identificamos outros alvos. Já atacamos a parte financeira da estrutura criminosa e, em cerca de seis meses, mais de 200 pessoas foram investigadas e quase todas presas. Este é o início da terceira fase, mas podemos afirmar que a milícia está enfraquecida e hoje vive de nome", afirmou o delegado.

Segundo agentes, o faturamento da 'Liga' caiu 80% e hoje está calcado na exploração de 'gatonet'. "Desde que a milícia deles começou a ruir, o 'Comando Chico Bala' (do ex-PM Francisco César de Oliveira) ganhou espaço e passou à dianteira na cobrança de taxas do transporte alternativo. Donos de veículos legalizados não tinham como bancar duas taxas e 'optaram' pelo grupo mais forte", explicou um policial.

Cadinho, Tony Ângelo e o cabo PM Ivo Mattos da Costa Junior, o Tomatinho, preso ontem, são acusados
de assassinar o ex-soldado PM Alexsander de Abreu Lima, o Sandrinho do Barbante, em julho. Segundo
as investigações, alguns integrantes do 'Comando Chico Bala' e da 'Liga' se aproximaram para tentar 'dividir' Campo Grande. Sandrinho era ligado a Alexsander Silva Monteiro, o Popeye, e a Chico Bala. No dia do crime, ele seguia de carro com Cadinho, que parou em posto de gasolina e fugiu. Três homens armados com fuzis cercaram o veículo e executaram Sandrinho. O terceiro atirador ainda não foi identificado.

Louras dirigiam para o bando

Rodolfo de Souza Queiroz, o Rodolfinho, preso ontem, ocupava cargo de contador do bando. Na casa dele, a polícia apreendeu duas pistolas, munição traçante de fuzil, munição de pistola, farda camuflada e camisa dos bombeiros. Entre os presos, estão as irmãs Andréa e Andressa Loise Silva de Sobral, de 23 e 19 anos, acusadas de serem motoristas do bando. Os cabelos pintados de louro e a gravidez de 5 meses de Andressa não levantavam suspeitas e evitavam que os milicianos fossem parados em blitzes. Andressa é namorada do traficante Marcos Paulo da Conceição Martins, o Furacão, que se aliou à milícia e já está preso.


Segunda-feira, 9 Novembro, 2009

Matemático quer Vila Kennedy de presente

Não tem rolado mais tiroteio, mas a chapa ainda está quente na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio. Isso porque moradores comentam que o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, um dos principais líderes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), teria pedido aos comparsas a favela como presente de aniversário, que acontece em janeiro.

A guerra travada contra criminosos do Comando Vermelho (CV) explodiu há 10 dias numa tentativa de invasão por bandidos do TCP. Cinco pessoas ficaram feridas. Depois de intensos confrontos, até durante o dia, os invasores - da Vila Aliança, Rebu e Coreia - abandonaram a favela, segundo a polícia. Moradores dizem que houve mortes, mas nenhum corpo foi encontrado.

Criado na Vila Kennedy desde os 6 anos, o jogador Eduardo da Silva, que atua no Arsenal, da Inglaterra, festejou a goleada de 4 a 0 sobre o Wolverhampton, sábado, exibindo para o mundo uma camisa branca com a frase 'Paz na Vila Kennedy'. A família dele, que é naturalizado croata, ainda vive por lá. "Estava nervoso, indo para a concentração do jogo, e liguei do ônibus para minha mãe. Ela me tranquilizou, mas ver aquilo tudo sobre a comunidade onde cresci é desesperador", comentou.

Mãe do jogador não quis se mudar para a Barra da Tijuca

A família de Eduardo da Silva vive na Vila Kennedy há 21 anos, desde quando ele tinha 6. Mãe do atacante do Arsenal, Joelma Alves da Silva evitou sair de casa, por causa dos confrontos. "Nunca aconteceu como desta vez. As coisas eram mais escondidas no passado. Fico com medo das balas perdidas. Rezei muito e agradeci por não ter recebido visitas nesse período da invasão. Dá vergonha viver assim", desabafou Joelma, que não quis mudar para a Barra da Tijuca, como sugeriu o filho.

Aos colegas de clube, ele explicou o motivo do pedido de paz e recebeu apoio. "Qualquer coisa sobre violência no Rio tem tido muita repercussão na Europa desde a escolha da cidade como sede para os Jogos Olímpicos. O problema é que todo mundo aqui acaba conhecendo o Rio só pelos seus problemas.
Quando vão à cidade, me perguntam onde é perigoso, os caminhos que devem evitar, e isso é triste", disse Eduardo.

Civil dá um 'guenta' no churras da bandidagem

Bandidos da Favela Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, e policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) se enfrentaram ontem à tarde, em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio. Os agentes seguiam o rastro de um carro roubado que estava em poder do bando, mas foram recebidos a tiros ao chegar a sítio em Muriqui, onde os criminosos estavam fazendo churrasco. Após a troca de tiros, a quadrilha fugiu pela mata próxima à propriedade, abandonando armas, roupas da polícia e quatro carros.

A caçada ao bando começou a partir do roubo de picape Toyota Hilux, sexta-feira, em São João de Meriti. Rastreando o sinal do GPS, os agentes sabiam que o carro estava na Vila Cruzeiro até a manhã de ontem, quando o sinal mostrou que a Hilux seguiu para Muriqui. Seis policiais foram para o local e encontraram o sítio, às margens da Rio-Santos.

Ao se aproximar da entrada da casa, os agentes foram atacados a tiros por um segurança, que correu para a mata. Alertados pelos disparos, os bandidos, que estavam em varanda que lhes dava visão privilegiada da estrada, começaram a atirar contra os policiais, que pediram reforço. Dois helicópteros ajudaram nas buscas, mas nenhum criminoso foi encontrado. Para a polícia, bando planejava algum ataque.

Na casa, foram apreendidos duas pistolas, granada, três bonés, três distintivos falsificados, camisa da Polícia Civil, munição para fuzil e seis carregadores de pistola. Além de um baralho espalhado pelo chão, roupas, toucas ninja e o material do churrasco - facas, cerveja, carne e linguiça - ficaram para trás. "Eles planejavam algo mais do que um churrasco, porque estavam bem armados e com muita roupa de guerra", afirmou um dos investigadores. Além da Hilux, os agentes apreenderam Blazer, Lexus e Kadett. Os dois primeiros veículos eram clones de carros da Secretaria de Segurança, com direito a placas brancas, sirenes e rádios.

Com prisão decretada, miliciano parceiro de Chico Bala se apresenta à Justiça

Acusado de integrar a milícia chefiada pelo ex-PM Francisco Cesar Silva Oliveira, o Chico Bala, o ex-sargento PM Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, se apresentou à Justiça no dia 28 de outubro, acompanhado por um advogado. Com duas prisões preventivas decretadas - pela 1ª e 3ª varas criminais -, ele está há 12 dias na carceragem da Polinter, em Vila Isabel, aguardando transferência para uma casa de custódia.

Escangalhado vinha sendo procurado pelo Serviço Reservado da PM e pela Polícia Civil. Ele também foi indiciado em um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado em 2001 para apurar envolvimento de integrantes da corporação com irregularidades como cobrança de taxas a donos de Kombis e vans que circulam na Zona Oeste.

Ameaças a testemunha

No IPM, Escangalhado estaria sendo acusado também de ter ameaçado uma testemunha para que ela não prestasse depoimento, no dia 21 de janeiro daquele ano. No processo número 2009.001076400-4, que tramita na 3ª Vara Criminal, Escangalhado e outros três homens são acusados de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, na área da 35ª DP (Campo Grande). Ele ainda tentou revogar o pedido de prisão, pedindo relaxamento e habeas corpus, mas os recursos foram negados. Haverá uma audiência do caso no dia 23.


Domingo, 8 Novembro, 2009

Policial federal é atropelado por criminosos

O policial federal Joalace Menezes de Souza, 42 anos, atropelado por bandidos na tarde de sábado, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, foi internado no CTI do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, com traumatismo craniano. Ele passou por cirurgia que drenou hematoma do crânio e até o fechamento desta edição, estava sedado, respirando com ajuda de aparelhos.

De acordo com a polícia, o agente passava a pé pela Rua Oliveira Belo, por volta das 16h de sábado, quando percebeu que dois homens numa moto tentavam assaltar motorista. Joalace reagiu e atirou contra a dupla, que conseguiu fugir.

Entretanto, outros criminosos, que estavam num Astra verde - roubado mais cedo, na mesma rua - e davam cobertura aos assaltantes da moto, atropelaram o policial e também escaparam. Ainda segundo informações da polícia, os criminosos que atropelaram Joalace seriam do Morro da Fé. Policiais do 16º BPM (Olaria) fizeram incursão na favela, mas não conseguiram encontrar nenhum dos bandidos.

Polícia Rodoviária Federal pega 3 kg de crack

Agentes da Polícia Rodoviária Federal apreenderam cerca de três quilos de crack na noite de sábado, na rodovia Rio-Campos (BR-101), altura de Casimiro de Abreu, no Norte Fluminense. A droga estava sendo transportada do Rio para Campos num Santana Quantum ocupado por três pessoas, que acabaram presas.

Os três tabletes de crack - que poderiam ser divididos em mais de mil pedras - estavam enrolados em fralda de pano e escondidas na bolsa que estava com Lucilene Alves de Alcântara, 26 anos. O carro era dirigido por Genilson Costa Rangel, 43, e o terceiro passageiro era José Leonardo Oliveira, 22. Os três foram levados para a Delegacia de Polícia Federal de Macaé.

As pedras de crack, de acordo com informações da polícia, teriam sido compradas em Bangu, Zona Oeste do Rio. Os presos afirmaram aos policiais que receberam o material de um traficante identificado como Matemático - apelido de Márcio José Sabino Pereira, foragido da cadeia e acusado de comandar ataque à Favela Vila Kennedy, há 10 dias, com objetivo de assumir o controle dos pontos de venda de drogas.

Cabo PM é executado em jogo de futebol

O cabo do 16º BPM (Olaria) Rinaldo Figueiredo dos Santos, 42 anos, foi executado com vários tiros de fuzis e pistolas ontem de manhã, em Vista Alegre, subúrbio do Rio. O crime aconteceu por volta das 9h, em clube que fica dentro do Condomínio Parque Residencial Irajá. A polícia já identificou quatro bandidos envolvidos no assassinato do policial.

Rinaldo se preparava para participar de jogo de futebol no Grêmio Recreativo de Água Grande (Grag), do qual era presidente, quando cinco homens encapuzados invadiram o local e abriram fogo contra o PM, que não teve chance de reagir. Os tiros provocaram pânico e correria entre os frequentadores do clube, que aguardavam o início da partida. Hélio Gomes da Silva, 80, foi ferido nas duas coxas por balas perdidas e socorrido no Hospital Getúlio Vargas, Penha, onde permanece internado em observação.

Após fazer os disparos, os criminosos fugiram em dois carros pretos. Segundo informações obtidas por policiais no local do crime, traficantes da região estavam insatisfeitos com a decisão tomada por Rinaldo de acabar com os bailes funk que eram realizados na sede do clube.

Segundo o coronel Marcus Jardim, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA), os assassinos de Rinaldo são da Favela do Dique, no Jardim América. Os quatro identificados são Rafael Nascimento da Cruz Gonçalves Herédia, 22 anos, Emerson Vantapane da Silva, o Pei, 21, Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, e homem conhecido como Fabinho Piloto.

'Só respeitam bala na cara'

Policiais do 16º BPM fizeram incursões ontem na Favela do Dique, mas não encontraram os marginais, que podem ter se escondido na Cidade Alta, em Cordovil. "O PM não pode ter mais hora de lazer sem ser caçado por criminosos covardes. Bandido só respeita bala na cara. Com esse tipo de gente não tem conversa", disse Marcus Jardim, revoltado.


Sábado, 7 Novembro, 2009

Menino se afoga em caixa d'água

Matheus Assis de Castro, 9 anos, morreu afogado em estação de tratamento da Cedae em Nova Iguaçu, na tarde de sexta-feira. Ele brincava no local com o primo Júlio César, 8, que viu quando Matheus mergulhou e desapareceu na estação. Assustado, Júlio César foi para casa e somente duas horas após o acidente contou aos parentes o que havia acontecido com seu primo.

Segundo o irmão da vítima, Israel Assis de Castro, 18, Matheus e Júlio César saíram de casa por volta das 15h para brincar na rua, mas a mãe sempre proibia o garoto de ir até a estação, que está desativada. "Essa estação está abandonada há mais de 20 anos. Nunca houve uma placa proibindo as pessoas de entrarem, e o local é totalmente aberto. Minha mãe não deixava meu irmão brincar lá, mas ele desobedecia. Matheus não foi o único que se afogou naquela água, existem muitos outros casos. Agora ninguém assume a responsabilidade pelo local" , lamentou o jovem, segundo quem a polícia demorou mais de 12 horas para retirar o corpo do local.

Em nota, a Cedae informou que a estação estava desativada há mais de 30 anos e lacrada. Segundo a empresa, o lacre havia sido retirado e o reservatório voltou a receber água, desviada de riacho próximo ao local. Desde então, a estação vinha sendo usada pelos moradores da região como local para recreação.

Bando queima ônibus

Ônibus foi sequestrado e incendiado por bandidos armados no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, na madrugada de ontem. Outros cinco veículos, que estavam estacionados na calçada de oficina mecânica, também foram atingidos pelas chamas. O ônibus ficou destruído.

O coletivo da Viação Madureira Candelária, que fazia a linha 335 (Tiradentes-Madureira), foi sequestrado por dois homens armados de pistolas quando passava pela Avenida Brasil, altura de Bonsucesso, por volta das 4h. Testemunhas disseram que os criminosos obrigaram o motorista a entrar na Rua Santo Aberlado, onde liberaram os passageiros.

Outros 10 bandidos, em cinco motos, se aproximaram e atearam fogo ao ônibus. "Os dois homens entraram no ônibus em Bonsucesso e um deles apontou a arma para mim. Eles disseram que não queriam roubar nem ferir ninguém e me obrigaram a conduzir o ônibus até uma rua em Ramos, onde atearam fogo e fugiram" disse, ainda assustado, o motorista Arnaud Brito.

O dono da oficina mecânica, José Carlos de Freitas, 38 anos, chegou momentos após o incêndio e lamentou o ocorrido. Segundo o mecânico, os veículos atingidos pelo fogo - Blazer, dois Santana Quantum, Verona e Kombi - eram de clientes. "Tentamos salvar o que deu. Vou ter que arcar com um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil", afirmou José Carlos, que trabalha há cerca de 20 anos no local.

A polícia investiga a hipótese de que o crime tenha sido motivado por disputa por territórios na Maré entre milicianos e traficantes. Após atearem fogo no ônibus, os criminosos espalharam panfletos fazendo alusão à presença de milicianos na região.


Sexta-feira , 6 Novembro, 2009

Assaltantes no xilindró

Sete pessoas, entre elas dois idosos, foram feitas reféns durante assalto a um condomínio de luxo no bairro de São Francisco, Zona Sul de Niterói, no fim da noite de quinta-feira. Dois bandidos foram presos e duas pistolas apreendidas. Um terceiro criminoso conseguiu escapar.

O crime aconteceu por volta das 22h30, numa casa da Associação Parque Tupinambás. O trio rendeu, na entrada do condomínio, mulher que iria visitar uma família. Eles entraram na casa número seis e fizeram sete pessoas reféns. A empregada foi agredida, enquanto o grupo exigia dinheiro e joias.

Os marginais permaneceram no imóvel por 20 minutos e levaram R$ 400, dois cordões de ouro, uma pulseira, um aparelho de telefone celular e um monitor de computador de LCD. Vizinho percebeu a movimentação e chamou a polícia. Os criminosos tentaram fugir pulando muros de casas vizinhas, mas acabaram capturados.

Armou e se deu mal

André Rodrigues da Silva, 22 anos, foi preso após se esconder ao lado de uma encosta, na Rua Dr. Diógenes Travessa, próximo a um dos acessos ao condomínio. O outro preso é adolescente de 17 anos. O caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca).

Poliçada detona plano de invasão do TCP

Um bandido morreu e quatro foram presos ontem, durante operação da Polícia Civil na Favela de Acari, subúrbio do Rio. A ação foi desencadeada com objetivo de impedir que a quadrilha que controla a favela, ligada à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), atacasse o bando do Morro da Pedreira, em Costa Barros, que é dominado pela facção Amigos dos Amigos (ADA). "A informação foi detectada pelo serviço de inteligência da polícia no início da semana e, por isso, deflagramos uma operação na Pedreira na quinta-feira e esta", revelou o delegado Marcos de Castro.

Os cerca de 80 agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com apoio de dois Caveirões e dois helicópteros, chegaram à favela pouco depois das 6h e foram recebidos a tiros pelos traficantes. No tiroteio, homem não identificado foi baleado e morreu no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

Botijão era esconderijo

Na ação, os agentes apreenderam duas submetralhadoras (uma delas estava com o bandido morto), três pistolas, três granadas, botijão de gás cortado ao meio, que servia para esconder munição, farda do Exército, colete à prova de balas, três radiotransmissores, três quilos de maconha e uma máquina de contar dinheiro.

Cerol em três favelas

Enquanto o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmava ontem, em audiência pública em Brasília, que o Rio não é violento, policiais civis e militares enfrentavam traficantes em três favelas da Zona Norte da cidade em intensos confrontos. No Morro dos Macacos, Vila Isabel, palco de guerra entre bandidos que culminou com a derrubada de helicóptero da PM, homens do 6º BPM (Tijuca) prenderam um dos 'gerentes' do tráfico. Nas ações, houve apreensões de drogas, rádios e armas - incluindo fuzil ponto 30, arma igual à que teria sido usada para abater a aeronave.

O fuzil foi encontrado no Morro da Pedreira, em Costa Barros, por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O bandido que portava o trabuco o abandonou após trocar tiros com os agentes e fugiu. Ninguém foi preso na operação, que tentou encontrar paióis de armas e drogas do tráfico local, sem sucesso.

No Morro dos Macacos, os PMs foram recebidos a tiros assim que entraram na favela para reprimir o tráfico de drogas. William da Cruz Silva, o Sabará, 31 anos, apontado como 'gerente' da venda de drogas, foi preso quando tentava deixar a favela disfarçado de entregador. Durante a ação da PM, bandidos desfilavam com fuzis e pistolas pela escadaria da Rua Açaré, que separa o Macacos do Morro São João. Segundo moradores, bandidos das duas favelas se enfrentaram em troca de tiros durante uma hora, no fim da noite de quarta-feira.


Quarta-feira, 4 Novembro, 2009

Cara de pau do tráfico

A ótima fase do atacante Adriano - que levou o Flamengo ao G-4 e ainda disputa a artilharia da competição com Diego Tardelli, do Atlético-MG - rendeu ao Imperador uma 'propaganda' nada agradável. A imagem do craque foi usada por traficantes da comunidade Cidade Alta, em Cordovil, no Subúrbio do Rio, em papelotes de crack.

Policiais do 16º BPM (Olaria) apreenderam 1.362 pedras da droga durante uma operação realizada na madrugada de ontem. Um homem identificado como Anderson dos Santos, de 22 anos, acabou em cana. Uma denúncia anônima levou os PMs à favela. De acordo com a polícia, cerca de 10 criminosos estavam no interior de uma casa, usada como ponto para venda de drogas.

Troca de tiros

Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiros pelos bandidos. Houve confronto. Anderson foi preso depois de cair de uma laje, quando tentava fugir dos PMs. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Junto às embalagens de crack, foram apreendidos adesivos com uma foto de Adriano, sorridente, ainda com a camisa da Internazionale de Milão, seu ex-clube. Segundo a polícia, bandidos costumam usar a imagem de jogadores famosos por causa da semelhança entre as palavras crack e craque.

Chapa quente na Maré

Bandidos da Favela Parque União, no Complexo da Maré, que seguiam num bonde para tentar tomar o controle do tráfico em Parada de Lucas e Vigário Geral, trocaram tiros com policiais do 22º BPM (Maré), na madrugada de ontem. Um homem ainda não identificado morreu e, com ele, foi apreendido um fuzil Rugger calibre 5.56, de fabricação americana, além de munição.

A polícia recebeu denúncias de que um grupo de bandidos ligados ao Comando Vermelho seguiria num bonde para o Complexo do Alemão. De lá, o bando partiria para as favelas Parada de Lucas e Vigário Geral, controladas pelos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP).

Ainda de acordo com a PM, que enviou 20 homens para o local, com apoio de Caveirão, pelo menos 10 criminosos trocaram tiros com os policiais na entrada do Parque União, na Avenida Brasil. O baleado chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu.

Anderson Cardoso Ferreira, 18 anos, deu entrada na unidade ferido na barriga. O irmão dele, que o socorreu, informou que ele estava na porta de casa e que não é bandido.

Justiça manda viúva de volta para o xilindró

A Justiça decretou ontem a prisão preventiva de Adriana Ferreira Almeida, viúva do ganhador da Mega-Sena Renê Senna, assassinado em janeiro de 2007, em Rio Bonito. Adriana é acusada de ser a mandante do crime, pelo qual dois homens - Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira - já foram condenados a 18 anos de cadeia.

Segundo o despacho da juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 2ª Vara de Rio Bonito, a prisão foi decretada porque Adriana não foi encontrada nos endereços fornecidos à Justiça - além da fazenda na qual vivia com Renê, em Rio Bonito, um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Por isso, foi considerada foragida.

"Não há como se afastar da óbvia conclusão suscitada pelo Ministério Público em seu parecer, de que a ré, de fato, tenta se esquivar da aplicação da lei penal no momento em que se afasta do distrito da culpa, mudando de domicílio sem prévia comunicação ao juízo. (...) Inequívoca, pois, a necessidade da decretação da prisão cautelar da referida acusada para se garantir a aplicação da lei penal", escreveu a magistrada.

Cade você, cadê você?

O advogado de Adriana, Jackson Costa Rodrigues, disse que a decisão se baseou numa busca incompleta por sua cliente. "Me causou estranheza essa decisão porque, na semana passada, recebemos despacho da Justiça para informar os endereços dela e demos três locais: a fazenda, um apartamento em Arraial do Cabo e a casa da mãe dela, em Tanguá", afirmou Jackson.

Mais um dia de guerra

A disputa pelo controle da Favela Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, chegou ontem a seu terceiro dia com novos confrontos entre traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que domina a região, e os rivais do Terceiro Comando Puro (TCP), que invadiram a favela no fim de semana. Três postos de saúde não abriram as portas, três linhas de ônibus deixaram de circular pela região e 16 mil alunos ficaram sem aulas.

Segundo a polícia, a invasão foi liderada pelos traficantes Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, Roberto da Silva, o Berrinho, 23 anos, e bandido conhecido apenas como Barriga. Pela manhã, cerca de 100 PMs de seis batalhões reforçaram o efetivo na Vila Kennedy e também realizaram incursões no Complexo da Coreia, Vila Aliança e favelas do Rebu e da Metral - locais de onde saíram os invasores.

Civil grampeou bandidos

No início de outubro, a Polícia Civil interceptou conversa telefônica entre o chefe do tráfico da Favela Vila Cruzeiro, Fabiano Atanázio da Silva, o FB, e 'comissão' de bandidos presos dentro de Bangu 3. A gravação mostra a importância de se ter o controle da Vila Kennedy, favela mais próxima ao Complexo de Gericinó - fato que possibilita a comunicação praticamente sem limites com as unidades prisionais, quase sempre feita por radiotransmissores.

No diálogo, FB cobra explicações de um dos detentos, Carlos Henrique dos Santos Gravini, o Rato da Cidade Alta. Preso desde fevereiro de 2008, ele teria dado ordem para matar um comparsa de FB, identificado apenas como Dentinho.

Morto em motel

O apresentador da TV Salvador Jorge Pedra, de 52 anos, foi encontrado morto a facadas, no domingo, em um motel da capital baiana. Segundo a polícia, o assassino seria um garoto de programa identificado apenas como Rogério.

Jorge foi achado em um dos corredores do Motel Democratas, em Salvador, com facadas na testa, ombro e pescoço. Havia também sinais de luta corporal. A carteira do jornalista foi encontrada só com os cartões de crédito. Para a polícia, o fato de a faca usada no crime não pertencer ao motel significa que o assassinato do apresentador foi premeditado.

Segundo funcionários do motel, o acompanhante de Jorge seria mais um garoto de programa que a vítima tinha o hábito de levar para o estabelecimento. O companheiro do apresentador, o cinegrafista Gilmar Pereira, 24, que morava com ele desde 2007, prestou depoimento na polícia, mas não quis falar sobre o caso.

Jorge Pedra começou a carreira em 1978 como assistente de uma colunista social. Atualmente, ele apresentava o programa Fama e Sucesso na TV Salvador.

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